Os grupos de risco existem
Se até o GLOBO noticia, então é porque a verdade é tão evidente que não dá mais para camuflar: risco de contrair HIV ainda é mais alto em gays. Uma notícia análoga já havia sido comentada aqui.
Os “[h]omens que fazem sexo com homens são 19 vezes mais propensos a contraírem o vírus HIV do que a população em geral”, como diz o GLOBO, risco que pode chegar a ser “179 vezes maior na Bolívia” - os negritos são meus. A doença - que “foi inicialmente detectada entre os gays” no início da década de 80 - espalhou-se tanto desde então que os especialistas reunidos na Conferência Internacional de Aids chegaram à conclusão de que “governos e agências de saúde internacionais não souberam lidar com a crescente epidemia de HIV entre homens que fazem sexo com homens”.
Por “agências de saúde internacionais”, entenda-se ONU e OMS. Por “não souberam lidar”, entenda-se insistiram no uso “panacéico” do preservativo. Quem vai se levantar contra estes irresponsáveis que são, em última instância, os responsáveis diretos pela não-contenção da doença?
Incluam no rol dos [ir]responsáveis o Ministério da Saúde do Brasil. Porque, afinal, permanece no site do Programa Nacional de DST e Aids:
P. Atualmente, ainda há a distinção entre grupo de risco e grupo de não risco?
R. Essa distinção não existe mais. No começo da epidemia, pelo fato da aids atingir, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos, eles eram, à época, considerados grupos de risco. Atualmente, fala-se em comportamento de risco e não mais em grupo de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral, não mais se concentrando apenas nesses grupos específicos. Por exemplo, o número de heterossexuais infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres.
E, seguindo a mesma linha da inversão da realidade, os comentários postados na página da notícia chegam ao ridículo:
# Faísca 05/08/2008 - 14h 22m
Os homofóbicos de plantão se esquecem de que foi a atitude dos gays que contribuiu para se estancar a epidemia de aids, pois este grupo logo se mobilizou e deu sua contribuição. O que acontece hoje é que a homofobia impede campanhas voltadas para este grupo e os jovens gays como não viram a epidemia no auge não têm tanto medo da aids. Pesquisas indicam que os jovens gays pouco vão ao médico por medo do preconceito. Omissão do Governo, desinformação e preconceito deixam os gays sem amparo algum.
Oras, a simples afirmativa de que havia grupos de risco sempre foi - e ainda é - tachada de homofobia! Agora, a culpa do crescimento da doença entre os gays, ao invés de ser daqueles que militaram para convencer o mundo inteiro de que não há risco de contágio adicional algum associado ao homossexualismo, é dos “homofóbicos” que sempre disseram o contrário! Haja paciência…













Roberto Cavalcanti says:
August 5th, 2008 at 6:51 pm
Muito bom, Jorge.
Captare says:
August 6th, 2008 at 9:40 am
Paciência não é bem a palavra… Enquanto não houver um “militância aberta” contra esta farsa que “clama aos céus por vingança”, que é o ativismo gayzista, este tipo de opinião distorcida vai se espalhar como uma praga!
Creio que não é hora de ter paciência, e sim determinação.
Brasil introduz agenda gay na OEA « PALAVRAS APENAS… says:
August 8th, 2008 at 3:30 pm
[...] Os grupos de risco existem (por Jorge Ferraz - Deus lo Vult!). [...]
Justiça mantém: gays não podem doar sangue « Deus lo vult! says:
November 21st, 2008 at 4:27 pm
[...] Os “[h]omens que fazem sexo com homens são 19 vezes mais propensos a contraírem o vírus HIV do que a população em geral”. [Deus lo Vult! - Os grupos de risco existem] [...]
Netto says:
June 2nd, 2009 at 2:24 am
O que existe hoje é um “Comportamento de Risco” destituído de cor, raça, credo e opções sexual. Comportamentos esses que tem elevado a cada dia o numero de mulheres que contraíram o HIV de seus maridos, por viverem suas vidas promiscuas sem quaisquer pudor, muitas vezes levadas em segredo até o fim de suas vidas onde suas esposas só se dão conta do contágio após muitos anos com o agravamento do vírus. A idéia de que homossexuais continuam a ser um risco a sociedade este pensamento é homofônico, cada um responde pelos seus atos independes de suas opções. Como sempre ouvi de meus pais “Prazer em curto prazo, sofrimento a longo prazo”, pequenos deslizes podem nos custar a vida ou a vida de nosso próximo. Sou homossexual e sou doador de sangue desde os 18anos, a mim ninguém vai tirar o direito de salvar vidas.