Entusiasmo de cruzados!

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 7 meses 23 dias atrás.

Agradeço imensamente ao amigo Rodrigo Pedroso por me ter indicado esta Radiomensagem de Natal do Papa Pio XII. Foi transmitida no natal de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial; falando sobre “a ordem e a pacificação da sociedade humana”, este grande Príncipe da Igreja diz em um certo momento:

29. O preceito da hora presente não é lamento, mas ação; não lamento sobre o que foi ou o que é, mas reconstrução do que surgirá e deve surgir para o bem da sociedade. Pertence aos membros melhores e mais escolhidos da cristandade, penetrados por um entusiasmo de cruzados, reunirem-se em espírito de verdade, de justiça e de amor, ao grito de “Deus o quer”, prontos a servir, a sacrificar-se, como os antigos cruzados. Se então se tratava da libertação da terra santificada pela vida do Verbo de Deus encarnado, hoje trata-se, se assim podemos falar, de uma nova travessia, superando o mar dos erros do dia e do tempo, para libertar a terra santa espiritual, destinada a ser a base e o fundamento das normas e leis imutáveis para as construções sociais de interna e sólida consistência.

Aquilo que Pio XII falava à época da Segunda Grande Guerra é também válido para os dias de hoje, pois também hoje o mundo carece da Cruz de Nosso Senhor. Também hoje é necessário que os cristãos se levantem a lutar pelos direitos de Deus e pelos direitos da Santa Igreja, para o bem da humanidade, para a construção de um mundo melhor. Como diz o Papa em outro ponto da radiomensagem, dirigindo-se àqueles que tomam para si esta empresa tão santa e tão necessária, para dar-lhes força e coragem:

57. (…) Vós, cruzados voluntários de uma nova e nobre sociedade, erguei o novo lábaro da redenção moral e cristã, declarai luta às trevas da apostasia de Deus, à frialdade da discórdia fraterna; lutai em nome de uma humanidade gravemente enferma e que é preciso curar em nome da consciência levantada pelo cristianismo.

Sim, é necessário levantar bem alto o estandarte de Cristo e da Virgem, e travar guerra sem tréguas ao mundo que é inimigo de Deus. É necessário declarar luta à carne, ao mundo e a Satanás, a fim de que o pecado seja vencido e o doce odor de Cristo possa se espalhar pelo mundo com as nossas vidas. É necessário ter uma alma de cruzado, corajosa e integralmente colocada de joelhos ao serviço do Rei dos reis e Senhor dos senhores. É necessário marchar sob o comando da Virgem Santíssima, cumprindo com o papel marcado pela Divina Providência no campo de batalha da História, para a salvação das almas e exaltação da Santa Igreja. É necessário, porque Deus o quer! Que este santo grito possa ressoar no mundo mais uma vez, e que a Cruz triunfe, e Cristo impere, para a maior glória de Deus.

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0 thoughts on “Entusiasmo de cruzados!

  1. Julie Maria

    Nada melhor que este santo entusiasmo para começar o ano! Que este zelo nos leve a lutar até o fim para que Cristo reine em todos os corações, e que Maria Rainha do céu e da terra esteja nos guiando em cada passo!

    Santo 2009 para todos

    Julie Maria

  2. Rodrigo R. Pedroso

    Essa radiomensagem não é importante apenas pelo seu altissimo valor doutrinário, como também porque ela desfaz as calúnias dos que acusam Pio XII de se ter calado em relação à politica nazista de eliminação dos judeus:

    “Este voto deve-o a humanidade às centenas de milhares de pessoas que sem culpa nenhuma da sua parte, às vezes só por motivos de nacionalidade ou raça, se vêem destinadas à morte ou a um extermínio progressivo” (n. 55).

    Essas palavras foram pronunciadas pelo Papa e irradiadas para o mundo inteiro em 24 de dezembro de 1942, em plena Guerra Mundial, quando os alemães permaneciam na Normandia e em Stalingrado, e ainda parecia que o Eixo venceria a guerra.

    A radiomensagem de Pio XII foi irradiada APENAS UMA SEMANA depois da PRIMEIRA manifestação oficial dos Aliados sobre os massacres nazistas: a Declaração de 17 de dezembro de 1942, assinada pelos governos de Washington, Moscou e Londres, que denunciava a “execução em massa de centenas de milhares de pessoas” e prometia imediata justiça após o fim da guerra.

    Vale lembrar que o presidente norte-americano Roosevelt dava à imprensa, nesta época, em média duas entrevistas por semana, e nunca havia, até então, mencionado este assunto.