Pelas almas do Purgatório

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 9 meses 18 dias atrás.

Aproveitando a “oitava de Finados”, reforço o convite feito pela Igreja, na Liturgia dos Defuntos, a fim de que façamos penitência pelos nossos próprios pecados e pelas almas que padecem no Purgatório. À missa que assisti Domingo, o padre lembrou-nos de que o costume cristão de fazer orações pelos mortos estava escasseando – mesmo pelos nosso entes queridos! -, como se todos (e principalmente os mortos) já fossem “bons o suficiente” para não precisarem de nossos sufrágios. E, com isso, corríamos o risco de deixar de fazer um grande bem àqueles que padecem no fogo da purificação final.

Este texto não tem o autor no site onde está publicado; quando o recebi por email, constava a autoria de São João Maria Vianney. Não sei se é verdade, mas a meditação vale a pena, bastante proveitosa para o tempo no qual estamos vivendo e – por que não? – para qualquer tempo de nossa vida. Importa sempre pensar na própria morte, fazer penitência pelos próprios pecados e pelos alheios, como nos diz a oração do anjo de Fátima: (…) e peço-Vos perdão por aqueles que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

Talvez valesse uma visita ao Museu das Almas do Purgatório, que fica em Roma e eu não sabia que existia até bem pouco tempo atrás. Sites em português, só encontrei espíritas, com explicações para o fenômeno obviamente incompatíveis com a Doutrina Católica, “denunciando” a “comunicação com os mortos” que a Igreja Católica “ocultava” (forma bem curiosa de “esconder” alguma coisa, criando um museu para ela). Na verdade, a Doutrina Católica não nega que Deus possa permitir que uma alma do Purgatório apareça para pedir orações; o que a Doutrina Católica condena é a evocação das (supostas) almas dos defuntos.

“Em virtude da comunhão dos santos, os fiéis ainda peregrinos na terra podem ajudar as almas do purgatório oferecendo as suas orações de sufrágio, em particular o Sacrifício eucarístico, mas também esmolas, indulgências e obras de penitência” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, q. 211). Vai-se ao purgatório por causa dos pecados veniais (que não levam ao inferno) e por causa das penas temporais devidas pelos pecados, mesmo os já perdoados. É a coisa mais fácil do mundo acumular ambas; ninguém se pode considerar com “passagem direta” para o Céu (nem a passagem “com escalas” é garantida, cabendo a nós ter esperança dela!). Certamente ninguém quer passar muito tempo no Purgatório; é, portanto, natural oferecer às almas dos nossos irmãos que estão no Purgatório as nossas orações e boas obras. Nosso dia há-de chegar: preparemo-nos para ele o melhor possível. E que as almas dos fiéis defuntos que padecem no Purgatório possam ser, o quanto antes, purificadas de suas faltas, a fim de chegarem o mais breve possível à visão de Deus e à Bem-Aventurança Eterna. Amen.

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