João Hélio, assassinos e direitos humanos

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Só rapidamente: soube hoje que o sr. Ezequiel Toledo de Lima, condenado pelo assassinato do menino João Hélio há três anos, por ser à época menor de idade, “cumpriu medida sócio-educativa de 3 anos de reclusão em uma instituição de jovens infratores” e foi solto há uns quinze dias.

Entrou em um tal Programa de Proteção a Menores Ameaçados de Morte do Governo Federal, por petição da ONG “Projeto Legal”, e já está na Suíça com a família! Ele embarcou “com garantia de casa e identidade novas para recomeçar sua vida”.

Como assim, o sujeito é co-autor de um dos crimes mais bárbaros que aconteceram neste país nos últimos anos e, como recompensa, ganha uma casa na Suíça para ele e a família?

E a família de João Hélio, terá outra chance? A pergunta é pertinente. Por que os bandidos têm mais “direitos humanos” do que as vítimas?

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35 thoughts on “João Hélio, assassinos e direitos humanos

  1. Chantinon

    Olha, imagina ai pena de morte no Brasil…
    Se nos EUA só pobre vai para o corredor da morte, imagina aqui.
    Já temos pena de morte aqui, só não é institucionalizada.
    Os EUA não são bons exemplo em violência ou religião, foi lá onde mais se encontrou padres que gostavam de criancinhas.

    Eu gosto do regime de pena de morte na China e países pequenos da Ásia. Julgamento rápido, fuzilamento rápido. Mas você não teria esse blog na China, correria o risco de já ter sido fuzilado.

    Sobre educação… Educação não é ir a escola. Educação é algo social. Na Austrália o povo que nasceu lá tem menos escolaridade que os estrangeiros que se formam nas faculdades de lá. Isso não impede os astralianos de serem civilizados, até mais que os que migram para lá.

    Na Coréia ou Japão a criminalidade é baixa, o índice educacional é muito alto, e adivinha, eles não são católicos.

    Se religião evitasse que o ser humano você egoísta, o mundo não viveria dividido em castas e línguas, e mais uma vez, lideres religiosos ou doutrinadores tiveram a idéia de nivelar tudo (Hitler, Fidel, Lula, etc Hahahah), e nunca vai dar certo (ainda bem).

    Eu não conheço esse rapaz que agora vive na Suiça. Particularmente eu preferia ele morto, seria um a menos.
    Se matarmos todos os presidiários hoje, não mudaríamos a realidade. Mas quem sabe (mesmo eu não acreditando nisso), esse sujeito mude, renasça e divulgue a paz.

    Da uma olhada no livro do Ishmael Beah, “Muito Longe de Casa”. As vezes, muitas vezes, você não tem escolhas de ser o que é.

    Mesmo pensando assim, me tornei meio militar de um tempo para cá, e acho que a lei do menor prejuízo é válida. Melhor um regime a lá China, que morrem alguns inocentes, mas o beneficio é maior para a maioria.

    Quando descobrirmos que podemos viver em paz, sem lutas, sem diferenças, será o dia que não seremos mais consumidores, fofoqueiros da vida alheia, sexuados e talvez até, crentes em Deus. E se isso um dia acontecer, nem meus bisnetos chegarão a ver.

  2. Carlos

    Chantinon,

    Me desculpe mas você é muito contraditório.

    É contra a pena de morte, mas admira a pena de morte quando praticada na ditadura chinesa (que mata cem vezes mais que no EUA).

    Admira a China, mas reconhece que lá não pode nem ter um blog de discussão como este.

    Você diz:
    “Na Coréia ou Japão a criminalidade é baixa, o índice educacional é muito alto, e adivinha, eles não são católicos”.

    É verdade. Não são católicos, mas são inteligentes. Lá tem pena de morte.

    E olha que frase confusa:
    “Se religião evitasse que o ser humano você [fosse] egoísta, o mundo não viveria dividido em castas e línguas, e mais uma vez, lideres religiosos ou doutrinadores tiveram a idéia de nivelar tudo (Hitler, Fidel, Lula, etc Hahahah), e nunca vai dar certo (ainda bem).”

    E desde quando HItler, Fidel e Lula são líderes religiosos ou ao menos exemplos de homens religiosos? Hitler era pagão. Fidel é ateu. Lula é “católico” ao modo da CNBB (portanto, é ateu também).

    “Mesmo pensando assim, me tornei meio militar de um tempo para cá, e acho que a lei do menor prejuízo é válida. Melhor um regime a lá China, que morrem alguns inocentes, mas o beneficio é maior para a maioria.”

    Que absurdo, Chantinon…

    Carlos.

  3. Carlos

    Caro Cândido Rubim,
    Tudo isso que você diz é verdade.
    Antes, além de escola (e até na escola) tínhamos instrução religiosa, moral e cívica.
    Hoje, ainda tem escola, mas sem religião, sem moral e sem civismo.
    Daí essa geração de neobárbaros que tomou conta do mundo. Um homem pode ter todo o estudo possível, mas se não tiver religião, moral e outros valores, acaba se tornando até pior do que se não tivesse nenhuma instrução. Aliás, aqui no Congresso Nacional está cheio de gente assim. Tudo diplomado. E defendendo cada absurdo!
    Educação sem sabedoria.
    Na minha terra se diz que um burro carregado de livros é doutor. Um bruto carregado de diplomas também se passa por doutor. Mas na verdade é só um bruto.
    Um abraço.
    Carlos.

  4. Leniéverson Azeredo Gomes

    Direitos humanos ou seria a exigência do respeito aos humanos direitos.