Qual é MESMO o Oitavo Mandamento?

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 11 meses 28 dias atrás.

Há quase seis meses, o Veritatis Splendor publicou um texto sobre o desprezo do Magistério Ordinário. Há quase seis meses, o blog Pacientes na Tribulação protestou contra este texto. Há quase seis meses, eu publiquei aqui no Deus lo Vult! alguns comentários sobre o texto do Pacientes na Tribulação. Por quase seis meses, o assunto pareceu ter morrido. No entanto, hoje, a paciência de alguns parece ter se esgotado, porque foi publicado, no supracitado blog, um texto atacando a mim.

Não vou me demorar nesta bobagem que considero uma monumental perda de tempo. O Deus lo Vult! foi acusado de ser “um advogado do diabo”, de fazer algo que “já é diabólico”, de ter “uma desonestidade intelectual assustadora”, de “incoerência e parcialidade”. Tudo bem. Afinal de contas, cada um é obviamente livre para achar o que quiser deste blog que mantenho. Registre-se a opinião do autor cujo nome não está no “About” do Pacientes na Tribulação [p.s.: achei o nome do autor, está nos comentários e no canto inferior direito da página].

Tampouco vou me demorar na inútil polêmica entre apostolados que os que se auto-intitulam “a Tradição” parecem querer cultivar a todo custo. Primeiro fato: ninguém é citado nominalmente no texto original do Veritatis, apenas uns genéricos “tradicionalistas anti-Vaticano II”. Segundo fato: já no próprio título, o autor do texto-protesto do Pacientes na Tribulação chama o Veritatis de hipócrita. Os fatos estão nos links acima, ao alcance de qualquer um pelo módico custo de um clique, e falam por si sós.

O que eu não entendo é a necessidade de se fazer um escarcéu em cima disso. Se alguém quer refutar um texto, refute-o simplesmente. Os ad hominem sejam usados com parcimônia. Pressuponha-se a boa fé dos interlocutores. Por exemplo, no caso em pauta, a única sentença atribuída diretamente aos “tradicionalistas anti-Vaticano II” no texto do Veritatis Splendor é “ninguém é obrigado a aceitar o Concílio Ecumênico Vaticano II porque este não foi um Concílio dogmático, não falou em Magistério Extraordinário”. A resposta do Pacientes na Tribulação – “nós rejeitamos os textos do concílio (ao menos parcialmente) porque eles contém erros contra a Fé, e não simplesmente porque o concílio não foi infalível” – é relevante, mas é feita com tanta pirotecnia que o texto se presta, sim, muito mais a atacar o VS do que a defender o que quer que seja.

E a cortina de fumaça levantada – os apelidos depreciativos, as acusações de má fé, de hipocrisia, de desonestidade intelectual e tutti quanti – obscurece o que é importante na discussão. As perguntas relevantes aqui são: quem disse que o Vaticano II contém erros contra a Fé? Qual a autoridade de quem pronunciou esta sentença? A afirmação clara e direta do Pacientes na Tribulação é rara até mesmo entre os críticos do Vaticano II (a acusação mais comum é a de ambigüidade). Mas, obviamente, não é porque o autor desconhecido de um blog Márcio disse em negrito que o Concílio “contém erros contra a Fé” que isso passa, ipso facto, a ser verdade. A propósito, acaso é atitude de um bom católico lançar publicamente acusações seriíssimas que nunca foram demonstradas de maneira cabal? O que era mesmo que se estava falando sobre o Oitavo Mandamento da Lei de Deus?

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6 thoughts on “Qual é MESMO o Oitavo Mandamento?

  1. Renato Lima

    On Agosto 22, 2009 at 5:43 pm Márcio Said:
    Renato,

    Eu vi. O Jorge só esqueceu de responder ao meu questionamento: o VS tinha o direito de inventar argumentos e atribui-los a nós? Este era o mérito da questão, mas o Jorge continua se esquivando e não responde ao que realmente interessa.

    E, depois, tenta me acusar de cometer pecado contra o oitavo mandamento porque eu teria acusado o Concílio Vaticano II de conter erros. Meu Deus, quanta falta de argumento!!! Todas as minhas críticas ao CV II estão argumentadas. Se ele quisesse levar a sério a discussão, deveria rebater os meus argumentos. Aliás, eu já tive a oportunidade de questioná-los sobre isso, mas ele preferiu permanecer em silêncio.

    Caso bem diferente é o VS, que nos acusa sem provas. Simplesmente inventaram argumentos e os atribuíram a nós. E ainda há quem queira dizer que nós estamos errados em nos defender, e não aceita que foi parcial na questão. Fazer mais o que quê para convencer uma pessoa assim?

    AMDG,

    Márcio

    On Agosto 22, 2009 at 5:58 pm Renato Lima Said:
    Márcio, você quer que eu coloque o seu comentário no blog do Jorge?

    On Agosto 22, 2009 at 6:06 pm Márcio Said:
    Se quiser pode colocar.

    Depois eu vou escrever mais a este respeito. Eu tenho muitos outros argumentos para expor. Inclusive uma pergunta sobre o CV II que eu fiz para o Jorge há vários meses, no blog dele, e ele se recusou a responder.

    On Agosto 22, 2009 at 6:09 pm Márcio Said:
    Aliás, convido a todos que estão chegando no meu blog através do link do Deus lo Vult a estudar a questão e responder à pergunta: o VS tinha o direito de inventar argumentos e atribui-los a nós?

    Pergunta simples. Só não responde que não quer enxergar a verdade.

  2. júnio

    Jorge,

    suas mesmas perguntas cabem também as pessoas que escrevem os artigos que atacam os tradicionalistas.

    Mesma medida.

  3. Sizenando

    Gostaria de responder a Pergunta de Renato Lima e Márcio

    Os argumentos não foram inventados, são reais e verdadeiros e foram atribuídos a todos os falsos tradicionalistas que defendem um radicalismo fanático beirando ao SEDEVACANTISMO PRÁTICO!

    Ps. 50% dos textos lidos e aprovados pelo Sr. Renato Lima são provenientes de sites Sedevacantistas declarados, e ele diz que não tem nada a ver !

    Pode ?

    Paz para todos.

  4. Ângela

    Sr. Sizenando,
    O que o sr. diz, tem um valor…
    Então, diz aí o mundo vai mesmo acabar em 2012???,