Aborto e impunidade

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 7 meses 24 dias atrás.

Do blog do Wagner Moura (com grifos meus):

[C]omo poderíamos exigir a prisão para os pais que maltratam ou matam seus filhos depois de nascidos (como a menina Isabela), se igualmente não punimos aqueles que o fazem antes que eles nasçam? Se é crime maltratar a criança depois de nascida, por que deveria deixar de sê-lo antes de nascer? E não queremos a prisão apenas da mulher que mata seu filho, mas também, e principalmente, dos médicos que, violando seu juramento profissional, exterminam essas crianças.

Sim, queremos dar um basta na impunidade. É uma tática desonesta dos abortistas posarem de “defensores das mulheres”, atribuindo àqueles que são pró-vida uma pecha odiosa para, assim, sensibilizar a opinião pública e ganhar por meio do jogo de emoções a batalha que eles jamais conseguiriam vencer por meio dos argumentos.

Na verdade, os abortistas não estão preocupados com as mulheres, e sim com os médicos assassinos. “Se as mulheres não puderem ser presas, pelo direito penal os médicos aborteiros também não mais o poderão ser. É isso que eles querem: garantir IMPUNIDADE aos médicos que estraçalham crianças”.

Nós estamos preocupados com as crianças, porque queremos salvá-las, e com as mães, porque queremos que elas não possam recorrer ao assassinato dos próprios filhos, e com os assassinos – “mães” e “médicos”, com justas aspas em ambos -, porque acreditamos na importância da Justiça e queremos que ela seja feita. Acreditamos que o assassinato de inocentes, por razões óbvias, não pode ficar impune. É por isso que o aborto não pode ser “descriminalizado”, e deve-se responder com firmeza aos sofismas dos abortistas: sim, nós somos contra a impunidade.

A falsa dicotomia dos abortistas “defensores das mulheres” e dos pró-vida “inimigos das mulheres” não existe, e não podemos engolir o jogo sujo dos que fazem apologia do assassinato. Queremos que as pessoas exercitem a sua paternidade responsável, queremos uma sociedade mais justa na qual as mães nascidas e as crianças por nascer possam ter vida com dignidade, mas queremos também que a Justiça seja respeitada e os direitos de todos – inclusive das crianças por nascer – sejam salvaguardados. Os problemas sociais não se resolvem – ao contrário, só se agravam – quando a injustiça recebe reconhecimento estatal e o assassinato passa a ser tutelado pelas leis de uma nação. Aborto, não, impunidade, não. Lembrem-se de Portugal.

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0 thoughts on “Aborto e impunidade

  1. sandra nunes

    “E não queremos a prisão apenas da mulher que mata seu filho, mas também, e principalmente, dos médicos que, violando seu juramento profissional, exterminam essas crianças.”

    E do PAI também.

    Por que o PAI nunca é sequer hostilizado, o que dirá responsabilizado?

    É muito confortável a posição paterna no aborto…

  2. sandra nunes

    A imensa maioria dos abortos é financiada pelo PAI da criança, mas parece que ninguém se incomoda com esse fato ou acha que o PAI deve ser responsabilizado.

  3. Jorge Ferraz

    Sandra,

    Pois não. O pai também.

    O Direito Canônico já excomunga o pai que tem participação ativa na consumação do delito. De modo similar, no Direito Secular, se houver “financiamento” do pai da criança, é justíssimo que ele seja também punido, porque quem contrata um “matador de aluguel” para se livrar de uma inimizade é passível de punição tanto quanto o próprio matador que executa o serviço.

    Abraços,
    Jorge