Aborto, questão inegociável

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O verdadeiro grau de civilização de uma nação se mede pela forma como se protegem os mais necessitados. Por isto, deve-se proteger mais àqueles que são mais débeis. Porque o critério não é o valor do sujeito em função dos afetos que suscita nos demais, ou da utilidade a que se presta, senão o valor que resulta de sua mera existência”
[Tabaré Vazquéz, presidente do Uruguai, na mensagem de veto à lei assassina que tencionava legalizar o aborto no país]

O aborto é o crime mais covarde que alguém pode cometer. Tanto que a Igreja fulmina com a Sua pena máxima, a excomunhão, de maneira automática, todos aqueles que colaboraram materialmente para que um aborto possa ocorrer: o “médico” que assassinou a criança, o namorado que pressionou a menina para que ela abortasse, a tia que deu dinheiro para a “consulta”, a amiga que levou a gestante ao matadouro, etc.

Particularmente canalhas são as pessoas que têm a coragem – ou, melhor dizendo, a covardia – de defender o aborto. Todas as “defesas” do aborto são sofismas grosseiros, como já disse certa vez o Percival Puggina. A defesa intransigente da vida humana precisa ser uma bandeira daqueles que ainda têm o seu senso moral intacto. É uma grande verdade que o silêncio dos bons faz com que o vozerio dos maus ocupe todo o espaço.

Aborto não é questão religiosa. Não são “os católicos” que não podem abortar, ninguém pode abortar, porque o ser humano tem uma dignidade intrínseca independente da sua religião ou da ausência dela. Não se pode matar um inocente: isso não é válido somente para os católicos, é universalmente válido, para quaisquer pessoas em quaisquer tempos e lugares. O cinismo de alguns abortistas, querendo transformar os princípios morais mais evidentes em assunto de foro íntimo, precisa ser desmascarado com destemor.

Aborto também não é “direito”, porque ninguém tem o direito de matar um inocente. Não compete à mulher a “decisão” de assassinar ou não o próprio filho. Como disse o presidente do Uruguai ao vetar a lei assassina que havia sido fraudulosamente aprovada, é na proteção aos mais necessitados que se avalia o grau de civilização de uma sociedade. É óbvio que o Estado deve defender os necessitados, sendo por conseguinte evidente que o aborto não pode receber apoio estatal. Deve, ao contrário, ser diligentemente combatido.

Já disse aqui outra vez, mas repito: o maior inimigo da paz é o aborto. Palavras de Madre Teresa, cujo argumento é simplesmente irrefutável: se nós dissermos às mães que elas podem matar os próprios filhos, não poderemos dizer às pessoas que elas não podem se matar umas às outras. Afinal, quem pode o mais, pode o menos; e se uma mãe puder matar o próprio filho, é óbvio que ela vai poder também matar um desconhecido. Isto é tão evidente que só um abortista consegue não entender.

Não sou nada adepto das apresentações de Power Point, mas esta contém uma preciosa refutação aos “motivos” alegados pelos abortistas para “justificar” o assassinato de crianças indefesas. Falo exatamente em “motivos”, e não em “argumentos”, porque são coisas completamente distintas; afinal, citando o Puggina, “[o] fato de que praticamente todos os crimes sejam praticados com algum motivo mais ou menos grave não os descaracteriza como crimes em si mesmos”. Não cabe “à mulher” decidir, porque princípios não são passíveis de “decisões”, e sim de aplicações. O princípio de que a vida é inviolável não é para ser “decidido”, e sim aplicado.

É neste sentido que merece os nossos mais sinceros parabéns o presidente do Uruguai. Ele não teve medo do lobby abortista, nem da fraude por meio da qual a lei iníqua foi aprovada. Não titubeou ante a ameaça dos assassinos, mas teve a coragem de levantar a sua voz em defesa dos nascituros. Vetou a lei assassina, e redigiu uma bela apologia do direito à vida. Que o exemplo suscite seguidores; e que a Virgem Santíssima possa abençoar em abundância o presidente Vazquéz e todo o povo uruguaio.

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0 thoughts on “Aborto, questão inegociável

  1. Spockk

    Jorge

    Isso acontece toda hora no site dos ateus.

    Spockk
    (ainda censurado)

  2. Spockk

    Jorge

    então apague o comentário do Demerval Jr.

    (eu, ainda censurado)

  3. Léo

    Sandra, sinceramente: não dá.

    A senhora se faz de boba. Veja o que o Jorge disse:

    Os “nascituros” são antes do nascimento. .

    E, por mais que tenha surgido o assunto dito pela senhora, não fazia sentido algum o seu comentário se não fosse para falar de aborto. Ou a senhora estava querendo dizer que os médicos, quando, após o nascimento, “[…] notaram que havia alguma atividade cerebral, e lutaram pela vida dela.”, decidiram que era melhor não abortá-la? Aiaiai …

    Senhor, dai-nos paciência! [2]

    Abraços e fiquem com Deus,

    Léo

  4. Demerval Jr.

    spockk,

    “NINGUÉM AQUI COMENTOU O RELATÓRIO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE!”

    Ah, tá! Vai buscar munição no teu alforje, meu amigo. Aqui, não! No tocante a esse assunto, enquanto o Temporal e cambuia estiver lá, boa coisa não sairá dali. Depois do João de Barros, o tal estudo que você nos trouxe não te serve mais? Depois de tanto nos mandar ler esse estudo, ficou claro que quem só leu o que queria nele foi você… Aí muda de assunto como quem vira a página de um gibi… Lúgubre esse seu esquema.

    sandra mumes,

    Proporcionalmente, eu sou tão contra a doação de órgãos quanto você é a favor da Igreja. Quer que eu explique, ou não precisa? Para seu governo, tergiversar não é uma boa idéia em debates, sob pena de se perder do assunto original. Dá uma olhadinha de novo no título do post e veja o quanto você está perdida. E caso queira teimar mais um pouquinho, mediante sua empatia com o intergaláctico abortista aí de cima diga-me, doutora pró-vida: o aborto É ou NÃO É negociável?

  5. Jorge Ferraz

    Spockk,

    Isso acontece toda hora no site dos ateus.

    Quiçá. Mas se os ateus gostam de manter porcarias nos sites dele, eu não compartilho da mesma opinião.

    então apague o comentário do Demerval Jr.

    O moderador aqui sou eu, e ainda não abri vagas para candidatos a auxiliares, obrigado.

    Abraços,
    Jorge

  6. Spockk

    Jorge

    Tudo bem. Mas continuo pedindo para não usar dois pesos e duas medidas, e que apague o comentário do Demerval Jr. Eu não insultei ninguém aqui.

    (ainda censurado)

  7. Demerval Jr.

    Ok, spockk, desculpe-me por chamá-lo de orelhudo e, por extensão, de burro (parca inteligência, foi o que quis dizer). Confesso que foi gratuita a ofensa.

    É verdade que objetivamente você não destilou nenhum insulto. Entretanto, você foi bastante subjetivo ao denotar que supostamente fôssemos idiotas o suficiente para engolir seu nhém-nhém-nhém anarquista.

    Seria bacana se você quisesse “conhecer”, antropologicamente dizendo, as posições da Igreja sobre tais ou tais assuntos da atualidade, demonstrando suas dúvidas e aceitando nossas realidades como sendo “nossas” e não baseadas nas “suas” realidades (sociocentrismo de sua parte).

    Porém, o que ficou explícito foi sua tentativa de nos “doutrinar” com seus arghumentos que, diga-se de passagem, são tão somente as lorotas que lemos diariamente nas notas impingidas por aí pelo Establishment. E isso, caro, é irritante, visto que este espaço, ao que tudo indica, é dado para os posicionamentos católicos e não para vãos questionamentos sobre eles, já que para isso existem outros espaços, como você bem sabe.

    Alvarenga e Ranchinho – de saudosa memória – diriam que você dá muito devorteio…

    Mais uma vez, desculpe-me se ofendi seus brios.

  8. sandra nunes

    Léo

    Acho que tenho que dar a mão à palmatória pro Jorge.

    Realmente tem ANENCÉFALO que sobrevive!

    Vai ser idiota assim lá na casa do chapéu!

  9. sandra nunes

    A TODOS:

    Só por curiosidade feminina. Hipoteticamente.

    Sua mulher está grávida de 12 semanas

    Ela tem um problema de pressão alta.

    Ela está sofrendo uma eclampsia, se não fizerem um aborto ela irá morrer!

    O que você faz?

  10. Jorge Ferraz

    Sandra,

    se não fizerem um aborto ela irá morrer!

    Como já foi dito, a opinião de fulanos e sincranos é completamente irrelevante. O que interessa é a Doutrina da Igreja.

    A senhora sabe quem foi Gianna Beretta Molla?

    Abraços,
    Jorge

  11. Fabrício L.

    Sua mulher está grávida de 12 semanas

    Ela tem um problema de pressão alta.

    Ela está sofrendo uma eclampsia, se não fizerem um aborto ela irá morrer!

    O que você faz?

    Aconteceu mais ou menos isso com a minha mãe quando ela foi me dar à luz. Se ela tivesse preferido não correr riscos, hoje eu não estaria aqui.

    Paz e Bem!

  12. sandra nunes

    Jorge Ferraz

    Jorge, você não faz idéia como me preocupo com a vida da mulher que escolheram para companheira.

    Rezo todos, os dias, para que se elas ficarem grávidas, tenham um gestação saudável e levada a termo.

    Temo pela vida delas, pois sei que se acontecer alguma tragédia durante a gestação, elas NÃO CONTARÃO com a proteção de vocês, elas e os filhos, em nome do fanatismo religioso, irão morrer.

    É importante dizer, que como toda grávida, dará sua vida em troca da criança.

    É nesse momento, que seu marido, ou seus pais têm que zelar pela vida dela.

    São raros os casos de fetos até 24 semanas sobreviver fora do útero.

    Quando acontece, é notícia no mundo inteiro.

    12 semanas, então, não conheço nenhum registro.

    A morte materna, por eclampsia, é certa.

    Que, NOSSA SENHORA DO BOM PARTO, acompanhe e proteja as mulheres de vocês, pois tenho certeza que se elas dependerem de vocês, certamente as transformarão em mártires de suas causas.

  13. João de Barros

    Caro Spokk:

    Segundo os dados que você apresentou, são internadas no SUS cerca de 250 mil mulheres por ano para fazer curetagem pós-aborto.

    Resta saber quantos desses abortos foram provocados e quantos são naturais. Felizmente, você mesmo fornece os dados que nos permitem fazer uma estimativa.

    De acordo com você, metade das gestações são indesejadas e, dessas, cerca de 10 % acaba recorrendo ao aborto.

    Logo, das 250 mil curetagens pós-aborto realizadas pelo SUS, 125 mil vieram de gestações indesejadas e 12.500 vieram de abortos provocados.

    Portanto, mesmo considerando uma enorme subnotificação e um grande número de abortos provocados sem necessidade de curetagem, teremos no máximo uns 50 mil abortos no Brasil, número muito longe dos 900 mil que os abortistas espertamente tentam propagandear para a sociedade.

    Parece-me claro que as complicações causadas por abortos NATURAIS são um grave problema de saúde pública.

    JB

  14. João de Barros

    Cara Sandra:

    Em relação à sua pergunta sobre eclampsia, gostaria de fazer alguns comentários.

    Trata-se de uma pergunta capciosa, contendo um perigoso jogo de palavras.

    Eclampsia é uma hemorragia, normalmente após o parto. Portanto, o tratamento a ser aplicado em casos de eclampsia é estancar a hemorragia, existindo diversas formas de fazê-lo.

    Não existe uma única doença cujo tratamento prescrito seja o aborto. Aborto não é remédio nem tratamento para coisa alguma.

    O que existe, isso sim, são algumas doenças (gravidez ectópica, p.e.) cujo tratamento tem como efeito colateral e involuntário a morte do embrião ou feto.

    Uma mulher grávida que se submete a um procedimento cirúrgico para tratar sua gravidez ectópica não deseja matar seu filho. Ela deseja tratar-se.

    Esse tipo de procedimento médico não pode ser igualado ao que normalmente se chama de aborto, já que o objetivo primário não era terminar uma gravidez indesejada e sim tratar uma doença.

    A Igreja, e a legislação brasileira, não condena nem nunca condenou esses procedimentos.

    Como é do conhecimento geral, os casos de gravidezes ectópica vêm aumentando em decorrência do uso generalizado de métodos anti-concepcionais. Ironicamente, o uso de métodos anti-concepcionais acaba dando as mulheres aquilo que elas mesmo procuraram: a esterilidade.

    Cuidado com aquilo que desejarem pois pode ser-lhes concedido!

    JB

  15. João de Barros

    Caro Spokk:

    Fiz o download do relatório que você indicou. São “só’ 315 páginas.

    Prometo lê-las. Mas, compreensivelmente, isso vai levar algum tempo.

    Suponho que você tenha lido todas essas 315 páginas. Assim, você não faria a gentileza de fazer-nos um resumo dos principais pontos abordados no relatório? Ou pelo menos indicar-nos quais são as páginas mais relevantes para nosso debate?

    JB

  16. sandra nunes

    João de Barros

    Você leu o HIPOTETICAMENTE?

    Ninguém teve coragem de dizer, o que faria num momento desse.

    Sinceramente, não acredito que sacrificariam suas mulheres.

    Cuidado com aquilo que desejarem pois pode ser-lhes concedido!

    Não adianta rogar “praga” porque já aconteceu na minha família com MINHA MÃE na terceira gravidez dela.

    Será que você sabe a decisão do meu pai?

    Minha mãe, Graças a Deus, está viva e somos somente DUAS irmãs.

  17. sandra nunes

    João de Barros

    Você leu o HIPOTETICAMENTE?

    Ninguém teve coragem de dizer, o que faria num momento desse.

    Sinceramente, não acredito que sacrificariam suas mulheres. Não mesmo.

    Cuidado com aquilo que desejarem pois pode ser-lhes concedido!

    Não adianta rogar “praga” porque já aconteceu na minha família com MINHA MÃE na terceira gravidez dela.

    Será que você sabe a decisão do meu pai?

    Minha mãe, Graças a Deus, está viva e somos somente DUAS irmãs.

  18. João de Barros

    Sim. Eu faria o tratamento conforme permitido pela Igreja.

    Se, em decorrência indireta do tratamento, como consequência indesejável, o bebézinho viesse a morrer, nós com certeza ficaríamos muito tristes, mas a vida é assim.

    E lembre-se que falo com conhecimento de causa.

    Não roguei pragas a ninguém. Apenas expus o que é, ou deveria ser, do conhecimento geral: anticoncepcionais causam esterilidade. Isso é fato.

    JB

  19. Demerval Jr.

    sandra mumes,

    Fale mais sobre a “decisão” de seu pai, por favor.

  20. sandra nunes

    João de Barros

    João, nossa, me emocionei.

    Tinha certeza que não “sacrificaria” sua mulher.

    Não acredito, que algum homem aqui, deixaria sua mulher morrer.

  21. Jones

    Sandra,

    Mas o fato de que homem algum aqui deixaria sua mulher morrer não os alinha às tuas opiniões…

    Está bastante claro que não existem, realmente, doenças cujo tratamento seja o abortamento. Não adianta forçar. Simplesmente não existem, e isso é fato. O que acontece é que existem, sim, doenças cujos tratamentos podem vir a provocar um abortamento, e, a Santa Igreja deixa bem claro que tais tratamentos NÃO são proibidos pela Moral. Pelo seguinte motivo: Naqueles casos o abortamento não é um fator desejado, mas uma infeliz conseqüência do tratamento… O que tem acontecido é que pessoas extremamente mal intencionadas têm se esforçado num verdadeiro projeto de desinformação, criando confusão entre esses dois casos de abortamento (quais sejam: o desejado, contra o qual qualquer cristão tem a OBRIGAÇÃO de lutar, e o que acontece como consequência de um tratamento). Veja que a pergunta que você fez, sobre promover um abortamento ou deixar a mulher viver, segue precisamente por esse caminho…

    Em relação à escolha de seu pai, se o abortamento de sua irmã não foi “escolhido”, mas um triste fruto de um tratamento, não existe nele qualquer coisa que vá contra o que a Igreja prega.

    Desejo a todos a Paz de Cristo, o amor de Maria, e a paciência de São José!

    Jones

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