O custo da Arca

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 3 meses 25 dias atrás.

Um amigo mostrou-me este post do controle remoto. No início, achei que era somente mais uma das falcatruas envolvendo a Igreja Universal do Reino de Deus, daquelas sobre as quais nem adianta mais falar porque todos já estão cansados de saber. E, talvez, seja mesmo; não conheço a IURD para além das piadas feitas entre amigos e das manchetes que acompanho com vívido desinteresse, de modo que talvez isso que eu li agora seja expediente corriqueiro por aquelas bandas. Mas vamos ao que interessa.

O sr. Edir Macedo está pedindo ajuda para manter o site da Arcauniversal, baseado na seguinte prestação de contas apresentada no seu blog:

Aqui vão as despesas mensais com o site do Arca Universal:

  • – Hospedagem de Servidores
  • – Salário dos Funcionários
  • – Serviço de Imagens
  • – Luz/Água/Telefone + Gastos Administrativos

Em um Total de Custos de: R$ 107.622,00

E o sr. Felipe Neto está indignado com as despesas superfaturadas. Eu não sei o que são “serviços de imagens” nem o quê exatamente entra em “gastos administrativos”; mas me parece evidente que esta quantia empregada mensalmente para manter um site, se é que é realmente empregada, é um desperdício. Por quê? Simplesmente porque as coisas básicas para deixar o site funcionando – a hospedagem e [vá lá!] luz/água/telefone -, somadas a um salário justo para uma quantidade razoável de funcionários, fica muito aquém disso. Agora, se este “serviço de imagens” inclui processamento pela NASA, se os “gastos administrativos” cobrem as despesas com os processos que a IURD sofre, e se entre os funcionários estão especialistas em futilidades pagos a peso de ouro, aí sim a conta, talvez, atinja o valor estipulado pelo sr. Macedo.

É óbvio que é indecente gastar cem mil reais por mês para deixar um site funcionando. Este primeiro ponto é incontestável; no entanto, há dois outros pontos periféricos na história toda que eu não quero deixar de abordar.

Primeiro: o sr. Felipe disse no seu blog, logo no início do texto sobre o Edir Macedo: “Seu poder [de Edir Macedo] de mentiras e lucro através da fé só perde para a Igreja Católica pré-Reforma, por meados do século XV e XVI, com suas indulgências, venda de um pedaço no céu, venda de salvação das almas dos mortos, venda de pedaços da cruz de Cristo e ossos dos apóstolos”. Alto lá, sr. Felipe Neto, alto lá! Não aceito que a Igreja de Nosso Senhor seja comparada, sob nenhuma ótica, com esta ante-sala do inferno chamada Igreja Universal do Reino de Deus. É engraçado: até mesmo para falar mal do Edir Macedo, é necessário atacar a Igreja Católica! Nunca houve “mentiras e lucro através da fé” na Igreja de Nosso Senhor, nem na “pré-Reforma” e nem em nenhum outro momento da História. Os abusos cometidos por alguns membros do clero sempre foram combatidos pela instituição. Para sustentar a sua calúnia, deve o sr. Felipe Neto mostrar a bula papal que contém a contabilidade devidamente documentada dos gastos com os terrenos do Céu e relíquias dos santos, anexadas às tabelas de indulgências e do pedido formal de doações. Acaso ele pode fazer isso? Nós, católicos, no entanto, podemos provar que a simonia [comércio de coisas sagradas] era proibida muito antes de Lutero

Segundo: muito mais grave do que o dano provocado ao corpo é o dano provocado à alma; muito mais sério do que roubar dinheiro, é roubar das almas a Fé Católica e Apostólica sem a qual é impossível agradar a Deus. As irregularidades cometidas pela Igreja Universal não são a raiz do seu problema; são conseqüência de um problema de fundo muito mais sério, que é a tentativa de se colocar – por conta própria – uma outra igreja no lugar d’Aquela que foi estabelecida por Nosso Senhor. O problema radical do sr. Macedo et caterva não é financeiro, é teológico e, deste, decorrem todos os outros. Enquanto isso não for levado em consideração, podem denunciar mil e uma irregularidades, podem fazer provérbios e contar anedotas, podem conduzir investigações e abrir processos, que as cabeças do monstro vão renascer uma a uma por mais que se as cortem.

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49 thoughts on “O custo da Arca

  1. Sidnei

    Em (Mc 10, 29-30), está claro que JESUS fala de recompensas já neste mundo de até em termos materiais aos que deixavam tudo e os seguiam, não há nada aí algo sobre pessoas apegadas em riquezas material e que seria difícil desfazer-se dela, como ensina a Igreja e como JESUS aconselhou aquele jovem rico a desfazer de toda a sua riqueza e o seguisse é a esses que de tão apegados a riqueza que a riqueza deve ser posta de lado, mas aos que mesmo sendo ricos e não apegados a ela mas utilizam dela para suprir seu bem estar e do próximo estes não precisam distribuir tudo o que possuí mas devem continuar a fazer o que fazem pois JESUS não dirigiu a José de Arimateia, Nicodemos, Zebedeu, e tantos os outros para que fizessem o mesmo gesto pois ELE sabia que mesmo estes homens sendo ricos não eram apegados as suas riquezas mas repartiam uma parte com os seus, estes ricos bem como seus bens são abençoados por DEUS. O reino de DEUS pregado por JESUS não implica em partilhas entre si de tudo aquilo que viesse a possuir, pois se esta retórica é verdadeira então porque os seguidores da T.L não começam a partilhar o que tem com os que não tem e o que se vê é a maioria ficar só no discurso e não parte para ação, e depois o Reino de DEUS como diz São Paulo “O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e gozo no Espírito Santo.” (Rm. 14,17) portanto querer reduzir o Reino de DEUS para apenas a soluções terrenas de falta de comida, moradia, saúde, etc. está indo de contra mão do que o evangelho ensina, é claro que devemos fazer o máximo para suprir as necessidades básicas de todas as pessoas, mas querer transformar isto como meta para implantação do Reino de DEUS na terra esta totalmente fora de cogitação, haja vista que o ser humano não é só carne mas também é espírito, e é com o espírito do ser humano que a Igreja também deve se preocupara, com a salvação das almas, porque todos os problemas deste mundo jamais vão ser resolvidos neste mundo, mesmo que todos os prato do mundo fossem cheios o ser humano jamais estaria saciado o ser humano só será plenamente saciado quando estiver junto de DEUS e para toda eternidade, pois neste mundo o ser humano será um eterno insaciável. E a questão do serviço na Igreja não tem nada haver com dominação e poder, mas o serviços na Igreja está resumida no mandato de CRISTO que disse: “Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt. 28, 18-20), o resto é tudo papo do pessoal da Teologia da Libertação que insiste em sempre de ficar contra as autoridade da Igreja a começar pelo Papa.

  2. Assunção Medeiros

    Eurípedes,

    Tudo aquilo que a Igreja possui de luxuoso não pertence a homem algum, mas à Igreja. Isto significa que em um dado momento um bispo está no Palácio de Manguinhos e pode em outro momento estar em Brasília, na Europa, nos Estados Unidos ou na China.

    Ele deixa o palácio para trás (pois não lhe pertence) e segue para sua próxima moradia, que pode ser mais ou menos luxuosa que a anterior. Não há acúmulo de qualquer bem imóvel por parte deste sacerdote. Portanto, o comentário de Jesus sobre os ricos, seja qual for a sua interpretação, não se aplica.

    Quanto à discussão sobre manter ou não estes palácios, grandes Igrejas e todo o patrimônio da Igreja Católica, construído ao longo de milênios por pessoas humildes, bem de vida, abastadas ou muito ricas, por sentimento de devoção sincera ou até mesmo por vontade de eternizar o próprio nome, como muitos mecenas desejaram, eu não entendo porque isto deveria ser feito.

    Nada contra capelinhas singelas e Igrejas humildes, muito pelo contrário, Deus está em todos os lugares e cada cantinho pequeno destes chama os filhos para perto do Pai, mas porque devemos calar as grandes sinfonias de louvor a Deus que são as catedrais, porque embotar nosso senso artístico, porque ter vergonha ou censurar tudo de belo que há no universo católico em nome de uma humildade de aparência???

    Alguém aqui ignora que existem igrejas humildes EM MUITO MAIOR NÚMERO que as catedrais, que freiras e padres estão muitas vezes onde ninguém mais vai, nos vilarejos por este Brasil afora, na África, em todos os países e continentes? Que o trabalho que a Igreja tem em educar, aqui mesmo no Brasil, está aparecendo no próprio resultado do ENEM?

    Deveríamos todos parar para pensar que a Igreja levou dois mil anos para amealhar este patrimônio que discutimos aqui hoje. Que os gastos para a manutenção deste patrimônio é alto, mas que é um patrimônio que pertence a todos nós.

    Sue

  3. Euripedes Costa

    Que Paz esteja com vocês!

    Assim narra (At 2, 44-47): “Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos juntos frequentavam o Templo e nas casas partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo.”.

    Está claro nessa narrativa a prática de compartilhamento entre os integrantes das primeiras comunidades cristãs. Se hoje há dificuldades em aceitar isso ou pô-lo em prática, assim como teve aquele que se ajoelhara diante de Jesus e o indagara sobre o que deveria fazer para alcançar a Vida Eterna, aí é uma outra história.

    Sim, NEM SÓ de pão material vive o homem, MAS TAMBÉM de toda a Palavra. E Jesus continha desse pão espiritual que saciou e libertou a muitos. Ele possuía o alimento do coração, imperecível e que abriu mentes e corações para a construção de um Reino verdadeiramente fraterno e solidário. É verdade que nem todos assim agiam como narra os Atos dos Apóstolos sobre as advertências feitas a algumas comunidades não consonantes à pratica de Jesus. Portanto, o pão espiritual não se contrapõe ao pão material, pelo contrário, é desse alimento espiritual e do testemunho da prática de Jesus que muitos aderiram à proposta do Cristo ressucitado e à partilha do pão material necessário ao sustento do corpo numa dimensão comunitária.

    Oi, Assunção, li atentamente sua explanação e agradeço por propiciar um diálogo respeitoso e cordial.

    Bem algumas perguntas que me vem são as seguintes: não seria o nosso coração o mais belo altar no qual Jesus gostaria de ser celebrado? O que seria mais relevante para o Cristo: ser honrado com Igrejas de belíssimas linhas arquitetônicas e afrescos ou de ser honrado no altar do coração com uma prática de convivência de efetiva fraternidade e solidariadade numa dimensão comunitária?

    Nos Evangelhos não encontro qualquer passagem em que seja revelado o desejo de Jesus em constituir uma Igreja-Estado. Então quais foram as razões em constitui-la assim? Será que a Igreja deixaria de existir, se ela deixasse de ser nessa estrutura de Igreja-Estado?

    Essas são questões essênciais para que eu possa estabelecer um comparativo com o entendimento que possuo do que efetivamente é SER Igreja.

    Antes de concluir, gostaria de lhe dizer que aqui na cidade onde resido todas as escolas católicas de ensino médio regular são integrantes da rede particular ensino. São escassos os casos de pobres que frequentam essas escolas. A imensa maioria frequenta a rede pública de ensino e, segundo resultados do ENEM-2008, 89% delas ficaram abaixo da média nacional que foi de 50,52 pontos, enquanto que na rede pública o índice chegou a 74%.

    Um cordial abraço,

    Paz e Bem

    Euripedes Costa.

  4. Euripedes Costa

    ERRATA

    onde lê-se: na rede pública o índice chegou a 74%.

    leia-se: no total de escolas que foram avaliadas o índice chegou a 74%.

  5. Sidnei

    1. Assim narra (At 2, 44-47): “Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos juntos frequentavam o Templo e nas casas partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo.”.
    Está claro nessa narrativa a prática de compartilhamento entre os integrantes das primeiras comunidades cristãs. Se hoje há dificuldades em aceitar isso ou pô-lo em prática, assim como teve aquele que se ajoelhara diante de Jesus e o indagara sobre o que deveria fazer para alcançar a Vida Eterna, aí é uma outra história.

    Não, não há nenhuma outra história, a história que há é que na Igreja primitiva havia tais comunidade que vendiam tudo e repartiam entre si o que era seu, estas comunidades existiram naquela época e existiram em toda história da Igreja, é só ver as comunidades de monges, ordens religiosas e movimentos que tendem a imitar esta mesma prática, porém isto não é regra para todos os cristãos, quem quer viver em tais comunidades estão livre para vivê-las mas quem não quiser não estão obrigados a vivê-las, poderão viver integrados no mundo, trabalhando, ganhando seus salários, e é claro como está no mandamento do amor repartir uma parte do que ganha com quem não tem nada, este papo de dizer que a regra das primeiras comunidades cristãs de viverem conforme está em t. 2,44-47 é pura balela do pessoal da T.L. pois logo veremos que muitos cristãos continuaram suas vidas do jeito que estavam antes, somente que agora levavam CRISTO em seus corações mas não venderam tudo para viver em uma comunidade e colocar tudo em comum.

  6. Sidnei

    Tomando a questão para a Assunção Medeiros também gostaria de responder o seguinte, quando JESUS esteve na terra ELE nunca falou nada contra o Templo de Jerusalém que era ricamente enfeitada com ouro, prata e pedras preciosas, pois ele como era também humano sabia que em um local aonde se presta um culto a DEUS deve-se no mínimo ser um local de beleza e acolhimento aonde não somente para o maior louvor e glória de DEUS mas também para elevar as mentes e os corações dos fieis a realidades sobrenaturais e isto não é somente prática da Igreja Católica, isto já vemos desde o A.T. quando Salomão constrói o templo de Jerusalém com uma beleza e riqueza imagináveis, vemos isto entre os muçulmanos com suas belas mesquitas como a que está me Jerusalém no monte do Templo em que sua cúpula é toda de ouro, nos templos budistas e por aí afora, portanto, não vejo porque JESUS não gostar de ser adorado, celebrado, em templos com belíssimas linhas arquitetônicas e afresco, porque sendo JESUS DEUS, ELE não deve ser adorado apenas no altar do coração com uma prática de convivência de efetiva fraternidade e solidariedade numa dimensão comunitária, mas o culto espiritual, interno que devemos dar a ELE também deve se revestir de uma maior beleza exterior em templos que condizem a sua pessoa pois ELE merece, ou por acaso a casa de reunião aonde os cristão se reúnem para invocar o seu nome deve ser uma casa qualquer, sem nenhuma beleza exterior sem nada de algo que nos eleve a contemplar o sobrenatural como as flores, as imagens, as obras de arte, os afrescos, etc, será que JESUS não merece tudo isso?, os reis que vieram do oriente para adorá-lo assim quando ELE nasceu foram os primeiros a atender isto tanto que eles trouxeram presentes valiosos e que me conste São José e Nossa Senhora não recusaram o presente com o pretexto de haver pobres no mundo e foi aliás este mesmo pretexto que Judas achou um desperdício quando aquela mulher ao derramar aquele valioso perfume sobre JESUS e é este mesmo pensamento que norteiam a cabeça de muitos quando questionam do porque de haver igrejas tão belas e ornamentadas no mundo quando há tantos pobres passando fome, se é isto então, vamos deixar de lado o belo e o sagrado porque há pobres, se há pobres é para lembrarmos de dar uma parte do que temos a estes que não tem nada mas isto não nos impede de elevarmos templos com belezas externas para maior honra e glória de DEUS e para elevarmos nossos corações e mentes a presença do altíssimo.

    E quanto a questão da Igreja Estado deveria se especificar em que sentido ocorre esta indagação se é a questão do Estado do Vaticano, isto não é incompreensível quando pudermos imaginas que JESUS teve que ter um corpo humano na terra para levar a revelação de seu PAI e dar em sacrifício pelos nossos pecados na CRUZ, assim a Igreja também tem que ter uma instituição visível (O Estado do Vaticano) para levar a mensagem de JESUS por ela confiada a todos os povos e também para ficar livre da influência de qualquer governo de outros estados que tentassem submeter a Igreja aos seus interesses, se é com relação ao hierarquia da Igreja basta lembrar que foi JESUS quem constituiu Pedro e os Apóstolos como os primeiros na Igreja, e estes foram constituindo Epíscopos e Presbíteros em cada local em que fundavam uma Igreja particular e constituíam também seus sucessores, se a Igreja iria acabar se acabasse a Igreja-Estado, primeiro que não existe uma Igreja-Estado existe o Estado do Vaticano aonde está a sede da Igreja, se viesse a se extinguir o Estado do Vaticano o Papa iria governar a Igreja em um outro canto do mundo e em segundo lugar sem a hierarquia da Igreja se viesse a se extinguir aí sim a Igreja acabaria pois sem os sucessores dos Apóstolos acaba-se o vínculo que une a Igreja ao seu divino fundador JESUS CRISTO que foi ELE quem constituiu os apóstolos e estes seus sucessores.

  7. Assunção Medeiros

    Boa noite, Eurípedes.

    Li o que você escreveu, e gostaria de responder às suas perguntas no melhor das minhas habilidades. Vamos lá:

    1. Sim, Jesus veio para libertar o coração dos homens do mal e do pecado, para que lá o Espírito Santo possa habitar, isto não está sendo questionado; o que está sendo questionado é o tamanho do custo e do valor do patrimônio da Igreja e se ele deveria ser mantido; Sidnei lembrou bem do Templo de Salomão, do ouro, incenso e mirra presenteados pelos Reis Magos e da lavagem dos pés de Jesus com óleos precisosos pela pecadora – estes são sinais externos da MAJESTADE de Deus; lembrar que Jesus é nosso pastor, nosso irmão, é bom, mas sem esquecer que também é nosso REI, através de sinais externos, é necessário; as duas coisas caminham juntas e não estão em conflito uma com a outra.

    2. Em relação à situação da Igreja moderna, ao fato dela ser um estado, eu acho muito simples explicar isto – é a vontade de Deus que assim seja e para isto o Espírito Santo nos guiou; isto eu acredito com toda tranquilidade, porque eu CREIO VERDADEIRAMENTE que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja de Deus e Ele a guia pela mão; se estamos aqui é porque Ele assim o quis e determinou; eu, meditando a respeito disto,acho bom porque vejo que é justamente isto que dá à Igreja AUTORIDADE para dialogar com os líderes temporais de hoje.

    3. Quanto às escolas religiosas, sim, elas são escolas particulares e o ensino não é gratuito, mas – pelo menos aqui no Rio de Janeiro – elas todas possuem algum tipo de serviço de atendimento aos pobres; na PUC do Rio eu sei que há inúmeros alunos bolsistas através de pastorais; o curso supletivo noturno do Colégio Santo Agostinho, voltado para os moradores do Morro Dona Marta, ficou muito bem colocado no ENEM;além disto, o Santo Agostinho também posicionaou bem seus alunos mais bem situados na sociedade, e o Colégio São Bento, onde o Mallmal estudou, é bicampeão nacional do ENEM; tenho certeza que ano que vem ele está lá no primeiro lugar de novo; portanto, a Igreja usa esta estrutura de ensino para AO MESMO TEMPO oferecer oportunidade de ensino aos menos favorecidos e para convidar a elite brasileira a ser verdadeiramente elite, bem formada e formadora de opinião; teruma boa elite é tão ou mais importante para o futuro de um país quanto oferecer escola para todos, até porque você mesmo disse que estas “escolas” que o governo oferece são tudo menos locais de ensino.

    Não é bom que a Igreja exista com esta estrutura toda? :)

    Paz e Bem

    Sue

  8. Sidnei

    Essa questão das escolas religiosas serem as primeiras no ENEM mas que atendem apenas as camadas mais elevadas da população eu também diria que se a Igreja por meio das suas escolas não dá para atender todos os pobres pelo menos o governo deveria imitar estas escolas aplicando na rede pública o mesmo que as direções dos colégios particulares aplicam em sua rede de ensino, sobretudo, o custo que se aplica na rede particular o governo deveria aplicar também na rede pública, só que gratuitamente, e a grade curricular bem como a disciplina, mas muitos poderão dizer que o custo na rede particular é mais cara que a rede pública e por isto é inviável aplicar tal custo, bem, se o governo deixasse de lado programas que não tem nada haver com a gestão governamental, deixar de esbanjar dinheiro a vontade a aplicasse mais na educação garanto que teria sim e até sobraria em aplicar um custo igual ou semelhante na rede pública tal qual se aplica nas redes particulares.

  9. Euripedes Costa

    Que a Paz esteja com vocês!

    Cara Sue, infelizmente não tive tempo de me manifestar antes. Nessa minha intervenção também estarei me manifestando sobre o que disse o Sidnei.

    Assim narra o evangelho de Mc(10,17-): “Quando Jesus saiu de novo a caminhar, um homem foi correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou: «Bom Mestre, que devo fazer para herdar a vida eterna?» Jesus respondeu: «Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e ninguém mais. Você conhece os mandamentos: não mate; não cometa adultério; não roube; não levante falso testemunho; não engane; honre seu pai e sua mãe.» O homem afirmou: «Mestre, desde jovem tenho observado todas essas coisas.» Jesus olhou para ele com amor, e disse: «Falta só uma coisa para você fazer: vá, venda tudo, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me“.

    Como podemos ver, são palavras do próprio Cristo que não dá para tangiversar. Frise-se que Jesus se utiliza de verbos no imperativo: “vá, venda tudo, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu dinheiro. Depois venha e siga-me.”.

    As palavras acima falam por si só e vem confirmar a atitude daqueles que almejavam o Reino dos Céus proposto por Cristo e narrado em Atos dos Apóstolos, os quais mostram o quão forte era o sentimento de compartilhamento preconizado pelo próprio Jesus.

    Particularmente, face ao exposto acima, não acredito que seja o desejo de Deus. Para mim, a AUTORIDADE NÃO provém do poder material, MAS SIM no imaterial, de tesouros no céu, ou seja, da prática do bem, da preocupação para com o próximo, da constituição de uma nova relação humana entre os homens e com Deus. Enfim, tal percepção deve partir do íntimo de cada um de nós.

    Um abraço,

    Euripedes Costa.

  10. Euripedes Costa

    ERRATA

    Onde se lê: “tesouro no céu dinheiro. Depois venha e siga-me.”.

    Leia-se: “tesouro no céu. Depois venha e siga-me”

  11. Euripedes Costa

    Que a Paz esteja com vocês!

    Assunção, qual é a sua opinião sobre o apartamento adquirido pela arquidiocese do Rio de Janeiro, avaliado em cerca de R$ 2 milhões de reais, sendo posteriormente dispensados 70 funcionários da arquidiocese para contensão de gastos?

    Eu trago essa questão justamente porque guarda correlação com o que estamos a discutir.

    Um abraço,

    Euripedes Costa.

  12. Sidnei

    Sr. Euripedes Costa, embora a questão tenha sido direcionada ao Assunção Medeiros gostaria também, de responder esta questão e digo que fiquei escandalizado por esta notícia, decepcionado com Dom Eusébio e Feliz por Dom Orani ter tomado a atitude de dispensar o padre que fez a compra do apartamento como ecônomo, ou melhor dizendo, o administrador financeiro da Arquidiocese do Rio de Janeiro e chamou de volta o antigo ecônomo para retomar a administração das finanças da Arquidiocese, não vejo porque comprar um apartamento tão caro e enorme para o Bispo Emérito Dom Eusébio já que ele poderia se hospedar quando viesse para o Rio de Janeiro em qualquer mosteiro, seminário, convento ou na própria residência do Bispo, por isto fiquei muito decepcionado com Dom Eusébio pois sempre gostei dele sobretudo quanto a defesa da fé católica, sua luta contra o aborto e outras ideologias que vão contra a fé católica, no entanto, bastou tal falha para ver minha admiração por este homem ir por água abaixo, no entanto se por um lado diminuiu minha admiração por Dom Eusébio por outro lado aumentou minha admiração por Dom Orani, quando ele foi indicado para ser o novo Arcebispo do Rio de Janeiro o Jorge Ferraz trouxe aqui a sua indicação e muitos não gostaram de tal indicação, eu fiquei quieto em meu canto sem dar minha opinião, no entanto, já os primeiros atos de Dom Orani já demonstram aquilo que já pressentia, o Rio de Janeiro tem novamente um Arcebispo na altura de Dom Eugênio Sales, pois Dom Eusébio não só me decepcionou com relação a compra desse apartamento como também desfez de muitas obras de Dom Eugênio que eram obras magníficas que demonstravam uma verdadeira caridade cristã, não ficava apenas no assistencialismo mas ia além disto, que o pessoal do Rio de Janeiro que entrar aqui, que o digam o que se passou por esta passagem de Dom Eusébio pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, espero que Dom Orani já no começo deu amostras de realizar um bom episcopado, que ele trilhe os passos de Dom Eusébio no que tange a defesa da fé católica porém não os passos tortos deste mesmo arcebispo no que tange a um escândalo como a compra deste apartamento.

  13. carlos

    Caros,
    Pegando um gancho que no que disse o Sidnei algumas mensagens acima, Cristo não só nada falou contra a magnificência e riqueza do Templo de Jerusalém, como expulsou aqueles que o profanavam.
    Esse senhor Eurípedes Costa, com essa mentalidade miserabilista e demagógica, só pode ser comunista ou simpatizante da maldita Teologia da Escravidão, de Freis bofes e betos.
    Para Deus, Sr. Eurípedes, deve-se dar o melhor. Saiba que até o sangue dos carneiros e cabritos sacrificados no Antigo Testamento tinha que ser recolhido em vasos de ouro. Se o sangue de animais tinha que ser recolhido em vasos de ouro, imagine-se com que material deveria ser recolhido o Sangue de Cristo, que é derramado na Missa para a remissão dos nossos pecados. Portanto, para a Igreja de Cristo, toda grandeza é pouca.
    Certamente o Sr. Eurípedes desejaria igrejas de compensado e que o papa morasse num barraco qualquer da favela.
    Quanto ao argumento de que os primeiros cristãos eram comunistas, nada mais falso. Se aqueles primeiros convertidos tinham o hábito de colocar os bens aos pés dos apóstolos, era apenas por questões circunstanciais. Tratava-se de uma minoria perseguida e incompreendida e por isso necessitavam da maior coesão possível. Por isso, em reconhecimento aos apóstolos e por caridade para com os menos favorecidos, entregavam seus bens nas mãos dos apóstolos, que eram infalíveis e certamente excelentes administradores.
    MAS NINGUÉM ERA OBRIGADO A FAZER ISSO! E a prova é que quando São Pedro fulminou Ananias e Safira, que venderam um terreno e entregaram ao apóstolo apenas uma parte do dinheiro, dizendo que era o preço total, São Pedro disse a Ananias o seguinte. ‘Ananas, por que é que Satanás invadiu o teu coração a ponto de te levar a mentir ao Espírito Santo e subtraíres uma parte do preço do terreno (interrogação – problema no teclado) NÃO PODIAS TU CONSERVÁ-LO SEM O VENDER(interrogação) E, depois de o teres vendido, NÃO PODIAS DISPOR LIVREMENTE DO VALOR DO TEU PREÇO EM TEU PODER(interrogação) (Atos, cap. 5, vers. 3 e 4).
    Logo, não estava abolido o direito de propriedade. Nem todos punham seus bens em comum e aqueles que o punham provavelmente só o faziam em relação a uma parte desses bens. Comunismo na Igreja, nunca! A propósito, o único dos apóstolos que manifestava essa tendência demagógica e miserabilista era… Judas Iscariotes, que numa ocasião se queixou porque uma mulher quebrou um vaso de perfume caro para perfumar Nosso Senhor. Judas falou igualzinho a um teólogo da libertação. ‘Que desperdício! Era melhor vender esse perfume e dar o dinheiro aos pobres’. Vejam como essa história de usar ‘os pobres’ como pretexto é antiga entre os revoltados…
    Um abraço.
    Carlos.

  14. Euripedes Costa

    Que a Paz esteja com vocês!

    1. Não é necessário que se tenha que viver em casebres de tapume ou em casas de compensado, ou afins. Trago como referência a residência do episcopado da diocese lá da cidade de Santos-SP. A residência do bispo não é nenhum palácio episcopal, como o Palácio dos Manguinhos, aí de Pernambuco, ou como o Palácio São Joaquim, lá do Rio de Janeiro e tampouco é um casebre ou um barraco de tapume. Constitui-se numa residência comum que contém uma capela e que em nada compromete a dignidade e a atividade episcopal.

    2. A grandeza de Deus não estava no Templo de Jerusalém. Todos sabemos o que aconteceu com este Templo. A propósito há uma citação em Lc (21, 5-7), que assim narra: “Algumas pessoas comentavam sobre o Templo, enfeitado com pedras bonitas e com coisas dadas em promessa. Então Jesus disse: Vocês estão admirando essas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.”. Para mim, o nosso corpo é o mais belo Templo construído por Deus para que nele Ele possa habitar.

    3. Eu apenas reproduzi as manifestações presentes nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos que relatam os comportamentos dos primeiros cristãos. Em nenhum momento conclui que os primeiros cristãos seriam comunistas. Não dá nem que se falar em comunismo, pois à época tal conceito nem existia. Jesus propõe a constituição de uma sociedade baseada na solidariedade, na constituição de uma IRMANDADE SINCERA e FRATERNA, onde o abrigo e o pão de cada dia não lhes faltariam se compartilhassem tudo entre todos, propondo desse modo a construção de uma nova relação entre os homens.

    4. Não concordo com quaisquer teologias que difundam um conceito de partilha via organização de “movimentos sociais”, que inclusive fazem uso da violência a pretexto de promover “justiça social”. Diga-se de passagem que a proposta de Barrabás – que era um Zelota – era de libertar, por meio da espada, o povo do julgo do Império Romano; enquanto Judas Iscariotes – que também era um Zelota – acreditava que poderia persuadir Jesus a liderar o povo numa revolta.

    5. Sobre o episódio que narra o que aconteceu a Ananias é interessante fazer uma leitura de At (5, 1-13), porém aqui trago apenas os versículos 3 e 4: “Pedro, porém, disse: Ananias, por que tomou conta Satanás do teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e enganasses acerca do valor do campo? Acaso não o podias conservar sem vendê-lo? E depois de vendido, não podias livremente dispor dessa quantia? Por que imaginaste isso em teu coração? Não foi aos homens que mentiste, mas a Deus.”. Portanto, o apóstolo Pedro questiona o comportamento de Ananias que MENTIU AO GUARDAR PARA SI PARTE da quantia que obtivera com a venda, dizendo ter auferido uma quantia menor. COMO ELES (Ananias e Safira) SE PREDISPUSERAM LIVREMENTE INTEGRAREM-SE, ENTÃO DEVERIAM FAZÊ-LO POR INTEIRO, DE MODO SINCERO E VERDADEIRO. A administração feita pelos apóstolos daquilo que lhes era entregue se constituía em distribuir a cada qual segundo a necessidade de cada um, conforme narram os Atos dos Apóstolos. Em relação ao óleo, Judas reclamara do seu uso, porque estaria a disperdiçar algo que pretendia vender e com isso auferir uma boa quantia, pois tinha consigo o propósito de aparelhar uma possível revolta, bem como de persuadir Jesus para liderá-la.

    6. Jorge, em relação a sua dúvida, esclareço que nunca vendi propriedade alguma e dei aos pobres porque nunca possui tal riqueza. Nunca fui rico ou detentor de posses que pudesse dar aos pobres, porém se tivesse dar-lhes-ia um destino compatível com a proposta de Cristo. Mas posso lhe relatar, por exemplo, algo que me acontecera. Certa vez um rapaz solicitou-me dinheiro para pegar um ônibus, entretanto naquele dia eu só tinha uma cédula comigo no bolso. Como seria possível eu retornar a pé e como a minha percepção fora de que o pedido do rapaz era sincero e que o lugar para onde pretendia ir era muito mais distante, entreguei a única cédula que detinha e retornei a pé. Espero ter respondido a sua dúvida. Bem, o Sidnei abordou sobre o imóvel adquirido pela arquidiocese do Rio; entretanto também gostaria de saber qual é a sua posição sobre esse assunto?

    Paz e Bem

    Euripedes Costa.

  15. Sidnei

    Mesmo que a grandeza de DEUS não estivesse no templo de Jerusalém, ainda assim JESUS nunca foi contra a santidade e grandiosidade deste templo, e quando ele profetizou que aquele templo não ficaria pedra sobre pedra ele profetizou não só a destruição do templo mas de toda Jerusalém o fim da nação de Israel a dispersão do povo de Israel na chamada diáspora enfim o fim trágico sendo representado como símbolo máximo a destruição do templo e o fim das funções sacerdotais levíticas os sacrifícios antigos que seriam substituídos pelo verdadeiro sacerdócio o de JESUS CRISTO o qual os presbíteros e epíscopos participariam de tal sacerdócio agindo conforme a JESUS CRISTO e os sacrifícios antigos seriam substituído pelo único e verdadeiro sacrifício que não se repete mas se torna presente em nossos altares pela Santa Missa que é o próprio sacrifício de CRISTO na cruz, horas, se os sacrifícios antigos e imperfeitos eram feito em um templo de dimensões e riquezas tão grandes porque não o verdadeiro e único sacrifício que se faz presente na Santa Missa não pode ser também?, e outra atendo, quanto a Judas querer que não desperdiçasse o óleo porque queria vender para provar uma revolta parece meio duvidoso, o que há no evangelho é que ele queria que não desperdiçasse aquele óleo e vender porque era ladrão, mas no fundo no fundo há sim uma lógica com relação a aqueles que falam que é um desperdício em de se construir belas Igreja quando há muito pobres por aí, só porque há pobres por aí então não poderemos mais ter um casa bonita para nós e também para DEUS para aí louvá-lo e adorá-lo?, se há pobres e temos que construir Igrejas coloquem estes pobres para trabalhar na construção dela em troca de um salário digno que façam ter o seu pão de cada dia, o que é melhor, dar esmola através de bolsa família, bolsa auxílio, cesta básicas ou construir Igrejas dando emprego e um salário digno para estas pessoas?.

  16. Paulo Roaberto

    Parabéns ao Deus Lo Vult. Deus nos quer na verdadeira Igreja de Cristo, A Igreja Católica Apostólica Romana. “As portas do inferno nunca irão vencê-la”, disse Jesus.Realmente, a Record do Edir Macedo vasculha todos os dias pequenas coisas e a transformam em monstros para denegrir a Igreja Católica. Nunca citam sequer uma obra da Igreja Católica a favor dos pobres e miseráveis no mundo inteiro. A falsa igreja do Edir Macedo é obra satânica: engana miseráveis para tirar-lhes o dinheiro. Engana ricos ignorantes da fé e da sã doutrina.É uma empresa safada. O próprio Edir Macedo ensinou que vale a pena insistir, pois sempre haverá os que ficarão impressionados com os teaztros, encenações, falsas curas e falsos exorcismos e, portanto, sempre haverá os desesperados para darem dinheiro a esta cambada de safados.

  17. João Carlos

    Caro Jorge.
    Infelizmente os comentários tendenciosos de alguns, mudaram o foco da sua postagem.
    Na minha opinião, um bom provérbio para se referênciar o bispo Macedo seria: “Eu sou o pedágio do caminho do Céu! Se não pagar não sobe não, meu irmão!”
    Abraço!