Comentário – Vaticano II

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 11 meses 30 dias atrás.

O sr. Sizenando postou um comentário na página sobre o Vaticano II. Como foi avisado, gostaria de pedir encarecidamente para que não postassem lá, porque isso vai dificultar o desenrolar da conversa entre o sr. Sandro e eu. Comentários lá serão apagados.

O comentário do sr. Sizenando – apagado por mim lá – foi o seguinte:

Caros amigos

desculpe a intrusão
Jorge exclua este comentário se quiser.

Há 43 anos que este tema está em debate
e jamais chegarão a um consenso.

Por exemplo esta pergunta de Sandro.

A Bíblia diz:

Que somos a Imagem e semelhança de Deus.

Deus é LIVRE ! O Homem não é ?

http://www.bibliacatolica.com.br/01/1/1.php
27.    Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.

Gn. 2,17    mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.”

Isto certamente era um limite de nossa liberdade !

Mas Deus apesar de ter aconselhado o homem a não comer desta arvore ele não impediu o homem de comer daquele fruto dito proíbido !
Porque ?
Não seria esta a vontade do Pai ?

http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/h%E1+liberdade
(II Coríntios 3,17)
Ora, o Senhor é Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

O Espírito do Senhor não habita em Teplos feitos por mãos humanas, mas sim em nossos corações.

http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/sois+o+templo
(I Coríntios 3,16)
Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?

Se quando fomos batizados recebemos o Espírito Santo, e se quando fomos crismados nos foi confirmado que este Espírito Santo habita em nossos corações, então em nós habita a liberdade doada gratuitamente por Deus.

Isto significa que:  Jesus morreu por amor de todos nós, mas somente aqueles que aceitarem este sacrifício e amá-lo de todo coração seguindo e praticando os seus mandamentos, serão salvos.   Pelo contrário aqueles que regeitarem a luz de Cristo já estão condenados.

http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/amaram+mais+as
(São João 3)
18.    Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado; por que não crê no nome do Filho único de Deus.
19. Ora, este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, pois as suas obras eram más.

O Homem é livre, mesmo que seu caminho escolhido seja o do inferno, Jesus não o impedirá assim como não obrigou a Nicodemos e ao jovem rico de seguí-lo, deixou-os ir embora.

Isto não seria liberdade de escolha ?
Isto não seria livre arbítrio ?
Ou você pretende dizer que serei obrigado a entrar no céu contra a minha vontade, logo não preciso me santificar, porque o céu já está garantido ou não seria assim ?

Jesus também disse a seus discípulos:
Acaso vós também quereis ir embora ?
Pois, podem ir, eu não impedirei !

Ir embora para onde ?
Seria para outros Mestres ?
Seria para outros deuses ?
Seria para outras religiões ?
Seria para o Mal ?
Seria para o Mundo ?

Certamente ninguém será obrigado a seguir Jesus ou a doutrina da Santa Igreja Católica, mas certamente quem não seguir irá morrer eternamente, como aquele que comesse o fruto proíbido.

Por outro lado a Bíblia Diz que o anticristo, aquele que é o oposto de cristo irá obrigar a todos os homens a adorá-lo para humilhar o “Verdadeiro Criador”, e quem não adorá-lo será morto para servir de exemplo aos demais, e será um massacre dos verdadeiros filhos de Deus.

Isto sim é falta de liberdade, aliás isto já acontece com as pessoas dominadas pelo mal “Possuidos pelo mal”,

(São Mateus 8,32)
Ide, disse-lhes. Eles saíram e entraram nos porcos. Nesse instante toda a manada se precipitou pelo declive escarpado para o lago, e morreu nas águas.

Os demonios matam as pessoas assim como mataram estes porcos, porque as usam como corpos descartáveis apenas como recipientes ocos e vazios sem o menor valor.
O Maior desejo de um endemoniado é se matar, de preferência enforcado.

Nosso Deus é um Deus de Amor e quem ama não prende.
Não tira a liberdade, e Deus nos quer Livres e não escravos.

Se o homem escrever qualquer texto que contrarie esta verdade estará a serviço de seu mestre, aquele que só sabe escravizar e tirar a liberdade, substituíndo no máximo, como prémio o vício mórbido da dependência.

Dom Marcel Lefebvre fez uma escolha clássica, preferiu morrer excomungado garantindo o Futuro de sua filha a FSSPX do que pedir perdão ao Papa e retornar à casa do Pai.

Mesmo assim usou do seu mais precioso direito e Don de Deus  “A Liberdade”, que nem mesmo o Papa lhe privou dela, como no passado a “*(Santa)*” Inquisição costumava fazer com os desobedientes, acusá-los de heresia e queimá-los na fogueira da “Famosa Igreja pecadora do passado”, já que a Igreja não peca e é perfeita e o Papa é infalível e não erra, saberemos quem era o pecador desta história de trevas quando estivermos no grande julgamento universal e a luz divina iluminar todas as trevas.

Quanto a mim, jamais atirarei uma pedra sequer, seja na Igreja, no Papa, nos Lefevristas, nem mesmo na Cruz de Cristo.  Porque eu sou um pecador, e como pecador me coloco ao lado de Jesus na Cruz lhe pedindo pelo menos uma lembrança apenas.
Pelo que vejo os maiores defensores desta Igreja Santa, são os que mais pecam contra esta santidade, porque acusam o homem mais Santo do mundo de ser o maior Herege do mundo.

Pai perdoa.

Jesus autem dicebat Pater dimitte illis non enim sciunt quid faciunt dividentes vero vestimenta ejus miserunt sortes.

Só não vé esta verdade quem não quer, logo você pode ver que debater é inútil, principalmente se tratando de sedevacantismo.

Vaticano II apenas reafirmou o que Genesis já havia dito, poderia dizer mais, prefiro citar.

http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/3/liberdade
http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/livres

Fiquem com Deus.

Estimado sr. Sizenando, o senhor tem o nome do meu avô paterno, que eu não conheci. É-me uma honra conhecer alguém que tem o mesmo nome de um parente próximo. Agradeço a intervenção do senhor, bastante oportuna, na qual não obstante eu precisaria fazer alguns apontamentos, principalmente de cunho histórico. Talvez eu poste algo sobre a Santa Inquisição aqui, em breve. Por enquanto, basta dizer que o tom do comentário do senhor neste ponto é inadequado e injusto para com um acontecimento histórico importante como a Inquisição Romana.

Sobre a pergunta do sr. Sandro, ela é um pouco mais específica, porque se refere ao ensinamento da Igreja sobre temas filosóficos como “a liberdade” e a questão da supressão de alguns “direitos” quando um bem maior passa a ser ameaçado. Pretendo escrever a minha primeira resposta a ele no Domingo, no mais tardar segunda-feira, e então vou detalhar melhor isto que estou falando aqui.

Fique com Deus,
abraços, em Cristo,
Jorge Ferraz

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0 thoughts on “Comentário – Vaticano II

  1. Sandro de Pontes

    Prezado Jorge, salve Maria.

    Esta carta do Sinezando mostra muito bem o que os modernistas pós conciliares pensam sobre a inquisição. Uma lástima. E ainda ao final ele diz que nunca irá “atacar pedras na Igreja”…imagine então se atacasse.

    Eis a mentalidade conciliar. Mas ele tem razão em um ponto: aplicando a liberdade religiosa do Vaticano II no tempo da inquisição, ninguém teria morrido lá, desde que os hereges agissem “nos justos limites”…

    Um abraço,

    Sandro

  2. franc1968

    Outro dia, discutindo com um carismático católico, este começou a falar sobre a necessidade do “batismo” no Espírito Santo, pois a Igreja cometeu muitos erros e é preciso “lavá-los”. Perguntei um dos erros, e ele candidamente me respondeu: a Santa Inquisição, por exemplo. Expliquei para ele o que é a inquisição. Falei para ele sobre a doutrina dos cátaros. Expliquei o que foi a Inquisição Espanhola. E ele ficou sem ter o que falar…
    O que me surpreende é que alguns católicos acreditam piamente nesses séculos de mentira sobre a Inquisição e julgam a Igreja, sobre a qual, conforme a promessa de Jesus, as portas do inferno jamais triunfarão.
    Quando alguns tradicionalistas diziam que a RCC é excessivamente protestantizada, eu, que por nove anos fui dessa associação, reclamava. Hoje, ao me reencontrar com os antigos companheiros e escutar os seus discursos, vejo que há muito fundamento nessa acusação. Pelo menos no que tange à tácita aceitação de algumas acusações contra a Igreja Católica…