Escolas infectadas de Marxismo

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 9 meses 13 dias atrás.

Recebi o texto abaixo por email; por se tratar de um tema da mais alta relevância – a educação – e por não ter conseguido encontrá-lo na internet, reproduzo-o aqui integralmente. Versa sobre a doutrinação ideológica à qual são submetidas a infância e a adolescência brasileiras. Recomendo a leitura.

P.S.: Após contactar o autor do texto, fui informado de que o mesmo foi originalmente publicado na revista Catolicismo de novembro de 2008. Eis, portanto, a referência correta.

* * *

Escolas infectadas de marxismo

No Brasil, é obrigatória a freqüência dos adolescentes às escolas reconhecidas pelo Estado. Entretanto, nelas está sendo imposta uma educação de tipo socialista.

Cid Alencastro

Os regimes comunistas e assemelhados sempre tiveram empenho em transformar a mentalidade das novas gerações, a fim de que estas assimilem os princípios, doutrinas e práticas marxistas. E o lugar privilegiado para esse fim têm sido as escolas, nas quais professores esquerdistas ministram uma educação de acordo com os interesses do regime. Cuba é disso um exemplo na América Latina.

Tal programa de ação comunista desfigura evidentemente a natureza do ensino, porque a educação deve visar a reta formação do caráter e o desabrochar da personalidade do jovem, com vistas a que ele possa cumprir sua missão específica na sociedade e diante de Deus; e não impingir-lhe idéias deformantes, como as marxistas, que levam o adolescente a transformar-se num robô das planificações socialistas e a ter uma visão falseada e sectária da realidade.

Impasse marxista

Mas, de outro lado, os esquerdistas estão diante de um problema quase insolúvel para realizar seus péssimos objetivos: as doutrinas socialistas em geral são profundamente contrárias à natureza humana, constituem uma camisa de força para o homem e a sociedade. Igualitarismo, propriedade comunitária, sociedade sem classes são fenômenos sociais monstruosos. Daí o empenho obsessivo dos regimes de esquerda numa antinatural “educação para o socialismo”.

Numa ordem religiosa, ao renunciar ao casamento e aos bens materiais por amor de Deus, as pessoas desapegam-se também de vantagens da natureza. Pode-se conceber desta forma o voto de pobreza voluntário e a renúncia a exercer algumas de suas qualidades naturais. Aí se forma uma tal ou qual igualdade, mas em vista de um bem superior, de ordem sobrenatural.

Querer impor a todos os homens de uma nação, por lei ou pela força policial, a renúncia a ter propriedade, a constituir família, queimando no altar do igualitarismo a possibilidade de desenvolver suas aptidões, é suma injustiça. Além de negar a cada um o que é seu, impede-se qualquer progresso social ou humano legítimo. É uma fábrica de revoltados e medíocres.

Reportagem elucidativa

Mostra uma reportagem da revista “Veja” (20-8-08) que, no Brasil, muitos professores e seus compêndios, com a justificativa de “incentivar a cidadania”, incutem nos alunos ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas.

Numa aula de História no Colégio Anchieta, de Porto Alegre, o professor Paulo Fioravanti pergunta: “Quem provoca o desemprego dos trabalhadores?”. Respondem os alunos: “A máquina”. Indaga, mais uma vez, o professor: “Quem são os donos das máquinas?”. E os estudantes: “Os empresários!”. É a deixa para Fioravanti encerrar com a lição de casa: “Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso”.

Há uma tendência prevalente entre os professores brasileiros de esquerdizar a cabeça das crianças. A doutrinação esquerdista é predominante em todo o sistema escolar privado e particular. É algo que os professores levam mais a sério do que o ensino das matérias em classe, conforme revela a pesquisa CNT/Sensus encomendada por “Veja”. Pobres alunos…

O advogado Miguel Nagib fundou há quatro anos, em Brasília, a ONG Escola Sem Partido, com o objetivo de chamar atenção para a ideologização do ensino na sala de aula. Nagib se incomodou com os sintomas do problema na escola particular de sua filha, então com 15 anos, onde o professor de História gostava de comparar Che Guevara a São Francisco de Assis… Foi ao colégio reclamar. Diz Nagib: “As escolas precisam ficar sabendo que muitos pais não concordam com essa visão”.

Estamos no século XXI, o comunismo destruiu a si próprio provocando miséria, assassinatos e injustiças durante o século passado. É embaraçoso que o marxismo-leninismo sobreviva em Cuba, na Coréia do Norte e nas salas de aula de escolas brasileiras, diz “Veja”.

A pesquisa

A pesquisa CNT/Sensus ouviu 3000 pessoas de 24 estados brasileiros entre pais, alunos e professores de escolas públicas e particulares. Os professores, em maior proporção, reconhecem que doutrinam mesmo as crianças, e acham que isso é sua missão principal — algo muito mais vital do que ensinar a interpretar um texto ou ser um bamba em matemática. Para 78% dos professores, o discurso engajado faz sentido.

Muitos professores brasileiros se encantam com personagens como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras; e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização.

“Eu e todos os meus colegas professores temos, sim, uma visão de esquerda — e seria impossível isso não aparecer em nossos livros. Faço esforço para mostrar o outro lado”, diz a geógrafa Sonia Castellar, que há 20 anos dá aulas na faculdade de pedagogia da Universidade de São Paulo (USP). “Reconheço o viés esquerdista nos livros e apostilas, fruto da formação marxista dos professores”, diz Miguel Cerezo, responsável pelo conteúdo publicado nas apostilas do COC (antigo “Curso Oswaldo Cruz”).

O sucesso do homeschooling

O Estado arvorar-se em educador único da juventude é imoral, uma vez que, segundo ensina a doutrina católica, a educação das crianças compete à família e à Igreja, e só subsidiariamente ao Estado. Ou seja, na melhor das hipóteses o Estado deve ser um auxiliar da família e da Igreja, quando necessário e requisitado para tal.

A infeliz situação atual do Brasil tem seu precedente na Revolução Francesa, durante a qual o sanguinário Robespierre defendia que “a pátria tem o direito de educar seus filhos; ela não pode confiar essa função ao orgulho das famílias nem aos preconceitos dos particulares” (Hippolite Taine, apud Le Livre Noir de la Révolution Française, Cerf, Paris, 2008 p. 851).

É muito salutar a prática que vem sendo adotada em vários países, de promover ou ao menos permitir a existência da chamada homeschool (algo como escola da família), em que famílias se organizam e criam suas próprias escolas para dar uma educação adequada a seus filhos. Ou então os colocam em estabelecimentos de ensino de pequenas proporções, criados para esse fim por associações nas quais os pais confiam.

De modo geral, os alunos das homeschools têm estado entre os primeiros classificados nos exames vestibulares das universidades. Exemplo característico é, nos Estados Unidos, a Saint Louis de Montfort Academy, patrocinada pela TFP norte-americana.

E-mail do autor: [email protected]

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0 thoughts on “Escolas infectadas de Marxismo

  1. Fabrício L.

    Praticar homeschooling no Brasil é crime. Uma família recentemente quase foi presa por isso. Seus dois filhos adolescentes foram submetidos a uma prova dificílima, para a qual mal tiveram tempo de se preparar, e mesmo assim atingiram a nota necessária. Queria ver se a mesma prova fosse aplicada aos alunos da rede pública…

    Sugestão de site: http://www.escolasempartido.org

    Paz e Bem!

  2. Johnny Garden

    Olha, Jorge, quando estava na faculdade discuti diante da classe toda com uma professora que era do PC do B e em lugar de dar suas aulas de pesquisa social ficava contando historinhas do partido. Mas era faculdade de jornalismo, onde é mais natural encontrar pessoas de esquerda.

    Depois comecei a dar aulas, o que fiz durante 15 anos, a maior parte em escolas particulares mas também em escola pública, e nunca vi nem ouvi nada disso. Também nunca falei sobre ideologias políticas ou religiosas em classe – um papo aqui outro ali sobre música ou futebol e só.

    Não acho que é algo tão caótico e radical como prega a reportagem.

    Quanto ao homeschooling, acredito que o aluno fique sem o contato social, que é essencial para o desenvolvimento pleno. Além disso, torna o aluno completamente isolado de outros contatos, outras idéias que não a dos pais. O mundo hoje é multi cultural, multi racional (Obama) e essa noção é de suma importância para que os aunos enfrentem o mundo depois.

    Mas apesar de não querer isso para meus filhos não me importaria se fosse possível para pais que pensassem de outra forma (olha a tolerância para idéias diferentes aí). No Brasil seria fácil aceitar o homeschooling não por ideologias mas por medo da violência – melhor do que mandar seu filho estudar a noite em escola pública. Mas também não vejo como controlar um sistema desses aqui. Seria fácil produzir uma geração que finge estudar em casa e, aos 18 anos, descobrir que não foi isso que aconteceu.

    Só um detalhe que é muito confundido há tempos. Quando diz: “O Estado arvorar-se em educador único da juventude é imoral, uma vez que, segundo ensina a doutrina católica, a educação das crianças compete à família e à Igreja, e só subsidiariamente ao Estado”.

    Não acho que seja imoral, já que isso é idéia própria da Igreja e quem não faz parte dela não tem nada com isso. Mas confunde-se “educar” com “ensinar”. Realmente a educação deve ser feita pela família (e, se desejar, pela Igreja, não é o que desejo para aos meus) e o “ensino”, a informação, deve ser de competência do Estado, para que não haja mistura de interesses (entre Estado e Religião)

    Abraço,

    Johnny

  3. sandra nunes

    Jorge, está resolvida a questão!

    Você contrata a “educadora” que postou no outro comentário e ela vai só ensinar o que não for “anti-cristão”

    Também, faça sua casa à prova de som, para que seu filho não corra o risco de ouvir nada que vem do “mundo-subversivo”

    Melhor, também não por janelas, pois corre o risco da criança querer brincar na rua e ter informações “marxistas”

    É impossível né?

    Jorge, a primeira infância a criança passa em casa, ao lados dos pais.

    Nesse período, os pais devem educar a criança, fazer o “alicerce” , prepara-la para o futuro, a vida em sociedade.

    Quando ela fizer 5 ou 6 anos, (os meus foram com 3 ) os pais mandam para a “escolinha”, onde começa interagir com outras crianças da sua idade.

    Mas a base, o porto seguro, dela é sua casa são seus pais.

    O conhecimento, não é PERIGOSO.

    A criança ou o adolescente, sabendo que tem na família um ponto de referencia, não se deixa levar por amigos ou por professores.

    Com certeza, os pais terão filhos que contestem ideologias que não condore.

    Confie no seu trabalho, como pai, confie nas raízes que seus filhos fincaram.

    De resto, é como o Johnny disse, o medo maior dos pais é com a banalização da violência, quando nossos filhos estão na rua.

    Você tem medo de bêbados dirigindo, de trombadinhas, de ladrões perigosos.

    Mas aí tem que entregar, é só com a proteção Divina.

    Deixar seu filho viver a vida dele e E agradecer a Deus, quando você ouve o barulho do portão se abrindo.

    Fazer exatamente, como nossos pais fizeram conosco.

  4. vanderley

    A melhor explicação que ouvi é do Pe. Paulo Ricardo,

    onde ela fala do “marxismo cultural” que tem suas raizes

    no Marcuse e outros ideólogos.

    Ele explica, inclusive, o porque no Brasil temos as

    Universidades infectadadas de doutrinação marxista.

    O que explica a (de)formação dos professores.

    Esta palestra está disponível no seu site.

    Vale a pena conferir.

  5. Jorge Ferraz

    Johnny,

    A doutrinação ideológica não é sempre explícita. Pode ser nas entrelinhas. Muitas vezes é até involuntária (por causa dos cacoetes que os “doutrinados” pegam e que são difíceis de largar).

    Nas últimas semanas, p.ex., vi uma professora na universidade (numa aula que assisti) pintar o capitalismo como um sistema que “gera contradição” e incapaz de produzir outra coisa que não injustiça, e ouvi no colégio público ao lado do prédio onde moro (por acaso, passando ao lado da sala de aula cujas janelas são de frente para a pracinha do prédio) uma professora falar em “neoliberalismo” como mecanismo de dominação dos “países ricos” pelos “países pobres”. A doutrinação “homeopática” é pior do que a explícita, porque contra esta última alguém poderia se levantar.

    “Multicultural” é, muitas vezes, desculpa para incutir na criança indiferentismo religioso (como as crianças que foram obrigadas a “rezar para Allah” numa aula de religião) ou moral (como deixar os jovens em contato com depravações homossexuais). Pura balela. É preferível a criança em um ambiente sadio. As homeschools podem ser também estabelecimentos de pequenas proporções, onde o monstro estatal não lance os seus tentáculos e sobre os quais a família tenha algum controle, o que resolve o problema da convivência.

    Sobre “produzir uma geração que finge estudar em casa e, aos 18 anos, descobrir que não foi isso que aconteceu”, isto é exatamente o que acontece no ensino público brasileiro, cuja qualidade está abaixo do sofrível.

    Quanto ao texto, o Estado arvorar-se como educador único é sim imoral, e isso não é “idéia católica” e sim Lei Natural, porque as famílias (quaisquer que sejam elas) têm direito de cuidarem da educação dos seus filhos (e ninguém pode impedir isso). Claro que o Estado pode oferecer educação (se convém ou não já são outros quinhentos – para mim, não convém, porque é onerar a máquina estatal – mas isso não é em princípio imoral), mas não pode monopolizar a educação, como é o caso no Brasil e é o alvo da crítica do Cid Alencastro.

    Abraços,
    Jorge

  6. juliemaria

    Conheço uma familia, 4 filhos pequenos, a mãe é apaixonada pelo sistema do home school … e não pode adotar pois, como disse o Fabrício, é crime. Mas ensinar a criança a se masturbar… ah! Isso pode!

    Quanta demagogia nesta “demo”-cracia.

    Basta ver as noticias das máfias-rede globo por aí.

    O Jornal Nacional – por acaso o vi, pois fui no refeitorio bem na hora- parecia uma novela melosa-sentimentalista-brega falando sobre algo tão sério como a política. Não basta 5 novelas, o Jornal ainda vira mais uma?

    Bom, isso não é de hoje… mas eu hoje eu vi, e como sempre, que ànsia de vómito tenho ao ver a tv brasileira.

    JM

  7. Fabrício L.

    Jorge, você escreveu:

    «Quanto ao texto, o Estado arvorar-se como educador único é sim imoral, e isso não é “idéia católica” e sim Lei Natural, porque as famílias (quaisquer que sejam elas) têm direito de cuidarem da educação dos seus filhos (e ninguém pode impedir isso)…»

    Vale lembrar que na Declaração Universal dos Direitos Humanos consta o seguinte:

    “Os pais têm o prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.” (Art. 26)

    Paz e Bem!

  8. sandra nunes

    Vocês não querem criar crianças, querem criar “robôs”.

    Querem ter controle total e absoluto da vidas deles, vinte e quatro horas por dia!

    SENHOR MEU DEUS, TENHA PIEDADE DESSAS CRIANÇAS, SE ALGUM DE VOCÊS VIR A SER PAI OU MÃE UM DIA.

  9. Danilo

    O ensino alternativo deve ser de fato uma alternativa. Nos EUA e em boa parte da Europa há a possibilidade de “tutores” que ensinam de forma particular às crianças. Depois elas são submetidas aos mesmos exames que os alunos das redes regulares.
    O ensino de ideologias é uma coisa muito freqüente, infelizmente. E, coincidência ou não, todas elas são contra a Igreja.
    Hoje mesmo eu peguei uma professora de inglês, numa de suas aulas, falando sobre o Halloween e sobre como a “igreja era contra todas as pessoas que pensavam diferente…ela controlava tudo…”. No mesmo colégio privado onde trabalho, já peguei um “sociólogo” que leciona história para o ensino médio falando sobre “o ex-cabo do Santo Oficio que agora é Papa”; não estava falando bem, é claro.
    Parece-me que a ideologia contra a religião é matéria básica da formação universitária do futuro professor.
    O ensino brasileiro cria os robôs da senhora Sandra Nunes. Cria robôs porque o aluno sai programado para repudiar qualquer vestígio de catolicismo, programado para idolatrar o sexo e se “iniciar” o quanto antes (graças às infames aulas de educação sexual que, neste colégio onde trabalho, são ministradas desde à quinta série ou mesmo antes). A criança é programada para se comportar em bando, dando primazia ao instinto coletivo e não ao bom senso (botando fogo em índio, no cabelo da professora, chutando donas-de-casa porque pensava que era prostituta, etc)
    Concordo com a citação sobre Paulo Freire. Hoje ele é o “deus da educação” para o qual os pedagogos brasileiros se prostram. Criticar Paulo Freire é suicídio dentro do mundo educacional; é como assinar um atestado de loucura. Por isso não há um único livro que se opõe ao freirismo na educação, mesmo com seus métodos ineficientes e reprováveis. Freire é o Leonardo Boff da educação: grande produção literária, mas de nenhum valor objetivo para o progresso da pedagogia. Mas é intocável.
    Há algum tempo eu assisti a uma palestra dada por uma professora da USP, titular, da Faculdade de Educação (infelizmente não me lembro do seu nome). Ela foi enfática ao dizer que o ensino dado pela Companhia de Jesus (jesuítas) nos primeiros séculos do Brasil era excelente, só não era acessível a todos. Ela criticou suavemente o famoso movimento dos Pioneiros da Escola Nova que, como todo movimento brasileiro do início do século XX, visava à demolição da sociedade (e o surgimento de outra sociedade, antenada com os valores revolucionários) por meio de rupturas traumáticas. O movimento liderado por figuras proeminentes na sociedade focou na laicidade do ensino e retirou de vez o ensino das mãos da Igreja. Hoje sofremos as conseqüências.
    O ensino público é deixou de ser católico para ser caótico, o privado é apenas uma máquina para preparar para o vestibular e o ensino superior de superior não tem nada.
    O conceito de a família cuidar da educação dos filhos transformou-se, após décadas de insistência dos educadores, num ato de empurrar a criança para a escola; a escola deve cuidar da educação e cabe aos pais apenas encaminhar, maquinalmente, os seus filhos para essa instituição. A família se desonerou da sua responsabilidade primária que é educar os filhos e a escola agora acumula não apenas a função acadêmica, mas a educativa, algo absurdo e irracional. Pode uma instituição “pluricultural” transmitir qualquer valor que não o relativismo e o subjetivismo moral?
    Dentro do processo formativo e educativo o adolescente (não diria criança porque ela ainda não reflete sobre alguns temas) é sim vulnerável às tendências dos professores, porque ela vê no professor uma referência importante. Justamente nesta fase o adolescente é mais suscetível a questionar os valores recebidos em casa, portanto uma escola que prioriza o marxismo descarado certamente terá grande influência sobre o educando. Nesse caso o conhecimento sem a reflexão ou com a reflexão ideologizada é sim muito perigoso porque martela na deformação das consciências.
    Lembrando que hoje, com a família moderna, as crianças e adolescentes passam muito mais tempo na escola e em cursos do que com a família. Os pais também adquiriram o péssimo hábito de não perguntar sobre o cotidiano escolar, de não verificar o caderno das crianças e os seus livros.
    O escritor anglicano C.S. Lewis tem um ótimo livro sobre a doutrinação nas escolas: A Abolição do Homem. Vale a pena uma leitura atenta.

  10. Eduardo Araújo

    O Vanderley lembrou bem do marxismo cultural na origem dessa contaminação ideológica nas escolas brasileiras. Que, aliás, é caótica, sim, para quem se dedique o mínimo a examinar o conteúdo dos livros didáticos e paradidáticos de história, geografia e, hoje em dia, até de matemática! E, também e principalmente, as aulas ministradas pelos “professores”, às mais das vezes fazendo o papel de doutrinadores políticos de esquerda.

    Retomando o problema do marxismo cultural, diria que foi uma artimanha rasteira, raposina, das mais bem produzidas pelo intelecto humano. Gostaria de indicar um link excelente e particularmente elucidativo para quem ainda não compreende do que se trata (e as consequências na atualidade):

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/06082002globo.htm

    É um artigo do Olavo de Carvalho intitulado “Do Marxismo Cultural”. Nele, o autor traça o histórico dos pensadores da Escola de Frankfurt, que incluía o citado Marcuse, além de Adorno e outros; e a essência das suas teorias. Pode-se, então, entender a real motivação de uma teologia da libertação, por exemplo, com sua doutrina marxista que antagoniza a própria religão, que então é corroída a partir de dentro.

  11. Marxista

    Muito obrigado pelo artigo… é bom saber que o incomodamos… você fala horrores do marxismo… mas não enxerga seu próprio nariz….
    O catolicismo tem história bem “civilizada”, não??
    Só pra lembrar… Como é que o Estado Vaticano ressuscitou mesmo(em 1929)? Através de vantajo$o acordo com o fascista Mussolini…
    Nem falo da aliança do vaticano com Hitler,Salazar, Franco, Pavelic….
    nem falo do padre Tiso…
    nem falo do nazicatolicismo ustasha croata…. que chocou até os nazistas!!
    nem falo do genocídio de Ruanda e do envolvimento da igreja…

    Bom mesmo é ensinar o catolicismo…
    a bíblia é 1 livro que prega estupro, genocídio, escravidão, intolerância etc.

  12. Sidnei

    Gostaria de lembrar que o estado do Vaticano não foi ressuscitado mas criado mediante a concordata assinado entre a Santa Sé e o governo italiano que no caso naquela época era administrado por Musolini, e que quem conhece um pouco de história vai saber que o governo italiano estava indenizando a Igreja pelas terras que ela havia perdido pela ocasião da unificação italiana ocorrida pelos anos de 1870, e dava o direito a Igreja de pelo menos ter um pedaço de terra em meio a cidade de Roma, para que a Igreja através de um estado próprio ficasse livre da influencia de governos estatais como ocorreu na idade média, e quanto aos citadas alianças, genocídios, e por aí em diante, só porque os caras eram católicos agora tinha aval da Igreja? Tem algum documento enviado diretamente do Vaticano que prova que a Igreja incentivou tudo isso? Hora, hora, só porque os caras que cometeram tudo isso eram católico agora toda a Igreja é culpada, vão contar os estragos que os comunistas marxistas fizeram no mundo antes de apontarem o dedo para Igreja, vão contar os números de mortos no Camboja, União Soviética, Cuba, China, antes de vir aqui falar tantas bobagens.

  13. sandra nunes

    Danilo

    Minha irmã, quando sua filha estava no prézinho, passou por uma situação, inusitada.

    A “tia” PROIBIU que as crianças descerem para o pateo, pois a escola estava comemorando o “halloweem”.

    A “tia”, por ser evangélica, não permitiu que sua classe participasse do evento, sem antes consultar os pais de cada um de seus alunos

    Claro, que ela foi demitida da escola.

    Por essas e outros meus filhos estudaram em escolas católicas. ( infelizmente, o valor das mensalidades não permite que mais crianças católicas tenham esse privilégio)

    Um estudou no São Vicente, outro no Santa Marina.

  14. douglas barroso

    Que o modelo soviético estalinista colocou uma camisa de força e uma cápsula de chumbo em todas as formas de pensamento não resta a menor dúvida, mas o capitalismo, em nome da liberdade ,tirou a camisa da maioria deixando-os morrer de frio.A unica conclusão racional que chego é que todas as ideologias fundadas no ideal iluminista não conseguiram e não conseguirão cumprir suas promessas; na verdade elas servem somente para cegar-nos .Destarte,Combater a visão marxista na educação e por no seu lugaruma visão fundada em qualquer ortodoxia liberal é o mesmo que um cego querer tirar a trava do olho do outro.Querer também neutralidade ideológica é outra falácia,visto que qualquer intelectual com pelo menos um neurônio sabe que ela não existe.Acredito eu que,antes de uma gerra fria intelectual, precisamos ressucitar um pouco de bom senso e procurar uma terceira via de sociedade,tendo como princípio uma nova ética humanitária de superação de todas as contradições que construímos ou por elas fomos construídos.

  15. PROFESSOR

    Parabéns ao comentário do Sr. Douglas Barroso!!! Nem uma coisa, nem outra. O que não podemos é “destilar o veneno” da intolerância. Talvez alguns dos comentaristas acima não aceitem nem mesmo a esta postura, porque para muitos, admitir uma terceira via é ser tolerante com a coexistência do que acreditam ser “monstruoso”, ou seja, o Marxismo. Os leitores de “VEJA” encontram-se entre as pessoas do mais elevado grau de conservadorismo.
    Pensem……ter o direito de educar e ministrar conteúdos das mais variadas disciplinas seria TAMBÉM para muito poucos no Brasil……..que podem dispor de várias horas de seu dia para essa finalidade, têm instrução suficiente para tal e podem adquirir material didático à sua escolha, alimentar e vestir seus filhos com dignidade. Quantos são os brasileiros que podem arcar com tais condições?
    Muitos, em nome do pleno uso da LIBERDADE pregam um retorno às trevas dos anos 1964 – 1984 em nosso país…….ou para estes a liberdade é RELATIVA, desde que em concordância com o que pensam?