Uma luz no fim do túnel

closeAtenção, este artigo foi publicado 9 anos 24 dias atrás.

Escrevi ontem que uma revista britânica – a British Medical Journal – havia se levantado contra a Humanae Vitae, publicando, no quadragésimo aniversário do documento de Paulo VI, um editorial que era a anti-encíclica, até mesmo pelas expressões utilizadas. O G1 fez o papel do “retransmissor” tupiniquim do besteirol.

Por outro lado, a edição de 30 de julho da VEJA (que já estava em circulação na sexta-feira, 25 de julho) traz uma matéria de capa gratificante, abordando o mesmíssimo assunto, mas (a julgar pela capa, pois ainda não li a matéria) sem a cegueira voluntária do especialista britânico. Ei-la:

No blog do Reinaldo Azevedo, todavia, contrariando explicitamente o que se poderia julgar pela capa da VEJA, encontra-se um texto que parece até ter sido escrito pelo sr. Guillebaund. Imagino que haja outros artigos na revista que sirvam de contraponto e possam dar uma visão mais razoável da questão. Eis o trecho apud Reinaldo Azevedo:

A quantidade de crianças que as mulheres dão à luz tem impacto direto na economia e na sociedade de uma nação. São muitas as razões que levam os casais de países ricos a ser mais propensos a formar famílias pequenas. A adesão das mulheres à competitividade no trabalho ou na vida acadêmica é certamente uma delas. O certo é que, hoje, só as nações muito pobres, como as da África Subsaariana e o Afeganistão, com renda per capita miserável, apresentam altas taxas de fecundidade e de crescimento populacional.

Também em editorial da Folha de São Paulo de ontem, dia 28 de julho, podem-se ler as seguintes palavras sensatas:

A fase de bônus da transição demográfica já vem com data para acabar.  O rápido envelhecimento da população logo produzirá significativos impactos sobre os sistemas de saúde e de previdência. É fundamental que o Estado e as famílias se preparem desde já.

Coisas assim alimentam a esperança de que o povo brasileiro, enfim, não seja mais ludibriado pelo bombardeio maciço e constante de somente um dos lados da moeda. Que tais esperanças não sejam infundadas, e que a luz que desponta no fim do túnel seja o sol a brilhar no campo aberto, é o que pedimos a Deus.

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0 thoughts on “Uma luz no fim do túnel

  1. nelson santos aranha

    o correto é a paternidade responsavel. só deve ter filho quem
    tem condiçoes economicas para lhe dar educaçao, saude e
    conforto. quem não tem dinheiro que não coloque filhos no
    mundo para cometer crimes, mendigar ou se prostituir. a igreja
    não vai criar e educar as crianças pobres. alias as escolas mais caras são as da igreja catolica onde só estudam os filhos
    dos ricos. a igreja é responsavel pela miseria do mundo ao incentivar os miseraveis de se reproduzirem.

  2. Jorge Ferraz

    Nelson,

    O suicídio demográfico que nós vemos não é “paternidade responsável”.

    E pode ter certeza que a Igreja não apóia a criminalidade nem a prostituição.

    Sugestão de leitura: Humanae Vitae.

    Abraços,
    Jorge