San Josemaría Escrivá e o Rito Tridentino

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 5 meses 29 dias atrás.

en passant, comentando a notícia interessante que li hoje no Fratres in Unum: San Josemaría Escrivá, até a sua morte (1975), só teria celebrado a missa no rito de São Pio V.

“Não joguem fora os Missais [Antigos], eles voltarão”, teriam sido palavras do santo. Si non è vero, è ben trovato! E o santo estava correcto. Com o Summorum Pontificum os missais voltaram, a Missa na sua forma antiga voltou, ad majorem Dei gloriam.

Por isso, segundo informações do blog espanhol ‘Sector Católico’, a Missa Antiga também será celebrada na basílica romana de Santo Eugênio. A grande igreja está sob o controle do Opus Dei e se localiza próxima à Casa Central da Prelatura Pessoal, no sofisticado bairro romano de Parioli.

Permita Deus que a forma extraordinária do Rito Romano seja cada vez mais celebrada, a fim de que os abusos que dolorosamente encontramos nos dias de hoje possam ser o quanto antes expurgados da Liturgia da Igreja. Para que Deus seja glorificado, como convém que Ele seja. Para a Sua maior glória e salvação das almas.

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6 thoughts on “San Josemaría Escrivá e o Rito Tridentino

  1. Dionisio Lisboa

    Bruno Santana comentou no Fratres in Unum:

    “A Opus Dei é uma grande cortina de fumaça, isso sim… É só uma prova do que acontece quando se mistura uma gota de água suja num copo de água limpa. Por mais que a água pareça pura, ela está SUJA.

    E os Arautos do Evangelho? E os Legionários? Cadê essa gente que não infesta as capelas de Missa Tradicional?”

    Faço minhas as palavras de meu conterrâneo e colega de batalha: onde estava este povo desde julho de 2007, quando o motu proprio foi promulgado pelo papa? Por que não o defenderam quando Bento XVI foi atacado violentamente pela mídia pela liberação do Rito Romano Tradicional e quando da questão Willianson?

    Mistéééééério…

  2. R. B. Canônico

    Bom, a informação de que S. Josemaria celebrou no Rito Antigo até a morte é fato público e está publicado nas biografias dele – que são MUITO mais antigas que o Summorum Pontificum.

    Ele recebeu uma autorização – não sei o termo exato – da Santa Sé pois já era de idade avançada e tinha graves problemas de saúde – inclusive de visão – fato que tornou muito árduo a ele a adaptação. E, posso estar enganado, mas acho que todos os sacerdotes mais idosos receberam autorização para continuar celebrando na Forma Extraordinária.

    A notícia, além de tudo, lembra a má fé habitual da imprensa em geral com a Igreja. Dizer que este fato era um ‘segredo’ beira ao ridículo ao se lembrar de que é um dado presente na mais famosa biografia sobre S. Josemaria, de autoria de Vasquez de Prada. O que leva a pensar que os autores estariam agindo com má fé mesmo.

    Por fim, acho curioso que muita gente que diz estar obedecendo ao Papa insiste em transformar a forma Extraordinária do Rito em Ordinária, e acham ruim de quem pensa o contrário. Bom, a própria nomenclatura utilizada pelo Santo Padre parece-me auto-explicativa e clara o suficiente, portanto…

  3. Emerson

    “A Opus Dei é uma grande cortina de fumaça, isso sim… É só uma prova do que acontece quando se mistura uma gota de água suja num copo de água limpa. Por mais que a água pareça pura, ela está SUJA.”

    Bom, eu freqüento o Opus Dei, e esse comentário é totalmente descabido.

    As missas rezadas lá estão completamente de acordo com o rito, sem as distorções que conhecemos.

  4. André Luiz Araújo Magalhães

    Frequentei enquanto adolescente, por muito tempo a Capela Nossa Senhora do Bonsucesso, em Italva, interior do Rio de Janeiro na época em que o capelão reverendíssimo Padre Antônio Paula da Silva celebrava no Rito Tridentino. Este sacerdote muito antes da Summorum Pontificum já havia recebido autorização por benevolência de sua Excelência Reverendíssima Dom Roberto Gomes Guimarães a autorização para continuar celebrando segundo o antigo missal, terminando assim uma inimizade com a diocese de décadas. Contudo, antes mesmo da Summorum Pontificum já havia aposentado seu antigo Missal na prateleira da biblioteca. Padre Antônio Paula da Silva é um dos sacerdotes dos Arautos do Evangelho, fato natural, pois os mais antigos Arautos são rebentos da (antiga) TFP. Padre Antõnio sempre celebrou com muita piedade e aos domingos fazia questão que a maior parte dos cânticos da Santa missa fossem do repertório gregoriano, mesmo em missas dominicais simplesmente rezadas. Hoje, celebra o novo rito versus populum, ou aquela “missa de transição”, adaptação do Rito Tridentino para vernáculo que foi publicado pela Santa Sé até que ficasse pronto o novo Missal. Era uma adaptação do Rito Tridentino, em que apenas o Canon era dito em latim. Não frequento mais por razões particulares, caso alguém indague.

    Um santo exemplo é Padre Pio, não celebrou missa nova por
    por uma santa intransigência e manteve-se fiel à antiga ordem estabelecida. Não foi mero apego ou simples dificuldade em adaptar-se ao novo, todos sabem disto.

    Os Arautos do Evangelho possuem sim uma grande qualidade que gosto sempre de frisar, ou seja, Rezam quotidianamente e sem cessar diante do Santíssimo Sacramento pelas pessoas que precisam e pedem por oração. Isto é muito nobre e vai além da nobreza. Denomino Caridade. Obs.: Não faço parte dos Arautos do Evangelho.

    Quanto a Opus Dei, não conheço, mas se São José Maria Escrivá disse um dia que os missais antigos voltariam a ser amplamente usados, estava certo.

    E, creio que o clero e fiéis que utilizam o antigo missal e são instruídos de acordo com a antiga ordem estabelecida, ou seja, tudo anterior ao Concílio Vaticano II são mártires da Fé, porque sofrem todo tipo de críticas, mas não se intimidam. A Fraternidade São Pio X, é um exemplo disto & estão em comunhão com a Igreja.

    Ninguém está obrigado a venerar José Maria Escrivá, nem fazer parte da Opus Dei, nem dos Arautos do Evangelho. Antes, temos a obrigação de dizer sempre a verdade, não acusar sem provas e reconhecermos que todos somos filhos de Deus.

    O mais importante não está na posição em que o Missal Tridentino, ou melhor, em que o Rito Tridentino ocupa atualmente na Igreja, e sim que ele é um antído seguro contra todas as heresias protestantes. Nele não há ambigudades ou compromissos com o erro.

  5. André Luiz Araújo Magalhães

    Permita Deus que a forma extraordinária do Rito Romano seja cada vez mais celebrada, a fim de que os abusos que dolorosamente encontramos nos dias de hoje possam ser o quanto antes expurgados da Liturgia da Igreja. Para que Deus seja glorificado, como convém que Ele seja. Para a Sua maior glória e salvação das almas.

    O trecho sobretudo deste texto supracitado pelo seu autor é de suma importância. No dia em que isto tornar-se de praxe em todos os lugares, e quem sabe quotidianmente, haverá muita Paz na Igreja. Não importa que lugar este Rito antigo ocupe. Sua importãncia está acima da extraordinariedade ou da ordinariedade.

  6. Jonas

    Prezado André Luiz

    Apesar do que você disse a Fraternidade São Pio X não está em plena comunhão com a Igreja, e quem declarou isso foi a própria Igreja, no decreto que removeu a excomunhão dos quatro bispos sagrados por d. Marcel Lefebvre:

    «Espera-se que este passo seja seguido pela solícita realização da plena comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, dando assim testemunho de verdadeira fidelidade e de verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa com a prova da unidade visível.»
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cbishops/documents/rc_con_cbishops_doc_20090121_remissione-scomunica_po.html