São Pio X – Como amar o Papa

[Fonte: Administração Apostólica São João Maria Vianney]

Como amar o Papa?

“Parece inacreditável, e é contudo doloroso, que haja padres aos quais se deve fazer esta recomendação, mas nos nossos dias nós estamos infelizmente nesta dura e triste condição de dever dizer a padres: Amai o Papa!

E como se deve amar o Papa? Não por palavras somente, mas por atos e com sinceridade. “Non verbo neque lingua, sed opere et veritate” (1 Jn 3,18) Quando amamos a alguém, procuramos nos conformar em tudo a seus pensamentos, a executar suas vontades e a interpretar seus desejos. E se Nosso Senhor Jesus Cristo dizia de si mesmo:” Si quis diligit me, sermonem meum servabit ” (” se alguém me ama, guardará minha palavra ” Jn 14, 23), assim para mostrar nosso amor ao Papa, é necessário obedecer.

É por isso que, quando se ama ao Papa, não se fica a discutir sobre o que ele manda ou exige, a procurar até onde vai o dever rigoroso da obediência, e a marcar o limite desta obrigação.Quando se ama o Papa, não se objeta que ele não falou muito claramente, como se ele estivesse obrigado a repetir diretamente no ouvido de cada um sua vontade e de exprimi-la não somente de viva voz, mas cada vez por cartas e outros documentos públicos.

Não se põem em dúvida suas ordens, sob fácil pretexto, para quem não quer obedecer, de que elas não dimanam diretamente dele, mas dos que o rodeiam! Não se limita o campo onde ele pode e deve exercer sua autoridade; não se opõe à autoridade do Papa a de outras pessoas, por muito doutas que elas sejam, que diferem da opinião com o Papa. Por outro parte, seja qual for sua ciência, falta-lhes santidade, pois não poderia haver santidade onde há dissentimento com o Papa”.

É o desabafo de um coração dolorido… para deplorar a conduta de tantos padres que, não somente se permitem discutir e criticar as vontades do Papa, mas que não têm a receio de chegar a atos de desobediência imprudente e atrevida, ao grande escândalo dos bons e para a ruína das almas.

(Alocução aos Padres da Confraria “A União Apostólica” 18 novembro 1912)

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0 thoughts on “São Pio X – Como amar o Papa

  1. João C.

    O Papa, o doce Cristo na Terra.. Quantos e quantos sacerdotes e religiosos lhe desobedecem ou simplesmente ignoram o que a obediência (palavra terrível!) os e nos obriga…

    Todos nós devemos fidelidade ao Santo Padre, como legítimo sucessor de São Pedro. Amá-lo e respeitá-lo como representante máximo na hierarquia da Igreja Católica!

    Tantas adversidades, tantos inimigos, externos e internos que ele tem de enfrentar! Tantos perigos que corre, na defesa pela Sã Doutrina…

    Rezemos muito pelo Santo Padre!

    Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Benedictus XVI, quem pastorem Ecclesiae tuae praeesse voluisti, propitius respice: da ei, quaesumus, verbo et exemplo, quibus praeest, proficere: ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam.

    Per Christum, Dominum nostrum. Amen

  2. R. B. Canônico

    O que mais me incomoda são leigos com um grito de ‘Viva o Papa’ que fazem uma espécie de ‘livre-exame’ do Magistério, pincelando aqui e ali o que é ‘inflaível’ e condenando, sempre que possível, o que vai contra seus caprichos.

    E como essa atitude hipócrita se difundiu por aí….

  3. Antonio

    Caro João,

    A oração “pro papa” que vc transcreveu, até alguma das várias modificações sofridas pelo Missal Romano ao longo da década de 1950, anexava-se à Coleta de todas as Missas desde o primeiro domingo do Advento até a Primeira Missa de Natal. Também, “pro papa”, outras duas belíssimas orações anexavam-se, respectivamente, à Secreta e à Póscomunhão nas Missas desse mesmo período, nos Missais precedentes a 1962:

    “Oblátis, quǽsumus, Dómine, placáre munéribus: et flámulum tuum N., quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, assídua protectióne gubérna. Per Dóminum.”

    “Hæc nos, quǽsumus, Dómine, divíni sacraménti percéptio prótegat: et fámulum tuum N., quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti; una cum commísso sibi grege, salvet semper et múniat. Per Dóminum.”

    Curiosamente, essa mesma tradicional (e revogada) prescrição estendia-se com uma tríade de orações (também para a Coleta, a Secreta e a Póscomunhão) em devoção à Nossa Senhora:

    “Deus, qui de beátæ Maríæ Vírginis útero Verbum tuum,
    Angelo nuntiánte, carnem suscípere voluísti: præsta supplícibus tuis; ut, qui vere eam Genetrícem Dei credimus, ejus apud te intercessiónibus adjuvémur. (Per eúndem Dominum nostrum Jesum Christum, Filium tuum: Qui tecum vivit.)”

    “In mentibus nostris, quǽsumus, Dómine, veræ fídei sacraménta confírma: ut, qui concéptum de Vírgine Deum verum et hóminem confitémur; per ejus salutíferæ resurrectiónis poténtiam, ad ætérnam mereámur perveníre lætítiam. (Per eúndem Dóminum nostrum.)”

    “Grátiam tuam, quǽsumus, Dómine, méntibus nostris infúnde: ut, qui, Angelo nuntiánte, Christi, Fílii tui, incarnatiónem cognóvimus; per passiónem ejus et crucem, ad resurrectiónis glóriam perducámur. (Per eúndem Dóminum.)”

    E tão curiosamente, estendia-se mais com outra tríade contra os perseguidores da Igreja:

    “Ecclésiæ tuæ, quǽsumus, Dómine, preces placátus
    admítte: ut, destrúctis adversitátibus et erróribus univérsis,
    secúra tibi sérviat libertáte. Per Dóminum.”

    “Prótege nos, Dómine, tuis mystériis serviéntes: ut, divínis
    rebus inhæréntes, et córpore tibi famulémur et mente. Per Dóminum.”

    “Quǽsumus, Dómine, Deus noster: ut, quos divína tríbuis participatióne gaudére, humánis non sinas subjacére perículis. Per Dóminum.”

    Será que naquela década a Igreja teria podido prescindir de rezar, em sede de liturgia pública, pela humilhação de seus inimigos? Também por Nossa Senhora, durante o tempo do Advento? Também pelo papa? Claro que tais orações lhe eram úteis, como sempre o foram! A resposta lógica e inevitável é a de que, longe de serem orações supérfluas, sua retirada consubstancia-se em mais uma evidência de que o espírito ecumenista, irenista, maçônico e protestantizante do pós-Concílio iniciou-se um tanto antes, já havendo preparado muito bem o seu terreno litúrgico em sede das modificações sugeridas, encabeçadas e encaminhadas pelo … padre Bugnini.

    Rezemos pelo papa, com a intenção de que nele cumulem nas graças necessárias para corajosamente vencer as adversidades modernistas, restabelecendo, entre tantas coisas, estas belas e sempre bem oportunas orações, como também a oração pelos conversão dos judeus tal como o excerto da Escritura.

    Abraços, em Cristo,

    Antonio