A purificação da Igreja

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 8 meses 8 dias atrás.

Perguntaram, aqui no Deus lo Vult!, sobre a Igreja “sempre necessitada de purificação” da qual fala a Lumen Gentium. Eu já havia dito, no próprio post, que é necessário distinguir a Igreja em Si dos membros da Igreja. Falar que a Igreja precisa de purificação, portanto, só pode ser entendido como uma metonímia, onde “Igreja” está significando “os membros da Igreja”. Não vejo como possa ser possível um outro sentido para a expressão que preserve a ortodoxia.

Que a Igreja é Santa e Santificante em Si, julgo ser óbvio, e não vou me deter nesta demonstração. No entanto, a Igreja é uma sociedade, é composta por membros, dos quais nem todos são santos. Pode-se perfeitamente dizer que a Igreja é Santa não somente em Si, mas também em Seus membros santos. É neste sentido, portanto, e somente neste, que se pode dizer que a Igreja precisa de purificação: em Seus membros pecadores.

O princípio da não-contradição não diz, simplesmente, que uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Diz que uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo sob um mesmo aspecto, e isto faz toda a diferença. Não é sob o mesmo aspecto que a Igreja é Santa e “precisa de purificação”. A Igreja é Santa em Si. Precisa de purificação em Seus membros pecadores. São modos distintos. Não apenas não há contradição, como isto é um fato incontestável: os membros pecadores da Igreja fazem parte da Igreja e precisam de purificação.

Podem questionar a oportunidade da expressão. Mas é uma discussão infrutífera: não faz diferença, pois o ensino do Magistério deve ser acolhido no seu sentido católico, e não repudiado até que seja expresso da forma que julgarmos melhor. O que a assistência do Espírito Santo garante é a inexistência de erros, e não a mais perfeita formulação das Verdades. Posso concordar facilmente que o texto conciliar poderia ser escrito melhor; não posso concordar, de nenhuma maneira, que isso seja motivo para um leigo descartá-lo.

Até porque não há “invenção” alguma ao dizer que a Igreja precisa de purificação. Os seguintes trechos – os grifos são meus – são dos dois maiores doutores da Igreja, Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, e estão ipsis litteris no “Memória e Reconciliação” da Comissão Teológica Internacional. Antes que mo digam, eu sei que a CTI não é Magistério. Mas não estou argumentando com textos da CTI, e sim com textos de dois doutores da Igreja citados pela CTI. Ei-los:

Observa St. Agostinho contra os pelagianos: “A Igreja no seu conjunto afirma: Perdoai-nos os nossos pecados! Ela, portanto, tem manchas e rugas. Mas, mediante a confissão as rugas são removidas, mediante a confissão as manchas são lavadas. A Igreja está em oração para ser purificada pela confissão, e enquanto os homens viverem na terra isto será assim” (25), E S. Tomás de Aquino precisa que a plenitude da santidade pertence ao tempo escatológico, enquanto a Igreja peregrinante não se deve enganar a si mesma afirmando ser sem pecado: “Que a Igreja seja gloriosa, sem mácula nem ruga, é o objectivo final para o qual tendemos em virtude da paixão de Cristo. Isto apenas existirá, no entanto, na pátria eterna, e não já na peregrinação; aqui […] enganar-nos-íamos se disséssemos não ter qualquer pecado” (26).

[…]

25. St. AGOSTINHO, Sermo 181,5,7: PL 38, 982.

26. S. TOMÁS DE AQUINO, Summa Theologica III q.8 a.3 ad 2.

Memória e Reconciliação, 3.3

Em outro sentido, portanto, não há que se compreender o texto do Vaticano II. Que ninguém o faça; nem para pregar uma doutrina diferente da Doutrina Católica, e nem para instigar a desobediência no seio da Igreja e arrogar-se o direito de julgar o Magistério.

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13 thoughts on “A purificação da Igreja

  1. Francisco

    Texto bom , mas que se tornou necessário justamente, por que não ficou explícito no documento do Vaticano II sobre a Igreja, que a expressão igreja simultaneamente necessitada de purificação se referia aos membros da Igreja. Não sejamos ingênuas de acreditar que é desta forma que o entendem e a utilizam a maioria dos padres de hoje e até alguns bispos. Quando falam Igreja não distinguem membros que, sim, são pecadores, da instituição. Criticar um documento mal formulado não é romper com a Igreja e nem muito menos com o Magistério. É simplismente ter um poquinho de percebção do que se está lendo. É, em fim realizar uma verdadeira leitura e ver o que pode se detrupado pela má formulação. E quanto a leigos não possuírem poder para pelo menos criticar um documento do Concilio Vaticano II que conduz a varias interpretações, lembro que hoje, os leigos nas paróquias, estão podendo muito. Só faltam celebrar missa…o comentário não foi para estender a polêmica. Apenas para esclarecer que não vejo rebeldia e rompimento com a Igreja se constatar que em muitos as aspectos certas colocações dos documentos do Vaticano II precisam ser reformulados. E queira Deus que o seja o quanto antes para o bem das almas e a necessidade de esclarecimentos posteriores.

  2. Jorge Ferraz Post author

    Revmo. pe. Clécio,

    Muito obrigado, padre! Peço que reze por mim.

    Francisco,

    Concordo até facilmente que grande parte do clero de hoje não entende a Igreja de maneira católica. Mas isto é motivo para que defendamos a Igreja contra os que deturpam os Seus ensinamentos; não para que A ataquemos em Seu Magistério.

    Abraços,
    Jorge

  3. André Araújo

    Não devemos atacar o Magistério, é verdade, contudo, os Bispos devem ser arguídos, até mesmo pelos súditos quando a Fé é deturpada, palavras de um santo.

    A obediência cega não excusa, de modo algum a grande responsabilidade dos súditos, e estes trão que prestar contas a Deus. “Padres de Campos”.

  4. Felipe Coelho

    Caríssimo Jorge, Salve Maria Imaculada!

    Faz tempo que não comento nada por aqui, mas nunca deixei de ler seu blog, ainda que nem sempre concordando com tudo, mas frequentemente saindo daqui bastante edificado. Aliás, nas recentes discussões envolvendo o evolucionismo de Bento XVI, foi um verdadeiro suplício para mim não estar com tempo de participar!

    Mas a esta postagem não resisti, até porque, basta-me aproveitar um breve trecho de um longo comentário que preparei há mais de ano, elaborado originalmente para aquela postagem sua, um pouco antiga, em que você citou pela primeira vez em seu blog esse trecho da CTI. Só não o publiquei, na ocasião, porque aquela discussão descarrilou, com a intervenção de um nada ilustre cidadão de Anápolis…

    Enfim, eis minhas duas objeções ao que você argumenta:

    1. A primeira é ao seguinte trecho, que você cita, do documento da C.T.I. (o destaque em maiúsculas e os comentários entre chaves são meus, as reticências são do original):

    « S. Tomás de Aquino precisa que a plenitude da santidade pertence ao tempo escatológico, enquanto A IGREJA peregrinante não se deve enganar A SI MESMA afirmando ser sem pecado: “Que a Igreja seja GLORIOSA, sem mácula nem ruga, é o objectivo final para o qual tendemos em virtude da paixão de Cristo. Isto [i.e., A IGREJA GLORIOSA, TRIUNFANTE (F.C.)] apenas existirá, no entanto, na pátria eterna, e não já na peregrinação; aqui […] enganar-NOS-ÍAMOS [i.e., NÓS, OS MEMBROS DA IGREJA (F.C.)] se dissésseMOS não ter qualquer pecado. »
    (Comissão [Neo]Teológica Internacional, Memória e Reconciliação, 3.3, apud Jorge Ferraz).

    Ora, essa citação de Sto. Tomás (III, q. 8, a. 3. ad 2) reproduz um tratamento apenas parcial da questão; mais completo teria sido reproduzir o tratamento INTEGRAL que o Doutor Angélico apresenta em seu comentário à Epístola aos Efésios, V, 27-28, no qual consta explicitamente, ALÉM do dito acima na Suma, TAMBÉM o seguinte: que, sob outro aspecto, a Igreja é sem pecado já agora, aqui na Terra:

    « Não convém, parece dizer o Apóstolo, que o Esposo, sendo imaculado como é, case-Se com uma Esposa manchada. É por isso que Ele apresenta a Si Próprio A IGREJA NUM ESTADO IMACULADO [= SEM PECADO (F.C.)], JÁ AQUI PELA GRAÇA e no futuro pela glória. »

    (Sto. Tomás de Aquino, Ad Ephesios, V, 27, maiúsculas e observações entre colchetes minhas; cf. os dois parágrafos seguintes, que desenvolvem separadamente cada um desses dois aspectos, aplicando a ambos as palavras de São Paulo “sem mancha nem ruga”, sendo que somente o segundo, como vimos, é tratado no trecho da Suma citado pela CTI…)

    Conclusão:
    – A tese modernista de que “A Igreja peregrinante não se deve enganar a si mesma afirmando ser sem pecado” NÃO TEM respaldo na citação “escolhida a dedo” de Sto. Tomás, feita pela C.T.I., conforme creio ter explicitado com meus comentários entre colchetes;
    – Esta citação de Sto. Tomás nem mesmo reflete a integral doutrinal deste sobre o assunto, a qual, pelo contrário, CONTRADIZ a referida tese modernista.

    Além disso, cá entre nós, é patente que em Efésios V,27 o Apóstolo se refere, antes de mais nada, à Igreja presente!

    2. Quanto ao significado do trecho da Lumen Gentium 8, impugnado pelos tradicionalistas, é difícil negar que seja o significado modernista, tanto pela história da elaboração do texto, quanto pelo fato de que é o próprio Bento XVI quem o afirma:

    O próprio Concílio Vaticano II teve a coragem de já não falar apenas da Igreja santa, mas também da Igreja pecadora; se há uma crítica a fazer ao concílio, só pode ser a de ter sido até muito tímido em sua afirmação, tendo em vista a intensidade da impressão de pecaminosidade da Igreja na consciência de todos nós.”
    (Pe. Joseph RATZINGER, Introdução ao Cristianismo, São Paulo: Loyola, 2005, p. 250).

    E, para não deixar dúvidas sobre o pensamento do autor aí exposto: logo em seguida ao trecho citado, Ratzinger remete ao “grande ensaio de H. U. von Balthasar, Casta meretrix” (ibid., p. 250, nota 1), sobre o qual, acrescento eu, vale a pena ler a refutação, por Biffi, da citação de Santo Anselmo que lhe serve de título: cf. http://advhaereses.blogspot.com/2008/07/igreja-nao-e-santa-e-pecadora.html

    E, pouco depois, afirma o Pe. Ratzinger que a santidade do Senhor “[é] santidade que briha como a santidade de Cristo em meio ao pecado da Igreja.” (ibid., p. 251).

    Por fim, Ratzinger parece-me inclusive reinterpretar — e de maneira blasfema!? — o próprio conceito de santidade (como observa o bispo Williamson, ele “reinterpreta todos os dogmas”):

    “Ele [Nosso Senhor Jesus Cristo] atraiu a si o pecado, fazendo com que [o pecado] se tornasse parte dele, para revelar dessa maneira o que é ‘santidade’ verdadeira: não discriminação, mas união, não julgamento, mas amor que salva.” (ibid., p. 252).

    Como quer que seja, o fato é que ele afirma aí claramente que o Vaticano II, com a expressão de LG 8, quis, sim, afirmar que a Igreja é pecadora, e não somente Santa como afirma o Credo dos Apóstolos.

    Em suma: a CTI, presidida por Bento XVI, mente, deturpando Santo Tomás, para inculcar a doutrina modernista da Igreja militante “pecadora”, heresia esta que, segundo o mesmo Bento XVI, é ensinada pelo Concílio Vaticano II em Lumen Gentium cap. 8.

    Como escapar a essas duas conclusões, caríssimo Jorge? E aproveito para estender a pergunta a quem elogiou esta sua postagem.

    Um abraço amigo,
    Em JMJ,
    Felipe Coelho

  5. Rodrigo

    Caro Felipe,

    Então você acha que o Papa Bento XVI é um herege????

  6. Renato Felipe

    Caro Jorge,

    Obrigado pelas citações, não as conhecia. É bom saber o que pode ter servido de fundamento para certas teses: desse modo, se os fundamentos são sólidos e foram corretamente interpretados, torna-se claro à inteligência o que antes era escuro como o breu. O Felipe Coelho, no entanto, opôs fortes argumentos contra a que me parecia ser a mais robusta delas.

    Mas quero voltar ao texto da Lumen gentium.

    Não sou estudioso de teologia nem especialista em CVII. Sou leigo em todos os sentidos. Você, porém, está acostumado a essas questões e saberá esclarecer-me.

    Claro está que a Igreja é santa e santificadora. Isso nos ensina o Catecismo, é católico. Claro também que a Igreja encerra pecadores no seu seio. O contrário é heresia.

    Claro, porém, não está que a Lumen gentium afirma isso, considerando a Igreja sob aspectos diferents, mediante o uso de metonímia. Todo o parágrafo 22, que a famigerada frase arremata, refere-se à eclesiologia, à natureza da sociedade fundada por Cristo, e não aos membros que a compõem. É de estranhar que apenas no final dele se lance mão de tal recurso. Vem uma extensa correlação entre o Esposo e a Esposa (assim como Cristo fez isso, assim a Igreja faz aquilo), onde não se vislumbram metonímias, e eis que no final a metonímia nos assalta, para afirmar que o Esposo “não conheceu o pecado”, ao passo que a Esposa é “ao mesmo tempo santa e sempre na necessidade de purificar-se”. Confesso-lhe, Jorge, minha confusão e perplexidade.

    Diz você (grifos meus):

    “No entanto, a Igreja é uma sociedade, é composta por membros, dos quais nem todos são santos. Pode-se perfeitamente dizer que a Igreja é Santa não somente em Si, mas também em Seus membros santos. É neste sentido, portanto, e somente neste, que se pode dizer que a Igreja precisa de purificação: em Seus membros pecadores.

    Certo, podemos dizer que a Igreja é santa nos seus membros santos; mas dizer que Ela precisa de purificação nos seus membros pecadores? Veja o que ensina o Pe. Penido (negritos meus):

    “(…) a Igreja é uma realidade concreta; vive no mundo, porém não é do mundo; por conseguinte permanece santa. Santa nos seus membros santos; santa ainda nos seus membros pecadores, pelo que neles sobrevive, apesar de tudo, dos valores cristãos. Mas a zona tenebrosa, onde campeia o pecado – e que em muitos batizados é o principal – se encontra totalmente fora da Igreja.” (O Mistério da Igreja, p. 281)

    E assim conclui o pe. Penido:

    “(…) no seio da Santa Igreja, inúmeros sãos os pecadores, mas não existe um só pecado. Ainda os crimes de seus filhos não a maculam. Permanece essencialmente ilibada, santa, Esposa virgem do Cordeiro imaculado. (O Mistério da Igreja, p. 282)

    O texto da Lumen gentium causa uma confusão dos diabos, quando, no mínimo, nos leva a pensar que a Igreja deve purificar-se na medida em que possui membros pecadores. O que não é verdade: Ela é essencialmente santa e imaculada.

    Ademais, por uma metonímia mais ousada, seria lícito dizer que a Igreja é pecadora!?

    Por fim, volto a dizer, s.m.j., que essa frase da Lumen gentium, no seu contexto, me passa uma noção heterodoxa de Igreja.

    Em Cristo e em Maria.

  7. Francisco

    Este texto fulmina completamente a eventual hipótese de que na Lumen Gentium citada se tratava de uma simples metonímia. Compreendo que nós, os que aceitam o Vaticano como legitimo e não o queremos rejeitar, não temos a coragem de assumir com dor, algumas de suas possíveis contradições em seus pronunciamentos e ficamos procurando ver de uma outra maneira o que realmentar quiseram dar a entender… Quanto ao papa, lembremos que antes de ser papa ele foi e é um teólogo. E teólogo não é infalível. Na verdade nem o papa goza da infabilidade constantemente. Só quando define oficialmente uma doutrina com dogma de fé. O Teólogo Ratzinger pode sim, haver formulado uma teorira teológica diversa da doutrina de sempre. Como pode não sustantar mais esta doutrina agora, enquaanto papa, ou pelo menos jamais a obrigaria como dogma de fé. Isto não faria do papa um herege; (no minimo faria do Teolgo Ratzinger defensor de uma teoria teologica não defenida pelo magistério extraordinário ex-cátedra por ele) e em contradição com o ensino anterior. O Papa João XXII salvo engano, defendia pessoalmente que após a morte os justos permaneciam no seio de Abrão e só teriam a visão beatífica depois do juízo universal; ortodoxos ainda mantém esta doutrina. Mas nunca ele não a definiu como um dogma e esta foi rejeitada pelos bispos de época, creio que houve até definição a respeito no Concilio de Trento.

  8. André Araújo

    “(…) a Igreja é uma realidade concreta; vive no mundo, porém não é do mundo; por conseguinte permanece santa. Santa nos seus membros santos; santa ainda nos seus membros pecadores, pelo que neles sobrevive, apesar de tudo, dos valores cristãos. Mas a zona tenebrosa, onde campeia o pecado – e que em muitos batizados é o principal – se encontra totalmente fora da Igreja.” (O Mistério da Igreja, p. 281)

    “(…) no seio da Santa Igreja, inúmeros sãos os pecadores, mas não existe um só pecado. Ainda os crimes de seus filhos não a maculam. Permanece essencialmente ilibada, santa, Esposa virgem do Cordeiro imaculado. (O Mistério da Igreja, p. 282)

    Estes trechos acima do PADRE PENIDO, inseridos por Renato, estão de acordo com o que ensina a Antiga ordem estabelecida, ou seja, o Concílio de Trento. A Igreja de Cristo é Santa e Imaculada. Nós homens somos Igreja enquanto membros e somente em nós pode haver pecado.

    Diz senhor Francisco:
    Compreendo que nós, os que aceitam o Vaticano como legitimo e não o queremos rejeitar, não temos a coragem de assumir com dor, algumas de suas possíveis contradições em seus pronunciamentos e ficamos procurando ver de uma outra maneira o que realmentar quiseram dar a entender…

    O concílio Vaticano II, possui várias ambiguidades. Não é questão de rejeição ao Concílio, mas é um dever sub gravi lembrar que o Concílio Vaticano II é Pastora, ao contrário do Concílio de Trento, dogmático e sem nehuma ambiguidade ou lacuna sequer.

    O senhor Jorge defende tenazmente o Concílio Vaticano II,
    contudo, viaja como eu vários quilômetros, afim de assistir a Missa Tridentina. Certamente ele sabe que a questão litúrgica do Vaticano II deixa a desejar.

    Voltando a questão da Lumen Gentium, vem ilustrar com brilhantismo:
    Ademais, por uma metonímia mais ousada, seria lícito dizer que a Igreja é pecadora!?

    Por fim, volto a dizer, s.m.j., que essa frase da Lumen gentium, no seu contexto, me passa uma noção heterodoxa de Igreja.

    Precisamos distinguir “ataque ao Magistério” com discordar com as ambiguidades impostas pelo Concílio Vaticano II.

    Homem tão santo como Padre Pio de Pietrelcina, por exemplo. “Quanto ao Concílio, disse: Que terminem logo com isto!” Mostrou sua santa indignação e criticou o “capítulo” que seria realizado no mosteiro em que vivia para tratar sobre as mudanças… Rejeitou celebrar de outro modo diferente daquele que aprendera. E continuou na tradição, fiel, até a morte.
    Não vou citar outros nomes de vulto aqui para não gerar polêmica.

    Claro que o Papa Bento XVI está na linha do Concílio Vaticano II que é um Concílio pastoral.
    Papa João Paulo II PRIORIZOU o Ecumenismo. Atualmente a preocupação maior da Igreja é o ecumenismo.

    Pio XII, sim, foi radical em relação às novidades, anatematizando todas.

  9. André Araújo

    Correção do meu comment acima:

    …Voltando a questão da Lumen Gentium, vem ilustrar com brilhantismo:

    …vem ilustrar com brilhantismo o caro senhor Renato:…

  10. samuel

    Sinceramente,eu não sou teólogo nem tenho nenhuma competencia acadêmica para julgar se isto ou aquilo é heresia,mas uma coisa que eu penso possuir é bom senso e ele apita constantemente quando alguém tenta me convencer que o CVII é ortodoxo.Muitos dizem:’O concílio deve ser lido á luz da tradição’.Mas porque ele não foi FEITO á luz da tradição caramba!?Um juiz que faz uma lei ambigua é imcompetente,mas se um concílio pastoral faz diversos documentos ambiguos ele é apenas incompreendido?