Dom Dadeus e os Judeus

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 4 meses 26 dias atrás.

Fiquei sabendo que o Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, em entrevista à PRESS (trechos aqui), uma revista gaúcha, teria dito que “morreram mais católicos do que judeus no holocausto”. Em resposta às declarações de Sua Excelência, a Federação Israelita do Rio Grande do Sul publicou uma nota oficial (também reproduzida no site da revista Press) em resposta às declarações do Arcebispo.

Comentando rapidamente: a despeito de não ter lido a entrevista na íntegra (por ela não estar disponível no site), o que se sabe do que foi publicado é que o Arcebispo de Porto Alegre nem sequer questionou o número de seis milhões de judeus mortos durante o regime nazista; ele apenas afirmou que foram assassinadas outras pessoas que não judeus. O que a Federação Israelita do Rio Grande do Sul quer dizer, então, com “o religioso se refere ao Holocausto de forma distorcida”? Qual foi, exatamente, a distorção nas palavras de Dom Dadeus?

Os judeus acaso querem negar que foram assassinadas pelo regime de Hitler outras pessoas que não judeus? Católicos, ciganos [para ficar só nos citados pelo Arcebispo de Porto Alegre], esses não morreram nas garras do nazismo? Ou não se pode falar neles? A coisa adquire aqui uma mentalidade doentia: parece que os judeus querem, a todo custo, ter o topo do pódio na categoria “vítimas da Segunda Guerra”.

“Reduzir ou relativizar o Holocausto agride a memória de milhões de mortos numa guerra iniciada pelo fanatismo e pela intolerância”, diz ainda a Federação Israelita. Não subscrevo integralmente, pelos motivos que já expus aqui à exaustão quando do “caso Williamson”, mas não é isso que interessa aqui. O ponto é: onde Dom Dadeus “reduziu” ou “relativizou” o Holocausto? Ou será que a mera afirmação da existência de outras vítimas do regime nazista fora os judeus é já “reduzir” e “relativizar” o Holocausto?

A própria nota da Federação, aliás, reconhece que “[m]orreram menos judeus na II Guerra”. Se ela não discorda de Dom Dadeus, qual é o motivo da “surpresa” expressa no início da nota e da condenação às declarações de Sua Excelência? Onde estão os “estereótipos criados pelos nazistas” reproduzidos – segundo a Federação Israelita – pelo Arcebispo de Porto Alegre? Porque os judeus podem caluniar assim um sucessor dos Apóstolos, lançando-lhe publicamente a pecha infamante de “anti-semita”, sem que ninguém pareça se preocupar?

Está fora de qualquer discussão – nunca é demais repetir – que qualquer violência injusta contra um povo, mais ainda por motivos raciais, é profundamente condenável e absolutamente inadmissível. É evidente que nos solidarizamos com as vítimas da Segunda Guerra, cujos horrores obviamente não queremos que se repitam. Por esse motivo concordo, in totum com a nota da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, quando ela diz que é preciso “respeitar sempre a memória, com seriedade, fraternidade e honestidade”. Infelizmente, porém, parece que os judeus amiúde supervalorizam e distorcem a fraternidade, em detrimento da seriedade e da honestidade, através de uma postura intransigente de simplesmente bater o pé e rasgar as vestes quando se faz qualquer referência ao Holocausto que não seja para fazer o papel de carpideira dos judeus. Isso, sim, é de se lastimar.

P.S.: sugestão de leitura: Judeus tradicionalistas afirmam: A religião do Holocausto é uma criação fraudulenta sionista.

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35 thoughts on “Dom Dadeus e os Judeus

  1. André Luíz Araújo Magalhães

    General Franco foi um grande homem e tinha em seu semblante (segundo fotografias) um olhar terno e sem dúvida transmitia paz interior. Se o Papa o apoiou, o apoiou sabiamente, embora de forma condicional. Uma “conditio sine qua non” para Franco ser apoiado foi sem sombra de dúvida sua adesão doutrinal completa. O comunismo, segundo Dom Geraldo de proença Sigaud (in memoriam)é gravíssimo, ou seja, seus erros, sua ação revolucionária & os deveres dos católicos na hora presente são imprecindíveis. Creio que Franco cumpriu seu dever de modo ortodoxo. Ninguém, em sã consciência apóia ou confia incondicionalmente nas pessoas. Como diz as escrituras: “maldito o homem que confia em outro homem”. é natural que o apoio do Papa fosse condicional.Os católicos, sem sombra de dúvida foram perseguidos pelos nazistas, ora, o nazismo é totalmente anti-católico. Muito interessante os comentários deste post, realmente muito esclarecedores.

    Um comentarista, talvez comparando fez um comentário em relação à Fraternidade São Pio X. Embora não há como concordar com todas as suas posições, creio que Dom Lefebvre, mesmo com a sua polêmica participação no Concílio Vaticano II, CERTAMENTE, não ficou em cima do muro, tampouco Dom Mayer, aqui no Brasil. Tomou uma decisão que perpetuou a Missa de Sempre, assim muito conhecida. O Papa na época decretou a excomunhão, todavia, o atual levantou-as. Também não podemos tomar alguns comentários de Dom Richard Williansom como pensamento de toda fraternidade. As pessoas erram ou acertam ÁS VEZES, nós todos somos assim, por que julgar como muitos o julgaram duramente? O MODERNISMO, A APOSTASIA, CORRENTES DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO, etc; são terríveis, contudo, elas continuam existindo em meios católicos quase que livremente. Só um exemplo. De sorte que

  2. André Luíz Araújo Magalhães

    CONTINUAÇÃO DO ANTERIOR: (PERDOEM-ME, AO DIGITAR PRECIPITADAMENTE, “SUBMIT” FOI ACIONADO).

    …De sorte que Bento XVI tende a um movimento contrário, graças a Deus.

    Quando me refiro a Franco, não me refiro ao nazismo, refiro-me, naturalmente à guerra civil espanhola.

    Devemos apoiar sempre e incondicionalmente o Santo Padre dentro da doutrina da Igreja porque como dizia São Luis Maria Grignion de Montfort em relação ao CHEFE DA IGREJA: “Ele é meu chefe e minha luz”.

    O NAZISMO FOI EXECRÁVEL AOS OLHOS DA IGREJA E O COMUNISMO CONTINUA SENDO. Tudo o que é anti-clerical.

    O demônio está por trás de toda guerra, excitando seus sequazes, todavia Deus sempre suscitou homens de Sua dextra para defender os oprimidos. O homem que detêm o poder de uma nação em suas mãos, (pode) tornar-se um grande inimigo, se não é voltado para a ortodoxia católica. A laicização do estado é muito favorável para
    a instauração dos regimes comunistas. Talvez faltem católicos leigos no poder.

    Na universidade, eu sou alvo de ataques, porque faço licenciatura plena em Ciências Biológicas e não defendo e até mesmo discordo do evolucionismo. Tentaram até me persuadir de que Bento XVI seria um EVOLUCIONISTA TEÍSTA.

    Procuro sempre responder ás questões da prova, utilizando sempre o termo, “segundo Darwin”, etc.. Porque não creio no evolucionismo, embora esteja cursando Biologia.

    Este é apenas um exemplo. Espero ter colaborado de algum modo, porém, dou-me por satisfeito, já que aprendi muito aqui hoje.

    Salve Maria, viva Cristo Rei.

  3. José Roberto Braz

    A postura deles diante do assunto nos faz crer que os verdadeiros dizimados, foram cristãos.

    Publiquei em blog um artigo relacionado e aproveito para transcrevê-lo aqui.

    A mentira do holocausto
    Quantos judeus foram mortos na Alemanha Nazista? A resposta a essa pergunta é automática, por incrível que pareça, todos sabem responder, mesmo com a falta de cultura latente em nossa sociedade. Se há uma coisa que ninguém duvida é o número de seis milhões de judeus mortos no holocausto, mas…

    Um estudioso nesse assunto, o professor Norman Cohn, parece não concordar com esses dados. Em seu relato histórico sobre a tragédia do holocausto judaico, Warrant for Genocide, Cohn relata dias tenebrosos e observa:

    “Somente cerca de um terço dos civis mortos pelos nazistas e seus cúmplices eram judeus… Outros povos foram marcados para serem dizimados, subjugados e escravizados, e as perdas civis de alguns desses países chegou de 11 a 12% da população total.”

    Além do professor Cohn, outros pesquisadores judeus chegaram a números bem parecidos. Então, por que propagaram uma mentira como essa? No artigo A agenda do controle populacional, o Dr. Stanley K. Monteith , menciona que os cristãos não poderiam ficar sabendo que além dos seis milhões de judeus, aproximadamente outros 7 e 12 milhões de não-judeus também foram impiedosamente exterminados! A informação, provavelmente, foi deliberadamente suprimida porque os mortos eram em grande parte, cristãos!

    A partir daí, não fica dificil de estabelecer uma ligação com nossos dias. Forças do mal controlam nossa realidade e não querem que os seguidores de Cristo se despertem para o iminente perigo.

    O demoníaco Hitler, não odiava somente os judeus mas, odiava principalmente, cristãos! E milhões foram exterminados, independente da denominação religiosa a que pertenciam.

  4. Solange

    Moro em Santa Cruz do Sul e INFELIZMENTE, por aqui não há Santa Missa no Rito Pio V… sequer ouvimos falar sobre Missa Tradicional.
    Pe. Alvaro já está com seus 76 anos e sua saude bastante fragilizada.
    Rezemos, pois para que a verdadeira Igreja vença logo!!!