Uganda e CNBB

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 9 meses 20 dias atrás.

Mais um escândalo envolvendo pessoas (pretensamente) ligadas à Igreja nesta Terra de Santa Cruz: pastorais (católicas) de combate à AIDS distribuem camisinhas. Segundo a reportagem d’O GLOBO:

No trabalho de prevenção, elaboram um material que, até bem pouco tempo, seria impensável vincular a uma entidade ligada à Igreja, com textos como: “Use camisinha em toda relação sexual, seja ela vaginal, anal, ou oral. Reduza o número de parceiros (as) sexuais”.

Uma semelhante afronta à moral sexual da Igreja é injustificável. De acordo com a reportagem, as ONGs que fazem esta desgraça são ligadas à Pastoral de DST/AIDS da CNBB. A pastoral tem um site próprio, no qual não se encontram (graças a Deus) os delírios perpetrados pelas ONGs que, de católicas, não têm nada. No entanto, é de se lamentar profundamente que, neste site, tampouco apareçam, sequer uma única vez, palavras como castidade ou abstinência. Quando a única política de combate à AIDS que obteve sucesso no mundo inteiro – aplicada na Uganda – baseia-se, justamente, em abstinência sexual e fidelidade conjugal, é frustrante ver pastorais da Igreja Católica ignorarem cinicamente o Seu ensino para ficarem embromando nos meios de comunicação oficiais e, extra-oficialmente, distribuindo camisinhas para as pessoas que precisam de uma reta educação moral.

Por que o exemplo da Uganda não está no site oficial da Pastoral de DST/AIDS da CNBB, alguém pode explicar? Os contatos da pastoral (retirados do site da CNBB) estão abaixo:

Endereço

Secretário Executivo – Frei José Bernardi
Assessor Nacional
– Frei Luiz Carlos Lunardi

Rua Hoffmann, 499
Bairro Floresta
CEP 90220-170

Porto Alegre – RS

Tel: (51) 3346-6405 / 3395-5145

E-mail: [email protected]

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0 thoughts on “Uganda e CNBB

  1. João de Barros

    Cara Sandra:

    Você esqueceu-se de listar mais uma evidência do meu racismo: Em mensagem anterior, eu chamei o McCain de branquelo.

    Portanto, posso ser processado por ter ofendido tanto a negros quanto a brancos. Racismo duplo. Brrr… Que medo!

    Claro e obviamente, para você, racismo é via de mão única e só vale quando os ofendidos são negros.

    Mas se quiser podemos brincar de bandido e mocinho. Não me importo em fazer o papel de vilão. Já estou acostumado. Nas brincadeiras de cowboys com meus filhos, faço sempre o papel do pele-vermelha malvado.

    Nós vamos combinar assim:

    Eu vou dizer que gosto de Bach e de Goethe.

    Você então grita: “Eu sabia! Eu sabia! É nazi! É nazi!”

    Eu então digo: “Mas o que há de errado em defender a cultura ocidental?”

    Você agora exclama: “Cultura ocidental? Isso é coisa de tefepista! Chamem a polícia!”

  2. André Víctor

    Será que a Sra. Sandra sabe que este blog é um espaço Católico?
    E que os debates aqui se referem a aplicação ou não da Sã Doutrina Católica?
    E que por isso mesmo, o centro de todas as questões aqui levantadas tem como centro o que a Santa Igreja ensina?

    Não!… acho que ela não sabe disso! Ao menos QUERO acreditar nisso!

    Per Christum Dominum nostrum. Amem.

    André Víctor

  3. sandra nunes

    João de Barros

    Eu, infelizmente, não posso te processar.

    Todavia, posso ter nojo da pessoa, com total falta de caráter que demonstrou ser.

    Gente como você, quero distancia.

    Não precisa, se fingir de temeroso, pois sabe que está protegido, pela inércia do proprietário de blog.

    Como dizia, minha avó:

    “Por fora bela viola,
    Por dentro, pão bolorento”

  4. Johnny Garden

    Uganda é um país devastado por décadas de guerras. Os ugandenses precisam de ações práticas, funcionais, antes de serem confinados a uma ideologia. Não há uma sociedade civil organizada para que doutrinas sejam tão rapidamente colocadas e adotadas. Me espanta a falta de tolerância com pessoas que vivem dias tão difíceis. É, sim, melhor aplicar o uso da camisinha do que perder o controle de uma situação difícil que pode piorar mais ainda. Esse mundo perfeito de doutrina catolica já deve ser difícil para quem mora no Brasil, imagina em Uganda. Não é querer muito? Deus seria tão exigente e intolerante?

  5. Jorge Ferraz

    Johnny,

    Favor ler o link indicado sobre a Uganda. É exatamente o contrário do que tu estás dizendo: no país devastado, a política de controle da AIDS baseada em abstinência e fidelidade (que já vem sendo aplicada há anos) foi o único caso de sucesso no combate à epidemia do mundo.

    Abraços,
    Jorge

  6. Fabrício L.

    Johnny,

    É pedir muito ler antes de comentar? Os resultados obtidos pela política de abstinência e fidelidade na Uganda está entre os melhores resultados de uma política anti-AIDS do mundo. Isto é reconhecido pela própria OMS.

    Paz e Bem!

  7. Jorge Ferraz

    Johnny,

    Você me desculpe, mas a realidade é muito diferente da que você quer acreditar.

    Sir, yes, Sir!
    Johnny locuta, causa finita… :-)

    Faço coro ao Fabrício.

    Abraços,
    Jorge

  8. Pingback: Comentários e leituras « PALAVRAS APENAS…

  9. João de Barros

    Cara Sandra:

    Bolorento só, não. Faltou o fedorento. Eu cheiro como aqueles livros que ficam nas estantes décadas sem que ninguém os leia.

    Não se esqueça: sou bolorento e fedorento. Cheirosa e perfumada, só a senhora.

    Já que quer distância de mim, mandarei entregar-lhe flores em vez de leva-las pessoalmente.

  10. Johnny Garden

    O trabalho de Abstinência e Fidelidade no combate a Aids é
    elogiável, com certeza. Apesar de que a Veja, utilizada muitas vezes aqui como fonte, coloca a camisinha no pacote: na reportagem
    (http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/07/uganda-bem-sucedida-no-combate-aids.html) “o governo adota a política batizada de ABC:

    A de abstinência, dirigida aos jovens solteiros; B de “be faithful” (seja fiel), para os casados; C de “condom”, camisinha, para quem não seguir as anteriores.”

    Apesar de que, ainda segundo a reportagem, “A política anti-Aids do governo de Uganda atenta contra os direitos humanos e pode colocar vidas em risco. Este é o veredicto de um relatório de 2005 da Human Rights Watch (HRW), respeitada ONG baseada nos EUA. “Amplamente considerada líder na prevenção da Aids, Uganda está redirecionando sua estratégia de métodos cientificamente comprovados para programas de caráter ideológico”, disse a ONG.
    (…)
    A HRW aponta uma brecha no programa de abstinência que algumas ONGs locais também percebem: geralmente, quem segue a orientação são as mulheres. “Garotas de menos de 18 anos em sua maioria se casam com homens que há anos são ativos sexualmente e não usam camisinha.”

    Apesar disso rebeldes atuavam a pouco (há notícias de que ainda atuam) no norte do país e constantes movimentações de refugiados congoleses, ruandenses e outros vizinhos acabam por confundir mais a situação do país. O país continua com índices de IDH baixos, uma fatia de sua população continua deslocada de sua região original por
    causa da violência e onde não há ordem e paz dificilmente apenas atitudas de ordem doutrinária resolvem.

    Então não é só porque eu quero.

    Nos endereços abaixo tem um pouco do que digo:
    Cruz Vermelha:
    http://www.icrc.org/Web/por/sitepor0.nsf/html/uganda-interview-280508)
    Nações Unidas: http://www.acnur.org/index.php?id_pag=7153

    Em tempo, segundo o uol (http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2008/02/23/ult1808u112914.jhtm) o líder do Exército de Resistência do Senhor (ERS ou LRA em inglês) Joseph Kony, fanático religioso, afirma que, se chegar ao poder em Uganda, governará se regendo pelos Dez Mandamentos.

    Lembrando que ao ERS é atribuído o assassinato de civis, a
    mutilação de muitos deles e o seqüestro de cerca de vinte mil menores para serem usados como combatentes ou escravos sexuais.

    Será que ele era regido pelos 10 mandamentos? Ou será que é a velha frase de que “os fins justificam os meios”?

    Como o fundamentalismo apaga a lógica de religiosos, não?

    Abraço democrata,

    Johnny

    mutilação de muitos deles e o seqüestro de cerca de vinte mil

    menores para serem usados como combatentes ou escravos sexuais.

    Será que ele era regido pelos 10 mandamentos? Ou será que é a velha

    frase de que “os fins justificam os meios”?

    Como o fundamentalismo apaga a lógica de religiosos, não?

    Abraço democrata,

    JOhnny

  11. Jorge Ferraz

    Johnny,

    Resumindo: a política de combate à AIDS em Uganda, assentada sobre Abstinência e Fidelidade (o preservativo só é em último caso), é o único caso de sucesso em todo o planeta – e isto aplicado em um país devastado e paupérrimo (como você mesmo reconhece).

    Coisa que os milhares de preservativos despejados sobre todos os outros países africanos não conseguiram fazer, a Uganda fez. Qual a diferença? A doutrina da Igreja.

    Lógico que isso provoca a ira das ONGs criminosas que insistem na promoção da promiscuidade “segura”, e que odeiam a Igreja. Mas, contra os fatos, não dá para argumentar: castidade funciona.

    Sobre o LRA, nada tem a ver com a política do governo ugandense de combate à AIDS.

    Abraços,
    Jorge