Os gays e o Reino dos Céus

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 8 meses 19 dias atrás.

Não achei em ZENIT, nem no site do Vaticano, nem na Radio Vaticana, nem em lugar nenhum. Mas saiu em R7 e no Estadão: “Cardeal diz que homossexuais ‘não entrarão no reino dos céus'”.

O cardeal é S.E.R. Javier Lozano Barragan, “[e]x-presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde”. Segundo a mídia secular, as declarações foram feitas ontem, quarta-feira, 02 de dezembro, à agência de notícias italiana Ansa.

Do Cardeal Barragán, não conheço quase nada. Encontrei no google uma mensagem proferida na Jornada Mundial contra a AIDS, em 2005; outra por ocasião do 56º dia mundial dos Doentes de Lepra, em 2009. Não sei em qual contexto foram feitas as declarações à Ansa; no entanto, sei que as palavras do cardeal podem ser e serão (se é que já não foram…) distorcidas, de modo que gostaria de tecer alguns comentários ligeiros.

Antes de mais nada, o cardeal está certo, objetivamente. É óbvio que os pecadores não entrarão no Reino dos Céus, por definição: o Céu é o lugar onde não existe pecado. Se isto for considerado “discriminação”, e se é insuportável à mentalidade igualitarista dos nossos dias, paciência. O Céu discrimina: n’Ele, só entram os justos. Nosso Senhor discrimina: separa os justos dos pecadores, as ovelhas dos bodes, o trigo do joio.

Ademais, a passagem bíblica referida por Sua Eminência é a epístola de São Paulo aos Romanos, Capítulo 1, versículos 26ss; “paixões vergonhosas”, “relações contra a natureza”, “torpeza” e “desvario” são expressões utilizadas pelo Apóstolo. Portanto, se há “homofobia”, ela está nas Escrituras Sagradas, e não no discurso do cardeal mexicano!

Esta é a verdade, e ela não pode ser mudada em atenção aos melindres dos que não acreditam em Deus. Os actos homossexuais, desordenados objetivamente, são pecaminosos. Não há espaço para o pecado na presença do Deus Altíssimo. A conclusão que se impera é imediata: não, não há lugar para os homossexuais no Reino dos Céus. Nisto, está certo o cardeal mexicano. Há, no entanto, uma ressalva – óbvia para os católicos – que precisa ser feita, para evitar as distorções dos anti-clericais de todos os naipes.

Não há espaço no Reino dos Céus para homossexuais ou para adúlteros, para prostitutas ou para ladrões, para assassinos ou para idólatras; mas há espaço – e muito! – para os penitentes e os arrependidos. Assim, a resposta à pergunta “o que é ser homossexual?” tem uma importância fundamental para que se entenda o que disse o cardeal Barragán.

Se “homossexual” for o indivíduo praticante que comete os seus atos desordenados sem se arrepender deles, então a sua entrada na Vida Eterna – como a de qualquer pecador – está condicionada ao arrependimento de suas faltas. No entanto, se “homossexual” for o indivíduo que tem tendências a se afeiçoar por pessoas do mesmo sexo e, mesmo assim, heroicamente, luta contra as suas más inclinações e se esforça por levar uma vida reta e agradável aos olhos de Deus, então é deste que é o Reino dos Céus. E estes, como as prostitutas arrependidas, preceder-nos-ão no Reino. Outro sentido às Escrituras Sagradas não pode ser atribuído levianamente. Tachar a Verdade de “homofóbica” não a torna menos premente.

Gostou? Compartilhe!Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Email this to someonePrint this page

64 thoughts on “Os gays e o Reino dos Céus

  1. Sidnei

    Tem pessoas que acreditam que a descoberta de um remédio já é suficiente para a cura de uma doença, não passando pela cabeça que a aplicação deste remédio para a cura da doença e seguir o tratamento recomendado pelo médico para que se evite novamente o contágio da doença e essencial para salvar alguém da morte que esta doença possa provocar, assim é com o pecado, se CRISTO morreu (a descoberta do remédio para a cura do pecado) por todos, porém nem todos se salvarão, a não ser aqueles que crêem em JESUS como Salvador e Redentor ( a aplicação do remédio) e seguir, obedecer e praticar tudo o que ELE ensinou, através das práticas das boas obras, a obediência aos dez mandamentos, a Igreja, a recepção dos sacramentos e a prática da oração (tratamento recomendado para se evitar cair no pecado, crescer sempre mais na graça de DEU e não perder a salvação, por CRISTO conquistada no alto da cruz e aplicada em nós mediante a fé).

  2. João de Barros

    Caro Profeta:

    Há inúmeras evidências científicas mostrando que a propensão ao alcoolismo é genética. Seja como for, o alcoolismo foi apenas um exemplo. O comportamento violento, a obesidade, a depressão etc. são características humanas que também têm uma base genética, mas isso não significa que tais comportamentos devem ser considerados normais nem muito menos incentivados.

    Veja bem: o homossexualismo, embora exista na natureza, é causado por uma situação anormal: ausência de indivíduos do sexo oposto devido a um motivo qualquer. É fácil entender que uma espécie que tenha um grande número de indivíduos homossexuais está fadada à extinção.

    “Natural” pode realmente significar aquilo que existe na natureza. Nesse sentido, o homossexualismo é sim natural. Mas o assassinato, o canibalismo, o roubo, o incesto, o estupro etc. também são comuns na natureza. Logo, são naturais.

    Devem então ser considerados normais quando praticados entre seres humanos? Claro que não, pois embora esses comportamentos estejam de acordo com a natureza dos animais *irracionais* não estão de acordo com a natureza *racional* do homem. Logo, o canibalismo, por exemplo, poderá ser natural em alguns animais, mas será sempre anti-natural nos seres humanos.

    Note que neste blog a palavra “natural” costuma ser utilizada no seu sentido filosófico. Em filosofia, se diz que uma coisa é natural quando está de acordo com suas funções e finalidades. Por exemplo, usar uma chave-de-fendas como se fosse um martelo é anti-natural, pois a função da chave-de-fendas é parafusar e não martelar.

    Assim, o homossexualismo será sempre anti-natural, mesmo quando praticado entre animais selvagens, por ser uma perversão da finalidade última do ato sexual (a reprodução), além da óbvia anti-naturalidade das partes do corpo envolvidas.

  3. JorselinsBarbosa

    Há muito tempo estou tentando obter um exemplar da seguinte obra, citada neste fórum:

    História da Religião e da Igreja, Monsenhor Cauly, Vigário Geral de Reims. Livraria Francisco Alves & Cia.
    Edição de 1913.

    Alguém possui um exemplar? Meu e-mail é [email protected].

  4. CORA

    ESCLARECEDOR O TEXTO JORGE FERRAZ, CLARO E BASEADO NOS VALORES DO EVANGELHO. DEUS NÃO CRIOU O HOMOSSEXUALISMO, O HOMEM FOI CRIADO A IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS E DEUS VIU QUE ERA MUITO BOM, UM PARA COMPLETAR O OUTRO. E LIVREMENTE ESCOLHERAM O CAMINHO PECAMINOSO E FORAM EXPULSOS DO PARAÍSO, MAS VEIO O NOVO ADÃO, POR MARIA, TROUXE A SALVAÇÃO DOS QUE ADERIREM À MENSAGEM DO EVANGELHO. E JOÃO BATISTA SINALIZOU QUE “APLAINAI AS VEREDAS, CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO. NISTO ESTÁ A SALVAÇÃO. E DEUS, ATRAVÉS DO EVANGELHO DEIXADO POR JESUS, BUSCA A CADA NOVO DIA A OVELHA DESCARRADA E ARREPENDIDA.