FSSPX e Holocausto

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 6 meses 22 dias atrás.

Ainda sobre a questão da retirada das excomunhões que pesavam sobre os quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, é impressionante notar como algumas pessoas se apegam ferrenhamente a meias-verdades e trabalham com afinco para fazer com que coisas secundárias obscureçam o que é principal. Refiro-me à já tristemente célebre declaração de Dom Williamson a uma rede de televisão sueca “negando o Holocausto”. As aspas aqui são propositais, e já explico o porquê.

As manchetes dos jornais não perdoaram: “Papa reabilita bispo que nega o Holocausto”; “Papa divide Vaticano ao reabilitar bispo que nega o Holocausto”; “Judeus alemães condenam perdão a bispo que nega o Holocausto”. Ou seja: a Fraternidade Sacerdotal São Pio X se viu reduzida, perante a opinião pública, a Dom Williamson e, este, ao “bispo que nega o Holocausto”! Será possível que ainda haverá inocentes que sejam capazes de negar a profunda má-fé destes pseudo-jornalistas e o evidentemente deliberado serviço de desinformação que foi levado a cabo por estes criminosos que manipulam o Quarto Poder?

Muita coisa poderia ser dita. Primeiro, que reconhecemos evidentemente que tal declaração foi, para dizer o mínimo, desnecessária. Segundo, que, a despeito disso, Dom Williamson, até onde me conste, não negou o Holocausto e sim a existência das câmaras de gás. São duas coisas completamente diferentes. Terceiro, que a FSSPX é maior do que Dom Williamson e, dentro dela, até onde me conste, este tipo de opiniões é característica exclusiva dele. Quarto, que Dom Williamson (e a FSSPX em geral) não foi excomungado por questões referentes ao Holocausto e, portanto, não é também por questões a ele relacionadas que o bispo foi reabilitado. Quinto, que a razão de ser da FSSPX não é negar o Holocausto. Sexto, que os membros do Clero têm como função precípua o ensino da Doutrina Católica, e não de História. Sétimo, que as negociações entre a Santa Sé e a FSSPX absolutamente nada têm a ver com discussões históricas sobre o Holocausto. Oitavo, que a reabilitação de um bispo que “nega o Holocausto” não implica em dizer que a Igreja “assume como Sua” a negação do Holocausto. Enfim! Sob uma enxurrada de mentiras, de manipulação de fatos e de jogo de emoções, o cerne da questão passa completamente despercebido pela grande massa de pessoas que acompanham o que acontece no mundo por meio desta excrescência de jornalismo irresponsável!

A calúnia e a desinformação atingiram proporções descomunais; Dom Fellay – superior da FSSPX – foi obrigado a proibir Dom Williamson de dar declarações públicas sobre História e Política até segunda ordem. Medida extrema e desproporcional, mas necessária devido à histeria generalizada. Tudo por causa da tempestade em copo d’água e do catastrofismo criminoso propagados por alguns setores da mídia. Esperamos que, agora, a poeira possa baixar e, com o arrefecimento dos ânimos exaltados, as pessoas possam conhecer a Fraternidade por aquilo que ela é – e não por esta sua tosca caricatura com a qual foi apresentada ao grande público.

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0 thoughts on “FSSPX e Holocausto

  1. coetusfidelium

    Eis um resumo do comentário do Blog ”coetus fidelium”:

    É engraçado,esse pessoal,inclusive da FSSPX deveria ler um pouco de revisionismo histórico…Há estudos realmente contundentes acerca da proporção do Holocausto e do que realmente acontecia num campo.

    Hoje em dia é que a mídia,universidades,etc,tomadas por judeo-maçons ou seus idiotas úteis nos vomitam informações sem contundencia de evidencia científica e querem passar isto por dogmas.Um deles é o ”Holocausto”,quase que uma religião nos dias de hoje,em que se fazer um estudo sério e apurado que pelas evidencias diminua a imagem fantasmagórica que forjaram é antisemitismo e inclusive crime em certos países.

    Sobre antisemitismo:Isto é patético,chegamos num cúmulo em que a cúpula judaica chegou a enlouquecer até mesmo os cristão.Hoje em dia fazer qualquer alegação verdadeira contra os judeus é antisemitismo,como por exemplo dizer a VERDADE de que eles são os verdadeiros assassinos de Jesus Cristo Nosso Senhor,como testemunham os apóstolos.Esta e outras verdades,como a ligação do comunismo com o judaismo moderno, são taxadas como antisemitismo.

    O pior é que cristãos caem em suas fábulas e fogem desta verdadeira interpretação dos fatos,isto vemos claramente no documento do Vaticano II, Nostra Aetate,que de forma blásfema retira a culpa do povo judeu pelo assassinato de Cristo.

    Diga-se de passagem,as perseguições durante a história ao povo judaico,depois da morte de Cristo,são castigos divinos já predicados no Antigo Testamento aos judeus,pois renegaram a Nova Aliança.

    Os judeus de hoje são muito diferentes do que lemos no Antigo Testamento,se tornaram verdadeiramente um povo maldito entre as nações,raça de conspiradores e financiadores do reinado do Anticristo.Se esqueceram das leis de Moisés e se entregaram a maldita Cabala e ao Talmud,este último condenado pela Igreja,que até já fez queima pública deste livro durante os tempos áureos da Igreja.

    Mas hoje,quem reconhece isto?Quem não caiu nas fábulas judaicas?É só ver…até mesmo Ratzinger-Bento XVI citou o Talmud ano passado durante um discurso…convidou um rabino para o Sínodo Romano…

  2. André Serrano

    Olá Jorge, de fato você definiu muito bem: “excrescência de jornalismo irresponsável”.

    Esperar que a mídia vá dizer a verdade, por incrível que possa parecer, é querer muito. Não perdem a oportunidade de alfinetar a Igreja Católica. Não perdem a oportunidade de polemizar. E aqui não se trata de “desdizer” as coisas. Se trata unicamente de pontuar os fatos. Você colocou cada coisa no seu devido lugar, como deveria fazer o jornalismo responsável, ou seja, informar e não deturpar.

    É uma pena que nem todos fazem uma leitura mais crítica do que a mídia noticia, nos diferentes meios de comunicação, e assim acabam manipulados por ela.

  3. André Víctor

    Este tipo de ‘jornalismo’ quer sempre ofuscar ou até mesmo aniquilar a verdade, o bem, o belo e a unidade. Sic!

    Bando de carniceiros! É isso que são! Salvo os verdadeiros jornalistas.

    André Víctor

  4. R. B. Canônico

    Jorge, não concordo com os jornalistas, evidentemente.

    Mas o erro de D. Williamson foi descomunal. Eu vi a entrevista na TV sueca – tem no Youtube – e ele diz que, além de não terem existido câmaras de gás, que o numero de judeus mortos foi entre 200 e 300 mil. Ou seja, 20 vezes menor do que os oficiais! E mais, ele se diz baseado em revisionistas – alguns reconhecidamente anti-semitas.

    Quando um bispo inventa de falar de coisas que não sejam de Deus, dá nisso. Ele errou. Não é mais o papel dele, como pastor de almas, querer dar uma de historiador. Ele pode ter suas opiniões particulares, mas daí a dizer isso em público… um mal enorme às almas, e mais, ele deu um pretexto para ser usado coo arma contra o Papa!

    D. Fellay percebeu isso e mandou ele calar a boca. D. Williamson foi irresponsável.

    E o histórico de abobrinhas dele vai muito além disso: a opinião dele sobre o papel da mulher é de vexar qualquer católico.

    Enfim, espero que erros assim não se repitam. Já temos bispos o suficiente dizendo abobrinhas por aí, e mais um agora aí é demais.

  5. Rodrigo

    A atitude de Dom Williamsom foi imprudente, inoportuna, entretanto, não sei porquê tanta celeuma em torno de uma opinião pessoal que não reflete o pensamento da Igreja. Não sei porque usar isso para atacar a Santa Igreja, uma vez que, mesmo que muitos judeus o neguem, a Igreja foi a instituição que mais vidas judaicas salvou durante aqueles terríveis anos da Shoa e provas para isso não faltam, faltam sim olhos isentos de preconceitos que possam enxergar a verdade.

  6. Antonio

    R. B. Canônico,

    Você afirma que o número seria duvidoso porque teria sido baseado em revisionistas, alguns dos quais anti-semitas. E sobre os que não seriam anti-semitas? Qual seria a ressalva para esses?

    Francamente, eu também tenho certa desconfiança a respeito desse número, não por ser eu mais um revisionista, mas por simples aritmética. Para se chegar a essa cifra, os nazistas teriam de ter conseguido capturar e assinar 3000 judeus por dia, todos os dias sem exceção! Imaginando, sem pouco sofrimento, o esforço bélico, humano, material e logístico para essa suposta captura maciça, manutenção em cárcere e matança, num contexto de guerra que, em si, já exigia desses alemães crescente esforço para manter suas fronteiras, seria mesmo plausível? Corajosamente exponho aqui minha opinião de que não. Não sou anti-semita. E me solidarizo fortemente com aqueles que sofreram naqueles campos, e com as famílias que neles perderam entes tão queridos. A minha desconfiança perante tal número não diminui em nada o que considero ter sido, sem dúvida, uma das maiores atrocidades jamais cometidas contra a humanidade. Todavia, a verdade deve imperar, e se há um número “mais correto” que não aquele divulgado, deveria interessar até mesmo, e principalmente, aos judeus, para que, nesse hipotético caso, não viessem a avalizar o uso de um exagero para fins supostamente políticos ou apelativos.

    Da parte católica, gostaria ainda de complementar lembrando também da curiosa omissão e até concordância de muitos (presumindo excluir desses, obviamente, você e o Jorge) com escândalos como esse de D. Williamson, ditos por cardeias, arcebispos, monsenhores quando resolvem falar de evolucionismo, ecologia, ufologia, astronomia, etc. Muitos desses casos são até piores, eu diria, no sentido de que se desdobram em conseqüências levando inclusive a dúvidas em artigos do depósito da fé. Ora, sendo o atentado à vida, como disse hoje o papa, abominável, imagine o que se pode dizer a respeito da mentira que quer condenar a alma ao desmerecimento da salvífica adesão à fé?

    Abraços,

    Antonio

  7. R. B. Canônico

    Antonio,

    Acredito estarmos de acordo. Realmente, há bispos que dizem escândalos contra a fé sim, e tenha certeza de que eu não me omito com relação a isso. Sei que o principal remédio éa nossa constante oração e mortificação pelo clero.

    Sabe, não posso duvidas as boas intenções de D. Williamson, ainda mais em um momento de boa esperança para a Igreja. Mas é que a atitude dele causou uma crise envolvendo o Santo Padre, e isso denota a imprudência de suas declarações. O Rabinato de Israel acaba de romper relações com a Santa Sé em virtude deste episódio.

    Veja, acho a atitude deles ridícula. Eles simplesmente acharam um pretexto. Mas D. Williamson deu esse pretexto, justamente por ter deixado de falar sobre Deus e enveredar por discussoes historicas complicadas. Qual a necessidade de um prelado entrar em tais polêmicas? Nenhuma.

    E dessa imprudência resulta uma situação injustamente dolorosa para a FSSPX – tanto D. Fellay ordenou silencio a D. Williamson – e o Papa, que está no meio de uma grave crise diplomática. Tudo isso não aconteceria se Williamson ponderasse melhor sobre o que e como falar. Uma pena.

    Agora, os numeros podem até nao ser esses, mas eles são verossímeis.

    Evidentemente que esses judeus não morreram todos em câmaras de gás ou sei lá o quê. Há muitas formas de morrer em campos de concentrção, a mais comum sem duvida o desgaste.

    Se na China, no “Grande Salto para a frente” morreram 40 milhoes de fome, achar inverossimil a morte de 6 milhoes d epessoas em campos de concentração é bastant estranho.

    Abraço

  8. Antonio

    Caro R.B.,

    Penso que o Grande Salto e o Holocausto guardam sutilezas que não permitem uma comparação dos alegados números de suas vítimas. Mas por desnecessidade e, principalmente, em respeito à memória dos muitos judeus (homens, mulheres, crianças nascidas ou a nascer) que certamente foram assassinados, pararei de conjecturar e reponho-me ao silêncio sobre esse tema.

    Abraço,

    Antonio

  9. Rafaela

    Antonio,

    A respeito de alguns números sobre o Holocausto, dê uma olhada no artigo http://fratresinunum.wordpress.com/2009/01/29/nota-sobre-a-polemica-acerca-dos-comentarios-de-mons-williamson/.

    Lá o próprio comandante de Auschwitz diz que em um dia eles podiam exterminar 10.000 homens, mulheres e crianças judias. As câmeras de gás podiam receber 2.000 pessoas de cada vez, isso foi um “melhoramento” que eles fizeram em relação ao campo de Treblinka que só podia receber 200 pessoas por na camera de gás.

    Ou seja, matar 300 judeus por dia era muito “fácil” para eles.

  10. coetusfidelium

    Provavelmente deve ter sido torturado.Veja,é um argumento de lógica.

    Se a análise histórica,feita com critérios,prova que nunca houve 6 milhões de mortes de Judeus,e tudo o mais, o que faria com que um acusado mentisse contra si mesmo?

    Veja,no julgamento o sr. poderia afirmar que nunca mataram tanta gente assim,mas não,confirmou em tudo.Mas então vem as ciencias históricas e mostra o contrário.O que pensar?Essa pessoa mentiu contra si próprio.

    Quem em sã consciencia faria isto?Ninguém.Essa pessoa foi torturada.E é mentira,nunca uma câmara de gas(sic) comportou 2 mil pessoas,é um numero mais fantástico que o mágico de Oz.

    Segundo revisionistas,se olharmos para as alegadas camaras de gas,de todos os campos,daria para matar 1600 e poco pessoas por semana.Então façam as contas,em quanto tempo milhões morreriam…

    http://codoh.com/revision.html

  11. leandro dos santos silva

    É claro e evidente que desde o início do pontificado de Bento XVI a mídia procura a torta e a direita lançar calúnias de todo o tipo para tentar denegrir a imagem do Santo Padre diante dos cristãos e do mundo. Primeiro fizeram um escândalo com o discurso de ratisbona e acusaram o papa de ter faltado com respeito a maomé e acusaram-no de anti-islã. Depois fizeram fizeram um inferno com a publicação do motu proprio e o acusaram de tradicionalista inimigo do avanço, o mesmo fiseram quando o papa voltou a usar a casula romana ( que por sinal é mais nova que a gótica usada geralmente), o camauro etc… agora o papa era inimigo dos cristãos um papa medieval. Agora o acusam de nazista e anti-semita com mentiras lavadas. Lembremos que esta não é a primeira vez. Logo depois da publicação do motu proprio parece que leram o missal romano de 1962 todinho só pra achar a célebre citação: “os pérfido judeus”. Nem o latim da missa ou a orientação do padre tinha mais importância do que isso! Daqui a pouco vão querer que o papa diga que Jesus era só uim profeta e que maomé é maior!
    Enfim o papa é e continuará sendo inimigo da mídia mentirosa e sensacionalista e esta continuará usando de sua mente maldita para buscar “chifre” em cabeça de cavalo e piolho em “cabelo de cobra”.

  12. Conde Loppeux

    Caríssimo amigo.

    De fato, essa campanha de histeria na imprensa implica atacar a Igreja Católica como um todo, na figura de meia dúzia de bispos ignorantes em história, como é o caso de alguns padres da Fundação São Pio X. Todavia, dentro das associações católicas ultra-conservadoras e sedevacantistas, há uma profusão de discurso anti-semita que destoa da posição oficial do Vaticano, mesmo pq, o papado foi testemunha das atrocidades contra os judeus e ajudou centenas de milhares deles a fugir da fúria de Hitler. Esse pessoal idiota que fala de uma “conspiração judaico-maçônica” inexistente para justificar seu ódio aos judeus, deveria lembrar das ações de Pio XII no sentido de se opor ao nazismo e os esforços católicos em salvar os judeus da perseguição em massa que ocorreu na Europa.

    Por outro lado, é aconselhável que os tradicionalistas ignorantes estudem história, ao invés de dar palpites sobre assuntos que não lhes dizem respeito.

    Mas é claro que o objeto dos ataques não é a Fundação São Pio X. É o papa!

  13. Conde Loppeux

    Vejam a posição da imprensa com relação às críticas que Bento XVI fez ao islã. É interessante que essa mídia ocidental, tão preconizadora do pensamento laico, tome partido do radicalismo mais extremista do islamismo. Tb pudera, a espiritualidade totalitária implícita no discurso laicista é pública e notória. Isso pq Bento XVI fez uma crítica ao islã em nome da tolerância.

  14. Cássio

    Os comentários do bispo Richard Williamson só serviram para mudar o foco da discussão que viria a tona caso não houvesse esse “escândalo”. A suspensão da excomunhão dos membros da FSSPX, posteriormente traria a tona uma séria discussão acerca do Concilio Vaticano II e de todos os seus erros e aberrações.

    Digo isso por que o motivo da existência da FSSPX foi preservar a tradição católica do veneno modernista introduzido no clero pelo Concilio Vaticano II.

    A verdade é que o que está acontecendo é uma proposital mudança de foco. E quem está por detrás disso é o Grande Oriente da França. Desde 2005 a maçonaria vem demontrando séria preocupação com o ressurgimento de um catolicismo revigorado na tradição.

    Vejam só essa notícia de 09/04/2008:

    Pela primeira vez desde a criação da União Européia, o Grão Mestre do Grande Oriente de France Jean-Michel QUILLARDET, acompanhado por uma delegação representando o conjunto das Obediências maçônicas européias, foi recebido, em 8 de Abril de 2008, pelo Sr. José Manuel BARROSO, Presidente da Comission Européia.

    O Grão Mestre e a delegação reafirmaram seu apego à liberdade de consciência e sua inquietação quanto ao retorno do religioso e do integrismo na Europa. Quanto ao Presidente BARROSO, ele sublinhou a importância do processo de separação das Igrejas e do Estado.

    As raízes históricas da Europa foram igualmente evocada pelo Presidente BARROSO que a reconheceu a contribuição decisisva da filosofia das Luzes assim como a necessidade da laicidade.

    A delegação lhe deu oficialmete seu pronunciamneto. Foi decidido proseguir esse diálogo construtivo por meio de trocas regulares entre os serviços da Comissão e as Obediências maçônicas européias liberais e adogmáticas.

    O Grão Mestre apelou aliás à União Européia para tomar uma posição firme contra os atentados inaceitáveis aos Direitos do Homem na China.

    A delegação era composta por:

    G.O.D.F. – Representado por seu Grão Mestre, Jean-Michel Quillardet
    G.L.F.F. – Representada por sua Grã Mestra, Yvette Nicolas
    Federação Francesa do Direitoroit Humanno – Representado por seu Presidente, Michel Payen
    Grande Oriente Lusitano (Portugal) – Representado por seu Grão Mestre, Antonio Reis

    Em nome das Obediências maçônicas européias liberais e adogmáticas.

    E em 2005:

    Um Inquietante Retorno do Religioso

    autor: Grande Oriente Maçônico – França

    Vivemos atualmente — na França como em todo o Ocidente — uma verdadeira revolução silenciosa caracterizada por um retorno inquietante do fenômeno religioso. Sob o assalto de correntes e doutrinas as mais reacionárias, eis que o Homem — moderno, pós moderno — nos é apresentado plenamente desabrochado graças à redescoberta do fato religioso.

    Assim, lentamente, assistimos o triunfo do sujeito religioso, apagando, pouco a pouco, o sujeito político, racional universal. Essa mudança de rumo histórica se reveste dos maiores perigos. As Anti Luzes estão em vias de obter sua desforra.

    Como não constatar que as diferentes igrejas e os diferentes cleros — todas as religiões misturadas — se arrogam novos direitos a cada dia que passa. Diante da fraca resistência das instituições democráticas e republicanas na Europa, eles exigem cada vez mais vantagens.

    Aqui, trata-se de modernizar uma lei de 1905 tornada repentinamente arcaica; acolá ainda, por ver o Vaticano beatificar as vítimas religiosas da Guerra Civil espanhola, exatamente na hora em que essa grande democracia tenta corajosamente examinar seu doloroso passado; ou ainda mais recentemente, assistir o incrível retorno «das indulgências plenárias» prometidas pelo Papa Bento XVI, aos peregrinos de Lourdes, em 2008.

    Todos esses numerosos sinais não poderiam nos enganar. Eles são duplamente inquietantes diante da fraca resistência das instituições republicanas como diante do eco favorável que o conjunto dos meios mediáticos lhes reserva.

    Eis-nos em presença de uma verdadeira ofensiva intelectual e cultural. O Grande Oriente da França quer manifestar a sua mais viva inquietude diante desse desequilíbrio persistente entre os pensamentos religiosos e os pensamentos agnósticos ou ateus em detrimento dos últimos.

    Quem não vê que suas virtudes emancipadoras soam falso quando se trata de submeter os Homens a uma ordem ultrapassada e não de as libertar ?

    O Grande Oriente de França apela à mais extrema vigilância face a esta ofensiva geral que trabalha contra a emancipação dos Homens, contra sua Liberdade.

    Serviço de comunicação de Imprensa do G.O.D.F

    Esses vagabundos se opõem a beatificação dos mártires da Guerra Civil Espanhola!
    Como se explica esses liberais democratas se colocarem ao lado das hordas socialistas/anarquistas que aterrorizaram a Espanha e quase a entregaram para Stálin?

    Direita e esquerda = irmãs dialéticas.
    O que é um liberal conservador senão um sujeito que deixa para fazer amanhã o que um socialista faz hoje?

    Maçonaria e catolicismo são inconciliaveis. São dois mundos em guerra.

    E não há dúvidas de que tem o dedo da “viúva” em toda essa histeria anticatólica perpetrada por esta imprensa liberal/socialista/relativista.