Forçando a “liberdade de escolha”

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 5 meses 7 dias atrás.

Comentei aqui há uns dias sobre a liberdade de uma opção só apregoada pelos abortistas, quando nasceu o filho de uma menina de onze anos do Rio Grande do Sul que havia engravidado após ter sido estuprada. Visivelmente incomodados com o fato da pequena ter-se recusado ao aborto, estrebuchando de ódio porque a criança não quis engrossar as fileiras dos que lutam “pelos direitos” das mulheres, os abortistas de todos os naipes deploraram amargamente a decisão da menor, procurando desesperadamente desculpas esfarrapadas – “negligência”, “desinformação”, “burocracia”, etc – para justificar a existência de mulheres que não compactuam com a visão de mundo distorcida que eles próprios têm e querem impôr a todo o mundo.

Pois bem; de novo, os promotores do assassínio de crianças estão com as garras de fora e, de novo, não suportam a idéia de que uma garota vítima de estupro opte pelo caminho contrário àquele que os abortistas defendem a todo custo. Na Bahia, uma menina de treze anos, grávida, estuprada pelo pai, decidiu ter a criança. A história é dramática: a mãe da menina já é falecida, o pai está preso por causa dos abusos cometidos contra ela, e nenhum parente parece interessado em acolhê-la – a garota está completamente sozinha. Mesmo assim, ela nem sequer cogita a possibilidade de assassinar o seu próprio filho: está decidida a ter o bebê.

É óbvio que os abortistas não conseguem suportar isso. É claro que os propagadores do crime têm absoluto horror à existência de quem não aceite ser-lhes cúmplice. É evidente que os arautos do vício não podem suportar nem mesmo a mera visão da virtude. Na opinião deles, por conseguinte, é lógico que a menina, vítima de estupro, não pode ter o bebê. Afinal de contas, ela tem liberdade de escolha; ela tem o direito de abortar. E, se ela não quiser exercer a sua “liberdade” e não quiser usufruir do seu “direito”, é porque ela é de menor e não sabe o que faz: é preciso forçá-la a ser “livre”, é preciso aplicar-lhe à força o seu “direito”. É o que se depreende da declaração do promotor do caso, o sr. Bruno Teixeira:

O promotor Bruno Teixeira disse que pretende saber do Iperba se a gestação oferece risco para a garota. Se não houver risco, de acordo com ele, o desejo dela e da representante será mantido.

Caso a junta médica do instituto ateste o risco, Teixeira disse que poderá encaminhar à Justiça um pedido para que o aborto seja realizado em detrimento do desejo da conselheira e da garota.

Percebam o disparate: a garota não quer fazer o aborto, a conselheira tutelar por ela responsável não quer que ela faça o aborto, e o promotor aventa a possibilidade de encaminhar à Justiça um pedido para que peguem a menina à força e, à revelia dela própria e de sua representante legal, matem o filho dela que ela já disse claramente que deseja ter! O que explica esta absurda e monstruosa lógica abortista? Quem estes senhores pensam que são, para arrancarem uma criança à tutela de sua representante legal, a fim de imporem-lhe uma violência absurda e assassinarem à força o filho que ela está esperando?! No entanto, os canalhas acham esta grosseira violência a coisa mais normal do mundo:

Na avaliação do especialista José Henrique Torres, que atua como juiz em Campinas e defende a legalização do aborto, não há impedimentos legais para a Promotoria solicitar à Justiça a interrupção da gravidez.

Francamente, os defensores do aborto são doentes. São sociopatas perigosos. O gravíssimo defeito moral que lhes é inerente – a completa indiferença e insensibilidade diante da idéia de crianças brutalmente trucidadas no útero de suas mães por “médicos” carniceiros – faz com que não se possa confiar neles. Nada é mais odioso a um abortista do que um anti-abortista que, tendo “motivos” para abortar, recuse-se a fazê-lo. Este, na opinião dos abortistas, não pode de maneira alguma existir; e os paladinos defensores dos “direitos das mulheres” já mostraram que farão de tudo para garantir que a “liberdade de escolha” de toda mulher seja exercida. Quer ela queira, quer não.

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13 thoughts on “Forçando a “liberdade de escolha”

  1. André Víctor

    “…e os paladinos defensores dos “direitos das mulheres” já mostraram que farão de tudo para garantir que a “liberdade de escolha” de toda mulher seja exercida. Quer ela queira, quer não.”

    Isso só pode ser um sonho. Aliás, um pesadelo!!! (Sic!)

    Meu Deus,.. meu Deus!!! Em que mundo nós estamos?!!

    Já deturparam,… aniquilaram,… distorceram,… mudaram,… todos os conceitos de todos os valores universalmente válidos para todos e em todos os casos e momentos.

    Onde chegaremos Senhor??!!! Ou mesmo,… será que chegaremos Senhor?!!!

    Misericórdia Senhor!!! Misericórdia! Tenho misericórdia de nós Senhor!!

    Aplaque sua Ira Santa Senhor!!! Dá-nos muitos e santos mártires Senhor!!! O mundo está carecendo de bons e verdadeiros discípulos seus Senhor!!! Para que com o seu sangue derramado, muitos outros fieis discípulos possam proliferar Senhor!!

    E que Nossa Senhora de Fátima possa interceder por todos nós, para podermos obter de Deus Altíssimo a misericórdia!

    André Víctor

  2. Fabiano Silva

    Ainda vão dizer que ela não quer fazer o aborto por causa de pressão da Igreja…

    Como são medíocres os que defendem o aborto. Não sabem o que fazem.

  3. Sérgio

    Gente, como podemos ajudar essa menina?

    Exigir que a diocese de Eunapolis assuma os cuidados com essa pobre indefesa?

    Se o caminho é esse, eu passo o endereço:

    Endereço Pça. Frei Calisto, s/nº
    Centro
    45820-000 – Eunápolis – BA
    Caixa Postal Caixa Postal 02
    45820-000 – Eunápolis – BA
    Telefone (73) 281-4851
    Fax (73) 281-4851

  4. Léo

    Esses casos me fazem lembrar um certo país no qual os casais só podem ter um filho … Será que esse pessoal veio de lá?

    Abraços e fiquem com Deus,

    Léo

  5. Steven

    “Francamente, os defensores do aborto são doentes. São sociopatas perigosos. ”

    E o que dizer dos católicos que massacraram milhões de seres humanos em quase 2000 anos???

    Jorgete, você me faz rir!!! teu blog é patético!! Certamente fizeram lavagem cerebral nesta menina pra que tenha esta criança indesejada!

  6. Emanuelle Carvalho Moura

    E-mail do Instituto de Perinatologia da Bahia:

    [email protected]

    TELEFONES DO INSTITUTO DE
    PERINATOLOGIA DA BAHIA

    PABX:

    0 xx 71 3116 5151 0 xx 71 3116 5182 0 xx 71
    3116 5183

    DIRETORIA:

    0 xx 71 3116 5215 0 xx 71 3116 5216 0 xx 71
    3116 5218 0 xx 71 3116 5219

    FAX:

    0 xx 71 3116 5217

    OUVIDORIA:

    0 xx 71 3116 5150

    ***
    Promotor Bruno Teixeira

    0 xx 73 3270 2299

    ***

    JUIZ DE DIREITO TIBÉRIO COELHO
    MAGALHÃES

    Av. Bahia, 318, Centro, 45.840-000
    GUARATINGA

    TELEFONE

    0 xx 73 3277-2273

    FAX

    0 xx 73 3277-2247

    0 xx 73 3277-2172

  7. Pingback: Revolução com os filhos dos outros « Christian Rocha

  8. Pingback: Mais algumas sobre o aborto « Deus lo vult!

  9. Carlos

    Stevenete,

    Você está muito histérica. Se acalma, menina. Olha a barbaridade que você disse:

    “E o que dizer dos católicos que massacraram milhões de seres humanos em quase 2000 anos???”

    Sério? Quantos “milhões”?

    Tente provar isso. Mas com gibi não vale, viu?

    Você diz que o blog do Jorge é patético e te faz rir.

    Você sabe o que significa a palavra “patético”? Claro que não. Então pegue o pai dos burros e aprenda que uma coisa patética não faz ninguém rir. A não ser que se trate de um doidinho patético. Será este o seu caso?

    E vc ainda diz que “Certamente fizeram lavagem cerebral nesta menina pra que tenha esta criança indesejada!”

    E quem fez lavagem cerebral em você para ter certeza que a criança é indesejada?

    Acho que em você ninguém fez lavagem cerebral. O que fizeram em você foi lavagem craniana mesmo, removendo tudo o que não tinha utilidade, começando com o cérebro.

    Passar bem, menina desmiolada.

    Carlos.

  10. Maria Edi

    A partir do momento que a CNBB (do B, como diz Olavo de Carvalho) abriga em um de seus edifícios a organização “Católicas pelo direito de decidir”, o que a gente pode fazer? Como se pode eliminar as baratas se não cuidamos de eliminar o seu ninho?

  11. Emanuelle Carvalho Moura

    Sra. Maria Edi,

    Apesar de tudo, podemos fazer muita coisa além de ficar apontando erros que existem . Se, ao invés de reclamar, a Sra. tivesse ligado para o IPERB, ou escrito um e-mail para essa instituição, seria de grande ajuda: tenha certeza.

    A CNBB pode ter problemas, mas não pode ser eliminada. É uma instituição importante para a Igreja Católica e para o Brasil.

    E, de qualquer modo, essa situação dos abortos em caso de estupro na rede hospitalar pública nada tem a ver com a CNBB . Quem abriu essa jaula infame foi o então Ministro da Saúde José Serra.

    Então, não entendo o motivo desse seu comentário tosco.

    Mais respeito aos bispos, por favor. Se é católica, se não é: então tudo fica explicado.