35 brasileirinhos – por Lenise Garcia

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Circula desde ontem a notícia de que foi criada a BR-1, primeira linhagem brasileira de células-tronco embrionárias. Pode-se ler isso, por exemplo, em:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081002/not_imp251929,0.php

Para a obtenção desta primeira linhagem, 35 brasileirinhos foram imolados no altar da ciência. Sim, a ciência é hoje o ídolo que exige sacrifícios humanos para saciar o seu apetite, de saber, de lucro, de poder…

Não nego que possa haver também um sincero desejo de obter curas para pacientes com doenças degenerativas e outras. Mas é sabido que a grande promessa para essas curas não são as células-tronco embrionárias, e sim as adultas e as pluripotentes induzidas (iPS), como explica em lúcida entrevista a Dra. Cláudia Batista:

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=697

A obtenção dessa linhagem não traz novidade científica. Há mais de 10 anos faz-se isso em diversos países.

A derivação de neurônios e de outras células diferenciadas, a partir delas, também não será novidade.

O que seria uma grande novidade científica seria a obtenção de células realmente seguras para estudos clínicos em humanos, o que até hoje não existe, no mundo todo, a partir de células-tronco embrionárias.

Enquanto isso, 35 pequenos brasileiros e brasileiras foram transformados em material de experimentação, em lugar de viver a vida à qual tinham direito. Não temos o que comemorar.
[dra. Lenise Garcia, presidente do Movimento Brasil sem Aborto, recebido por email]

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