Assassinato em curso

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 5 meses 22 dias atrás.

A garota de nove anos que foi estuprada pelo padrasto e está grávida de gêmeos terá a qualquer momento – ou já teve – os seus filhos assassinados. O Diário de Pernambuco diz que ela continua internada esperando o aborto; o Jornal do Commercio, idem. A Folha de Pernambuco dá informações mais detalhadas: diz que a menina – que é de Alagoinha – “vai ter que interromper a gravidez de gêmeos”, que tomará medicamentos e, depois, submeter-se-á a uma curetagem.

Rezemos pelas três crianças: a que foi violentada e as que serão assassinadas. Rezemos, para que as pessoas não achem normal responder a violência com mais violência e, a estupros, reagir com assassinatos. Rezemos, para que Deus tenha misericórdia de nós todos, e Nossa Senhora livre o Brasil da maldição do aborto.

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5 thoughts on “Assassinato em curso

  1. Steven

    Cara, deixa a menina em paz!!! Ela não pode ser obrigada a ser mãe, ainda mais produto de 1 estupro!!! Queria ver se fosse você a menina de 9 anos!!!

    “Rezemos”… Que hipocrisia, hein?? Cadê deus pra evitar a tragédia do estupro??? Ah,claro… deus é algo fantasioso!!
    você se preocupa mais com aborto do que estupro… ah claro…
    seus amiguinhos padres tão metidos nessa!!!

  2. Jorge Ferraz

    Steven,

    Liberei esta mensagem – e somente esta, é bom frisar – para comentar algumas das besteiras que tu disseste. Não haverá “discussão” aqui, porque tu és baderneiro e não tens interesse algum em discutir seriamente (coisa que pode ser facilmente averiguada tanto pelo teu comportamento histórico aqui no blog e em outros blogs onde nos encontramos, quanto pela outra mensagem que tu postaste aqui esta madrugada e – aquela sim – eu mandei para a lixeira). Não mereces credibilidade e, portanto, se tu achares que vais despejar excrementos aqui neste espaço, pode desistir. Volte para os teus amiguinhos retardados e fique lá com eles que, aqui, não fazes falta.

    Feito o necessário preâmbulo, passo aos comentários que precisam ser feitos, para esclarecer algumas coisas.

    Em primeiro lugar, a garota “não pode ser obrigada a ser mãe”, coisa com a qual é bastante fácil concordar; no entanto, as crianças tampouco podem ser assassinadas. É, por conseguinte, necessário pesar as duas coisas e, no caso concreto, tolerar o mal pelo qual a garota está passando, porque a outra opção – assassinar inocentes – não é tolerável.

    É preciso repetir: não é a coisa mais linda e perfeita que a criança tenha a obrigação moral de levar a cabo a sua gravidez (ou melhor, a criança provavelmente não – os responsáveis por ela). Isto, ao contrário, é profundamente injusto. É injusto que uma criança corra riscos por causa de uma violência que sofreu. No entanto, assassinar duas outras crianças é ainda mais injusto. Os fins não justificam os meios.

    Claro que a garota não deveria ter sido estuprada e nem correr risco de vida por causa dos filhos do padrasto; acontece que é necessário lidar com a realidade da maneira que ela é, e não da maneira que nós gostaríamos que ela fosse. O fato é que estamos diante de uma situação de injustiça, que simplesmente não é passível de soluções mágicas. É necessário tolerar a injustiça, por completa ausência de soluções.

    Se eu fosse a menina ou (ainda pior) se eu fosse o pai da menina não faz nenhuma diferença. Este argumento “experimental” e sentimentalóide é gritantemente irracional. É evidente que o risco de vida de uma criança não justifica que sejam assassinadas duas outras crianças, e isso independe de quem afirme esta proposição. Apelar para o sentimentalismo na ausência de possibilidade de ganhar a discussão na esfera argumentativa é expediente pouco honesto.

    Com relação ao último parágrafo, sim, o aborto é mais grave do que o estupro, o que não significa de modo algum – ao contrário do que tu insinuaste – que seja “normal” o estupro, ou que ele deva ser deixado de lado, ou que se deva fazer vistas grossas para ele, ou que não se deva preocupar com ele. Com relação à calúnia lançada contra os padres – outro típico expediente teu – eu não vou comentar, porque é desnecessário.

    Por fim, com relação a Deus, se o Todo-Poderoso evitasse todas as tragédias que são frutos do livre-arbítrio humano, seria a exata mesma coisa de negar o exercício da liberdade humana. Viveríamos num mundo de máquinas sem vontade própria; e não faz nem mesmo sentido discutir se isso seria melhor ou não, porque tal discussão pressupõe a vontade livre de fazê-la, coisa que por si só já responde à pergunta.

    E rezemos, sim, pela criança violentada, pelas crianças que estão na iminência de serem assassinadas, e por todos os envolvidos neste doloroso processo. Segundo notícias que saíram nos jornais de hoje, o pai da criança é contra o aborto (DEO GRATIAS) e, agora, o caso está na Justiça – rezemos também pelas autoridades civis que vão decidir sobre o caso. Aliás, Steven, e utilizando-me de um ad hominem, esta louvável atitude do pai da menina acho que responde bem ao teu “argumento” do “queria-ver-se-fosse-você”…

    Abraços,
    Jorge

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