Mais algumas sobre o aborto

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 5 meses 5 dias atrás.

– Vale a pena ler: “Ajuda urgentíssima”. Trata-se da menina de treze anos sobre a qual comentei aqui ontem; ela não quer abortar, mas o promotor do caso quer que ela faça uma avaliação para saber se gravidez oferece risco a ela; caso positivo, ele “disse que poderá encaminhar à Justiça um pedido para que o aborto seja realizado em detrimento do desejo da conselheira e da garota”. Diz o email reproduzido no blog da Julie:

É muito possível que o Iperba afirme que a menina corre risco de vida e que por isso deve praticar o aborto, apesar de que esta afirmação seja falsa. Segundo várias denúncias, os funcionários dos serviços de abortos legais fazem isto habitualmente. Em um relato que enviei a esta lista na semana passada, mostrei como estes serviços mentiram aos pais da menina grávida de Recife, ambos contrários ao aborto, para poderem obter o consentimento deles para autorizar o aborto. Quando o pai da menor procurou esclarescimento fora do hospital e, sabendo da verdade, preparava-se para voltar ao estabelecimento para obter a alta da filha e a suspensão do procedimento do aborto, duas organizações feministas de Recife, com a anuência da coordenação clínica do serviço de aborto legal, raptaram a menina e a conduziram a um local ignorado até que o aborto tivesse sido consumado. Este foi pelo menos foi o quinto caso de rapto de menores realizado por grupos feministas na América Latina com a finalidade de produzir visibilidade para a promoção da total legalização do aborto.

– O email diz ainda que “HÁ 30 MIL GESTAÇÕES DE MENORES DE 14 ANOS NO BRASIL TODOS OS ANOS E ATÉ HOJE NÃO HÁ NENHUMA NOTÍCIA DE UMA MENOR QUE TENHA MORRIDO POR CAUSA DA GRAVIDEZ QUANDO FOI OFERECIDO UM ACOMPANHAMENTO PRE NATAL E UM PARTO CESARIANO” – caixa alta no original. No Diário de Pernambuco de hoje, saiu uma reportagem sobre o assunto que, a despeito do viés abortista, faz eco a esta informação: em dois anos foram “99 casos de meninas com menos de 14 anos que deram à luz em maternidades públicas do Recife”, segundo o estudo reproduzido na matéria. Nenhum óbito.

– Também vale a pena ler: “Declaração sobre o aborto provocado”, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 1974.

A função da lei não é a de regist[r]ar o que se faz; mas sim, a de ajudar a fazer melhor. É função do Estado, em qualquer hipótese; salvaguardar os direitos de cada um e proteger os mais fracos. Ser-lhe-á necessário, para tanto, corrigir muitos erros. A lei não está obrigada a sancionar tudo, mas ela não pode ir contra uma outra lei mais profunda e mais augusta do que toda a lei humana, a lei natural inscrita no homem pelo Criador, como uma norma que a razão discerne e se esforça por formular, que é necessário fazer mesmo esforço para compreender cada vez melhor, mas que é sempre mal contradizer. A lei humana pode renunciar a punir, mas não pode declarar honesto aquilo que porventura fosse contrário ao direito natural, porque uma tal oposição basta para fazer com que uma lei deixe de ser lei.

– Vale a pena lamentar duas notícias publicadas em ZENIT nos últimos dias: a tradução do artigo de Dom Rino Fisichella e este comentário entusiasta da sra. Inma Álvares sobre o referido artigo. E vale a pena entrar em contato com ZENIT para pedir a publicação da declaração da arquidiocese de Olinda e Recife, por uma questão de justiça. A fim de que a Verdade triunfe.

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

7 thoughts on “Mais algumas sobre o aborto

  1. Pedro Cândido

    Que absurdo! Estou pasmo por haver a possibilidade de conduzir esta menina de treze anos ao aborto, mesmo contra a vontade dela.

    Quanto ao Zenit, gostaria de saber se alguém já solicitou a publicação da “declaração da arquidiocese de Olinda e Recife, por uma questão de justiça”. [?]

    “que a Verdade triunfe” [2]

  2. presentepravoce

    É realmente interesante

    querem continuar a obrigar as pessoas a terem um direito que não querem ter.

    Direito é aquilo que queremos e não aquilo que não queremos.

    Deveriam mesmo era resguardar o direito dela ter o bêbe assim como deveriam resguardar o direito da vida do feto que é uma pessoa viva e não uma massa disforme qualquer.

    Este barulho todo, até que serviu para que os Católicos saibam que a lei de Deus não mudou quando o Lula Lá aprovou o aborto legal e não mudará depois deste barulho todo e deste circo que armaram com difamações infundadas contra a Igreja e seus representantes neste mundo.

    Vamos continuar a nossa LUTA !

    Paz

  3. Claudemir Júnior

    Caríssimos,

    já encaminhei uma solicitação – através de um padre amigo – que chegou diretamente às mãos do responsável por Zenit em língua portuguesa. As últimas informações que tenho é que ele está tentando contato com Dom José Cardoso antes de publicar a declaração da Arquidiocese de Olinda e Recife.

    Esperemos que a justiça seja feita!

    Em Cristo,
    Claudemir Júnior.

  4. Steven

    Jorgete….
    o bebê já era…. pra seu desgosto!!!
    pode chorar e espernear, seu pró-barriga…
    a menina não vai + ter 1 produto de estupro e 1 filho de incesto!!!!
    A menina tá livre!!!
    Viva!!!

  5. Jorge Ferraz

    Caríssimos,

    O comentário acima foi liberado só para servir de registro da lógica doentia dos pró-aborto. Quando alguém é capaz de uma manifestação dessas, nem sei o que se pode mais fazer.

    Tenha Deus misericórdia de nós todos.

    Abraços,
    Jorge