Curtas

closeAtenção, este artigo foi publicado 8 anos 7 dias atrás.

– Boa notícia número 1: Hospital de NY é processado por obrigar a enfermeira católica a participar de aborto. “[A enfermeira] Cenzon-DeCarlo recordou a seus supervisores que não podia participar do procedimento [de aborto], mas lhe disseram que se não o fizesse seria acusada de ‘insubordinação e abandono do paciente’ que poderia resultar em uma ação disciplinadora e a possível perda de seu trabalho e sua licença de enfermeira. A ADF processou o Mount Sinai por violar o direito à objeção de consciência da enfermeira”. Vamos ver no que vai dar.

– Boa notícia número 2: Los psicólogos de EE.UU. podrán ayudar a combatir los impulsos homosexuales. “La Asociación Americana de Psicología (APA) acaba de admitir que es ético –y puede resultar beneficioso- que los terapeutas ayuden a sus pacientes a rechazar los impulsos homosexuales. Este cambio de rumbo resulta sorprendente, si se tiene en cuenta que hasta ahora la terapia más generalizada entre los psicólogos es la afirmativa, es decir, la que dirige a pacientes con estos conflictos a admitir y desarrollar su orientación sexual”. Enquanto isso, no Brasil, a patrulha da Gaystapo é forte e poderosa – vide Rozangela Justino…

– Convite recebido por email:  Lançamento do Livro do Prof. Elcias Ferreira da Costa (já aqui comentado), “Dom José Cardoso Sobrinho: A vitória da Fé”.

Data: 12/09/2009 (quarta-feira)

Local: Sede da CNBB

Endereço: Rua Dom Bosco, 908, Boa Vista, Recife-PE
(próximo da Rádio Recife FM e ao Supermercado Comprebem)

Horário: 19h às 21h

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8 thoughts on “Curtas

  1. Blog Mallmal

    Vão perder de novo.

    Jorge, esse assunto é batido.
    Se você quiser abrir essa brecha, poderá se sujeitar à situação em que médicos testemunhas de Jeová tenham “licença para matar” os seus pacientes que necessitam de hemoderivados.
    Quando a cidadã em questão graduou-se enfermeira sabia que poderia participar de tais procedimentos, assim como também o sabia quando aceitou emprego no referido hospital.

    Como coloquei em outro post, trata-se tão somente de relativização. Ela não é a responsável pelo procedimento, seja direta ou indiretamente. Cabe a ela, portanto, fazer o possível para ajudar a gestante, concordando ou não.

    Isso é má prática profissional, para dizer o mínimo. Para dizer o que penso, diria que é o mesmo que tentar se isentar de um procedimento por “nojinho” ou coisas do tipo…

  2. Edu

    Quanto a sua boa notícia número 1 eu não vi boa notícia nenhuma, eu explico, se essa mulher se diz católica consequentemente ela deve entender o aborto como um crime gravíssimo contra deus, ela FOI PARTICIPE DO ASSASSINATO DE UM BEBÊ segundo suas próprias crenças religiosas. Por que ?

    Simplesmente para não perder o empreguinho ? Medo de perder a licença ?

    Não tem senso crítico ? O emprego dela valia mais que uma vida ?

    Ela poderia não conseguir impedir o aborto, mas isso não lhe impedia de não participar do procedimento, de ficar firme, de pé sobre os próprios pés, não se arrastando na sargeta por um emprego, que ela seguisse vivendo e sendo os valores aos quais diz dar importância (ou firme em deus, como queiram).

    Quanto a pricípios não se transige. Embora eu não acredite em qualquer espécie de divindade valores são valores, e ela dizia crer nesses valores católicos.

  3. Relativista

    Concordo com o Blog Mallmal. Um servidor público também não pode deixar de ser um laranja do chefe em algum esquema de falcatrua só por “nojinho” ou coisa do tipo. Deve ser profissional e acatar as ordens superiores.

  4. Pedro M

    Engraçado que, quando se fala de objeção de consciência, aparece um monte de médico Testemunha de Jeová. Duvido que sejam em número significativo na classe médica.

    Mas como o debate, mesmo que apoiado em fatos, está na esfera da argumentação hipotética, aponto as seguintes falácias:

    1) A premissa de que o aborto era para “ajudar a gestante” é falsa. Não se sabe se a mãe corria risco de morte. Como o aborto é legalizado nos EUA e as gestações de risco que induziriam o médico a sugerir o aborto são em número muito inferior às saudáveis, é mais provável que o referido aborto era por opção da mãe. Aí cabe perfeitamente a objeção de consciência sem prejudicar ninguém (e, de quebra, ainda salva a vida do bebê).

    2) Auxiliar no procedimento é tomar parte dele e concorrer para que ele ocorra. Se a enfermeira não responde por ele judicial ou administrativamente, não segue que esteja livre de consciência, porque ainda assim tomou parte dele — e a consciência não pode ser inibida pelo simples aliviamento normativo.

    3) Considerando o mais provável, que não havia risco de morte (cabendo aí escolha), o procedimento não é obrigatório (ninguém é obrigado a abortar, por mais que seja legalizado), nem o único possível, nem necessário do ponto de vista médico. Se há possibilidades de ação, então a enfermeira não é obrigada a participar desse procedimento, que ela considera antiético, só porque já sabia que era possível de ser convocada para tal.

    Sem falar, Mallmal, que você sempre argumentou que o feto era considerado humano após a 20ª semana, ao menos com base na legislação brasileira. A legislação dos EUA não faz essa distinção. Quer dizer então que os americanos demoram mais pra virar gente do que os brasileiros? É isso que dá definir, por força de lei, o início da vida humana após a concepção.

  5. profeta do profano

    sobre a nº 2, o Joreg (pra variar) omitiu um detalhe crucial:

    “Según las nuevas orientaciones de la APA, el terapeuta debe dejar claro que la homosexualidad no es un trastorno mental.”

    ou seja, a orientação é de dar ajuda psicologica a quem vai buscar ajuda, discartando a indução religiosa por meio de propagandas insidiosas a “cura” para uma doença que não existe da sra Rosangela Justino.

  6. Michele Oliveira

    Amigos, o mundo é passageiro. O que importa é agradarmos a Deus e não aos homens. Utilizemos a nossa objeção de consciência, sim, e mesmo que possa ser presa, antes isso que cair na geena, como bem falou Jesus Cristo.Somos odiados pelo mundo porque o discípulo não pode ser mais que o mestre.

  7. Pingback: Deus lo Vult! » Psicologia, índios e cigarros