“Menina de 9 anos poderia ter levado a gravidez a termo em segurança”

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 6 meses 29 dias atrás.

[Publico tradução de uma entrevista dada a LifeSiteNews.com pelo dr. Paul Byrne, neonatologista dos Estados Unidos. Apenas comento dois pequenos detalhes: (1) o aborto foi condenado pela Igreja porque o assassinato de um inocente é sempre condenável, e não simplesmente – como o dr. Byrne dá a entender – por causa das mentiras sobre o estado de saúde da garota (isso agrava a situação, sem dúvidas, mas não é o que torna o procedimento imoral); e (2) contra os que argumentarem que, sobre a análise dos riscos, merecem maior credibilidade os médicos que analisaram a menina pessoalmente, isso só é verdade para o caso deles argumentarem o porquê de, naquele caso específico, o aborto ter sido “a única forma de salvar a vida da gestante” – já que, segundo o neonatologista entrevistado, é “certamente possível (…) que uma garota leve ao fim uma gravidez gemelar” e, portanto, o simples fato da menina ter estado grávida de gêmeos – ao contrário do que foi enfaticamente alardeado por toda a mídia – não basta por si só para caracterizar a impossibilidade de se prosseguir com a gestação.

A tradução é do meu amigo Wagner Marchiori, a quem agradeço.

Original: LifeSiteNews.com]

Neonatologista afirma que garota brasileira de 9 anos poderia ter levado a gravidez a termo em segurança

17 de março de 2009 (LifeSiteNews.com) – O terrível caso da garota brasileira de nove anos de idade, que foi repetidamente estuprada por seu padastro e que, por conseqüência, engravidou de gêmeos, ganhou as manchetes de todo o mundo nos últimos dias. O caso criou uma ampla controvérsia depois que a garota foi submetida ao aborto, num ato que foi condenado pela Igreja Católica no país devido ao fato de que os médicos inicialmente se recusaram a realizar o aborto, por considerarem que a vida da menina não estava em perigo.

Os médicos que depois realizaram o aborto, contudo, afirmaram que a menina sem dúvidas corria risco de vida, afirmação esta que foi repetidamente divulgada pela grande mídia.

Mas, em uma recente entrevista para o LifeSiteNews.com, o Dr. Paul Byrne, neonatologista e professor de clínica pediátrica da Universidade de Toledo, Ohio (EUA), rechaçou fortemente a hipótese de que a menina brasileira tivesse a vida ameaçada pela gravidez simplesmente por causa de sua tenra idade.

Byrne disse à LSN que é certamente possível, em termos médicos, que uma garota leve ao fim uma gravidez gemelar. Ele reconheceu que as circunstâncias não são usuais , mas afirmou que o problema de dar à luz com a estrutura pélvica não plenamente desenvolvida pode ser resolvido com segurança pela operação cesariana.

Dr. Byrne citou o caso da garota peruana, Lina Medina, do vilarejo andino de Ticrapo, que entrou para a história médica ao dar à luz um garoto, via procedimento cesariano, em maio de 1939, com apenas 5 anos, 7 meses e 21 dias.

Mas ele enfatizou que, independente da situação, “o aborto não é a solução”. A garota, ele continua, “foi sexualmente abusada” e precisa de tratamento. “Alguém deveria ter tentado ajudar essa criança”.

“A mãe e ambos os bebês deveriam ter suas vidas protegidas, preservadas e defendidas. Não há nenhuma razão para matar esses bebês”, ele afirmou.

Dr. Byrne frisou, também, que a garota agora está sujeita aos riscos de longo prazo associados ao aborto, incluindo futuros partos prematuros e abortos espontâneos devido ao “cervix incompetente”, um cervix que é muito fraco para permanecer fechado durante uma gravidez.

Muitas pesquisas mostram outras sérias complicações de saúde a longo prazo associados à prática do aborto, incluindo um maior risco de cânceres de mama, cervical, ovário e fígado. Outros riscos relacionados ao aborto incluem sérios problemas de sáude mental, como as desordens provocadas por stress pós-traumáticos, abuso de drogas, desordens alimentares, obsessão suicida e tentativas de suicídio.

Dr. Byrne não concorda com a ênfase da imprensa e entre Bispos católicos na excomunhão que foi formalmente anunciada contra a mãe da garota e os médicos que realizaram o aborto pelo arcebispo de Recife. “O foco está na excomunhão quando deveria estar na vida dessas três pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus”, afirmou Byrne.

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5 thoughts on ““Menina de 9 anos poderia ter levado a gravidez a termo em segurança”

  1. R. B. Canônico

    Enquanto isso, no fantástico mundo da mídia, a garota estava para morrer e foi salva das garras da terrível Igreja Católica e de seu bispo medieval-inquisidor-malvado-insensível-conversador-reacionário-excomungante.

    O problema é que a população não tem acesso à notícias isentas!

  2. paula

    È um desafio :bombardeios de informaçoes tendenciosas e manipuladoras, que leva uma multidão de acusadores especialisados em questoes medicas e eclesiais. Eis o nossa luta cristãos catolicos:revelar a verdade(“e a verdade vos libertara”)

    Ótima materia!

  3. Pingback: Catolicismo pretencioso « PALAVRAS APENAS…

  4. José Monteiro Magalhães Filho

    QUE DEUS TENHA PENA DESSES PROFISSIONAIS QUE COMETARAM ESSE CRIME QUE PODE SER CONSIDERADO DE PROPORÇÃO MUITO MAIOR DO QUE O CRIME COMETIDO PELO PAI DESSAS CRIANÇAS. ALÉM DE MATAR AS CRIANÇAS INDEFESAS, TIRARAM DO PAI, A OBRIGATORIEDADE DE CUIDAR DESSES FILHOS ALEM DO MAIS PROTEGIDO PELA LEI. QUE LEI…! POR UM LADO DEFENDE E POR OUTRO MATA..! QUE LEI. QUE DEUS TOQUE O CORAÇÃO DESSES ROFISSIONAIS E PESSOAS QUE APOIA ESSAS BARBARIES. A EXCOMUNHÃO FOI A PENA MAIS CABÍVEL PARA ESSES CASOS, JÁ QUE NOSSAS LEIS NÃO TOMAM PROVIDÊNCIA NO SENTIDO DE QUE TODA E QUALQUER VIDA SEJA PRESERVADA. DIGO UMA COISA: O INFERNO EXISTE E ESTÁ A ESPERA DOS QUE PARTICIPAM E APOIAM ESSAS PRÁTICAS. ISSO É IR CONTRA O PRIMEIRO E O QUINTO MANDAMENTO DA LEI DE DEUS. SE VOCÊ CONTINUAR COM SEU CORAÇÃO ENRIGESSIDO A PONTO DE NÃO SE ARREPENDER, COM CERTEZA, VOCÊ VAI SER UM DAQUELES QUE VAI ESTAR A ESQUERDA DE DEUS, NO MOMENTO DO JULTAMENTO F INAL. SE VOCÊ DESCONHECE A PALAVRA DE D EUS, ACHO MELHOR VOCÊ CONHERCER ENQUANTO AINDA É TEMPO, PARA QUE NÃO VENHA A CAIR NESSA CONDENAÇÃO.

  5. Daniella Mendonça

    Se a mãe não deseja ou não tem condições de criar o bebê deve ter a descência de ao menos entregá-lo a adoção não é crime e desta forma a criança terá a chance de ter uma vida plena e feliz.