Deputados retiram assinaturas

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 11 meses 11 dias atrás.

Uma boa notícia: lembram do PL 1135/91, que tenciona descriminalizar o aborto no Brasil, que sofreu duas derrotas estrondosas este ano, que ia ser arquivado, e só não o foi porque o José Genoíno, junto com mais uma penca de deputados abortistas, apresentou um requerimento para que ele fosse deliberado em plenário?

Esta semana, dois deputados apresentaram requerimentos para que as suas assinaturas fossem retiradas do recurso que permitiu o não-arquivamento do projeto. Um deles, o sr. Carlos Abicalil (PT-MT); o segundo, o sr. Carlos Santana (PT-RJ). Acredito que a pressão feita pelos eleitores surtiu efeito, graças a Deus.

A lista continua grande e, salvo engano, a retirada dos dois nomes não vai mudar o fato de que, por ter sido apresentado um recurso, tal projeto perdeu a chance de ser definitivamente encerrado. Mas não ia ser bonito se mais deputados seguissem os passos dos dois petistas? Escrevam aos dos seus Estados (a lista está no primeiro link – não tem o email, tem apenas o nome, perdão)! Lutemos para que os deputados sejam, realmente, representantes da vontade do povo brasileiro – que é em sua esmagadora maioria contrário ao aborto.

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

0 thoughts on “Deputados retiram assinaturas

  1. Pingback: Deputados retiram assinaturas pró-aborto « O Possível e O Extraordinário

  2. Durval

    Deputados: Dr. Ubiali, Vicentinho e Francisco Rodrigues também já retiraram. O que acontece se o requerimento não tiver o número mínimo de assinaturas válidas???

  3. Jorge Ferraz

    Prezado sr. Durval,

    Na verdade, a retirada de assinaturas não é possível após o requerimento ter sido apresentado, como o senhor pode ver no link abaixo:

    Sobre os abortistas que retiraram a assinatura

    Portanto, os sujeitos que fizeram requerimentos para que suas assinaturas fossem retiradas depois do requerimento original ter sido apreciado pela Mesa da Câmara fizeram um pedido que não tem nenhum valor legal.

    É lamentável que estas pessoas queiram agradar ao mesmo tempo aos eleitores pró-vida e aos interesses criminosos dos que estão no poder. Só que, desta vez, não deu, pois a máscara caiu.

    Abraços,
    Jorge

  4. Felipe Aquino

    Penso que devemos solicitar à CNBB que oriente os padres a afixarem em todas as paróquias do Brasil e em todas as igrejas os nomes dos deputados que são favoráveis ao aborto.

  5. Jorge Ferraz

    Prezado prof. Felipe Aquino,

    Isso realmente seria muito bom. Não sei, contudo, nem se isso é possível nas atuais conjunturas, nem tampouco quais seriam os procedimentos necessários para que tal solicitação fosse efetiva. O senhor saberia como pôr em prática esta idéia tão boa?

    O que considero bastante factível é um trabalho a nível paroquial, no qual solicitaríamos individualmente aos nossos párocos a permissão para afixar esta lista no quadro de avisos de cada paróquia. Não teria a abrangência de uma decisão da Conferência Nacional, mas já seria alguma coisa.

    Abraços, em Cristo,
    Jorge Ferraz

  6. Moisés

    A quem interessa a legalização do aborto?

    Devo reconhecer que seria hipócrita que defendesse o aborto em todos os casos, mas vem cá, me diz claramente, como você se sentiria, depois dessa luta de ganhar essa luta ferrenha a favor da legalização do aborto, se a sua filha gestante de 6 meses lhe dissesse: “Pai, eu vou abortar”!
    A menos que seja um monstro, alguém é capaz de desejar a legalizaçao da morte de uma criança que não tem nada a ver com nossas hipocrisias, nossas maldades, e nossas lutas injustas e horrendas, ó para sentirmos o prazer de ver uma causa ganha, simplesmente ganha.

  7. Ulisses

    Segundo consta no documento, a aprovação do aborto não é aprovado em qualquer caso. São situações específicas: fruto de estupro, deficiência na formação fetal, etc. Dizer que é contra o aborto é fácil até que situações como essas aconteçam na família ou no círculo de amizades. Todos tem direito à vida. Qual vida? De sofrimento? Uma vida de compaixão por ver uma criança com deformação cerebral irreversível? Ficamos à espera de que? Milagre? Compaixão divina? Compaixão divina para quem? Para a família ou por uma vítima que só sofre e não tem vida?
    Por que a igreja é contra o aborto? É porque acredita-se que daí poderá vir um novo Jesus Cristo? De onde foi tirado tal ideia ou filosofia?
    Há 2000 mil anos nasceu um Deus, mas acima de tudo um homem que fazia milagres. As doutrinas religiosas surgiram de um aborto? Não! Foram de homens sadíos (quero dizer com capacidade de raciocínio).
    Pela igreja não haveria pílula anticoncepcional! Por que hoje ela é aceita ou “um direito concedido espiritualmente”?
    Uma mulher sofre um estupro e dele vem um ser humano. Qual será o perfil genético que virá? Do estuprador ou da mãe? Qual será o estado que a mãe criará tal filho? Como filho de um estuprador ou como um filho? Ela criará um Jesus ou um Satanás? Para quem sobrará o sofrimento? Para a mãe ou para a Igreja?
    Por que é necessário que exista o sofrimento para a Igreja? Hummm! É para ter com o que desmontar psicologicamente o ser humano? Incubir a ele o pecado, a desgraça, a infelicidade e, principalmente, a culpa? Se não me falha a memória, Jesus não gostava de igrejas nem de falsos profetas!
    Há uma diferença muito grande numa filha engravidar de um namorado e de um estuprador. No primeiro caso é falta de diálogo entre pais e filhos. No segundo caso é falta de que? De segurança, do real direito à vida honesta e, desde há pouco tempo, do direito de se defender e sobreviver. Apontem-me um único caso onde um marginal encontrou na vida religiosa uma fonte de sobrevivência de forma honesta.
    Ser ou não ser a favor do aborto vai muito além do fato. É preciso observar o cenário de vida atual. Até onde eu saiba, ainda não estamos no paraíso…

  8. Jorge Ferraz

    Sr. Ulisses,

    A Igreja é contra o aborto porque é a favor da vida; porque Ela acredita que a vida é sagrada e, sendo um dom de Deus, a ninguém é lícito tirá-la arbitrariamente.

    Não tem nada a ver com esperar “que daí poderá vir um novo Jesus Cristo”. Aliás, é a primeira vez que leio semelhante sandice.

    A oposição ao aborto – nunca é demais repetir – não é religiosa, é uma exigência moral óbvia, como a oposição ao assassinato ou ao furto. Não é exclusividade dos católicos.

    Pílulas anticoncepcionais são ilícitas. De maneira alguma podem ser “um direito concedido espiritualmente”, seja lá o que isso signifique.

    Por fim, ser contra o aborto é uma questão de princípios, é uma exigência explícita para os católicos e (pelo menos) moral para quem mantenha minimamente intacta a sua consciência.

    Abraços,
    Jorge