“Não temos rei, a não ser César” – Pe. Thomas Euteneuer

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 7 meses 26 dias atrás.

[Publico a tradução de um artigo do rev. Pe. Thomas Euteneuer, presidente da Human Life International, que recebi por email, e fala sobre a vitória do presidente abortista nas eleições americanas deste ano. O original se encontra aqui.

Que Deus salve os Estados Unidos.]

Não temos rei, a não ser César!

Agora que as eleições terminaram, já podemos separar os católicos verdadeiros daqueles que apenas se dizem católicos. Os que estão perplexos com o resultado das eleições, podem estar certos de que estão em boa companhia, junto com os santos.

Mas os que assinalaram seu voto na opção que em ultima analise representa o sangue dos abortados, e tomaram a decisão de ficar com a cultura da morte, necessitam fazer um sério exame de consciência. Vejamos agora o que fizemos para nos mesmos.

Os Estados Unidos fizeram a escolha de seu líder máximo, que não foi boa.  Na realidade, foi um dos golpes mais devastadores contra a civilização cristã em toda a historia americana, e não estou usando linguagem figurada.

Madre Teresa de Calcutá disse uma vez que “a nação que mata seus filhos não tem futuro”.  Do mesmo modo, o padre Benedict Groeschel comentou recentemente que entramos no “começo do crepúsculo” de nosso país. São palavras terríveis, mas que descrevem a realidade da eleição do mais extremado candidato pró-aborto, que infelizmente os norte-americanos elegeram para ocupar o mais alto cargo público da nação.

Mas isso já aconteceu no passado. Quando o profeta Samuel se queixou de que o povo hebreu estava pedindo um rei, o Senhor lhe respondeu que eles não estavam rejeitando o profeta, mas o próprio Deus, Sua soberania e autoridade sobre eles (1 Sam. 8).  Mais de mil anos depois, o mesmo povo rejeitou seu Deus mais uma vez, quando, diante de Pilatos, gritou “Não temos rei, a não ser César!”

No fundo, agora novamente escolhemos Barrabás, em vez de Cristo. E escolhas têm conseqüências.  As conseqüências dessa eleição ficarão impressas na consciência da nação por muitos anos. E uma delas é que, ao eleger abortistas radicais para nos governar, tanto na Presidência quanto no Congresso, perdemos a bênção prometida no Salmo 41:1-4:

“Bem-aventurado é aquele que dá atenção ao necessitado e ao pobre para os socorrer; o Senhor o salvará no dia mau. O Senhor o guardará, e lhe conservará a vida; e o fará feliz aqui na terra, e não o entregará ao desejo de seus inimigos. O Senhor lhe dará auxílio no leito da dor; na sua enfermidade, aliviá-lo-á de todo o incômodo”.

É difícil para os norte-americanos imaginarem que uma terra tão abençoada possa ser privada de tal bênção. Entretanto, fizemos nossa cama e devemos deitar-nos nela.

Isto não aconteceu sem antes ter havido sérios e prolongados avisos sobre a institucionalização do mal. Não podemos dizer que não fomos alertados.

Quando a persuasão moral sobre a matança de inocentes não funcionou, a ciência e a razão foram nossas testemunhas. Quando a ciência foi ignorada e depois cooptada para as obras da morte, a AIDS e as doenças venéreas vieram despertar as consciências das pessoas. Mas não obtiveram grande resultado.

Deus teve então, nos últimos dez anos, que permitir o ataque violento do terrorismo, furacões, tornados, enchentes, incêndios florestais, terremotos e tsunamis. Ele certamente pensou que iríamos nos dar conta da cruel realidade da Cultura da Morte, e que nos arrependeríamos.

Como isso não aconteceu, Ele nos atingiu no ponto mais sensível do corpo humano: nosso bolso. Ele pensou que o enorme aumento dos preços da gasolina e a recente crise financeira certamente trariam o resultado desejado.

Mas, aparentemente, isso não funcionou tampouco, porque nosso povo com dureza de coração recusou ser dissuadido de sua luxúria pelo aborto, e elegeu todos aqueles que servirão a essa agenda malsã nos próximos anos.

Devemos cair de joelhos e nos arrepender do fundo dos nossos corações, pela praga que acabamos de trazer para o nosso querido pais.

Ao mesmo tempo, meus amigos, apesar desse panorama sombrio, é hora de agradecermos a Deus Nosso Senhor pelos dons da vida, do amor e da familia, que temos recebido. É também hora de nos engajarmos com seriedade em obras para resgatar nossa cultura. Então, eventualmente, os políticos acompanharão o crescimento de uma nova cultura pró-vida, a partir das sementes que hoje estamos plantando.

Sinceramente vosso em Cristo,

assinaturapadrethomaseuteneuer

Rev. Padre Thomas Euteneuer,

Presidente da Human Life International

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0 thoughts on ““Não temos rei, a não ser César” – Pe. Thomas Euteneuer

  1. Joachim Di Fiore

    Sinceramente teria dificuldade de subscrever esse artigo, mas sobre ele me assomam uma dúvida e um temor.

    A dúvida é: porque se considera que a eleição de Obama é tão ruim em relação ao tema aborto? Nos EUA já não há uma total permissão à prática desse crime? O que mais pode piorar? (não falo das pesquisas com CTEs).

    O temor: aparentemente Obama tem montado uma equipe bem mais “conservadora” do que se esperava nos campos econômico, relações externas, etc. Isso me faz temer que tentem compensar a “agenda liberal” com legislações que avancem na cultura da morte, no ideologismo gay, etc…

  2. Dionisio

    O que posso dizer?

    O link acima fala por si mesmo… E o pior é que os brasileiros desinformados (ou maldosos mesmo) vão utilizar a “simpatia” que nutrem por este indivíduo em prol da causa do aborto… depois, a eutanásia… depois, a legalização da pedofilia…

    A união civil de pessoas do mesmo sexo já está quase que escancarada…

    Bush não poderia ter feito pior… Entregou de bandeija o cargo de presidente ao abortista Obama quando invadiu o Iraque…

    Onde iremos parar?

  3. R. B. Canônico

    “Como isso não aconteceu, Ele nos atingiu no ponto mais sensível do corpo humano: nosso bolso. Ele pensou que o enorme aumento dos preços da gasolina e a recente crise financeira certamente trariam o resultado desejado.”

    Acredito que esse trecho esteja realmente um pouco exagerado.

    Que Deus permite essa crise e tem sues planos, é fato. Mas querer sondar os mistérios da Providência Divina também me parece exagerado.

  4. lucas

    Acho que os Americanos não tiveram muita escolha. Um novo Bush estava realmente fora de cogitação. É conservador em relação ao aborto, mas ataca outras nações deixando pessoas multiladas ou até mortas. E pra mim é algo tão grotesco quanto o aborto.
    Além disso os republicanos querem destruirs as reservas naturais e poluir o ambiente, se negão a diminuir a emissão de poluentes na atmosfera. Sendo assim nossos filhos e netos não teriam um futuro.

  5. Jorge Ferraz

    Lucas,

    A questão da Guerra é sem dúvidas importante, mas a do aborto é muito mais. Como disseram uns bispos americanos, «Não importa quanta razão tenha um candidato sobre estes temas [como os imigrantes, a assistência à saúde, a economia, o cuidado e a preocupação pelos pobres, a guerra e o terrorismo], se não superar a posição inaceitável a favor de um mal intrínseco, como o aborto ou a proteção dos direitos do aborto».

    Abraços, e feliz natal.

    – Jorge

  6. sandra nunes

    R. B. Canônico

    “…um pouco exagerado”

    Você foi elegante no seu comentário.

    Ele é extremamente exagerado!

    Para esse Padre Deus é vingativo, que absurdo.

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