Moral Católica e AIDS

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Respondendo a uma pergunta sobre a posição da Igreja Católica frente ao HIV/AIDS, considerada por alguns como irrealista e ineficiente, o Papa disse:

“É minha convicção acreditar que a presença mais importante no front da batalha contra o HIV/AIDS é de fato a Igreja Católica e Suas instituições. (…) O problema do HIV/AIDS não pode ser superado com meros slogans. Se a alma está deficiente [if the soul is lacking], se os africanos não se ajudam uns aos outros, o flagelo não pode ser resolvido pela distribuição de preservativos; bem pelo contrário, nós corremos o risco de agravarmos o problema. A solução só pode vir através de um duplo compromisso: em primeiro lugar, a humanização da sexualidade – em outras palavras, uma renovação espiritual e humana que traga uma nova maneira de agir para com o outro; e, em segundo lugar, uma amizade verdadeira, sobretudo para com os que sofrem, uma prontidão – mesmo que seja através de sacrifício pessoal – para sustentar [to stand by] aqueles que sofrem”.
[Vatican Information Service]

É bem sabido que a Igreja se opõe ao uso da camisinha; não – como dizem alguns expoentes da ignorância coletiva – porque “prefere que as pesssoas peguem aids do que usem camisinha”, mas exatamente ao contrário: porque Ela sabe que não se pode combater a AIDS sem que se combata primeiro a promiscuidade. Ela sabe que não existem receitas miraculosas, nem panacéias universais para que vivamos em uma Terra sem males. Ela sabe que a insistência em um erro não pode produzir senão erros ainda maiores.

A Igreja – como disse o Papa – é a presença mais importante no front do combate contra a AIDS. E eu diria ainda mais: é a Única que não atrapalha. A Única que vai ao cerne do problema. O Papa afirma claramente que a mera distribuição de preservativos pode até mesmo agravar o problema da AIDS; por tocar na ferida do ídolo moderno, é atacado com violência (tanto que até mesmo o porta-voz da Santa Sé teve que se manifestar). Ao redor do mundo, a França diz que os comentários do Papa são “uma ameaça” e o “representante no Brasil do órgão das Nações Unidas para o combate à doença (Unaids), Pedro Chequer”, chegou a chamar o discurso do Papa de “genocida”. Permanecem, contudo, no mero jogo de palavras; a posição da Igreja – contra a qual se levantam furibundos todos os Seus inimigos – dá resultados.

Por exemplo, na Uganda, a política “ABC” de combate à AIDS (primeiro, Abstinence; depois, Be faithful e só por fim Condom – a ênfase é dada na abstinência, na fidelidade, e só em último lugar na camisinha) é a única no mundo que tem trazido resultados significativos no combate à AIDS.

Por exemplo, em Washington, o embaixador da Suazilândia incentiva a abstinência na luta contra a AIDS. Olhando para as políticas eficazes da Uganda, a Suazilândia também resolveu aplicá-las e, por isso, para a AIDS, “o contágio de pessoas infectadas caiu de 42,6 por cento em 2004 para 39, 2 por cento este ano”.

Por exemplo, o Population Research Institute, da Universidade Estadual da Pensilvânia, afirmou que “a Igreja Católica desempenha um papel essencial na contenção da epidemia de AIDS na África”. Vale citar:

A Tailândia tem aproximadamente sessenta milhões de habitantes. Lá existem fortes programas divulgados para o uso de preservativos. Em agosto de 2003 existiam no país quase 900.000 pacientes registrados com AIDS e, aproximadamente, 125.000 óbitos por AIDS.

Em 1991, a Organização Mundial de Saúde previu para esse intervalo de tempo cerca de 60 a 80.000 casos registrados de AIDs.

Essa cifra se contrapõe aos filipinos católicos com setenta milhões de habitantes. Entre os filipinos quase não existe propaganda de preservativos.

Em 30 de setembro de 2003 havia naquele país exatamente 1.946 pacientes com AIDS e 260 mortes por AIDS. Essa é uma fração dos 80 a 90.000 casos, os quais a Organização de Saúde havia previsto para as Filipinas no ano 2000.

De onde se vê que a Moral Católica não é uma coisa “irreal” e “ineficiente”. Irreal é esperar que coisas boas advenham de comportamentos morais desregrados. Ineficiente é combater a AIDS incentivando a promiscuidade.  Irresponsáveis são os lunáticos irracionais que têm verdadeira fé na salvação do gênero humano pela borracha. Em defesa das vítimas da AIDS, no entanto, existe a Igreja Católica; e, independente dos ataques que Ela sofra, vai continuar a oferecer auxílio aos que sofrem. Mais uma vez, os fatos mostram que Ela está correta; e o próprio estrebuchar dos Seus inimigos revela-o de modo insofismável.

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9 thoughts on “Moral Católica e AIDS

  1. Lucas

    Concordo que a promiscuidade é um dos grandes fatores da AIDS se propagar tanto. Mas não creio que desaconcelhar o uso da camisinha vá ajudar em alguma coisa.
    É preciso evitar comportamentos de risco e camisinha sempre.

  2. Assunção Medeiros

    Jorge,

    Faz tempo que eu não me sinto assim lendo um texto. Foi como um puríssimo toque de clarim.

    Deus o mantenha assim sempre,

    Beijo fraternal e amigo

    Sue

  3. Manoel Andrade

    FAZ TODO SENTIDO

    Estou longe de ter um comportamento louvável diante dos parâmetros católicos , mas ainda assim não pude deixar de enxergar a lógica presente no texto. Espero sinceramente que este trabalho de concientização seja levado a diante .

  4. Esteban

    OFF TOPIC: padre espanhol foi morto. Onde estava Deus nesta hora??? Pq Deus não impediu esta tragédia???? Pelo visto, Deus não protege seus fiéis.

  5. Dionisio Lisbôa

    Esteban, já te responderam em outro tópico, cidadão… Cai catar coquinho!

  6. Assunção Medeiros

    Esteban, respondendo seu off-topic:

    A morte para quem crê não é castigo nem tragédia, é apenas a passagem para a nova vida. Por que motivo Deus nos impediria de partir para junto d´Ele?

    Estamos todos aqui de passagem, rapaz. TODOS vamos morrer. Rezo e espero que todos nós aqui morramos bem e que nossas mortes sejam sementes de vida para os que ficam.

    Deus protege nossos coraçôes e nossas almas. SEMPRE. Eu mesma muitas vezes senti que a mão divina segurava forte a minha durante as tempestades. Já entreguei minha mãe e meu pai à misericórdia de Deus, os dois morreram
    com coragem, fé e a alma preparada pela comunhão, confissão e a unção dos enfermos.A minha mãe, em seus últimos dias e enquanto esteve consciente, recebia a comunhão todos os dias. O sacerdote que acompanhou sua morte disse, emocionado, na Missa de Requiem, diantede seu corpo, que minha mãe havia confirmado dua fé.

    Ora, isso não é lindo e valoroso? Espero que este sacerdote possa fazer o mesmo com a sua morte, alimentar e justificar a fé das pessoas que conviceram com ele e a de cristãos em todo o mundo.

    Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado!

    Sue

  7. Carlos

    Esteban, você pergunta: “Onde estava Deus nesta hora?”
    Posso te responder, mas primeiro me diga: Onde estava sua inteligência quando escreveu isso?

  8. Pingback: Obrigada Papa Bento! (Igreja e preservativo) « Julie Maria