Projeto anti-TL em Niterói

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É com enorme alegria que eu reproduzo o artigo seguinte de Dom Alano Pena, Arcebispo de Niterói, sobre a celebração católica apostólica romana – não TL – do Dia Nacional da Juventude. Referindo-se ao evento que aconteceu em Cabo Frio, Sua Excelência conta-nos coisas excelentes que aconteceram no domingo 19 de outubro.

Destaco as seguintes palavras de Dom Alano, que são um verdadeiro golpe dirigido aos sequazes da Teologia da Libertação que tanto mal causou à Igreja no Brasil (grifos meus):

Superados os limites estreitos de uma pastoral ideologizada, reducionista, alheia aos valores básicos da vida cristã, é hora de saber ver nas atitudes de nossa juventude a ânsia de Deus, a ânsia de uma autêntica espiritualidade, e sua grande frustração, quando lhe são propostas pequenos caminhos pastorais que se perdem pelos labirintos das ideologias politizantes.

[…]

Os desafios enormes gerados pelas idéias pagãs, materialistas, vazias de Deus, para explicar o mundo e o Homem, não nos permitem cruzar os braços e muito menos acomodarmo-nos na repetição de chavões, de “palavras-de-ordem”, aliás muito sem “ordem” que no passado tentaram confinar a PJ nos redutos de ações assim ditas “transformadoras” e que acabaram num trágico vazio!

Louvado seja Deus, por Se dignar conceder-nos santos pastores! Rezemos pelos nossos bispos. São Domingos deve estar orgulhoso do seu discípulo!

Abaixo, o artigo na íntegra.

* * *

Fonte: Arquidiocese de Niterói

Novembro de 2008

Caríssimos Irmãos e Irmãs,

Ainda ecoam em nossos ouvidos as vibrantes aclamações de fé jorradas do coração, da alma, dos quase 4000 jovens que, provindos dos sete Vicariatos de nossa Arquidiocese, congregaram-se alegremente em Cabo Frio, no passado dia 19 de outubro, para celebrar o Dia Nacional da Juventude – DNJ 2008.

Apesar da chuva, foi um dia de intensa vivência da Fé católica e de convivência fraterna. Sob a coordenação do Pe. Vidal, responsável pelo setor juventude em nossa Arquidiocese, nossos jovens “abriram a alma” diante do Senhor, para louvá-lO, adorá-lO, celebrá-lO como Luz, Vida e Esperança, numa impressionante demonstração de sua “sede de Deus”. Vários sacerdotes estiveram à disposição de nossos jovens para as confissões, que foram numerosíssimas e eu mesmo participei deste serviço sacramental, atendendo várias confissões.

Segundo o depoimento de vários padres, atenderam jovens que há vários anos não se confessavam e se sentiram tocados, pela graça de Deus, especialmente no momento da Adoração ao Santíssimo Sacramento, que foi iluminadamente conduzido pelo jovem Pe. Demétrio, com a participação musical de nossos seminaristas.

Contemplando aquele ambiente de tão profunda espiritualidade em que nossos jovens alternavam momentos de silêncio, de oração, com momentos de aplausos e de vivas aclamações, bem no estilo jovem, tive a nítida impressão de ver ali realizado, pela ação do Espírito Santo, o “encontro pessoal” de cada um com a Pessoa Divina de Jesus Cristo, tal como nos encoraja o Documento de Aparecida: “não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida, e com isso, uma orientação decisiva!” (Doc, Ap. nº 12)

A celebração do DNJ em nossa Arquidiocese propiciou, sem sombra de dúvida,a muitos jovens este encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo!

Abre-se para nossa juventude um novo caminho de evangelização, que lança raízes profundas numa espiritualidade eucarística, num atitude interior de adoração e escuta d’Aquele que unicamente pode nos dar a todos, jovens e adultos as reais razões para viver neste mundo.

Abre-se para nossa juventude o caminho de redescoberta dos verdadeiros valores da fé que permitem colocar os pés no chão da realidade para transforma-la com a força da verdadeira Fé, da Caridade efetivamente solidária e da Esperança que não decepciona “porque o Amar de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado!” (Rom.5,5)

Superados os limites estreitos de uma pastoral ideologizada, reducionista, alheia aos valores básicos da vida cristã, é hora de saber ver nas atitudes de nossa juventude a ânsia de Deus, a ânsia de uma autêntica espiritualidade, e sua grande frustração, quando lhe são propostas pequenos caminhos pastorais que se perdem pelos labirintos das ideologias politizantes.

Nossa ação pastoral no meio da juventude tem que ter o selo inconfundível do Espírito Santo presente em propostas que tragam a força da Sã Doutrina, aquela que pode levar nossos jovens à experiência da empolgante libertação em Cristo, nossa Vida!

Os desafios enormes gerados pelas idéias pagãs, materialistas, vazias de Deus, para explicar o mundo e o Homem, não nos permitem cruzar os braços e muito menos acomodarmo-nos na repetição de chavões, de “palavras-de-ordem”, aliás muito sem “ordem” que no passado tentaram confinar a PJ nos redutos de ações assim ditas “transformadoras” e que acabaram num trágico vazio!

O Senhor nos envia a propor aos jovens a radicalidade de uma vida santa, casta, alegre e sadia, que lhes permita descobrir no coração de Cristo os apelos para os verdadeiros compromissos de fraternidade, de justiça-social, de paz e de amor autêntico.

Fazemos nossas as palavras do Documento de Aparecida, que nos encoraja a “propor aos jovens o encontro com Jesus Cristo vivo e seu seguimento na Igreja, à luz do Plano de Deus, que lhe garanta a realização plena de sua dignidade de ser humano, que os estimule a formar sua personalidade e lhes proponha uma opção vocacional específica: o sacerdócio, a vida consagrada ou o matrimônio”. (Doc. Ap. 446,c)

E evidentemente, nesta perspectiva, destaca-se a importância, para nossa juventude, de uma intensa vida eucarística, de uma freqüência ao Sacramento da Reconciliação, bem como a busca de uma “direção espiritual” autêntica.

Todos sentimos, com muita esperança, que as orientações do recém-concluído Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus, haverão de propiciar à Pastoral do Setor Jovem, um renovado dinamismo no seguimento de Jesus Cristo, Palavra viva de Deus entre nós!

+ D. Fr. Alano Maria Pena OP

Arcebispo Metropolitano de Niterói

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0 thoughts on “Projeto anti-TL em Niterói

  1. vanderley

    Parabéns a D. Alano e a Bispos da mesma estirpe !

    A Igreja precisa livrar-se da Heresia (“teologia”) da Libertação o quanto antes.

    O trabalho é duro, ela ainda está presente em muitas
    dioceses e paróquias.

    Na verdade de Libertação não tem nada, é um verdadeiro
    peso morto na Igreja; é sim uma prisão.

    A malignidade da TL é visível pela esterilização da fé que
    ela causou em muitos da Igreja.

    É bom que a Pastoral da Juventude seja recuperada
    das mãos dos lobos.

    Esperamos, que a TL seja posta no devido lugar (lixo).

    Como já fizeram muitos, inclusive o irmão do Boff.

  2. Fabrício L.

    As palavras de D. Alano soam como música para os ouvidos! Bendito seja!

    Que a Virgem Santíssima guarde este santo sucessor dos Apóstolos!

    Pax et Bonum!

  3. Léo

    Que Deus abençoe D. Alano, e que mais e mais Bispos sejam fiéis e demonstrem sua fidelidade, combatendo a Heresia da Libertação!

    Abraços e fiquem com Deus,

    Léo

  4. Rodrigo

    Para o inferno com a Teologia da Libertação!!!
    Cauterizadora de consciências, herética, rebelde à autoridade papal, escola de apóstatas! Na Santa Igreja não há lugar para esse monturo, para esse corpo em decomposição!