Terapias com células-tronco

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 11 meses 2 dias atrás.

Uma brasileira chamada Daniela Bortman, que sofreu um acidente de carro em 2006 e perdeu os movimentos, foi à China para fazer um tratamento com células-tronco polêmico, que só existe lá: consiste no transplante de células obtidas a partir de fetos abortados. De acordo com a FOLHA,

[o]s detalhes do tratamento não são divulgados de forma transparente, conta a geneticista Lygia Veiga Pereira, professora da USP. Ainda não se conhecem os efeitos a longo prazo, como os riscos de inflamações ou de tumores.

A menina, após a cirurgia, conseguiu mexer o punho esquerdo.

Enquanto isso, aqui mesmo na Bahia, um grupo de pesquisadores da Fiocruz consegue fazer cachorros e gatos paraplégicos ficarem de pé com células-tronco adultas. Sem precisar de viagens internacionais a países que se utilizam dos despojos do crime para tratamentos polêmicos.

E ainda há quem insista em destruir embriões humanos…

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46 thoughts on “Terapias com células-tronco

  1. Thais

    Acredito que várias coisas mudam após uma lesão medular e dentre essas coisas o conceito de vida, de direito à ela e etc. Aliás o conceito de muitas coisas mudam… e argumentos morais para mim são os que são escritos por pessoas que realmente passaram ou passam por algum tipo de deficiência, seja no meio da vida ou desde o início dela.
    Então argumentos contra células troncos embrionárias vindos de uma pessoa que possui uma deficiência para mim é realmente válido, e deixo bem claro: que possui!!!!!!!!
    Não que tenha filhos, pais ou namorados deficientes.
    Só quem vive algum tipo de deficiência que sabe oq ela realmente significa e o q ela é capaz de transformar num indivíduo, seja transformações ruins ou boas. Então por favor não coloquem aqui palavras que um dia possam ser brutalmente mudadas em questão de segundos. No segundo que vc passar a não sentir e movimentar mais as pernas ou braços vc verá o outro lado e poderá, na minha opinião, opinar contra ou a favor de células troncos embrionárias com a moral necessária.

  2. Pedro M

    Thais, você realmente precisa ler as Confissões de Sto. Agostinho, por exemplo, para entender qual é a “moral necessária”…

    Se a moral fosse tão relativista assim, coitada de Sta. Giana Beretta Molla, S. Maximiliano Kolbe e praticamente todos os mártires. Foram uns otários que não mudaram seu conceito de “moral” para salvar suas vidas…

    Deprimente. Quanta fraqueza. Basta somente um mal terreno e passageiro para esquecer que “tudo posso Naquele que me fortalece”.

  3. Thais

    Repito mais uma vez que acho válido apenas os argumentos de quem passou por algum tipo de deficiência (nesse caso) ou sofrimento (caso dos exemplos citados no seu comentário Pedro).
    Acredito que não tenha nada a ver a história de Giana, já que para salvar a vida da filha fez de tudo, e vai saber se não faria um transplante de células troncos embrionárias se tivesse sobrevivido e no meio da vida de um dos seus filhos acontecesse uma paralisia. Só estou passando por aqui para dizer que nos conhecemos só mesmo quando passamos por situações q antes julgavamos, ou éramos contras, à favor, tanto faz, só conhecemos nossas reais atitudes quando vivenciamos. Para mim não bastam palavras ou exemplos. Esses exemplos Pedro são justamente exemplos vivos, cada qual vivenciou um sofrimento. Cada um é cada um, mas é necessário vivenciar para poder julgar, independente do mal vivenciado. Outra questão, as pessoas que buscam tratamento na China, não matam vidas, quem mata são as mães que abortam (que no caso da China é legal), então estão apenas usando para seu próprio bem alguma coisa que n serviria para mais nada. Se essa é a realidade da China que pelo menos façamos dessas vidas alguma renovação para outras vidas. Pq infelizmente não somos ninguém para proibir abortos na China. Não tem lógica nenhuma oq vcs dizem, ng está matando ng, e sim utilizando uma vida que já havia sido roubada para renovar uma outra vida necessitada. Enfim, espero que nunca passem por algum tipo de deficiência para que possam pensar sobre o uso ou não de células troncos, espero apenas que respeitem quem realmente vivencia todo santo dia, que buscam incansávelmente alguma forma de tratamento.

  4. Jorge Ferraz

    Dona Thaís,

    Então as únicas pessoas que têm moral para falar contra os assassinatos são os assassinos, porque somente eles vivenciaram a situação de matar alguém, né?

    Abraços,
    Jorge

  5. karina

    Então, Thaís, na verdade só pode falar de pesquisa com célula tronco embrionária o próprio embrião. Somente ele pode dizer o que sente e o que acontece enquanto ele é furado e futucado por pinças e coisas afins. Se para ele estiver tudo bem em ser futucado, furado e fragmentado, e mesmo assassinado, sem problemas.
    Pedro M me fez lembrar uma senhora que deu entrevista dia desses para o Globo Repórter. Acometida de paralisa infantil, sua mãe viva falando que ela não seria nada. Ela, lembrando que “tudo posso Naquele que me fortalece”, pensou consigo mesma “Deus não me deu essa deficiência para ser triste nem para me castigar. Eu sou assim e assim viverei da melhor forma possível”.
    Ao contrário das previsões de sua mãe, e das “recomendações médicas”, casou, teve SEIS filhos, toca piano, foi professora… O filho mais novo dela só percebeu a deficiência da mãe quando já era grandinho, porque ela era tão ativa, tão ativa, que não dava tempo de ver que ela anda com muita dificuldade.
    Deficiência quem faz é a gente.

  6. Eduardo Araújo

    Thais, você e os demais que compartilham suas opiniões sobre pesquisas com CTEH deveriam reclamar, então, da Dra. Zatz e dos ministros do STF que esbravejaram, xingaram os oponentes, usaram os deficientes como massa de manobra e trataram de células tronco embrionárias na base desse mesmo sentimentalismo barato.

    Afinal, eles NÃO ERAM deficientes, logo não podiam ter tratado do assunto, certo?

  7. Menina de Recados

    Aviso da Dra. Alice Teixeira Ferreira, pesquisadora de células tronco há anos e professora de biofísica da Unifesp. Reconhecida internacionalmente, respeitada em todo o mundo:

    Data da mensagem: 11/01/2010

    “Estive num congresso internacional em novembro passado que se intitulava \”Uso RESPONSAVEL das células-tronco no tratamento de doenças degenerativas\”. A pricipal conclusão deste congresso é que as CTs não são sozinhas a solução de doenças degenetivas. O futuro está baseado no tripe: medicamentos, cirurgias e CTs, afirma Colin McGuckin, diretor do banco europeu de CTs de sangue de cordão.

    O problema está no fato de as CTs ao se diferenciarem perderem a capacidade de se auto-renovarem.Isto significa que depois de certo tempo morrem e não são substituidas.

    Infelizmente a midia criou falsas esperanças com o mito das CTs e exitem pesquisadores que alimentam tal mentira.

    As células embrionárias e as suas \”irmãs\” as células de pluripotencia induzidas(iPS) produzem teratomas e não se sabe ainda como evita-los. Seguramente tem caracteristicas cancerigenas.

    No caso de lesão cronica da medula espinhal é mais complicado ainda: a cicatriz é um cisto e não se sabe como eliminar tal cavidade e como religar de maneira adequada as células nervosas.Assim é um investmento absurdo ir a China se \”tratar\” com tais aventureiros.

  8. Otavio

    Thais, faço de suas palavras as minhas. mandou mto bem

    so quero deixar claro que quando sugiu essa possibilidade (Celulas Tronco) nao vimos outra solução a nao ser arriscar… afinal, como uns ai falaram ” A DEFICIENCIA QUEM FAZ É AGENTE”
    mas no caso da minha namorada quem fez foi um motorista irresponsavel que passou pelo semáforo vermelho e ainda estava embriagado e aconteceu a colisão no carro onde ela estava”

    ela era uma pessoa normal antes deste acidende. agora imagina uma pessoas normal, que praticava esportes, saia, dançava e agora nao poder ao menos mexer os braços direito. se coloquem nessa situação. portanto continuarei lutando junto a ela e nunca vou a abandonar. estou sempre em contato com o Doutor Miguel Nicolelis, e logo que ele começar alguns testes com humanos, vou estar na lista para colocar minha namorada.
    temos fé que ela vai retornar a vida q tinha antes, ainda mais com a evolução que ocorre a cada dia em pesquisas deste tipo. td sera questao de tempo

    nunca deixarei de amar minha Daniela.

  9. Pedro M

    Caramba, não tinha visto isto aqui:

    Acredito que não tenha nada a ver a história de Giana, já que para salvar a vida da filha fez de tudo, e vai saber se não faria um transplante de células troncos embrionárias se tivesse sobrevivido e no meio da vida de um dos seus filhos acontecesse uma paralisia.

    Há uma diferença crucial nesse cenário hipotético da Thais. Sta. Gianna fez de tudo, inclusive dar a própria vida, para salvar a filha. Isso é muito diferente de dar a vida dos outros (no caso, dos embriões).

    Otavio: se você concorda em tudo com a Thais, quer dizer que você só gostaria que o camarada que provocou esse infeliz acidente fosse julgado por uma vítima como a sua namorada. Então um julgamento comum provavelmente não serviria.

    Vejamos por outro lado: se fosse você ou alguém próximo no lugar desse infeliz motorista, embriagado e irresponsável, você só poderia ser julgado por alguém vitimado numa situação semelhante, certo? Pois outra forma de julgamento não serviria.

    Me diga se esse seria um julgamento imparcial.

    Ora, se os critérios devem mudar de acordo com as experiências pessoais e não podem ser perenes, o que parece justo para você hoje pode ser injusto amanhã. Segundo seu raciocínio, você teve “sorte”, digamos assim, de estar neste lado da situação, porque é o lado que sofreu e pode exigir alguma reparação. E se amanhã você estiver do outro lado?

    Eu fico impressionado como é difícil fazer enxergar o mal que é o relativismo…

  10. Pedro M

    Em tempo: dilemas morais são exatamente o que são. Dilemas. Ninguém tem culpa de ser tentado por um dilema. Mas ninguém deveria medir o mundo pelas experiências particulares — especialmente se não estão em jogo a sua liberdade, o seu filho ainda não nascido, a vida e a liberdade do seu parente “bêbado irresponsável”, você mesmo.

  11. karina

    Otavio, não estou falando que é fácil lidar com deficiências, o que estou falando é que sua namorada não necessariamente precisa voltar a fazer TUDO o que ela fazia para ser considerada um ser humano normal. Ele passou a lidar com uma nova realidade, que pode demorar para se acostumar, mas é uma nova realidade.

    Passou uma reportagem com um rapaz dia desses, ele foi considerado um dos maiores jovens empreendedores DO MUNDO. Ele tem uma fundação que auxilia pessoas com necessidades especiais, trabalhando com arte e música.

    Ele é tetraplégico, e não nasceu assim, ele ficou tetraplégico após um acidente numa cachoeira. Ele trabalha com o computador numa agilidade que nem eu tenho, ele usa uma espécie de vareta para acionar os comandos, e manipula a vareta com a boca. Ele viaja, administra seus negócios, tem os amigos dele, e ainda ajuda outras pessoas. Ou seja, a vida dele TOMOU NOVO SIGNIFICADO, ele não “sentou às margens do rio petra e chorou”, ele arregaçou as mangas e foi à luta.

    Talvez, se ele não tivesse sofrido o acidente, ele seria um “operário padrão”, naquele ritmo trabalho 8 horas por dia, como, durmo, trabalho de novo. Tipo a minha vida, que é comum, eu não faço nada de extraordinário.

  12. Otavio

    oi karina… concordo afinal ela faz a mesma coisa q a pessoa a quem vc citou… ela continua a faculdade de medicina, na qual ela esta no ultimo ano. tem adaptações para se alimentar, usar laptop, e varias outras coisas… o que eu quis dizer, é q as pessoas podem e devem arriscar novas terapias (nao só a de celula tronco). mas posso garantir que ela tem uma vida normal como de outras pessoas… tem seus amigos, vamos em bares, baladas, etc…
    ela sempre foi dedicada e continua ainda mais…. mas ela sente falta de poder arrumar as coisas dela no modo dela… afinal depender de auxiliares nao é facil.

    att,

    Otavio Moura

  13. karina

    Bom, Otavio, todos nós dependemos, em última instância, de Deus.

    Da minha parte, eu não ficaria bem em saber que um bebê foi morto somente para eu poder fazer as coisas da minha maneira.

    Ainda que ele tenha sido abortado pela própria mãe, como disse a Emanuelle, só se pesquisa com “material” vivo, não seria possível fazer o tratamento se esse bebê abortado tivesse morrido de fato antes de se retirar dele o que não foi útil aos pais, mas será útil à ciência. Chega a me dar calafrios.

    Aliás, interessante história foi publicada no site da Revista Época essa semana. Curioso: a maior parte das pessoas se choca com a “falta de ética” da ciência para conseguir as células da senhora Henrietta Lacks http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2010/02/10/a-primeira-mulher-imortal-ganha-vida-finalmente/

  14. karina

    E à Daniela, que Deus a abençoe em sua nova fase, vitoriosa ela já é, levando em conta as descrições que você fez!

  15. Ricardo

    Olha so, li varias dessas mensagens postadas acima, percebi o grande interesse por cura de doencas consideradas ate hoje, pela medicina, de incuraveis.

    Estou vendo muita gente interessada em pagar uma fortuna para um tratamento experimental do outro lado do mundo, sem a garantia de resultados satisfatorios.

    Agora eu pergunto: Por que a Globo nao divulga os milagres que varios missionarios fazem(de graca), comprovadamente, eh so procurar na internet vao ver, inclusive aqui no Brasil.

    Quem nao acredita, eh so ligar a tv no canal 21, aqui no meu estado(MS) eh o canal 26, (nao sei o horario, assisto muito pouco, mas sei que ao longo do dia e de madrugada passa tambem) vao ver o Apostolo Waldomiro Santiago, da igreja Mundial, e os milagres ao vivo e a cores, inclusive, com testemunhos, e laudos medicos, do antes e depois, para tirar qualquer duvida.
    Esse pastor eh muito usado por Deus, (Deus que todo mundo acredita, mas poucos confiam), e depois de assistirem aos depoimentos, analisem NAO com PRECONCEITO, e sim com POS CONCEITO. Acredito estar falando com pessoas esclarecidas, por isso que eu pedi para deixar de lado o preconceito, que eh comum em pessoas que acham que conhecem tudo e torcem o nariz para qualquer coisa que nao seja racional.

    Alem do mais, eh de graca, e no maximo que pode acontecer, se voces decidirem assistir o programa eh perder seu tempo, isso para quem esta desesperado, nao eh grande coisa, inclusive para pessoas que estao dispostas a atravessar o mundo a procura de uma cura cara e sem garantia nenhuma.

    Vejam bem, nao sou membro dessa denominacao, nao ganho nada com isso, e esse eh o problema, as pessoas nao dao valor a tudo que eh de graca, acham que se nao custa nada, entao nao presta.

    Espero ter ajudado de alguma forma, nao todas as pessoas que lerem esse texto, apenas as pessoas que tenham humildade o suficiente para aceitar sugestoes.

    Desculpem-me a falta de acentuacao, meu teclado eh americano.

    Atenciosamente,

    Ricardo

  16. josue gomes de oliveira

    Eu gostaria de saber se as pessoas que são contra as pesquisas com células tronco têem alguem numa cadeira de rodas ou num a cama em casa.
    São formadores de opiniões que não ajudam e só atrapalham o desenvolvimento da ciencia.
    Cala a boca e parem de se importarem com algo que desconhecem.Sentem numa cadeira de rodas e depois podem falarem o aque quiserem.
    Aqui fica meu protesto de repúdio a essas pessoas que não edificam nada e ainda procuram destruir o que os outros edificaram