Homofobia militar

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 6 meses 16 dias atrás.

A notícia: Ministro do STM discrimina gay em sabatina. “Indicado para uma cadeira no Superior Tribunal Militar (STM), o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho disse ontem que as Forças Armadas não devem aceitar a presença de gays e sugeriu que eles procurem outras atividades longe dos quartéis”.

A repercussão: o senador Eduardo Suplicy quer que o general seja chamado mais uma vez à CCJ, para explicar como as suas declarações não contrariam a Constituição. Será que o Suplicy vai dar voz de prisão ao general?

Eu concordo, em partes, com a opinião do Reinaldo Azevedo. Mas esta questão me parece ser um pouco espinhosa. Esta discriminação é justa? Em princípio, a vida privada do militar não é um empecilho ao exercício de suas funções nas Forças Armadas… há, no entanto, os problemas apontados pelo Reinaldo e pelo próprio general.

Citando o general, citado pelo articulista da Veja: “Comando, principalmente em combate, tem uma série de atributos e um deles é que o soldado, a tropa, fatalmente não vai obedecer”. Parece-me um argumento bem razoável. Concedamos, para fins argumentativos, que isto seja “homofobia” dos soldados. Qual a solução? Dispensar a tropa e contratar uma mais “moderninha”? Ou simplesmente curvar-se à realidade e, até mesmo por prudência, tirar da posição de comando o indivíduo que não goza do respeito de seus comandados?

E se, ao invés do homossexual, fosse outra coisa? Um bêbado, um adúltero contumaz, ou qualquer outro sujeito cujo comportamento moral seja reprovável e que, minando-lhe o respeito, dificultaria o exercício da liderança dentro das Forças Armadas? Far-se-ia também este escarcéu todo, exigir-se-ia que respeitassem e obedecessem o sujeito ao qual se tem naturalmente uma aversão?

Notem que não estamos falando do “respeito” de tratar a pessoa bem – isso nem entra em questão! Estamos falando da confiança que um subordinado deposita no seu comandante, na lealdade que ele consegue angariar, na liderança que ele exerce. Isso são coisas que simplesmente não podem ser resolvidas “na canetada”. Não podem ser resolvidas por uma lei.

A confiança que um homem deposita em outro não se adquire simplesmente por via legal. Se o sujeito quer ser respeitado, que se dê ao respeito. Sob este aspecto, faz muito sentido o que disse o Reinaldo: “[p]or que eles [os homossexuais] precisam afirmar diante dos seus colegas o que gostam de fazer na cama, entre quatro paredes”? Por mais que esperneiem os gayzistas, não dá para fingir que a homossexualidade é normal. Claro que todo homossexual deve ser respeitado como ser humano, claro que nenhum homossexual pode ser agredido ou assassinado, como vale para todas as pessoas. Mas não é possível forçar as pessoas a que os vejam com admiração, a que aprovem os seus comportamentos morais. Isso a Gaystapo parece não querer ou não ser capaz de entender.

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28 thoughts on “Homofobia militar

  1. João C.

    Triste mundo, este que caminha a passos largos para o abismo…

    Não venham dizer que querem combater a homofobia! Querem sim é combater a heteronormatividade, preverter a Moral, perseguir e calar a voz da Igreja!

    Tempos difíceis se avizinham, amigos, para nós, que professamos Cristo Crucificado. A Cruz (a de Cristo, assim como a dos que sofrem e também a dos homossexuais que corajosamente se atrevem a carregar, combatendo os impulsos, unidos à cruz de Cristo) nunca foi bm aceite pelo mundo. Fico realmente satisfeito por as opiniões como a minha (que são as da Igreja) incomodarem os que lutam pelo mundo.

    Só mostra que combatemos do lado certo: por Deus e pela Sua Santa Igreja Católica.

    Um abraço, na Cruz de Cristo, directamente de Portugal, Terra da Nossa Mãe, Maria Santíssima! :)

  2. Jonas

    O general está certo e o Reinaldo Azevedo é um liberal a soldo dos sionistas da revista Veja. O Reinaldo Azevedo fala que é católico e defende a adoção de crianças por homossexuais? Onde já se viu!

    Homossexuais não podem ser admitidos em um quartel pelo mesmo motivo que não podem ser admitidos num mosteiro, ou em quaisquer outros estabelecimentos masculinos de internação coletiva. Às vezes, basta uma única lésbica num convento, ou um gay num seminário, para transformá-los em puteiros.

  3. Renato Felipe

    Os militantes gays são muito desavergonhados. Por que razão os milicos deveriam aceitar um boiola desmunhecado na coorporação? Ora, claro está que, se não for desmunhecado nem “orgulhoso”, ninguém dará notícia do gay, e ele poderá exercer seu ofício às mil maravilhas, rodeado de homens. Mas os gayzistas parecem querer implantar a bacanal na caserna!
    Tudo é motivo para eles trombetear, soltar gritinhos, dar chiliques. É evidente que há muito já passaram além das suas sandálias, e se impregnaram de reinvindicações megalomaníacas.
    Até quando irá essa onda de heterofobia? Até quando durará esse cinismo?

  4. Francisco

    “Às vezes, basta uma única lésbica num convento, ou um gay num seminário, para transformá-los em puteiros.”
    Esquecem que tantos os quartéis quantos os seminários sempre estiveram e estão cheios de gays. O problema não é ser gay, é Assumir. Ou somos tão ingênuos ao ponto de não sabermos que locais onde ficam muitos homens juntos pode se fazer e se faz coisas que gays assumidos fazem? O correto seria o General ter afirmado categoricamente: gay assumido…e alem disso nem todo gay é afeminado e nem todo afeminado é gay. Alias sofre mais o afeminado que não é gay por que este, coitado, dá na vista logo… logo…

  5. profeta do profano

    “Essa visão de que gays são menos homens do que os heteros tem a mesma origem que a menos-valia atribuída às mulheres pelos mesmos inseguros-mal-resolvidos dominantes. O mesmo machismo que as considera incapazes atinge os gays em declarações homofóbicas como a de Cerqueira Filho, que pejorativamente nos rotula de “mulherzinhas”, dando à expressão o peso do preconceito contra o que não é homem e hetero. Como se a nossa orientação sexual determinasse nossa coragem, bravura, liderança, ética e dignidade.”

  6. Jonas

    Francisco

    Apesar da sua opinião, a Igreja é muito clara no sentido de que seminário não é lugar para homossexuais:

    «Este Dicastério, de acordo com a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, considera necessário afirmar claramente que a Igreja, embora respeitando profundamente as pessoas em questão, não pode admitir ao Seminário e às Ordens sacras aqueles que praticam a homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay.»
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccatheduc/documents/rc_con_ccatheduc_doc_20051104_istruzione_po.html

    O art. 235 do Código Penal Militar também tipifica como crime a prática de ato libidinoso dentro dos quartéis (crime militar de pederastia).
    http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del1001.htm

    A razão é muito simples: não pode haver homossexuais num quartel ou num seminário pela mesma razão por que não pode haver neles mulheres. Como não pode haver lésbicas num convento feminino, pela mesma razão por que lá não pode haver homens.

    Quanto aos assumidos, eu acho bom que assumam mesmo. Assim saberemos quem é quem. Sou defensor da família e da moral, não da hipocrisia. Do jeito que você está colocando, o mal não está no fato de eles praticarem uma perversão sexual, mas no de assumirem.

  7. profeta do profano

    @ Alien: no dia que o PNDH for o cerne da questão, neste blog, podemos discutir.

  8. Francisco

    O mal está em se acobertar a hiorocrisia e denegrir quem assume exacrando-o e ate mesmo perseguido-o. Claro que as iinstituições tem o direito de admitir nelas os que considera aptos. Mas não de apelar para questões tais com bravura, coragem, força fisica postura, por que se isso servisse não haveria gays não assumidos nos quarteis e seminario. O motivo pertinente unico é a aversão por parte dos outros, que não respeitariam um mgau declarado. Os gays discretos ou ocultos nem são percebidos e no entanto continuam sendo bravos corajosos. Entãos o mal está mesmo na hiprocrisa que crucifica os que tem a coragem de ser verdadeios consigo mesmos diante de Deus e do mundo. Voce olharia com os mesmos olhos um gay assumido que se declarasse casto por amor e obediência a Cristo para cumprir o que ele determinou: se teu olho de leva a pecar joga-o fora, pois é melhor ficares sem um olho do que ires para o inferno? Muitos não perdoriam o dito gay cristão de ser haver se declaro nesta situação e nem se quer acreditaria em sua continencia.

  9. Carlos

    Quer dizer que o Profeta Profano assumiu sua gayzisse?
    Nem precisava. Há tempos venho notando essa identidade entre gayzismo e ateísmo. A partir de agora se o fulano me falar para é ateu eu trato logo de manter pelo menos três metros de distância para evitar uma eventual investida “homoafetiva”.
    Dúvida cruel: ele ficou ateu porque é gay ou ficou gay porque é ateu?

  10. Jonas

    Carlos, não é de admirar-se: Deus, para os gays, é uma verdade incômoda.

  11. Pingback: 2 recomendações « “Erguei-vos, Senhor”

  12. karina

    Não é só no militarismo que essa questão de se fazer valer a autoridade fica minada.

    Meu tio trabalha com operários de chão de fábrica, na área de manutenção de vagões de uma mineradora. Alguns anos atrás, foi contratado um engenheiro recém formado para liderar a equipe. Isso já foi um problema, porque eles chegam cheios de pompa num meio de pessoas muito simples.

    Um dia, ao dar uma ordem, o tal engenheiro se sentiu contrariado e deu um verdadeiro chilique, com direito a dedo em riste e tudo. Uma atitude, no mínimo, infantil. Faniquito mesmo, como disse meu tio, só faltou sair purpurina.

    Pergunta se o pessoal conseguiu respeitá-lo daquele dia em diante? Não consegue, não adianta, vai ficar sempre parecendo a criança chorona e mimada que não gosta de ver seu pensamento contrariado.

    Em qualquer instituição acontece isso, com gays, adúlteros, bêbados, drogados, qualquer coisa. Se não fosse assim, por que hoje muitas empresas não deixam mais seus empregados saírem do serviço com o uniforme? Porque, se eles pararem num bar pra tomar um porre, se eles pararem numa “casa de damas da noite” é o nome da empresa que vai para o lixo. Aliás, quando eu entrei no Banco do Brasil, há 10 anos atrás, uma das coisas que eles mais martelavam era quanto a nossa conduta dentro e fora da agência.

    A menos que existisse um teste para detectar o grau de gayzisse da pessoa.

    Desculpa o tamanho do texto, me empolguei :)

  13. wilson Ramiro

    Chegamos ao cúmulo de necessitarmos definir o que seja um ser humano do gênero masculino. Um quartel militar que tenha um contingente de homens, terá que ter uma placa frontal definindo “O que seja homem”.

    Se é um “direito humano” que a pessoa leve sua vida com autodeterminação, que seja, mas determinar que outras pessoas aceitem seus conceitos de certo e errado à força viola a liberdade de pensamento e expressão pela qual tanto dizem lutar.

    Ainda, não acredito que algum geneticista sério, postule a geneticidade do comportmento homossexual.

  14. profeta do profano

    @ Carlos e Jonas: apelar para o ad-hominem tão cedo? tipico de gente enrustida. eu não sou homossexual, nem ateu. e mesmo se o fosse, ataque a idéia, não a pessoa.
    @ Alien: ficou chateado, criança? eu não tenho que dar satisfações a vc. se quer tanto saber o que eu acho do PNDH, faça um blog e me convide.

  15. Alien

    @ Profeta: mais uma resposta escapista… olha só: a menininha está ficando irritadinha… ahahah!

  16. Gustavo

    Eu acho que todo ser humamo deve ser avaliado por suas atitudes. Independente de ser heterossexual ou homossexual. Se um homossexual mantem uma postura profissional e respeita seus colegas, que mau há?
    Nem vou comentar os absurdos de se comparar homossexuais com alcolatras, ladrões e … esse tipo de argumento é um insulto a inteligencia.

  17. Sidnei

    O problema da maioria dos homossexuais não está em manter uma postura profissional e de respeito com seu colegas, o problema da maioria dos homossexuais é que muitos não se controlam, buscam o prazer a qualquer custo e até as últimas conseqüências, agora imagine colocar tais homossexuais que não se controlam dentro de um quartel?, ou de um mosteiro ou seminário?, tal pessoa não iria aquentar por muito tempo, logo, logo ele ira seduzir alguém e pronto, o escândalo já está armado, o que já escutei de história que ocorreram em quartéis por aceitarem soldados assumidamente gays é de arrepiar cabelos até na alma.

  18. karina

    Gustavo, a comparação entre homossexuais, adúlteros e alcóolatras se deve ao simples fato de que um comportamento privado pode, sim, afetar (e muito) o ambiente de trabalho. Faz-se essa comparação para deixar claro que não é uma “homofobia”.

    Como disse o Sidnei, boa parte dessas pessoas de fato não consegue estabelecer para ela mesma um limite entre a vida privada e a profissional, acaba virando um incômodo para os colegas.

    Imagina o cara casado tipicamente “galinha” que vive “dando em cima” das colegas de trabalho. Ou o homossexual que acha que seus colegas de tropa merecem ouvir suas gracinhas e cantadas. Ou o alcóolatra que pensa que pode chegar bêbado na segunda (ou todo dia) de manhã. Tudo isso é MUITO inconveniente.

    O alcoolismo já é tratado em algumas empresas, agora, como tratar o adultério e o homossexualismo?

    Aliás, homossexualismo e adultério estão na “categoria” opção sexual, não estão não?

    No meu ver, qualquer inteligência percebe isso.

  19. Renato

    ”Alien: no dia que o PNDH for o cerne da questão, neste blog, podemos discutir.”

    Que boa ideia ”profeta” do satã!

    Jorge, por que você não coloca um artigo onde o PNDH 3 seja o cerne da questão? Assim os ”profetas” do profano e os Mallmal da vida, e outros que compartilham do [falta] pensamento dessas pessoas, poderam aqui nos dizer o que eles acham dessa lei nefasta.

  20. Carlos

    Profeta Profano,
    Se você não é gay nem ateu, por que defende tanto isso?

  21. Gustavo

    Karina

    Tu esta partindo do presuposto que a pessoa não vai respeitar seus semelhantes. Eu acho que todos são inocentes ate que se prove ao contrário e que nao se pode julgar todo um grupo pela as atitudes de poucos.

  22. karina

    Bom, Gustavo, se a instituição já tem um histórico de problemas, seja com gays, galinhas ou alcóolatras, fica difícil não julgar um pelo comportamento do grupo.

    A construtora em que eu trabalhei tinha um histórico horrível com alcóolatras, então na hora de contratar pra obra, se o canditado tinha “fama”, já se dava um jeito de tirar o cara da jogada.

  23. Sidnei

    Bem, de fato não podemos julgar alguém, um homossexual, por exemplo, que não respeitará seu semelhante como em um ambiente de trabalho, porém diz um ditado que a ocasião faz o ladrão, em um ambiente de trabalho que há homens e mulheres juntos, há grande probabilidade de um homossexual ser mais assumido e ao mesmo tempo mais contido haja vista que estará em meio de um grupo eclético, ou seja, de homens e mulheres, porém se for nas forças armadas ou em um seminário ou mosteiro, a coisa muda de figura, lá só terá homens, e um homossexual mais afoito, que não sabe se controlar, fatalmente irá cair em tentação e levará consigo mais alguns fora que estará prejudicando a imagem da instituição, haja vista os diversos escândalos já ocorreram dentro de instituições da Igreja como no Exercito a este respeito, então nestes ambientes a pessoa homossexual deveria ou ser uma pessoa que deverá renegar toda sua inclinação homossexual para aí exercer suas funções sem se prejudicar e prejudicar os outros, ou escolher outras funções sem ser o exercito ou a vida religiosa, porém há grupos que querem porque querem que além de todos aceitarem seus comportamentos e práticas homossexuais querem obrigar também que tanto o Exercito quanto a Igreja aceitem tais pessoas como elas são, aí fica difícil, imaginem um homossexual efeminado com companheiro e tudo exercendo uma função dentro do Exercito, ou mais absurdo ainda, dentro da Igreja, não tem como, dentro do Exercito ele não seria respeitado e talvez nem se daria o respeito, fica muito difícil avaliar isto como sendo a coisa mais normal do mundo, tem que ir com calma, porém na minha opinião, tanto nas forças armadas, como na Igreja entre os religiosos, não é lugar para gays e lésbicas.

  24. Carlos

    Esse negócio de aceitar gay assumido no Exército é o fim da picada. Gay enrustido, vá lá, porque tem em todo lugar. Mas assumido! Imaginem o moral da tropa indo para a guerra com umas quatro bichonas rebolando e se maquiando. E imaginem o moral da tropa inimiga sabendo que vão dar combate a gente desse naipe. Se botarem gay assumido no Exército Brasileiro, até a Bolívia vai querer invadir o Brasil e tomar o resto da Petrobrás. O Paraguai, então, vai querer revanche na certa.
    Cuidado, mocinhas, o Lugo, aquele bispo tarado, vem aí!