Ainda a repercussão sobre o aborto em Recife

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 5 meses 17 dias atrás.

– A polêmica sobre o aborto realizado na menina de nove anos ganhou primeira capa no Jornal do Commercio duas vezes: ontem, “Ciência X Fé: Excomunhão em debate” e, hoje, “Aborto é pior que estupro, diz Dom José”.

– Quanto à manchete de ontem, nem cabe fazer comentários, porque é evidente que, sobre a excomunhão, não pode haver entre a “Ciência” e a “Fé” debate algum, dado que “excomunhão” é um conceito ininteligível para a ciência, sobre o qual ela não tem absolutamente nada a dizer.

– Quanto à matéria de hoje, vale salientar: sim, por mais que seja chocante para a mentalidade moderna, o aborto é mais grave do que o estupro, porque neste há uma violência física e, naquele, uma violência física que implica na morte de um ser humano inocente e indefeso. A vida é o maior de todos os bens e, portanto, aquilo que atente contra ela é mais grave. Por exemplo, assassinar uma pessoa é mais grave do que torturá-la ou estuprá-la, e com isso se está simplesmente reconhecendo que a vida em si é um bem mais valioso do que a integridade física, dado que esta pressupõe aquela. Colocados os preconceitos e as paixões de lado, qualquer pessoa é capaz de entender isso.

– Nunca é demais repetir: dizer que o aborto é mais grave do que o estupro não tem absolutamente nada a ver com negar ou relativizar a gravidade do estupro. Claro que o estupro é grave. A única coisa que se está dizendo é que o assassinato de um inocente indefeso é mais grave. Analogamente, se alguém dissesse que um latrocínio é mais grave do que um assalto a um banco, ninguém poderia honestamente deduzir daí que se esteja afirmando não haver problemas com assaltos a bancos.

– Dom José disse que o senhor presidente deveria procurar a assessoria de um teólogo antes de proferir sentenças disparatadas sobre temas que ele manifestamente ignora. É um excelente conselho, que o presidente deveria seguir, para não passar (ainda mais) vergonha em público.

– A CNBB publicou duas notas sobre o assunto (uma dos bispos da Regional Nordeste 2 e outra da CNBB como um todo). Têm o mérito de afirmarem claramente (ao menos!) que a Conferência é contrária ao aborto; faltou, contudo, na minha opinião, pelo menos duas coisas fundamentais: (a) um apoio explícito a Dom José Cardoso (que está sendo crucificado pela mídia); e (b) corroborar a sua declaração, dizendo que, sim, todos os envolvidos no crime incorreram em excomunhão latae sententiae.

– As Abortistas pelo Direito de Matar, como não poderia deixar de ser, manifestaram-se contra a Igreja e favoráveis aos médicos assassinos. A declaração delas foi muito bem comentada pelo blog “A Saúde da Alma”. Quanto a estas desgraçadas, nunca é demais repetir que, de católicas, só têm o nome, ostentado com o único intuito de enganar os incautos e semear a confusão dentro da Igreja de Deus.

– O Carlos Cardoso possui um anti-clericalismo que chega a ser nauseabundo, mas neste post é preciso louvar a sua honestidade. A despeito de não concordar com a posição do Arcebispo, ele diz claramente que Dom José só fez agir em coerência com o que a Igreja ensina. E diz ainda ser necessário “admitir publicamente que o problema não é o homem, o problema são os PRINCÍPIOS defendidos pela Igreja Católica: Esses sim desumanos, medievais, bárbaros, sem-sentido e indignos de qualquer um que se diga civilizado”. Obviamente não concordamos com esta sandice; mas louvamos, sim, a coerência e o bom caráter de quem apresenta as coisas das quais discorda como elas são na realidade.

– No Rio Grande do Sul está em curso um caso parecido com o da menina do interior de Pernambuco; ela tem 11 anos e também foi estuprada pelo padrasto. No entanto, não abortou, dado que os familiares da criança, ao que parecem, nem sequer cogitaram a possibilidade do assassinato. Sem disfarçar o próprio incômodo com o fato da família da garota ter decidido levar a gravidez adiante, o responsável por esta matéria do jornal O Globo chega ao cúmulo de sugerir que, mesmo à revelia dos pais, “o Ministério Público tem legitimidade para assegurar o direito da menina ao aborto” (!!). Ou seja, o famigerado “direito de escolha” foi para o beleléu: o que eles querem é matar o filho da menina a todo custo, mesmo que, para isso, precisem passar por cima da vontade da família (que é chamada de “inércia dos representantes legais” aqui)! A cretinice dos abortistas dá nojo.

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108 thoughts on “Ainda a repercussão sobre o aborto em Recife

  1. Carlos

    Caro João de Barros,

    Agradeço sua resposta. Já estava ficando preocupado, pois às vezes chego em casa e abro uma skolzinha para relaxar, sem falar no buteco, com as amigos, de vez quando. Mas como você disse que essas situações estão englobadas pela fórmula genérica “sede”, sinto-me alividado…
    Acho até que vou abrir uma agora para comemorar.
    Salud!
    Carlos.

    P.S. De que tratado de teologia moral você retirou essas informações? Tenho curiosidade de aprender mais sobre isso.
    C.

  2. Carlos

    Caro Jorge, Salve Maria!

    “A Igreja não é contra qualquer método contraceptivo, e sim contra os artificiais.”

    Com todo o respeito, essa frase, da forma como você a colocou, sem os devidos matizes, penso que é incorreta.
    Por princípio, a Igreja é contra todo e qualquer método contraceptivo, natural ou artificial. Pois a primeira finalidade do casamento (e do sexo no casamento) é a procriação. Apenas em casos de absoluta e extraordinária necessidade de se evitar filhos (guerra, pobreza absoluta, doença etc.) é que a Igreja admite a contracepção, e, aí sim, somente mediante métodos naturais, como a tabelinha.
    Da maneira que você colocou, sem nenhuma ressalva, o que é a exceção fica parecendo ser a regra.
    Um abraço.
    C.

  3. Jorge Ferraz

    Prezado Carlos,

    Eu agradeço pela lembrança; recordei as “graves razões” necessárias para a licitude dos métodos naturais de regulação da natalidade, mas só o fiz bem depois, longe da frase que tu citaste, de modo que é oportuna, sim, a precisão que tu fazes.

    Aproveito o ensejo para embasar o ensinamento citando a Humanae Vitae:

    Se, portanto, existem motivos sérios para distanciar os nascimentos, que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é lícito ter em conta os ritmos naturais imanentes às funções geradoras, para usar do matrimônio só nos períodos infecundos e, deste modo, regular a natalidade, sem ofender os princípios morais que acabamos de recordar.
    [HV 16]

    Abraços,
    Jorge

  4. presentepravoce

    Caro Daniel Reynaldo

    Não retornarei ao assunto natural e ou anti-natural.

    Mas não pude deixar de perceber que usaste uma desculpa para existir o homoxexualismo como se meramente um ato contraceptivo.

    Outro problema não lembrando, sobre as coisas não naturais é que provacam doenças graves.

    O grupo de risco da AID’S são os homosexuais e os que utulizam drogas injetáveis.

    Ou seja correm um risco desnecessário por pura opção de algo não natural.

    Se bem que mesmo naturalmente não estaremos imunes a todo e qualquer risco.

    Percebo que está bem vacinado e armado contra as religiões.

    Responda-me uma perguntinha;

    Em nome de qual desses deuses os EEUU jogou a bomba atômica em cima de Hiroshima e Nagasaki a não ser em nome do deus dinheiro, poder e materialismo, dizem até que foi apenas para esbanjar em cima dos amigos Russos.

    A crise financeira mundial hoje se origina em um pecado grave condenado por Deus a muitos anos, mas os homnes preferiram abusar dele até ver onde iria dar, agora os que não cometeram o erro e não se usufruiram dele é que perdem o emprego e levam o mundo a beira de um colápso, previsto, diga-se de passagem em profecias que ninguém acredita mesmo.

    Daniel, a sua Europa tão querida e exemplificada, não serve mais de exemplo de Cristianismo, o que eu acho triste você se vangloria. Na França e em outros lugares convulsões sociais já estão se formando, os páises mais ateus do mundo são onde mais existem suicídios, por falta de se ter um sentido na vida.

    A igreja, bem ou mal formou uma civilização na Europa que foi exportada para o resto do mundo, cresceram em cima dos princípios básicos do Cristianismo, e hoje por mais que arranquem o Cristianismo do mundo, terão que obrigatoriamente ficar com pelo menos uma boa parte dele disfarçada nas suas leis, caso contrário o mundo se destroi de um dia para o outro, bastaria exemplificar uma escania descendo uma ladeira cheia de curvas e nenhum freio. Diriam então, criariamos outras leis, na verdade acabariam sendo as mesmas leis que já existem baseadas nos dez mandamentos e nos principios do homem crucificado, mesmo que Ele não fosse nenhum Deus como dizemos.

    Ateus e Crentes irão debater até o fim da vida e não chegarão a um consenso, já que a intenção dos ateus é contrapor a Igreja, ser oposição a ela. Como você mesmo disse, existem mais de cinco mil deuses e diversas religiões, e os ateus criaram mais uma, já que até Bíblia eles já conceberam, reuniões, blog’s, Papa, regras únicas, propaganda, congressos e disseminação de ideias, tudo isso muito bem organizado e patrocinado pelo senhor 666, que de tão bem disfarçado, também se encaixa nos seres invisíveis e inexistentes.

    Hoje o Presidente Obama se encaixa totalmente nos preceitos ateus, mesmo que ele se diga ser de alguma religião. Ouvi o seu discurso sobre isso e ele despreza completamente os objetivos da religião e tomará decisões conforme os seus próprios princípios. Os EEUU já vão indo de mal a pior, veremos onde chegarão em breve.

    Discutir por discutir, não resolve nada.

    até logo

  5. João de Barros

    Caro Carlos:

    Eu escrevo sempre de memória e tento formar uma síntese do que li e aprendi em vários lugares. Pode haver alguma imprecisão terminológica no que lhe expliquei, mas em linhas gerais é isso aí.

    Caso você leia bem em inglês, a melhor referência é a autoritativa Catholic Encyclopedia:

    http://www.newadvent.org/cathen/06590a.htm

    Aproveito ainda para lhe dizer que “pecado mortal” e “pecado capital” NÃO são sinônimos.

    Os chamados pecados capitais são melhor entendidos como sendo “más inclinações” ou “tendências ruins”, que todo o homem tem.

    Os pecados capitais podem ser apenas tentações, podem ser pecados veniais e, em casos extremos, pecados mortais.

    Cada “pecado capital” tem uma virtude que lhe é oposta. Ao pecado da gula, opõe-se sugestivamente a virtude da temperança ou moderação.

    O católico que faz uso natural e moderado das bebidas alcóolicas não comete pecado mortal algum. Embora seja necessário reconhecer que festas, jantares e outras comelanças sejam ocasiões propícias para cometer pecados veniais associados à gula.

    Pecados veniais infelizmente fazem parte da nossa vida e sabemos que o puritanismo não é a solução.

    Mas se realmente aspiramos à santidade, devemos nos lembrar da regra de ouro de São Francisco: “A melhor ocasião para terminar uma refeição é quando ainda se tem um pouco de fome.”

    Eu resito bem a várias outras tentações, mas minha esposa cozinha muito bem e não é nada fácil cumprir esse preceito!

    Abra uma latinha por mim, mas também não se esqueça de incluir-me em suas orações.

  6. presentepravoce

    Caro Jorge

    Encontrei uma frase muito sábia em um blog “cabecadenego” se referindo a imprensa que só fala a verdade….

    Diz ele:

    […]São dados importantíssimos, também revelados na PNAD 2006, mas a matéria não dá conta deles. Uma verdade isolada pode servir de matéria prima para se dizer um monte de mentiras, a Folha de São Paulo devia ser a primeira a saber disso.[…]

    Ele se refere ao resultado de uma pesquisa na qual nosso amigo Daniel Barbosa Reybaldo trabalhou pessoalmente e viu os dados apresentados em partes para justificar uma verdade que não era tanta verdade assim, uma vez que ele mesmo participou da pesquisa e tinha em mãos os dados por completo.

    Interessante como sua opinião se ajusta no caso de Alagoinha, já que a única verdade mostrada na globo é a que nem foi comprovada e não se pode mais reanalizá-la, já que a prova da mentira foi eliminada.

    Assistindo a Ana Maria ontem, ficou bem claro a comprovação desta teoria sendo executada ao vivo e a cores, quando ela abriu o microfone da casa do BBB(9), que está alheia ao mundo e suas notícias, contou somente a parte da sua verdade aos internos da casa e perguntou a opinião de cada um como exemplo de opinião aos telespectadores que não passam de palhaços nas mãos de uma Ana Maria ouvindo verdades escolhidas e fatos escondidos.

    Que tipo de opinião você obteria ?
    Claramente a opinião induzida !
    Eu por exemplo se tivesse a mesma chance da Ana Maria, eu conseguiria 100% de opinião favorável ao Bispo.

    Mas ela teve uma grande surpresa, a opinião induzida não foi unânime e uma voz se levantou em defesa do Bispo, mesmo sem saber a verdade, já que posso entender, que ele confiou que um homem de Deus não teria agido arbitrariamente sem motivo.

    Para nossa surpresa porém, quando a voz favorável se levantou e com uma certa razão lógica, mesmo sem saber da verdade, ele foi cortado no meio da frase e nem passaram a palavra ao proximo participante da casa, Ana Maria fechou sua pesquisa fraudulenta em 90% a favor do Aborto e 10% contra, numa pesquisa totalmente induzida e manipulada.

    É este tipo de coisa que a Igreja é obrigado a engolir e ainda dizem que Deus não existe, imaginem se não existisse mesmo, o mundo não teria ninguém para defender este tipo de arbitrariedade.

    Nossos governantes fariam o que o Busch fez, deixou que todos entrassem no Word Trade Center, mesmo sabendo que existia uma possibilidade de ataque.

    Fiquei Sabendo que os Judeus não haviam ido trabalhar naquele dia, confiaram no alerta de alguém que sabia dos riscos daquele dia, mas não sei se é verdade, já que muita especulação existiu também neste caso.

    Paz

  7. Pingback: Liberdade de uma opção só « Deus lo vult!

  8. Lucian Ferris

    Hitler e o nazismo eram ateus, assim como eram ateus todos os altos escalões do partido nazista.

    errado . Hitler nunca se denominou ateu , e seguia sim deus (seja lá qual for que você esteja pensando ) , só por que ele não seguia a “suposta doutrina católica” não faz dele um ateu e sim um “não-praticante” , reveja seus conceitos sobre Ateísmo .

    Os ateus também são pessoas que tem moralidade , independentes da religião.

    o fato não é esse , e sim que Hitler era religioso e teísta(Cristão).

    E o nazismo não tinha nada haver de pensamento ateu e sim religioso, onde pregava que “os alemães eram superiores aos olhos do criador”.

    E essa frase é de Hitler:
    “Mesmo hoje, eu acredito que estou agindo de acordo com a vontade do Todo Poderoso Criador: me defendendo dos Judeus, estou lutando para o trabalho do Senhor.”

    Pode conferir no único livro que ele escreveu, Mein Kampf, no capítulo 2.
    Daí dá para ver o quanto o ateísmo fez parte do regime nazista: nada.

    É fato amplamente conhecido que Hitler antipatizava com a Igreja Católica e impedia que as encíclicas papais condenando o nazismo fossem divulgadas na Alemanha.

    não é fato, ainda tem muitas pontas soltas no assunto “Hitler e a igreja católica” , pois alguns membros do alto-clero se aliaram ao nazismo e nem por isso deixaram de ser católicos.

    O nazismo é claro que tem que ser contra “algo” que seja contra o nazismo ,seria errado se o Nazismo não combater-se , já que os nazistas foram doutrinados a isso

    A base popular de apoio nazista era luterana e não católica.

    Alemanha Nazista tinha alianças católicas sobre vários assuntos, como o anti-bolshevismo e o anti-semitismo.

    eu já ouvi isso uma vez ,onde dizia que só por que Lutero era da Alemanha , a própria Alemanha virou luterana.
    (tentativa conspiratória de tentar mudar os fatos )

    O antissemitismo é um triste traço da cultura européia e independe de filiação religiosa.

    Como o Anti-ateísmo é um traço adquirido dos religiosos e independente do deus que se siga

    Quanto ao anti-natural , esqueceu-se de que o ateísmo faz parte da natureza humana uma vez que o Homem nasce sem crenças

    …Como você mesmo disse, existem mais de cinco mil deuses e diversas religiões, e os ateus criaram mais uma…

    Você ê falando isso , me faz pensar já que o ateísmo é uma religião , o Catolicismo é uma descrença.

  9. Carlos

    Caro João de Barros,
    Agredeço a sua resposta e os esclarecimentos.
    Que Deus lhe pague.
    Rezarei, sim, por você e por todos os outros que, neste forum, gastam seu tempo e talento para defender a Santa Igreja. E haja paciência para suportar tanta incompreensão, tanta má fé e tanta vulgaridade!
    Um abraço.
    Carlos.

  10. Carlos

    Lucian Ferris,

    Quanto confusão neste seu texto!
    Talvez o sr. até tenha razão em algum ponto, mas quem é que pode entender frases como:

    1. O nazismo é claro que tem que ser contra “algo” que seja contra o nazismo ,seria errado se o Nazismo não combater-se , já que os nazistas foram doutrinados a isso

    2. eu já ouvi isso uma vez ,onde dizia que só por que Lutero era da Alemanha , a própria Alemanha virou luterana.
    (tentativa conspiratória de tentar mudar os fatos )

    3. Como o Anti-ateísmo é um traço adquirido dos religiosos e independente do deus que se siga

    4. …Como você mesmo disse, existem mais de cinco mil deuses e diversas religiões, e os ateus criaram mais uma…

    5. Você ê falando isso , me faz pensar já que o ateísmo é uma religião , o Catolicismo é uma descrença.

    ?????

  11. Adolf Hitler

    Caro Lucian:

    Como mestre da manipulação, eu disse muitas frases ambíguas pois sabia que a maioria dos meus seguidores eram Cristãos.

    Embora eu nunca tenha me declarado “ateu”, nunca acreditei em nenhum deus que não fosse de minha própria criação.

    Saudações ateístas,

    AH

    “We do not want any other god than Germany itself. It is essential to have fanatical faith and hope and love in and for Germany.”

    http://en.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler%27s_religious_beliefs

  12. João de Barros

    Caro Lucian:

    “In 1998 documents were released by Cornell University from the Nuremberg Trials, that revealed Nazi plans to exterminate Christianity at the end of World War II.”

    http://en.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler%27s_religious_beliefs

    Obviamente, Hitler não era materialista. Ele tinha uma certa, digamos, “espiritualidade”.

    Mas era ateu, já que não acreditava na existência de um deus.

  13. João de Barros

    Caro Lucian:

    “In 1998 documents were released by Cornell University from the Nuremberg Trials, that revealed Nazi plans to exterminate Christianity at the end of World War II.”

    http://en.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler%27s_religious_beliefs

    Obviamente, Hitler não era materialista. Ele tinha uma certa, digamos, “espiritualidade”.

    Mas era ateu, já que não acreditava na existência de um deus.

    Obviamente, isso não significa que ele não tivesse sido influenciado pelo cristianismo. Ateu ou não, qualquer pessoa que tenha nascido no Ocidente é influenciada, em maior ou menor grau, pelo Cristianismo.

  14. Daniel Reynaldo

    Jorge disse:”Nego. A Idade Média foi a Idade das Luzes (…)”
    Só para, no caso de algum doido resolver prestar atenção a este debate, que se perceba: o debate é basicamente este. Um grupo defende os valores da Idade Média (sem qualquer pudor ou remorço) e o outro os ataca.
    ————————————————————————-

    Sobre Hitler. Se vocês não estiverem carfundindo (propositalmente ou não) o significado de “ateu” seria legal que postassem as fontes (minimamente confiáveis, por favor) de que Hitler tenha declarado sobre sí mesmo não acreditar em deus (ao que eu saiba a única forma fidedigna de se imputar a alguém um posicionamento religioso) porque citações de Hitler que o identifiquem como um crédulo em Jesus existem aos montes.
    —————————————————————————–
    “Como você mesmo disse, existem mais de cinco mil deuses e diversas RELIGIÕES (?), e os ateus criaram mais uma,”
    Estou começando a desconfiar que este negócio de atribuir significados “sui generis” a cada palavra de nossa língua é algum tipo de tática ensinada na catequese.
    —————————————————————————
    “[…]São dados importantíssimos, também revelados na PNAD 2006, mas a matéria não dá conta deles. Uma verdade isolada pode servir de matéria prima para se dizer um monte de mentiras, a Folha de São Paulo devia ser a primeira a saber disso.[…]

    Ele se refere ao resultado de uma pesquisa na qual nosso amigo Daniel Barbosa Reybaldo trabalhou pessoalmente e viu os dados apresentados em partes para justificar uma verdade que não era tanta verdade assim, uma vez que ele mesmo participou da pesquisa e tinha em mãos os dados por completo.”

    Pois é, eu apresentei os dados completos (no caso da jornada dupla feminina) e mostrei onde eles podia ser encontrados. Quais são os dados omissos neste caso aqui?

    ————————————————————————–
    “Além disso, boa parte da água que um ser humano consome está incluída nos alimentos sólidos. Na verdade, uns 80 % do peso da balança do self-service é água.”
    Faz sentido, mas não tira o erro de se consumir álcool para saciar a sede, se é que este hábito realmente existe ou existiu.

    Mas com este alerta seu eu admito, não necessariamente o cara ia morrer desidratado. Existem outras opções que poderiam suprir a carência de água agravada pelo álcool.
    ————————————————————————–
    “No entanto, não sei qual é a razão destas discussões. Não quero provar que os métodos naturais são “mais eficazes” (…).”
    Concordo, continuo discordando da meta (acho que os seres humanos devem ser livres para optar quantas vezes querem procriar e quando querem) mas para as suas metas um método mais ou menos eficaz (no sentido de que não zera o risco de gravidez) já é super eficaz (já que você não quer que esse risco seja zerado).

    Então a discussão neste ponto não fazia mesmo sentido.
    ————————————————————————
    João, quanto ao caso de “beber por prazer” admito que me expressei mal.

    Não é que os outros fatores sejam “desculpas” como eu erroneamente expressei; mas os outros “componentes” podem vir sozinhos ou acompanhados de álcool, e a adição do álcool é pelo prazer físico ou pela desinibição que ele promove.

    Digamos que você vá ao restaurante com os colegas de faculdade , peça um prato e uma Erdinger para acompanhar (e depois outra).

    Todas estas coisas podem ser feitas isoladas ou em conjunto, elas podem até ter seus efeitos potencializados se feitas em conjunto, mas a razão para fazê-las é a mesma de que se você as fizesse isoladas (come para se alimentar; bebe pelo prazer (leia-se: pelos efeitos psicotrópicos); se reúne com os amigos para trocar idéias, fortalecer laços sociais, se divertir…)

  15. Daniel Reynaldo

    http://www.abril.com.br/noticias/brasil/cnbb-desautoriza-iniciativa-bispo-excomunhao-309722.shtml

    Bem, agora a CNBB desautorizou o bispo. Veio a dizer que os pais e os profissionais de saúde não estão excomungados coisíssima nenhuma, só os médicos que são reincidentes abortistas.

    Por mim tanto faz como tanto fez, sempre achei que o problema menor é a excomunhão… acho que dar aos católicos o direito de ensinar suas crenças absurdas (seja sobre os homossexuais ou sobre o aborto ou sobre o sexo fora do “sagrado” matrimônio) faça parte do posicionamento laico e democrático do estado brasileiro, que assim deve ser . Eu por exemplo, sou contra a alguns aspectos da Lei da Homofobia exatamente por isso: em que pese serem imbecís as posições das religiões abraamicas quanto à homossexualidade, não acho de boa idéia proibir a padres, pastores, rabinos, aiatolás e gente da mesma laia de vociferarem em praças públicas ou em templos suntuosos construidos com dinheiro de miseráveis analfabetos que os gays vão para o INFERRRRRRRRRRRRRNNNNNOOOO (até porque o INFERRRRRRRNNNNNNNNNOOOOO não existe). Desde que não descumpram as legislações ambientais sobre barulho, pra mim já é um avanço

    O problema torna-se grave no momento em que setores e indivíduos da ICAR (a advocacia da arquidiocese e o tal do arcebispo) se arbitram no “direito” de “exigir” uma posição do Ministério da Saúde em defesa das suas crenças medievais ou a partir do momento em que a mãe da menina e seus benfeitores (os médicos) tornam-se acusados de homicídio (em que pese as leis brasileiras dizerem o contrário: o que bem poderia resultar num processo inverso por calúnia) por estes (os médicos e a mãe) não aceitarem seguir as crendulices da [CENSURADO] madre igreja.

    No momento em que o arcebispo deixou de se limitar ao seu papel de líder religioso e quis dar uma de dono e senhor do estado laico brasileiro (não estamos mais na “saudosa” Idade Média) é que o problema começou de fato.

    Se ele tivesse apenas dado a notícia sobre a excomunhão aos fiéis durante a “santa” missa dominical, se ele apenas tivesse enviado um memorando às paróquias para que os padres não dessem [CENSURADO] na boca dos tais médicos e da pobre mãe ele estaria em seu direito.

    No momento em que acusou publicamente um monte de gente por um crime que não foi cometido, no momento em que quis dar uma de proprietário do estado e das leis o arcebispo virou vilão.

    E cabou pra mim.

  16. Alien

    Dom José Cardoso // CNBB desautoriza excomunhão

    Brasília (AE) – Ainda que tenha tentado preservar o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desautorizou a iniciativa do arcebispo de Olinda e Recife de anunciar a excomunhão da mãe da menina de 9 anos submetida a um aborto na semana passada e da equipe médica que participou da interrupção da gravidez. A menina, estuprada pelo padrasto, estava grávida de gêmeos. O secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, disse que a mãe da menina não está excomungada, pois agiu sob pressão e com o objetivo de salvar a vida da filha. “Não temos elementos para dizer qual médico está excomungado e qual não está. Depende do grau de consciência de cada um”, disse ainda dom Dimas.

    Segundo o secretário-geral, estão excomungados somente os profissionais “conscientes e contumazes” na prática do aborto. Durante entrevista coletiva ontem, foi distribuído um documento sobre excomunhão, assinado pelo assessor canônico da CNBB, padre Enrique Pérez Pujol, que destaca o fato de que apunição não deve ser aplicada em meio a uma polêmica. A afirmação de dom José Cardoso Sobrinho sobre a excomunhão da mãe e dos profissionais envolvidos no aborto foi feita um dia depois da interrupção da gravidez.

    Cuidadoso, o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, evitou responder se o arcebispo se precipitou ao anunciar a excomunhão – segundo o direito canônico, a expulsão é de aplicação imediata aos que praticam ou permitem o aborto. “Em nenhum momento ele (dom José) quis ferir quem estava ferido, mas sim chamar atenção para a gravidade do ato do aborto, para certo permissivismo com a vida do nascituro”, declarou. Dom Dimas declarou ainda que, embora o estupro não esteja entre os delitos geradores de excomunhão, quem o comete “está fora da comunhão” e “em grave pecado mortal”. “Não sabemos até que ponto é um doente mental. Se, além de muita maldade, tem também uma doença. Mas essa pessoa se exclui da comunidade e da comunhão com Deus”, afirmou d. Dimas. “Está na Bíblia, que é mais que o direito canônico”.

  17. Jorge Ferraz

    Daniel,

    Bem, agora a CNBB desautorizou o bispo

    Não, não “desautorizou”, é mentira da mídia, como já tive oportunidade de comentar aqui no blog.

    O problema torna-se grave no momento em que setores e indivíduos da ICAR (a advocacia da arquidiocese e o tal do arcebispo) se arbitram no “direito” de “exigir” uma posição do Ministério da Saúde em defesa das suas crenças medievais

    Alto lá! Em defesa das “crenças” não: em defesa das leis brasileiras (grotescamente rasgadas e jogadas no lixo graças à sanha dos abortistas e à cumplicidade da mídia) e em defesa da vida humana indefesa (o fato de que dois seres humanos foram mortos é um fato, e não uma “crença” de quem quer que seja).

    No momento em que o arcebispo deixou de se limitar ao seu papel de líder religioso e quis dar uma de dono e senhor do estado laico brasileiro (não estamos mais na “saudosa” Idade Média) é que o problema começou de fato.

    Ué, não estamos mais num Estado Democrático? Não se pode mais fazer denúncias ao Ministério Público? Do fato do Estado ser Laico, segue acaso que os católicos perdem os seus direitos de cidadãos?

    No momento em que acusou publicamente um monte de gente por um crime que não foi cometido, no momento em que quis dar uma de proprietário do estado e das leis o arcebispo virou vilão.

    Em primeiro lugar, não houve nenhuma “acusação pública”; o senhor Arcebispo apenas citou o fato de que o aborto aconteceu, fato público e amplamente noticiado pela mídia.

    Em segundo lugar, segundo o Código Penal Brasileiro, aborto é crime e, portanto, o crime foi cometido. Do fato do crime não ser punido, não segue que ele não seja crime. Favor ler alguma das tantas referências sobre o assunto que foram aqui citadas ao longo dos últimos dias; por exemplo, este texto de um Juiz Federal de Recife: “Estupro não é licença automática para aborto no caso de menor”.

    Em terceiro lugar, em momento algum o senhor Arcebispo “quis dar uma de proprietário do estado e das leis”; acaso tu podes provar esta acusação?

    Abraços,
    Jorge

  18. Lucian Ferris

    ——>Caro Lucian:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Adolf_Hitler%27s_religious_beliefsObviamente, Hitler não era materialista. Ele tinha uma certa, digamos, “espiritualidade”.<——

    E que você se entede de “materialismo”? Ela e o antônimo de “sentimentalismo,”

    “espiritualidade” é somente “sentimentalismo”

    o nazismo, você querendo ou não, foi feito para religiosos, alias incentivou um monte de alemães cristãos a praticarem o genocídio,

    Parabéns Hitler. saudações católicas

    Adolf Hitler