“A situação da Igreja no Brasil” – pe. Demétrio, prof. Felipe

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A situação da Igreja no Brasil

Pe. Demétrio Gomes da Silva
www.presbiteros.com.br

Prof. Felipe Aquino
www.cleofas.com.br

A cada dia intensifica-se um laicismo anti-católico no Ocidente, uma afronta a nossas raízes cristãs. No entanto, não percebemos uma reação forte por parte dos católicos. Podemos notar que também no Brasil o mesmo é crescente. A Igreja é colocada cada vez mais como a vilã da história e da sociedade, contrária ao progresso, etc. Tudo isso, porque tem a coragem de denunciar seu comportamento pecaminoso no que fere a lei de Deus, inscrita no coração de cada homem: aprovação ao aborto, a união legal de pessoas de mesmo sexo – com adoção de crianças -, manipulação genética de embriões – como se fossem seres descartáveis -, inseminação artificial, eutanásia, suicídio assistido, controle egoísta da natalidade, distribuição de camisinhas e de pílulas do dia seguinte aos jovens etc.

A Igreja Católica, que é a Lumem gentium (Luz dos povos) faz a Luz de Cristo brilhar nas trevas deste mundo, missão que o Senhor lhe confiou, mas as trevas gritam contra ela. “… a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam… Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu” (Jo 1, 4-10).

Em nosso Brasil, a maioria do povo diz ser católica, nossas raízes são católicas, nossa cultura e nossa tradição são católicas, mas esse povo infelizmente é quase analfabeto em doutrina, e muitas vezes alienado da realidade política e social; isso o deixa a mercê das seitas e de minorias que desejam implantar ideologias contrárias à fé da maioria. Esse povo bom, mas inculto, que na sua maioria não lê um jornal ou revista, e só se informa pela televisão, facilmente se deixa enganar até mesmo por um governo que propõe medidas ofensivas a moral católica, como acontece agora com o Plano Nacional de Direitos Humanos – 3, que é desumano. Este Plano, por exemplo, propõe a aprovação do aborto, do casamento de pessoas do mesmo sexo com adoção de filhos, a retirada dos símbolos religiosos católicos das repartições públicas, restringe a livre expressão das idéias, incentiva as invasões de propriedades alheias, limita a ação da justiça nas reintegrações de posse a seus legítimos donos, sugere a revisão da Lei da Anistia, ameaçando agitar a sociedade etc.

No entanto, em que pese toda manifestação dos bispos, a maioria da população católica parece ainda inerte, imóvel, omissa, como se nada estivesse acontecendo. Ou não toma conhecimento dos fatos ou o ignora de maneira alienante. Também grande parte do povo católico se satisfaz com o pão e o circo oferecidos pelo governo que age de maneira imoral. Esse povo não reage nem mesmo quando a fé católica é ofendida, a Igreja atacada, os sacramentos profanados, os santos ridicularizados e muitas vezes caricaturados, etc.

Estamos sofrendo uma guerra declarada. Já vivemos um martírio incruento, e não será surpresa se em breve se tornar cruento, também em nosso país, como acontece hoje na Índia, no Iraque, na Arábia Saudita etc., onde milhares de cristãos são mortos pelo simples crime de seguirem a Jesus Cristo.

Como unir e acordar esse povo católico, para que de maneira organizada e ordeira enfrente essa onda anti-católica que atravessa o mundo e também o Brasil?

As forças do ateísmo e do laicismo anti-católico atuam fortemente nas universidades, na mídia e nos movimentos sociais, que se apóiam o governo e se beneficiam de seus recursos. Infelizmente um segmento da Igreja, avesso à autoridade da Igreja, desobediente ao que vem da Santa Sé, favorece muitas vezes a rebeldia contra a própria Igreja e fortalece o laicismo. Pois “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído. Toda cidade, toda casa dividida contra si mesma não pode subsistir”. (Mt 12, 25).

Em nossa Igreja no Brasil, com uma desviada hermenêutica da chamada “opção preferencial pelos pobres”, acabamos abandonando os postos chaves na sociedade que outrora ocupávamos: as universidades, os laboratórios científicos, o mundo da cultura etc. Deixamos, assim, espaço aberto para que os marxistas pudessem fazer a cabeça daqueles que são hoje a cabeça da sociedade.

Infelizmente, não só no governo atual, mas também na Igreja, vemos o incentivo da política do “pão e circo”. Reunimos multidões de fiéis, lhe damos-lhes palavras bonitas – e tão vazias de conteúdo! -, algumas lágrimas e sentimentos à flor da pele. Muitos saem contentes, e tudo termina em nada… A profecia de Oséias é atualíssima: “Meu povo perece por falta de conhecimento” (Os 4,6). Já é hora de queremos deixar de contentar-nos com sermos cristãos superficiais. Precisamos dar-lhes alimento sólido, que os fortaleça na fé, tornando-a inabalável diante de qualquer contrariedade. O povo tem sede de verdade, mesmo que seja duro ouví-la. Chega de pregações adocicadas, que não dizem nada! Cristianismo não é poesia! Precisamos de cristãos totalmente informados pela fé, que a testemunhem por toda parte, e não somente nas sacristias de nossas paróquias.

É preciso levar o povo católico a conhecer a verdade, ser informado, e deixar de ser manipulado; este é o grande desafio atual. Pensamos que a Igreja é capaz de furar essa crosta que impede esse povo bom e desinformado de tomar conhecimento e participar da luta contra, por exemplo, esse PNDH, porque a mídia jamais vai fazer isso. Como diz Pe. Paulo Ricardo “há uma espiral de silêncio” que precisa ser quebrada.

Temos que unir forças. Voltar a conquistar estes meios. Construir uma rede com as pessoas boas – não só na intenção, mas com qualidade espiritual, humana, profissional – e organizar com inteligência nosso apostolado. Temos a firme esperança aí que não contamos somente com meios humanos, e, por isso, devemos ser audazes. Nesse sentido, não podemos esquecer que, antes de qualquer técnica de ação, devemos estar inteiramente unidos a Deus através de nossas armas sobrenaturais. Daí deve derivar, diante de tudo, um profundo otimismo, não ingênuo, mas espiritual, fruto da convicção de que com Ele nos tornamos onipotentes.

Os filhos das trevas são os que deveriam tremer diante de nós, pois nossas armas são muitíssimo mais eficazes. Além de todo auxílio sobrenatural – que nos torna infinitamente superiores nesta guerra -, temos nossos púlpitos – quantos brasileiros vão a Santa Missa dominical! -, temos vários meios de comunicação – TV, jornais, internet -, e contamos – apesar de tudo – com grande credibilidade por parte de nosso povo brasileiro: eles confiam na Igreja!

O que fazer de concreto? Além da luta pela santidade – que é o que mais conta – já que é o Senhor o protagonista dessa luta -, devemos estreitar nossa rede de contato. Tentar entrar mais nesses meios que possuímos. Mais encontros de formação, retiros para os intelectuais, universitários, cientistas, jornalistas para atingir o povo.

É urgente levar esse povo católico, em massa, a participar, escrever às autoridades, aos políticos, fazer manifestações organizadas e ordeiras; sim, esse povo que vai à Missa, a grupos de oração, que participa dos novos Movimentos e das novas Comunidades, que prega o Evangelho da salvação pelo Rádio, pela TV, pela internet, etc. Aqui entra, sem dúvida, o papel importante das televisões católicas. Enfim, é preciso uma ação unida, coordenada, de todos os católicos frente a tudo que estamos vendo de errado sobre bioética, corrupção, PNDH, etc.

É preciso envolver  as realidades que querem ser fiéis à Igreja (Opus Dei, Regnum Christi, Comunhão e Libertação, Caminho Neocatecumenal, Cursilhos de Cristandade, Renovação Carismática, Equipes de Nossa Senhora, Serra Clube etc.) e Comunidades de Vida (Canção Nova, Shalom, Obra de Maria etc.), incluindo também as paróquias e dioceses; além dos políticos católicos. Revelar ao mundo a unidade transcendental da Igreja, que nos une por cima de toda diferença. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos…” (Jo 13,35).

É claro que isso é algo difícil, muito difícil, mas se todos nos mobilizarmos no sentido de buscar essa união podemos fazer algo. Será preciso “grandeza de alma” para se colocar as exigências do Reino de Deus acima das nossas. Não adianta permanecermos entre nós com choros e lágrimas, como se fossemos uma “equipe de consolo mútuo”. Muita gente silenciosa está descontente com tudo isso; é preciso envolvê-los. Há muitos sites na internet que mostram isso. E esse é um instrumento poderoso de articulação hoje.

Os inimigos da Igreja estão articulados e as forças da Igreja estão esparsas; esse é o problema. Receamos que se não fizermos algo hoje, amanhã talvez seja tarde, e quem sabe as leis não nos permitam amanhã pregar contra a homossexualidade, o aborto, o sexo livre, … e tudo o que é contrário à lei de Deus.

Sabemos que a audácia dos maus se alimenta da omissão dos bons. Não podemos fugir deste mundo, e muito menos simplesmente condena-lo. Jesus disse que não veio para condenar o mundo, mas para salva-lo; a nós cabe fazer o mesmo.

Ao vislumbrar o terceiro milênio da cristandade, o Papa João Paulo II convocou os cristãos para “pescar em águas mais profundas”, onde se encontram peixes mais numerosos e maiores.  João Paulo II e Bento XVI nos enviam para alto mar (“duc in altum”). E para isso é preciso estarmos preparados; o mar é bravio, podem surgir as tempestades a qualquer momento, ondas altas, vento forte, ameaçando virar a barca.

Não podemos mais ficar pescando na praia, com varinha de bambu, linha fina e anzol pequeno. A evangelização, a conversão de almas para Deus, não é um passa-tempo; mas uma missão árdua, que precisa ser cumprida com esmero: preparo e oração. Não é fácil arrancar as presas dos dentes do lobo cruel e assassino. “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Mas, é preciso também o preparo. Paulo VI disse que a mediocridade ofende o Espírito Santo. Deus está pronto para mover os céus para realizar o que está além da nossa natureza, mas não moverá uma palha para fazer o que depende de nós. Ele faz o grão germinar, mas jamais virá preparar o solo e nele lançar a semente: “O Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (Santo Agostinho, Sermo 15,1).

O Papa João Paulo II na memorável vigília da Solenidade de Pentecostes no ano de 1998, mostrou a grande responsabilidade que têm, neste sentido, os novos Movimentos e as novas Comunidades:

“No atual mundo, frequentemente dominado por uma cultura secularizada que fomenta e propaga modelos de vida sem Deus, a fé de tantos é colocada à dura prova e frequentemente sufocada e apagada. Adverte-se, portanto, com urgência a necessidade de um anúncio forte e de uma sólida e profunda formação cristã. Como existe hoje a necessidade de personalidades cristãs maduras, conscientes da própria identidade batismal, da própria vocação e missão na Igreja e no mundo! E eis, portanto, os movimentos e as novas comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada pelo Espírito Santo, a este dramático desafio no final do milênio. Vós sois esta providencial resposta”.

O mundo expulsa Deus cada vez mais; o secularismo toma conta da cultura, da mídia, da moda etc., a chama da fé é cada vez mais apagada nos lares, nas escolas e nas oficinas. O Papa pede “uma sólida e profunda formação cristã”. Sem isso não será possível pescar em águas profundas. Sem um bom conhecimento da doutrina, do Catecismo da Igreja especialmente, não poderemos dar ao mundo “a razão da nossa fé” (cf. 1Pe 3,15).

O Papa pede também “personalidades cristãs maduras”, certamente não só sacerdotes e bispos, mas leigos preparados, capazes de adentrar aos muros às vezes adversos das universidades, cinema, teatro, música, artes, meios de comunicação, política etc.

Ao lançar a Igreja em direção ao novo milênio, o Papa João Paulo II fez mais um forte apelo: “Uma nova evangelização!”. Se ele pediu uma “nova” é porque a anterior envelheceu; não certamente no seu conteúdo, mas na sua forma. Ele pediu: “com novo ardor, novos métodos e nova expressão”. O que significa isso?

Novo ardor, certamente no fogo do Espírito Santo que tem suscitado os movimentos e as Comunidades que brotam a cada dia. Sem esse “fogo” do céu, não haverá nova evangelização. Façamos sim planos e reuniões, projetos e programas, mas sob o fogo do Espírito, sem o qual tudo não passará de letra morta. Quanto tempo e energia já se perdeu por falta desse ardor do Espírito!

Novos métodos é certamente o que temos visto nas Comunidades e Movimentos: uma evangelização com um jeito novo: nas casas, nos rincões, pelas rádios, TVs, jornais, revistas, encontros, seminários, adorações, acampamentos de oração e estudo… É a “Primavera da Igreja” como dizia João Paulo II.

Nova expressão, uma nova maneira de viver o Evangelho, não mais individualista, mas em grupo, em comunidade, comprometidos conjuntamente com o trabalho do Reino do céu, na fraternidade, na correção fraterna, no amor mútuo, no compromisso com Deus e com a Igreja, “cum Petro e sub Petro”.

Vemos assim que a Igreja acredita profundamente nas Comunidades e Movimentos novos, que precisam se preparar, como verdadeiras “Companhias de Pesca”, e se lançarem sem medo, em nome do Senhor, em águas mais profundas, e buscar os grandes peixes.

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19 thoughts on ““A situação da Igreja no Brasil” – pe. Demétrio, prof. Felipe

  1. Pingback: Deus lo Vult! » “A situação da Igreja no Brasil” – pe. Demétrio … – igreja

  2. Augusto

    As novas comunidades, a Renovação Carismática e as Tv’s católicas têm sim um poder imenso em mãos, mas precisam cessar imediatamente de paparicar os esquerdistas e os “poetas” da fé. A CN por exemplo têm uma influência muito grande, mas todo o trabalho e esforço se perdem – ou boa parte dele – com as pregações e maus exemplos dos padres Fábio de Melo e Joãozinho, SCJ e das obcenidades sacrílegas do – novamente – Fábio de Melo e seu amigo Chalita, dois traidores de Jesus. A omissão quase total contra as barbaridades esquerdistas, a passividade frente as ameaças, a visão perigosa e ilusória da bondade presente em todos os homens, também minam todos os esforços. É preciso fazermos tudo isso sim, mas antes, ou junto disso, precisamos limpar a Igreja por dentro, se não, todo esforço vai por água a baixo e somos assim tão somente humilhados por nossos pecados e não por causa do nome de Jesus, e o resultado será nulo. Porém se em nome de Jesus somos humilhados e nos desligamos dos ramos mortos e pomos em fuga os lobos arrebatadores, seremos humilhados também, mas, para a glória de Deus e para a salvação das almas.

  3. Candido Rios

    Caro pe. Demétrio, edificante o texto, contudo não acho ser a ignorância a culpada da falta de atitudes dos católicos, moro em Niterói e conheço bem a cidade, numa rua de 70 mts, existem 17 igrejas, em outra de 2km existem 41 igrejas chamadas protestantes, porque? expulsam demônios diariamente. Fiz parte da RCC, por três anos e tenho guardado comigo oito bilhetes de Jesus e de N. Senhora avisando-me de ocorrências ma minha vida, nunca acontecida. Na época era comum a falação em línguas , profecias e depoimentos fora do comum e até expulsão de demônios acontecia, com menos frequência, mais acontecia. Na época o pároco era o irretocável monsenhor José Geraldo da Silva,ele teve um enfarte e afastou-se para tratar, quando voltou, já petencia a outra paróquia, até aí, nada de mais se a paróquia não ficasse numa subida bem íngreme e ele mora na torre da igreja e não dirige. Hoje o pároco é o Pe. Wallace, tente procurá-lo para uma conversa e vê se encontra. O nosso Arcebispo doa como se dêle fosse casas para os padres conhecidos e que não precisam,isso tudo entristece os paroquianos, inclusive eu.Portanto a igreja precisa mesmo de uma auto-correção dos rumos pelo próprio clero(parte). Quanto a lutar pela nossa igreja e pelos ensinamentos de Jesus, penso que é justamente nas paróquias que deve começar, e os braços da igreja devem dar explicações de suas atitudes a quem de direito, esclarecer a opus dei,RCC,Canção nova, Fraternidade toca de Assis e outras regionais que acho que ninguém sabe, abrem e pronto, a continuar assim onde vamos parar? Se o Pe. Fábio de Melo faz apologia a heresia, é o caso de que? se frei Beto faz a mesma coisa, chama, e assim por diante. O poder vem de Deus e Ele capacita quem os adora e vive em harmonia com Ele, portanto é lícito afirmar que o poder nesses casos vem do povo e onde está o povo, nas paróquias. João Pualo II, disse que o mundo está entregue ao mal, lutemos então para reverter esse mesmo povo para a luz divina. Sou favorável que em todas as missas sejam dadas explicações sobre as eleições, falar ao povo quem é favor de aborto, casamento gay,e outras aberrações, mas explicar que a igeja não odeia o homosexual e sim as suas atitudes.É por isso que assitimos diariamente pessoas de outros credos atacarem a nossa igreja o alvo prefeido somos nós.Eu mando e-mail para muitos políticos, perguntando qual é a posição nos assuntos que quero saber, da mesma forma que eles mandam para nós.Sem barulho mas exigindo o fiel compromisso com Jesus, atitude pensada e inteligente, táticas sob a luz divina para vencermos o mal. Obrigado.

  4. antonio de pádua silva

    Caro articulista,

    O momento do cristianismo, de fato, é grave; o conteúdo está bem articulado e o apelo é mais do que oportuno.

    Todavia, o enfoque não coaduna com a essência da Igreja definida na “Lumen gentium”. Criou-se ao longo do artigo, creio que por imprecisão e não por pretensão, o binômio “IGREJA x POVO”, como se o leigo não fosse Igreja. Ora, o conceito de Igreja na Constituição Dogmática “Lumen gentium” não contempla essa bipartição. Talvez seja essa uma das causas do “desgosto” do povo católico com os estímulos de seus líderes. Estes não querem descer do palco. Continua, apesar do Concílio Vaticano II, esse olhar de cima para baixo. Hierarquia não é isso. Também não é verdade que o leigo seja ignorante. A gente simples de nossa nação católica pode não saber se expressar e conceituar conteúdos da Verdade. Mas tem uma intuição acurada da Verdade, muito mais do que imaginam certos “experts” da teologia. Sente o “cheiro” dos infernos muito antes do clero. Portanto, o primeiro passo para demover os católicos desse seu “desgosto” – dessa inação – é derrubar esse “muro entre dois povos” quando se fala de Igreja.

  5. Tamy

    Ótimo artigo! Gostei principalmente da parte que ele nos lembra que temos o púpito! Lógico que os outros meios são importantes, mas quantas pessoas vão à santa missa aos domingos? Infelizmente os párocos se predem a homilias longas e obvias, fazendo pouco paralelo com a realidade espiritual e prática que temos.
    É necessário parar de dar água com açúcar para quem precisa de remédio pra câncer.
    Também acho que é necessária um incentivo por parte dos nossos bispos para que os bons católicos se unam nessa luta, porque somos muitos.

  6. Magna

    Sobre a Hierarquia Católica, vejamos o que certas autoridades eclasiásticas afirmam sobre ela (não sei em que textos eles se basearam):

    “No VATICANO II, a igreja começa a ser vista de BAIXO PARA CIMA; em primeiro lugar a BASE, formada pelo POVO DE DEUS, em segundo lugar, a HIERARQUIA, a qual — mesmo indispensável — é formada de “Ministérios a serviço” do Povo de Deus” (Padre José Bedin, Creio, editora O Recado São Paulo,1996, p. 34).

    Neste, também afirma que esta concepção “BAIXO PARA CIMA” foi iniciada pelo Vaticano II:

    “[O Concílio Vaticano II vira a Igreja de cabeça para baixo quando ensina que ela é a reunião do Povo de Deus escolhendo alguns dos seus membros para uma função sacerdotal. Concepção democrática e modernista, condenada pela Igreja. A essência da Igreja não é essa. Ela é, sim, um Corpo, cuja cabeça é Cristo. A hierarquia da Igreja representa esta Cabeça. Os membros só participam da vida da Cabeça, que é Cristo, na medida em que recebem da hierarquia a vida da graça. A hierarquia representa a Cabeça, o Chefe. Ela não emana do povo. A Igreja é formada de cima para baixo, e não de baixo para cima.

    Fonte: http://www.capela.org.br/Catecismo/ordem.htm

    Por fim, tem um artigo neste site http://www.veritatis.com.br/article/4527 (LEIAM O TEXTO COMPLETO)
    em que mostra pelas Sagradas Escrituras que a Hierarquia Católica é de CIMA PARA BAIXO:

    “Que a Igreja é uma instituição hierárquica isto se prova pelo próprio NT. Na sua primeira carta aos coríntios S. Paulo ensina que a Igreja foi fundada de cima para baixo: “Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas” (1Cor 12,28). ”

    Afinal, o que realmente ensinou o VATICANO II sobre a Hierarquia católica? Alguém tem documentos papais para disponibilizar via web?

  7. Francisco Ademir Bruni Júnior

    Salve Maria,

    Será que ainda estão cegos? Os frutos do Vaticano II estão ai. Ou será que ainda acham que a ruptura causada pela liberdade religiosa, pela separação entre Igreja e Estado, pelo Ecumenismo e pela colegialidade não tem influenciarama no abandono da doutrina e tradição?

    Unir-se com a RCC, meu Deus, que ignorância, como a Igreja de Cristo pode unir-se a estes protetantes disfarçados.

    Vejam: O Tal Fábio de Melo prega CLARAMENTE

  8. Francisco Ademir Bruni Júnior

    Salve Maria,

    Será que ainda estão cegos? Os frutos do Vaticano II estão ai. Ou será que ainda acham que a ruptura causada pela liberdade religiosa, pela separação entre Igreja e Estado, pelo Ecumenismo e pela colegialidade não influenciaram no abandono da doutrina e tradição?

    O concílio deu margem a relativização da doutrina e como consequência, os católicos não confim mais na doutrina.

    Querem um exemplo mais claro: A Carta encíclica de PIO XI de 1928 proíbe expressamente e com toda a clareza possível, que os Católicos não podem e não devem participar de nenhum “culto” ou reunião com protestantes.

    “10. A Igreja Católica não pode participar de semelhantes reuniões [ecumenicas].
    Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembléias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo.”
    (Mortalium Animos – http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19280106_mortalium-animos_po.html )”

    E o que fizeram a maioria dos papas subsequentes: JP II foi a um clto em “igreja” luterana na comemoração de 500 anos de lutero, vejam bem, de lutero. Ele mesmo, o herege que pode ter levado milhões de almas para a perdição. Eu pergunto, o que um papa tem que fazer num lugar destes? E o pior, Bento XVI está prestes a voltar neste mesmo lugar 25 anos depois de JP II. Ignorância doutrinal ou o que?

    Unir-se com a RCC, meu Deus, que ignorância, como a Igreja de Cristo pode unir-se a estes protetantes disfarçados.

    Vejam as “contribuições da RCC”: O Tal Fábio de Melo prega CLARAMENTE que não importa ser católico ou protestante e ao que parece gosta muito do socialismo. O tal Chalite agora é socialista (os senhores sabem qual a doutrina da Igreja sobre o socalismo? A RCC promove em peso “missas de cura e liberação’ proibidas pela Igreja, sem contar com os repousos no espírito, as “orações” em línguas.

    Caso queiram posso mandar os links das notícias.

    Salve-se quem puder.

  9. Candido Rios

    Caro Francisco, não sei se leu o meu comentário, quando disse que fiz parte da RCC por tres anos, afastei-me porque não conseguia ver nas falações em línguas,profecias,expulção de demônios, bilhetes de Jesus e de N. Senhora etc, fui com o grupo que participava, duas vezes as apresentações da canção nova, e nas duas vezes, no final, as pessoa ficavam em filas e os padres colocavam as mãos na nossa cabeça e diziam
    “repouse no espírito santo”, sem intenção de fazer graça, a maioria das pessoas caiam, parecia um hospital de guerra e lotado. Por esses motivos me afatei. Agora se é proibido, porque deixam? O sr. pode me explicar direito? Obrigado.

  10. Daniel

    Pax Christi!

    Dom Henrique Soares da Costa publicou uma análise muito interessante da situação da Igreja no Brasil. IMHO, melhor ainda que esta do Pe. Demétrio e do Prof. Felipe. Dom Henrique faz uma análise muito crítica de diversos pontos importantes: a Liturgia, a catequese, a dessacralização do sacerdócio.

    Vale a pena dar uma olhadinha.

  11. Teresa

    O texto tem o afã de ser um alerta para a moleza dos leigos, mas falha ao apontar a grande contribuição dos bispos brasileiros para esse estado de coisas. Quem incentivou ou se calou para que esses políticos esquerdistas chegassem ao poder? Quantos são os bispos e padres que dos púlpitos exortam seus fiéis a não votar nessa gente, incusive dando nome aos bois?

    Por outro lado, o fato do artigo ser co-assinado pelo professor Aquino é no mínimo uma contradição devido a sua associação à Canção Nova. Ora, eles falam na política pão e circo e nas pregações adocicadas, então, o que dizer do Chalita e do Pe. Fabio de Melo, os grandes expoentes da pregação adocicada? E o que dizer dos políticos do PT sendo apresentados e promovidos descaradamente na CN?

    Terá o professor a coragem de dar nome aos bois para ser coerente com o seu texto?

    E de que televisão católica eles falam, se, na verdade, não existe tal coisa no Brasil?

  12. Carlos

    É isso aí, Teresa! Falou e disse! Concordo inteiramente com sua análise. Esses padres carismáticos andam o tempo todo de namorico com o PT, que agora no Encontro que escolheu a (ex?)terrorista Dilma para continuar a roubalheiro do Lulalau, acaba de revelar mais uma substanciosa parte de seu programa comunista.
    Esperemos e rezemos para que não seja só hipocrisia e que esse pessoal comece a abrir os olhos.
    Como disse alguém aí de cima, salve-se quem puder.
    Carlos.

  13. Valdir A. C.

    Lí os dois primeiros parágrafos… não precisei ler mais nada!!

    Quando falamos dos erros crassos de sacerdotes somos criticados por que somos leigos e não temos autoridade para ensinar… quando a Igreja vai mal é pela moleza e ignorancia do povo católico!! Válha-me!!!

    A Igreja no Brasil está nesse pé por culpa do clero materialista, comprometido com a agenda esquerdista e (quase) totalmente contaminado pela TL. Desobedientes, vaidosos, mentirosos, falsos, sem espiritualidade alguma, detratores, midiáticos, traidores… (quantos adjetivos mais!!!).

    Quando o inimigo se propôs a destruir a Casa de Deus ele tentou inúmeros caminhos que terminaram nas muralhas dos mosteiros e abadias e na Rocha de Pedro e deram em quase nada… por fim utilizou o ardil mais velho da história se fazendo de morto e depois atacando o inimigo (que dormia) da forma mais avassaladora que existe contaminando-o de dentro e fazendo pensar como ele. Um projeto a longo prazo, mas destruidor!
    A Igreja tupiniquim é um reflexo dessa ataque que continua.

    Que BXVI seja o comandante que porá fim na investida do inimigo, pois que “As portas do Inferno não prevalecerão”.

    Em Jesus e Maria!

  14. Candido Rubim Rios

    Ainda sobre a igreja de JESUS CRISTO, nesse aspecto ela é sim invisível, porque não é de pedra, é de pessoas e nós somos a igreja. Devemos sim na hierarquia seguir as diretrizes do santo PAPA, mas a igreja somos nós porque sem o povo ela não existiria, me parece muito óbvio esse pensamento. O povo pensa diferente, cada um tem a sua opinião, as vezes concordamos ou não, mas isso não significa e não pode ser objeto de contendas maiores que trazem um racha para os católicos. Eu não conheço quase nada da opus dei, canção nova,toca de Assis e o pouco que conheço não concordo, mas isso não é o bastante para mim falar mal, a toca de Assis por exemplo, que essa eu conheço um pouco mais, do Pe. Roberto Letiere, os toqueiros são proibidos de estudar e vivem a pedir, eu não concordo mas aceito, porque não posso fazer nada com a fé dêles.Na toca de Assis, quando o cara entra recebe logo um nome diferente e se por acaso ele tiver o ensino fundamental ele vai continuar tendo somente o ensino fundamental.Respeitar as diferenças e as opiniões, cada um vê a luz divina de um modo diferente e cada um tem um dom.Eu por exemplo não acho que quem não tem nada para dividir, vai dividir o que?O mundo precisa de pessoas que dividam o que tem e não o nada. Obrigado.

  15. antonio de pádua silva

    Gostaria de me dirigir à Magna.

    Compartilho do mesmo interesse pela questão da “hierarquicidade” da Igreja. (Desculpe-me pelo neologismo). E a causa desse interesse é que, sem dúvida alguma, há aí uma crise que está matando o fluxo da Caridade. O clero e seus arremedos clericalizados, confortavelmente instalados em alguns privilégios sociológicos, insistem em cristalizar essa situação que lhes convém. Mas incorrem em erro estrutural. A Igreja que Cristo constituiu não seria bem assim. Basta estudar os capítulos doze e treze da primeira carta aos Corínthios. A Igreja que Cristo quer é uma hierarquia, sim. Pois no domínio espiritual a relação entre as pessoas flui desse modo. Até os anjos se organizam em hierarquias; mas Cristo substituiu o modelo da Antiga Aliança usualmente em voga no Seu tempo, exatamente pela mesma causa: Um espírito de dominação e de desprezo dos destinatários da graça por parte dos comissionados. (Pastores que pastoreiam a si mesmos). De fato, isso quebra o fluxo da Caridade. Em outras palavras, expulsa Deus da Igreja, deixando-a uma instituição puramente humana. Pois a hierarquia legítima que funciona no domínio espiritual não se baseia em feudos e privilégios; legitima-se pelo fluxo do serviço da graça. A razão da repartição das funções orienta-se para a ordem na distribuição do serviço. Eventualmente, um dado carisma pode até ser servido por alguém que não estava a ele diretamente comissionado, dependendo apenas da urgência do necessitado. O importante é o carisma, ou seja, a graça que o serviço dá; não o seu portador. O comissionado ganha com toda legitimidade um destaque na hora que está ministrando o carisma, em função do carisma, pois naquele instante aquela pessoa materializa a própria atuação de Deus; mas terminada a administração da graça, entra em repouso e se equipara a todos os outros, pecador como todos os outros. Na prática, não há como se desfazer de imediato das vestes e todo aparato da função; isso é compreensível. Mas o que é errôneo é pretender que a sacralidade continue na pessoa sem a função. A comissão, sim; por uma questão de organização. Mas a sacralidade, não. E o que se tem visto é uma perpetuação de um servilismo em relação às pessoas, pelas próprias pessoas; até mesmo quando os carismas nem sequer estão em questão. A sedimentação dessas atitudes deriva da prática dos cerimoniais do mundo da política. É conseqüência da romanização da visibilidade da Igreja, com sua roupagem, simbolismos e costumes. O Concílio Vaticano II quis adequar isso para a compreensão do homem moderno. Mas como se vê… há momentos que interesses pessoais se antecipam às necessidades da antropologia moderna. E a Igreja caminha para o matadouro…

  16. Candido Rubim Rios

    Sr. Antonio de Pádua, tenho visto exatamente o que o sr. explicou, existem pessoas que aceitam tudo que o pároco fala, uma vez que a maioria não tem acesso sequer ao Bispo, imagine a CNBB,e nesses casos o que fazer? Eu faço parte da “turma” que chama o padre e pergunta, e geralmente explica ao modo que o Bispo mandou, (parece charada) e eles nada fazem, novamente pergunto ao sr. o que devemos fazer?Obrigado.

  17. alex rocha do carmo

    vejam só, chama o povo de alienados, que alias, concordo, e de varias formas, mas quem alienou o povo por tanto tempo?