Dois ligeiros comentários sobre CTEHs

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 10 meses 13 dias atrás.

Primeiro, o número de brasileiros imolados no altar da Ciência Moderna é desconhecido. Trinta e cinco foi o número originalmente divulgado, mas as pessoas disseram ter ouvido outros números nos telejornais. G1 fala em “pouco mais de trinta” e a VEJA (aqui em segunda mão) fala em 308 embriões doados, dos quais 36 transformaram-se em blastocistos. A triste verdade é que ninguém se importa com este número, no meio da euforia pseudo-científica corrente. Tenha Deus misericórdia de nós todos.

Segundo, a dra. Lygia Pereira, em entrevista concedida à Folha de São Paulo, disse que o objetivo agora “é produzir essas células em grande escala”, e que “no ano que vem, será feito [nos EUA] o primeiro teste para lesões na medula”. Para mim, é novidade; ainda recentemente, saiu que a FDA havia recusado testes clínicos com CTEHs. A médica brasileira tem pressa. E dar com os burros n’água “em galope” pode ser trágico.

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0 thoughts on “Dois ligeiros comentários sobre CTEHs

  1. wagnermoura

    O mais estranho é que a Lygia mesmo diz que os testes da Geron não foram aprovados! Ela falou isso no site da UOL e muito curiosamente a afirmação dela não foi reproduzida pela Folha de S. Paulo e nem pelo portal G1… Eles sequer citam a Geron, só no UOL cita. Lygia é da patota de Mayana Zista… Enfim, pode ser que haja uma motivação real de fazer o bem. Resisto muito em acreditar nisso depois de tudo que aconteceu… Rezo para que a pesquisadora Lygia perceba o erro que está cometendo.

  2. Eduardo Araújo

    Não sei, não, Wagner. Talvez a real motivação seja dar um “alô” para os portadores de doenças degenerativas que a turminha da Mayana usou e abusou como massa de manobra na votação do STF.

    Esse pessoal está querendo o seu remédio agora. E não lhe basta afirmar – como o fez a Mayana – que não há previsão de resultados (risível, essa ‘ciência’, hein). Venderam-lhe a pesquisa com células embrionárias como o grande salva-vidas da medicina. E aí? Cadê os iluminados para falar de religião medieval (sic) agora?