Uma mesa cheia de crianças

Sunday, October 26, 2008 18:05 | Filled in Devaneios, Ética & Moral

http://it.youtube.com/watch?v=cKCRHhmHvjg

Sua tataravó teve catorze filhos; sua bisavó teve quase o mesmo número; para sua avó, três foram o bastante; e sua mãe não queria nem você, você foi somente um acidente. E você, minha garota, você vai de parceiro em parceiro, e quando você comete algum engano, escapa dele por meio do aborto. Mas algumas manhãs você acorda chorando depois de ter sonhado à noite com uma grande mesa arrodeada de crianças.

Ontem, tendo saído com alguns amigos, nada melhor do que devaneios em mesas de bar. Entre uma cerveja e um cigarro; falávamos sobre a sociedade atual, sobre o feminismo, sobre o valor da mulher, da pureza, da castidade, da virgindade, sobre a libertação sexual, sobre o Cristianismo. Falávamos, enfim, sobre a vida.

Um amigo economista nos mostrava como o feminismo, através da pretensa defesa das mulheres, tem contribuído para tornar a vida delas um verdadeiro pesadelo. Falávamos de diversas coisas; da fertilidade das mulheres (que é muito mais sensível ao tempo do que a masculina), da óbvia diminuição populacional em países cujos cidadãos “inteligentes” e “superiores” tinham poucos filhos, das óbvias conseqüências desastrosas desta regressão populacional, da suposta luta de classes entre os homens e as mulheres… enfim, sobre diversas coisas. Daria para escrever um livro, como sugerimos, brincando, em certo momento da noite. Dentre todas essas coisas que foram faladas, contudo, gostaria de escrever um pouco aqui sobre a crueldade que o feminismo faz sobre as mulheres.

Em particular, por meio da imposição de uma espécie de “ditadura da beleza”! Oras, se a revolução sexual segue o caminho absurdo de, ao invés de valorizar a pureza femina, valorizar a promiscuidade universal, quem é que sai perdendo nesta história? As mulheres, sem dúvidas. Porque se a sexualidade é livre e se a satisfação sexual é o parâmetro que mede a felicidade, e se é necessário ter mais e mais parceiros (como a menina da canção em epígrafe), então o tempo, que tem efeitos terríveis sobre as mulheres, vai inevitavelmente transformar a felicidade da juventude em frustração na idade adulta. Se as mulheres precisam “disputar” entre si para conseguir parceiros sexuais, a disputa pode ser justa dentro da faixa etária da juventude. Sempre há, entretanto, meninas jovens, e as mulheres, conforme envelhecem, vão precisar disputar com as novas gerações que vêm surgindo – o que, sem dúvidas, não é uma disputa justa. A abundância de pretendentes, a beleza física da flor da juventude, a sensação de ser desejada… tudo é palha e vira pó com o passar dos anos. E então vem a frustração.

Como canta Tom Zé: “A Brigitte Bardot está ficando velha, / envelheceu antes dos nossos sonhos. / Coitada da Brigitte Bardot,  / que era uma moça bonita, / mas ela mesma não podia ser um sonho / para nunca envelhecer”. E como conversávamos ontem: se não for para a edificação da família que estiver ordenada a faculdade sexual, a frustração é inevitável. E, para as mulheres, é ainda mais doloroso, porque a maternidade está profundamente inscrita em cada mulher. Isto significa que precisamos resgatar alguns valores perdidos; valores como castidade, pureza, virgindade. Valores como família, como filhos.

A Ditadura da Beleza joga as mulheres numa guerra sem vitória possível. Porque o tempo é destruidor certo de toda a beleza da juventude; e as novas gerações são concorrentes de peso, contra as quais as mulheres mais velhas têm pouca ou nenhuma chance. Não adianta buscar a beleza e os atrativos do corpo; importa buscar os filhos e a construção da família, única satisfação realmente duradoura. Dizia o meu amigo economista que a mãe dele estava com setenta e não sei quantos anos, e a cada ano que passava, mais bonita ela ficava para ele. Em compensação, as “velhas solteironas” que nunca quiseram formar uma família para aproveitar a sua “liberdade sexual”, muito antes do que gostariam viram a sua liberdade ser destruída por causa dos efeitos do tempo. E, quando se percebe isso, via de regra é tarde demais; famílias só se constroem na juventude.

Contra a Ditadura da Beleza ergue-se como defensor das mulheres o Cristianismo, e em particular o Matrimônio Indissolúvel. Sim, porque a mulher sabe não ter condições de competir com outras mulheres indefinidamente; a Doutrina Católica vai dizer, todavia, que o marido dela, não importa o que aconteça, não importa quantas “concorrentes” apareçam, tem obrigação de estar com ela até que a morte os separe. A indissolubilidade matrimonial vai dizer que o marido deve se importar com a sua mulher e não com nenhuma outra. O que mais uma mulher quer? Que segurança maior que essa a mulher poderia esperar? Porque – vale salientar – o divórcio é extremamente injusto para com as mulheres. Afinal, após vinte anos de casados, quem tem mais chance de conseguir “construir uma nova família” pós-divórcio, o homem ou a mulher perto da menopausa?

É sobre a família que tudo deve estar construído. E o vídeo acima mostra como os valores se foram perdendo com o passar do tempo – como a terra que cai pelo caminho conforme é passada de geração em geração -, e urge recuperá-los. Como a mulher que só quer “curtir” a sua juventude, de parceiro em parceiro, abortando quando necessário. Mas, de vez em quando, ela acorda chorando, porque percebe haver alguma coisa dentro dela a lhe dizer que esta vida não tem futuro. Esta mulher é bem representativa das mulheres que encontramos na nossa sociedade, hoje em dia. Estão enganadas, mas podem ser recuperadas. Porque, no fundo, no fundo, esta mulher do vídeo – como toda mulher! – sonha com uma mesa cheia de crianças.

p.s.: a virtual totalidade das idéias acima expostas são devidas a Valter Romeiro, o meu amigo economista citado, a quem não posso deixar de agradecer.

Anúncios de responsabilidade do Google
You can leave a response, or trackback from your own site.

44 Comments to Uma mesa cheia de crianças

  1. sandra nunes says:

    October 27th, 2008 at 7:04 am

    Jorge, deixando o “economês” de lado a MAIORIA dos casais decidem JUNTOS quanto filhos querem.
    É uma decisão conjunta”marido-mulher”.
    Mesmo casais que a mulher não trabalha fora (portanto não é uma famigerada feminista) a decisão do número de filhos é do CASAL.
    Conheço MUITAS mulheres que trabalham fora, não por feminismo, e sim porque o que seu marido ganha não é suficiente para garantir a renda familiar da familia.
    Via de regra, essa decisão do casal, é econômica.
    O casal quer dar o melhor para seus filhos.
    O casal que opta por não ter filhos, normalmente, AMBOS dão valor à estética e a liberdade.

  2. Rafaela says:

    October 27th, 2008 at 7:53 am

    Jorge,

    Eu como mulher posso dizer que o seu amigo esta corretissimo em suas observações!!!

    Infelizmente a revolução feminista transformou a mulher em apenas um objeto sexual e essa inversão de valores faz com que as próprias mulheres se valorizem cada vez menos.

    Eu pretendo me casar e ter a quantidade filhos que Deus reservou para mim. Sei que não é facil, vivemos em uma sociedade hedonista e egocentrica e tambem sei que alimentar uma familia numerosa não é das coisas mais facéis. No entanto quando nos abrimos completamente a graça de Deus e confiamos nossa vida a Ele, tudo se ajeita apesar das dificuldades.

    Quisera ter mais homens e mulheres católicos verdadeiros que pudessem compreender verdadeiramente o valor da mulher e o sentido do matrimonio!!!

  3. Captare says:

    October 27th, 2008 at 8:55 am

    Jorge, belíssima exposição!

    É pura burrice essa coisa moderna de “racionalizar a família”, nenum motivo é REALMENTE tão grave que impeça os casais de agir de acordo com a natureza. Nosso País jáo foi muito mais pobre e as famílias conseguiam se sustentar assim mesmo, e é justamente nos países mais ricos é que o número de filhos é menor, mas são países cada vez mais velhos.

    Não ligue para o que a patrulha ideológica fala! Eles estão e mtoda parte, e tende a piorar muito…

    Nada substitui a graça de Deus, nem um excelente “planejamento”que, ironicamente, tende justamente a ser um planejamento para NÃO ter filhos…

  4. Danielle Aran says:

    October 27th, 2008 at 9:01 am

    Faço minhas as palavras da Rafaela!

  5. Fabrício L. says:

    October 27th, 2008 at 9:15 am

    Jorge,

    Agradeço muitíssimo por ter compartilhado com seus leitores estas reflexões sobre a feminilidade. Muita gente pensa que a Sã Doutrina é deletéria para as mulheres. Ledo engano!

    O Matrimônio e os filhos representam a vocação natural de todo ser-humano, e tanto para a mulher quanto para o homem, é o caminho que, apesar dos espinhos, pode garantir a verdadeira felicidade.

    Em sua Teologia do Corpo, o Servo de Deus João Paulo II diz:

    “Recordemo-nos ter Cristo apelado para o que era «no princípio», quando foi interrogado sobre a unidade e a indissolubilidade do matrimónio. Citou as palavras escritas nos primeiros capítulos do Génesis. Procuramos por isso, no decurso das presentes reflexões, penetrar no sentido próprio destas palavras e destes capítulos.

    O significado da unidade original do homem, Que Deus criou «varão e mulher», obtém-se (particularmente à luz do Génesis 2, 23) conhecendo o homem na completa dotação do seu ser, isto é, em toda a riqueza daquele mistério da criação, que está na base da antropologia teológica. Este conhecimento, quer dizer, a busca da identidade humana daquele que no princípio está «só», deve passar sempre através da dualidade, da «comunhão».” (Audiência Geral, 21 de novembro de 1979)

    Que os homens e mulheres saibam, pela intercessão da Santa Mãe de Deus, viver cada vez melhor sua vocação matrimonial, para o bem da humanidade, e para a Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo!

    Paz e Bem!

  6. sandra nunes says:

    October 27th, 2008 at 9:45 am

    Acredito, que a Danielle e a Rafaela só se casarão com homens que concordem com a opinião delas.
    Foi exatamente o que eu disse, o CASAL decide quantos filhos vai ter.
    É uma decisão CONJUNTA, não podendo jamais ser UNILATERAL.
    Ter um planejamento familiar, ou não, é OPÇÃO do CASAL.
    Não depende só da mulher.

  7. Rafaela says:

    October 27th, 2008 at 11:56 am

    Sandra,

    Se a graça de Deus assim permiti, quero mesmo um marido que compartilhe da minha fidelidade a sã doutrina e isso não é um caso de concorda com a minha opinião. O caso aqui é de obediência e fidelidade a Deus!

    E não concordo que é o CASAL quem decide quantos filhos vai ter! Na verdade eu e meu marido podemos decidir que queremos 6 filhos, mas se Deus assim não quiser isso não acontecerá.

    A diferença é que há o planejamento familiar sim, no entanto é um planejamento aonde o QUERER de Deus é muito mais relevante do que o simples querer do casal!

    Eu quando vejo muitas mulheres querem limitar a quantidade de filhos em dois e ate mesmo em um eu me entristeço profundamente, pois a desculpa é sempre a mesma: “queremos dar o melhor para os nossos filhos”.

    Esquecem que o melhor que pode dar aos filhos é o conhecimento de Deus e para isso não precisamos de dinheiro!

  8. Demerval Jr. says:

    October 27th, 2008 at 12:45 pm

    Nos dias de hoje isso é espantoso: um grupo de homens (essa forma de vida predadora que, via de regra, gosta de digerir mulheres) se reúne à mesa de um bar (normalmente, um antro de fomento da apologia machista e da sujeição sensorial e orgânica do feminino abjeto) para – ao contrário do que qualquer olhadela poderia naturalmente supor – enaltecer o gênero feminino, reconhecer a razão de ser da feminilidade e defender virtuosamente o ambiente dominante, por natureza, da mulher: o lar e a sua causa e conseqüência, a instituição familiar, mesmo às custas da singela escravidão masculina mediante as obrigações que esse estado de vida lhes impõe – principalmente no tocante à libertinagem machista.
    Enquanto houverem homens defendendo a instituição familiar e o seu núcleo motriz – a feminilidade em torno da qual marido e filhos são felizes satélites – o mundo ainda terá esperanças. Porque ainda nem todos (e todas…) engolem o discurso desvairado, ofegante e caolho do “planejamento” familiar que destitui o Amor-Ágape e institui a desordem social, num absurdo exercício de demolição da Nação. Sim, porque hoje já não se escolhe um modus vivendi mas apenas se assimila uma imposição demoníaca – ops!, desculpe-me, demagógica de um pensamento cheio de sofismas e enviesado de terceiras e últimas intenções…
    Perdão pelo desabafo, na verdade queria apenas dar-lhe os parabéns pela coragem de desdizer a desdita e dizer o não dito… Mak tub!

  9. sandra nunes says:

    October 27th, 2008 at 12:57 pm

    Querida Rafaela,

    Deus permita que você tenha uma prole numerosa e abençoada.

    Fui abençoada com DOIS meninos, queria mais mas, não vieram.

    Sempre tivemos condições financeiras de criar bem os dois.

    Demos, muito amor, mas nunca deixamos faltar a parte material pra eles.

    É caro cuidar de filhos, alimenta-los, vesti-los, cuidar de sua saúde, educa-los enfim ( tudo que seus pais fizeram por você e seus irmãos e irmãs, caso os tenha) torna-los homens de bem.

    Quando nasce seu filho(a) você para de pensar em você e passa a pensar nele. ( isso nunca acaba )

    A vida do casal passa a girar em torno de sua criança.

    Você quer ve-lo alimentado, com saúde, feliz ( você vive para isso)

    Meu filho mais velho está casado, mas nem por isso deixo de me preocupar com ele.

    O planejamento familiar, hoje em dia é uma realidade que não podemos fingir que não existe.

    Os pais querem o melhor para seus filhos, e ter um número de filhos de acordo com suas condições financeiras é uma opção de amor.

    E tenho certeza que Deus entende.

    Não acredito que Ele queira crianças criadas sem alimentação, sem educação, sem saúde.

  10. master69 says:

    October 27th, 2008 at 1:54 pm

    Só para acrescentar: a Europa há décadas vem incentivando as políticas de controle da natalidade, pró-aborto e valorização da mulher que trabalha. O que está acontecendo hoje?
    - A população européia está envelhecendo, o que provoca crises no sistema previdenciário;
    - o índice de natalidade dos imigrantes, em especial os muçulmanos, é bastante alto, o que já insinua uma islamização da Europa.
    Em outras palavras, a cultura ocidental está à beira do colapso…

  11. Rafaela says:

    October 27th, 2008 at 2:48 pm

    Sandra,

    Eu compreendo o que você disse, mas esse planejamento familiar que vc tanto prega ai…é bem diferente do planejamento familiar que a Igreja quer!

    Agora..em nenhum momento a Igreja ensina, vá tenha trinta filhos e depois peça a Deus para cria-los! A Igreja ensina uma paternidade e maternidade responsavel, voltada a Deus e fiel ao proposito Dele. Para isso existe o Metodo Billings para espaçar o nascimentos dos filhos.

    Ninguém aqui deixa de lado a questão material, o que todos estamos dizendo é que nao podemos somente nos voltar a essa questão na hora de decidir termos filhos. Infelizmente é isso que muitos casais fazem hoje em dia, querem dar tudo do bom e do melhor (mas somente o bom e do melhor material)!

    A Igreja como mãe que cuida dos seus filhos tem um tremendo zelo em exortar os casais a buscarem uma paternidade que seja de acordo com a vontade de Deus!

    E é isso que eu defendo, até mesmo pq Deus conhece nossas condiçoes e nosso futuro e eu acho que Ele saberá quantos filhos cada um pode criar :)!

  12. Joachim Di Fiore says:

    October 27th, 2008 at 3:05 pm

    O único reparo que faria ao texto do Jorge é que o tempo é também cruel com os homens…

  13. sandra nunes says:

    October 27th, 2008 at 4:24 pm

    Foi exatamente o que eu disse.

    A maternidade e paternidade responsável.

    Quando falo das crianças nascidas, sem responsabilidade, me refiro àquelas que aparecem na tv, e vemos nos faróis da vida,esmolando, sujas, maltrapilhas, morando em favelas, sem nenhuma condição de vislumbrar um futuro melhor.
    Aí perguntam aos pais, por que tantos filhos? e a resposta, invariavelmente é: DEUS quis…
    Ou tive 12 criei 7 o outros Deus levou… (morreram de subnutrição)

    De resto concordo com você que existem métodos contraceptivos à disposição da população.

    Aqui em São Paulo existe por, parte da Prefeitura, um programa de “planejamento familiar” que ensina como evitar filhos (todos os métodos)
    O casal que, realmente, não quer mais filhos, a vasectomia e a laqueadura são efetuadas gratuitamente.

  14. sandra nunes says:

    October 27th, 2008 at 4:26 pm

    Rafaela, me desculpe, esqueci de colocar seu nome, no comentário!

    Foi exatamente o que eu disse.

    A maternidade e paternidade responsável.

    Quando falo das crianças nascidas, sem responsabilidade, me refiro àquelas que aparecem na tv, e vemos nos faróis da vida,esmolando, sujas, maltrapilhas, morando em favelas, sem nenhuma condição de vislumbrar um futuro melhor.
    Aí perguntam aos pais, por que tantos filhos? e a resposta, invariavelmente é: DEUS quis…
    Ou tive 12 criei 7 o outros Deus levou… (morreram de subnutrição)

    De resto concordo com você que existem métodos contraceptivos à disposição da população.

    Aqui em São Paulo existe por, parte da Prefeitura, um programa de “planejamento familiar” que ensina como evitar filhos (todos os métodos)
    O casal que, realmente, não quer mais filhos, a vasectomia e a laqueadura são efetuadas gratuitamente.

  15. Jorge Ferraz says:

    October 27th, 2008 at 5:03 pm

    Di Fiore,

    Sim, o tempo é também cruel com os homens, importante lembrar; as considerações feitas sobre o envelhecimento das mulheres aplicam-se também, resguardadas as devidas proporções, aos homens.

    Sandra,

    Laqueadura e vasectomia são imorais. Não é deste tipo de paternidade responsável que nós estamos falando aqui.

    Abraços,
    Jorge

  16. R. B. Canônico says:

    October 27th, 2008 at 10:29 pm

    Fora que laqueadura e vasectomia são encaradas, do ponto de vista moral, como mutilações ao corpo.

    Jorge, acho que esse é o melhor texto que já li em seu blog! Parabéns!

    Concordo com cada vírgula do que está escrito ali.

    E o que há hoje, em muitos casos, nãoé uma paternidade resposnável, mas uma paternidade egoísta!

  17. sandra nunes says:

    October 28th, 2008 at 5:49 am

    Exceto eu, todos aqui são jovens de 20 e poucos anos.

    Deus me abençoou com dois filhos ( Leandro e Gabriel ), que foram criados com muito amor

    Todos vocês, podem e devem ter quantos filhos Deus desejar.

    Todavia, espero que saibam que a teoria, na prática, é outra coisa.

    Não dá para discutir a prática ( de criar filhos ) com quem só tem a teoria.

    Espero que todos tenham muitos filhos, a maternidade e a paternidade é uma benção de Deus.

  18. sandra nunes says:

    October 28th, 2008 at 6:17 am

    Jorge, foi criado na PMSP, tem um setor de “aborto legal” não só de vasectomias e laqueaduras.

    É só conseguir uma tutela antecipada ( leva mais ou menos 12 horas para obter a ordem judicial ) e ir a um hospital da prefeitura e fazer o aborto, será atendida na hora sem filas e nem perguntas.

    Não existe, pelo menos aqui, essa coisa de político “pro vida”. Existe político atrás de votos e vasectomia e laqueadura trás voto da classe pobre.

    O “Planejamento familiar” tem filas de meses para a esterilização (masculina ou feminina)

    As pessoas de classe média e alta não procuram a PMSP, é claro, pois as mulheres na segunda gestação, já marcam a data do parto cesariana onde será efetuada a laqueadura, por um preço em média de R$ 2.500,00. ( a internação e o procedimento da cesariana será pago pelo plano de saúde, esse valor é somente para que seja feita a laqueadura )

    Caso não seja feita a laqueadura na hora do parto, o homem no segundo filho, no máximo no terceiro, procura seu médico e faz a vasectomia, também mais ou menos nessa faixa de preço.

    Essa é a realidade dos dias de hoje.

    Vocês serão exceção, no futuro, se tiverem uma familia com mais de três filhos.

    Foi isso que eu disse.

  19. João de Barros says:

    October 28th, 2008 at 8:17 am

    Cara Sandra:

    Tenho 37 anos e tenho quatro filhos, de 10 a 3 anos de idade. Além desses, minha esposa teve ainda duas gravidezes interrompidas por causas naturais.

    Considero-me, portanto, pai de seis filhos.

    Sim, somos absoluta minoria e já ouvi “n” vezes a velha piadinha: “Vocês não têm televisão?”. (Na verdade, não temos mesmo!!)

    Acho que sua visão está um tanto equivocada. É, com certeza, preferível ter 12 filhos e morrerem sete do que ter sete filhos e morrerem todos os sete.

    Sem dúvida, existem várias boas razões para um casal decidir adiar a procriação e o Magistério da Igreja reconhece isso. Acontece que férias na praia, carro novo e aulas de piano não se contam entre essas razões.

    Sim, meus filhos não têm computadores nem briquedos caros nem várias outras regalias modernas que seus colegas filhos-únicos têm. Mas eles têm algo muito mais valioso que iPods e celulares: cada um deles tem três irmãos!

    Parabéns ao Jorge pelo excelente post. Qual é o nome dessa banda? Eles têm outras músicas do mesmo gênero?

    Sds,
    João

  20. sandra nunes says:

    October 28th, 2008 at 9:11 am

    João de Barros, não tivemos mais filhos por vontade de Deus.

    Nunca evitamos, nosso sonho era uma casa cheia de crianças.

    Mas fui abençoada com dois.

    O meu filho Gabriel, eu o tenho por um milagre de Nossa Senhora.

    Graças a Deus e nossos esforços, sempre tivemos uma vida confortável, meu marido e eu sempre tivemos ótimos empregos e tínhamos condições de manter, financeiramente bem, mais filhos todavia eles não vieram.

    Meus filhos sempre souberam dar valor a tudo que tinham, não é pecado proporcionar conforto à sua prole.

    Acredito que seus filhos são bem alimentados, estudam, têm roupas apropriadas ( na minha familia, até hoje, os mais velhos herdam as roupas e sapatos em boas condições dos irmãos ou primos mais velhos ) têm a orientação e o carinho do pai e da mãe.

    Mas é pecado colocar criança no mundo pra pedir esmola nos faróis, ou morrerem de fome.

    A maternidade e a paternidade têm que ser consciente desde a concepção.

  21. Jorge Ferraz says:

    October 28th, 2008 at 9:13 am

    Caríssimo João de Barros,

    Obrigado pelo testemunho e parabéns pela vida cristã que te esforças para levar junto com a tua família! Que a Virgem Santíssima te conceda sempre as graças necessárias para nadar contra a corrente e, no meio deste mundo consumista e materialista, viver como um Filho de Deus.

    Não sei o nome da banda e nem sei se eles têm outra música do estilo; parece-me que são canadenses. Este vídeo é excelente, e caía como uma luva para o que eu queria escrever.

    Abraços, em Cristo,
    Jorge Ferraz

  22. João de Barros says:

    October 28th, 2008 at 9:53 am

    Cara Sandra:

    Mais vale não nascer do que nascer para morrer numa cruz?

    Acho que você escreve muito depressa e nem se dá conta: “Mas é pecado colocar criança no mundo pra pedir esmola nos faróis, ou morrerem de fome.”

    Ninguém com certeza quer que seu filho morra de fome, mas durante milhares e milhares de anos filhos e filhas morreram de fome e frio em todos os países do mundo. A miséria era uma constante da humanidade até a uns cem anos atrás.

    Seriam os nossos ancestrais uns grandes pecadores? Ou seríamos nós mais fracos e moles que nossos ancestrais a ponto de – sintoma típico da degenerescência – preferir não nascer a nascer para uma vida de sofrimento?

    Mas deixando a profundidade de lado, você acha mesmo que todos os casais modernos que decidem ter apenas um filho-único fazem-no com medo que seu filho vá pedir esmolas nos faróis? Ou fazem-no porque assim fica mais fácil ir passar férias na Disney?

    É inegável que hoje em dia vivemos muito mais confortavelmente que nossos avós. Portanto, se o motivo verdadeiro estivesse relacionado em proporcionar bem-estar aos filhos, as famílias deveriam estar aumentando e não diminuindo.

    Sds,
    João

  23. William Murat says:

    October 28th, 2008 at 10:15 am

    O nome da banda é “Mes Aïeux”.

    Mais detalhes:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Mes_A%C3%AFeux

    Ou ainda no site oficial do grupo:

    http://mesaieux.qc.ca/

    Parabéns ao Jorge pelo excelente texto, como já é de praxe.

    João de Barros: você está certíssimo, as escolhas atuais de casais terem poucos filhos são geralmente baseadas em motivos egoístas.

    Infelizmente já tive a oportunidade de ver um casal de amigos, muitíssimo bem de vida, justificar para sua filha pequena — que lhes cobrava um irmãozinho — que caso tivessem mais filhos não poderiam viajar todos os anos ao exterior como fazem. O erro é duplo: tanto o motivo é completamente errado quanto passam uma mensagem da vida familiar no mínimo mesquinha para a filha, que, no futuro, tenderá a ter o mesmo comportamento dos pais.

    []´s

  24. sandra nunes says:

    October 28th, 2008 at 10:20 am

    Meus filhos nunca foram à Disney.

    Viajamos, praticamente o Brasil inteiro, mas nunca pensamos em leva-los à Disney, mas não condeno que manda seus filhos.

    Tenho um casal de primos com 4 meninas e as 4 preferiram ir à Disney quando fizeram 15 anos, não quiseram o “baile de 15 anos”

    Tenho primos com 7, 8 até 10 filhos e nenhum, nunca passaram necessidades. (ipod não é necessário para o bem estar de uma criança, LEITE é )

    Os meus meninos preferiram passar suas ferias com meus pais, no interior do Estado, pescando, nadando no rio tietê, subindo em árvores e brincando na rua de bolinha de gude, de taco (beti) empinando pipa e outras tantas brincadeiras de crianças.

    Se os pais podem proporcionar uma viagem ou bens materiais à seus filhos, não vejo nada de errado.

    Errado é tê-los e criá-los sem alimentos, sem estudo, sem condições mínimas que um ser humano necessita.

    Tenho certeza, que as pessoas que colocam filhos nos faróis, nunca chegaram perto de um computador para ter um debate “on line” da “paternidade responsável” ( ademais não entendo porque uma criança de 10 anos precisa de um celular )

    Você está falando de família numerosa com a pessoa errada, venho de uma familia numerosa, por parte de pai e mãe ( São 22 tios e tias )

    Tenho, literalmente, mais de uma centena de primos.

    Só não tive mais filhos porque não engravidei.

    Todavia acredito que cada casal, deve decidir em conjunto a quantidade de filhos que pretendem ter.

  25. sandra nunes says:

    October 28th, 2008 at 10:26 am

    João de Barros, Deus que me perdoe, se eu estiver pecando.

    Jamais colocaria um filho no mundo sem condições, mínimas, de cria-lo. Jamais.

    Não estou falando em criá-lo luxosamente, e sim de cria-los com dignidade e com chances de um futuro.

  26. João de Barros says:

    October 28th, 2008 at 1:05 pm

    Cara Sandra:

    Não a conheço e não me refiro a você em particular.

    Citei meu exemplo pessoal por você ter dito acima: “Todavia, espero que saibam que a teoria, na prática, é outra coisa. Não dá para discutir a prática ( de criar filhos ) com quem só tem a teoria.”

    Sobre esse assunto (ter e criar filhos), eu tenho teoria e prática. E realmente acho que a rapaziada de 20 anos que escreve nesse blog está coberta de razão.

    Ccntudo, você está certa ao dizer que não devemos ter filhos sem condições mínimas de cria-los. Mas, veja bem, o seu mínimo não é tão mínimo assim.

    Você fala em chances de um futuro. O significa isso? Ir à faculdade? Falar inglês? Ter um bom emprego? É isso?

    Quer dizer então que quem não foi à faculdade, não fala inglês e não tem um bom emprego é um infeliz que não devia ter nascido? Isso inclui uns 95 % da humanidade.

    Faça uma lista do que você considera condições mínimas para ter filhos e verá que a imensa maioria dos casais de filho-único preenche com sobra todas as suas condições.

    Você menciona o estudo. Mais vale nascer ou mais vale estudar? Quantas e quantas gerações não vieram antes de nós sem sequer saber ler nem escrever. Eram todos uns infelizes que não deviam ter nascido? Analfabetos são necessariamente mais infelizes que nós? Crianças com deficiências intelectuais não deveriam nem nascer?

    Além do que, objetivamente falando, qual é o problema de pedir dinheiro no sinal? É degradante, sem dúvida. Mas, sinceramente, prefiro ter meus filhos pedindo esmola no sinal do que nem sequer tê-los visto nascer. Por falar nisso, você tem idéia de quanto dinheiro se arrecada num farol numa capital? Facilmente algumas centenas de reais por mês.

    Nós não vivemos no mundo de Oliver Twist, onde a miséria rondava todos os lares.

    Fome, guerras e epidemias são motivos lícitos para um casal adiar a procriação. Mas no mundo moderno esses flagelos são felizmente cada vez mais raros. Duvido muito que os casais de filho-único tão comuns por aí tenham tomado essa decisão por estarem preocupados com a fome no Sudão e a guerra na Ossétia do Sul.

    Sds,
    João

  27. João de Barros says:

    October 28th, 2008 at 1:09 pm

    Ter poucos filhos não é errado. Mas é errado deixar de ter muitos filhos para proporcionar aos poucos que nasceram viagens e bens materiais superflúos.

    Sds,
    João

  28. sandra nunes says:

    October 28th, 2008 at 7:41 pm

    João de Barros

    “Você fala em chances de um futuro. O significa isso? Ir à faculdade? Falar inglês? Ter um bom emprego? É isso?

    Quer dizer então que quem não foi à faculdade, não fala inglês e não tem um bom emprego é um infeliz que não devia ter nascido? Isso inclui uns 95 % da humanidade.”

    Eu disse: “Jamais colocaria um filho no mundo sem condições, mínimas, de cria-lo. Jamais.

    Não estou falando em criá-lo luxosamente, e sim de cria-los com dignidade e com chances de um futuro.”

    Ter uma profissão digna tal como comerciante, metalúrgico, pedreiro (tem pedreiros que ganham mais que muito universitário formado), mecânico, pintor etc.

    Todavia, aqui em São Paulo, para trabalhar na coleta de lixo estão exigindo, no mínimo, ter a 8º série.

    Tive a mesma empregada doméstica por 22 anos. Ela foi embora pra Exu-PE depois que meu marido faleceu e meu filho mais velho se casou.

    Era meu braço esquerdo e direito, e durante a doença do meu marido foi também meu Anjo da Guarda.

    Sem ela eu não teria conseguido.

    A dignidade, não está em um curso universitário ou na Cultura que temos.

    Qualquer pai ou mãe quer chegar em casa, do trabalho, e ver seus filhos alimentados, vestidos e estudando. Enfim uma familia em PAZ

    Conhece a musica do Gonzaguinha “guerreiro Menino”?

    “Um homem se humilha
    Se castram seu sonho
    Seu sonho é sua vida
    E vida é trabalho
    E sem o seu trabalho
    Um homem não tem honra
    E sem a sua honra
    Se morre, se mata
    Não dá pra ser feliz”

    Acredito que como pais queremos criar nossos filhos, como pessoas de honra e caráter.

    Por favor não coloque palavras em minha boca.

    Estou falando de coração aberto, sem intenção de dizer que estou certa e sim tentar passar o que eu vivi, como filha e depois como mãe.

    Meu pai era torneiro-mecânico e minha mãe vendedora de roupas ( comprava no Brás e revendia porta a porta )
    Tenho MUITO orgulho deles.

    Só pude fazer faculdade à noite e pois trabalhava de dia.

    Morava no Sapopemba ( zona leste ) trabalhava no Pacaembu ( zona oeste ) e estudava em Mogi das Cruzes
    (município próximo de São Paulo).

    No mesmo dia eu usava ônibus, metro e trem.

    Saia de casa 6:00 e voltava meia noite. Era meu sonho. Eu desde criança quis ser advogada. Todo o sacrifício valeu a pena.

    Se seus filhos tiverem sonho de ser, jornalista, advogado, médico, engenheiro, etc., tenho certeza que você arrumará um segundo emprego, se for necessário, para ajudá-lo(a) a realizar seu sonho.

    É isso que tento passar como paternidade responsável.

    Um amor incondicional ao nossos filhos. ( Por favor, não estou falando em dinheiro e sim de sentimentos.)

  29. juliemaria says:

    October 30th, 2008 at 9:01 pm

    Querido Jorge, sua reflexão é belíssima, Gostaria de utiliza-la no meu blog, posso? Realmente d-e-m-a-i-s!!!!!

    De maneira clara e direta foram direto no centro da questão. Que bela conversa! Eu que não gosto muito de bar, amaria estar ai para participar dela :)

    E sobre esta problemática, mais especificamente sobre a falta de formação humana, escrevi no dia 24 de outubro três textos, sobre sexo, camisinha e Igreja. Para quem se interessa… juliemaria.wordpress.com

    Deus lhe abençõe Jorge!

    Julie Maria

  30. Jorge Ferraz says:

    October 30th, 2008 at 9:08 pm

    Julie,

    Que bom que tu gostaste! Sobre o barzinho do sábado último, infelizmente tu não poderias ter lá estado, porque era uma despedida de solteiro (=P) de um grande amigo que vai estar, com a graça de Deus, recebendo o Sacramento do Matrimônio e se lançando à desafiadora viagem de construir uma família de sábado agora a oito!

    Mas teremos oportunidades mais “mistas”… :-)

    Quanto ao texto, sim, pode divulgar à vontade; é um grande favor que tu me fazes. Aliás, para quem ainda não tiver lido o about, mantendo a integridade do texto e citando a referência, a livre-difusão é não só permitida quanto extremamente bem-vinda.

    Que Deus abençoe a ti também, querida.

    Abraços, em Cristo,
    Jorge Ferraz

  31. Imperdível « Julie Maria says:

    October 31st, 2008 at 11:04 am

    [...] primeiro é um post do Jorge Ferraz, que trata do feminismo. O vídeo que ele nos mostra, e o comentário do Demerval, tocam num tema [...]

  32. cleomar says:

    October 31st, 2008 at 2:02 pm

    RECADO PRA SANDRA NUNES.
    BELO DEBATE. VIVA A INTERNET TAMBÉM…..

    Sandra, vc repete e repete que é o casal que decide quantos filhos ter. Será estéril este papo pq só diz isso quem não sacou o que é Sã Doutrina ou Providência Divina. Nela, nós planejamos, mas ANTES, colocamos Deus no centro da questão, e por isso não se usa recurso externos, mas metódo santo ensinado pela Santa Igreja. E confiando na Povidência teremos 1 ou 13. Ele é quem sabe, Ele é quem decide, nós somos incapazes, pq fazemos o sexo mas Ele faz a vida. E com a Providência em 1º plano, mesmo o casal paupérrim jamais terá um de seus 9 filhos no farol. Há exemplos em comunidade Católica do mundo. Aliás, o pai do Pe. Zezinho teve 9, era paupérrimo e um (ainda – Graças a Deus) virou (um bom) Padre, que gerou por baixo uns 200 milhões de reais pra Igreja, e nada pro seu pai, que mesmo assim, jamais viu um dos filhos mendigando ou sem comida. Quem confia na Providência não precisa de tanta previdência. Isto é lei bíblica.
    Abç cléo

  33. sandra nunes says:

    October 31st, 2008 at 2:34 pm

    CLÉO meu pai é caçula de de 13 filhos.

    Minha mãe teve 5 partos ( três natimortos)

    Eu fui abençoada com dois, não vieram mais.

    Só que, em 90% das famílias, no MUNDO é o casal quem decide.

  34. Equação da Veja não serve para católicos (parte II) « Julie Maria says:

    November 4th, 2008 at 9:39 pm

    [...] participa da “vida do país”. Que visão superficial da maternidade e da “participação” da mulher! A melhor participação que alguém pode dar a um país é lhe entregar pessoas maduras, [...]

  35. Introdução à Educação Sexual « Julie Maria says:

    December 19th, 2008 at 11:19 am

    [...] partir da revolução feminista e das novas tendências na abordagem do tema, “a mulher, para ser ela mesma, apresenta-se [...]

  36. Castidade, fidelidade, natalidade. « Deus lo vult! says:

    December 31st, 2008 at 12:39 pm

    [...] outro amigo, com quem estive rapidamente ontem – o Valter Romeiro, responsável direto pelo “Uma mesa cheia de crianças” aqui publicado há algum tempo – veio perguntar-me sobre o documentário; falei-lhe que não o [...]

  37. Castidade, fidelidade, natalidade. « Julie Maria says:

    January 3rd, 2009 at 6:37 pm

    [...] outro amigo, com quem estive rapidamente ontem – o Valter Romeiro, responsável direto pelo “Uma mesa cheia de crianças” aqui publicado há algum tempo – veio perguntar-me sobre o documentário; falei-lhe que não o [...]

  38. Castidade, fidelidade, natalidade. « says:

    January 3rd, 2009 at 8:04 pm

    [...] outro amigo, com quem estive rapidamente ontem – o Valter Romeiro, responsável direto pelo “Uma mesa cheia de crianças” aqui publicado há algum tempo – veio perguntar-me sobre o documentário; falei-lhe que não o [...]

  39. Messias Anjos says:

    June 7th, 2009 at 5:28 pm

    Muito interessante a matematica…

  40. Sue says:

    June 7th, 2009 at 11:54 pm

    João,

    Seus filhos devem ser lindos, felizes e melhor, devem saber compartilhar. Nada mais triste que o egoísmo do filho-único.

    Jorge, texto maravilhoso. Música boa com tema importantíssimo. Esta degradação da família tem tantos efeitos colaterais sérios… além da desvalorização da mulher e do envelhecimento solitário e vazio, existe uma coisa muito séria, que é o grande problema de convívio entre as gerações criado pela pouca socialização dentro da família. Reparou que hoje me dia pais e filhos pouco interagem? Eu sempre fiz tudo em grupo com meus pais e irmãos, mas hoje até mesmo nos aniversários de criança OS PAIS SÃO PROIBIDOS DE PARTICIPAR, levando os filhos e os pegando de volta hortas depois.

    Escrevi, um tempo atrás, na Internet, um texto cuja introdução complementa bem esta discussão. Não reparem nos deuses gregos citados – o deus Eros do amor físico, o deus Tânatos da morte e a deusa Mnemósina da memória -, eles foram utilizados como personificação destas áreas da experiência humana.

    O link ainda existe, é: http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=509

    “É tão estranha nossa sociedade moderna! Falamos o tempo todo da evolução da humanidade, de como hoje as pessoas vivem mais e melhor, dos avanços da ciência e da medicina… e da genética então! Clonamos seres vivos, iguaizinhos uns aos outros. Mas socialmente, estamos cada vez mais nos afastando de nossa humanidade. Antes, havia contato entre as gerações, havia o grupo familiar maior que pai, mãe e filhos… uma quantidade espantosa de tios, primos, avôs, avós, tios-avôs e bisavós, gerações muito diferentes convivendo juntas, às vezes numa mesma casa. Muitas crianças de todas as idades crescendo lado a lado. Mamãe paria o irmãozinho no quarto, ajudada pela vovó, enquanto as tias preparavam o almoço na cozinha e os homens fumavam, nervosos, na sala. Vovô morria em sua cama e era velado carinhosamente na mesa da sala. As crianças estavam por toda a parte e viam tudo: todo o ciclo de nascimento, morte e renascimento. Isso dá uma inteireza às pessoas que nos falta hoje.”

    Dona Sandra, tenho 44 anos de idade. Não sou jovenzinha como a maioria dos fantásticos garotos que escrevem aqui. Já disse em outro post que não tive filhos, porque não me casei. Mas não me falta prárica de família, nem mesmo de criar filhos. Herdei a família de minha mãe.

    Quando eu tinha 16 anos, minha mãe teve um câncer de seio diagnosticado e teve de fazer uma mastectomia radical. Passou cinco anos em tratamento e acabou por falecer quando eu tinha 21. Desde que ela caiu doente, como filha mais velha, meu papel em casa mudou. Tive de aprender meio a toque de caixa a cozinhar, e fiquei responsável pela manutenção da casa, além dos meus estudos. Depois que minha mãe morreu, fiquei responsável por terminar de criar minha irmã de 15.

    Durante todo este tempo – até que minha irmã se formasse na universidade – vivi apenas para cumprir as promessas que fiz à minha mãe em seu leito de morte. Graças ao Bom Deus e à Virgem Santíssima eu consegui cumprir todas elas, mas às custas de encontrar para mim um esposo e construir minha própria família. Gostaria muito de ter realizado meu sonho de construir uma bela família e fico triste quando ouço mulheres jovens falando que não querem ter filhos, dói no meu coração isto. Não há NADA me nossas vidas que não esteja nas mãos de Deus, e nossa entrega a Ele deve ser completa. Inclusive nisso.

    Hoje tenho sentimentos conflitantes de missão cumprida e um vazio imenso da falta que filhos me fazem. Não é só a menina da música que às vezes acorda chorando…

    Meninos e meninas lindos deste blog, casem-se e construam famílias lindas, grandes, barulhentas e alegres, sob a sombra do Amor de Deus. Não tenham medo.

    Eu, com certeza, vou ficar olhando de longe com um amor imenso e estarei sempre pedindo a Deus pela proteção de todos.

    Beijo carinhoso

    Sue

  41. Roberto Santiago says:

    June 8th, 2009 at 6:42 am

    “É, com certeza, preferível ter 12 filhos e morrerem sete do que ter sete filhos e morrerem todos os sete.”

    Tem certeza de que está no século XXI?

  42. karina says:

    July 31st, 2009 at 5:30 pm

    Sandra, entendo até o que você quer dizer, mas não pode-se deixar de notar o discurso levemente preconceituoso de que pobre gera mais pobre. Dizem que criar filho hoje em dia é dureza. É sim, mais por causa da violência, das drogas e do fácil acesso a tudo que não presta do que por outra coisa. Minha vó materna teve 7 filhos, um natimorto. Ela fala que hospital era coisa de milionário, cada criança que ficava doente era uma preocupação. Minha vó materna teve 6 filhos também, e ainda criou mais 4 do primeiro casamento do meu avô, que faleceu qdo meu pai (o caçula de todos) tinha 3 anos. Minha vó era servente de escola, criou os 9 sozinha, batalhou muito para que todos tivessem escola. A vida delas não foi fácil. Ninguém ajudava, porque ninguém tinha condições de ajudar. Era todo mundo pobre igual ou até mais pobre. Mas estão todos criados, sadios, bem formados, não em faculdades caras, mas formados para a VIDA, para respeitarem os outros e não aceitarem o que não lhes é devido. Hoje acho que é tão grave quanto colocar um filho no mundo no Nordeste Brasileiro, é colocar um ÚNICO FILHO NO MUNDO E CRIÁ-LO COMO SE FOSSE REI E DONO DE TUDO E DE TODOS. Para mim, essa é a grande falácia da sociedade hoje. A farinha antigamente era pouca e era de todo mundo. A farinha hoje é um pouco mais abundante, mas tem que ser só minha.

  43. karina says:

    July 31st, 2009 at 5:36 pm

    Li uma frase muito bonita uma vez: “o número ideal de filhos é aquele que sua generosidade permite ter”. Acho que essa frase resume bem tudo que foi colocado aqui… Ah, sim, Jorge, parabéns pelo post, como mulher, como mãe considero que o feminismo hoje esqueceu o verdadeiro porquê de sua existência, e caiu no grande erro de querer transformar a mulher num homem de saia… quer dizer, a mulher num homem de terno e gravata mesmo, durante o dia, e num objeto de prazer momentâneo durante a noite. Aliás, os homens também não ficam atrás… perderam muito de sua HOMBRIDADE. Hoje, contam no currículo os valores MATERIAIS, e não valores morais e éticos como responsabilidade, respeito e dignidade (muito discursada, porém pouco defendida e praticada).

  44. Deus lo Vult! » Quimera feminista e nonsense abortista says:

    September 22nd, 2009 at 6:43 pm

    [...] “Quando vemos o que ocorreu nestas últimas décadas, com as mulheres tendo mais liberdade, mais escolhas, mais oportunidades e mais dinheiro, temos que perguntar: o que está acontecendo?”, pergunta a jornalista Arianna Huffington. O que está acontecendo é simplesmente o resultado óbvio de um anti-natural igualitarismo entre os sexos, o esvanecer-se da quimera, a cara quebrada na dura realidade após se ter dado ouvidos às fábulas feministas. Emancipação sexual não traz felicidade. Dinheiro também não, e nem oportunidades, nem igualdade entre os sexos, nem independência financeira, nem nada disso. O que traz felicidade é seguir a própria vocação, e não fugir dela. O que traz felicidade às mulheres é simplesmente que elas sejam mulheres. Vale muito a pena lembrar que toda mulher sonha com uma mesa cheia de crianças. [...]

Leave a comment

Você pode usar as seguintes tags HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>




Anúncios de responsabilidade do Google BlogBlogs.Com.Br