Debates públicos e questões morais

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 5 meses 28 dias atrás.

Alguém comentou sobre um debate, no programa do Ratinho de ontem (salvo engano), entre Silas Malafaia e uma deputada pró-gayzismo. Eu não tive ainda tempo assistir (alguém comentou no youtube), mas queria só fazer algumas rápidas considerações:

1. Sempre que existe algum assunto polêmico, a impressão que me passa é a de que a promoção de debates (e de enquetes também) é utilizada como mecanismo de tomada de posição, cabendo o critério de discernimento à oratória dos debatedores (ou à “vontade da maioria”, no caso das enquetes). Parece que nada é certo, e tudo pode ser pensado e repensado, ou decidido igualmente de uma forma ou de outra. Jamais se considera que certas coisas simplesmente não são passíveis de discussão. Sempre me lembro daquele texto (aliás, genial) que não estou conseguindo acessar agora, chamado “por que não a mamãe”. Ainda está no cache do google.

2. Ao mesmo tempo, a coisa é feita com um tão grande desleixo que eu tenho a sensação de que se intenta tirar toda a credibilidade do processo, toda a seriedade do assunto, toda a sua substância intelectual. O que raios é o programa do Ratinho, para pretender discutir um assunto de tão grande seriedade? Qual o nível do programa e dos seus espectadores? Do jeito que as coisas são feitas, parece haver uma vontade pensada de caricaturizar e de debochar, de esvaziar o assunto de sua gravidade, para que as pessoas não mais o levem a sério e, assim, possam aceitar levianamente “qualquer coisa” que se decida sobre ele.

3. Por que chamaram o Silas Malafaia e não, p.ex., o padre Lodi ou o padre Paulo Ricardo? Na minha opinião, foi também caso pensado. Porque uma coisa é a “Assembléia de Deus da Penha”, e outra completamente diferente é a Igreja Católica Apostólica Romana. A primeira não tem a credibilidade da Igreja de Cristo. É fundamental que a defesa da família e da Lei Natural seja tomada pela Igreja Católica, e haja uma identificação pública clara entre as duas coisas. Porque o protestantismo obviamente não é a capaz de oferecer a defesa que a situação atual exige.

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22 thoughts on “Debates públicos e questões morais

  1. Luiz Augusto

    Jorge, sei que o padre Lodi ou padre Paulo Ricardo não decepcionariam, mas eu realmente costumo ter muito medo que chamem um padre para esses debates…

    Mas, realmente, precisa haver uma identificação da Igreja com essas “causas”. Do jeito que está hoje em dia, parece que agir corretamente e defender os valores de sempre são “coisa de crente”.

  2. Renato

    Ao chamar o fanfarrão Silas MALAFALA Jorge – na minha opinião -, está tentando passar uma mensagem subliminar de que os protestantes são fiéis a Deus e os católicos são liberais e para esses tanto faz se essa lei passar ou não passar.

    Não é de hoje que percebo essa atitude da mídia em relação aos ímpios protestantes.

    Essa mesma mídia que com sua programção anti-católica e pronográfica, perverteram (e continuam pervertendo!) a sociedade católica brasileira. Agora, na maior cara-de-pau, tentam induzir para a sociedade, que os ímpios protestantessão cultos e sabedores da situação.

    Mas ao ver esse fanfarrão do Silas MALAFALA no Programa Ratinho, percebi que o nível desse homem é o mesmo do imbecil do Ratinho.

    PS: Vocês repararam como no final o fanfarrão MALAFALA parecia até um polítco em defesa dos pobres e dos cidadãos!

  3. Blog Mallmal

    “Por que chamaram o Silas Malafaia e não, p.ex., o padre Lodi ou o padre Paulo Ricardo?”

    Porque sinceramente eu não acredito que algum filiado à ICAR se rebaixaria a comparecer ao programa do Ratinho.

    Não estou sendo irônico.

    Apesar dos pesares, de todas as minhas discordâncias com a ICAR, devo reconhecer que ela não baixa a cabeça. Pelo menos não nesse nível.

    Um abraço.

  4. Carlos

    Acho que o Padre Lodi e o Padre Paulo Ricardo eles não chamariam jamais. Quando chamam algum padre para esse tipo de debates normalmente escolhem um bem chocho, água com açúcar, que não tem coragem de defender a verdade com galhardia. Isso quando não chamam um que seja até favorável a essas leis iníquas.
    O Ratinho não vale o queijo que come, mas é coerente porque, que eu saiba, ele também é protestante.
    Carlos.

  5. liberdade de expressão

    De fato seria muito bom se fosse o Pe Lodi ou o Pe Paulo Ricardo. E seria ótimo também se fosse o Julio Severo.
    Mas, de qualquer forma, ainda bem que chamaram o Silas Malafaia, que fala o que precisa ser falado, com firmeza, e não algum padre ou pastor desinformado e cheio de nhenhenhém ‘bonzinho’ e trouxa – que é o que muitas vezes aparece nesses ‘debates’ na TV, como os do programa da Luciana Gimenez e outros, onde o padrão é do tipo quatro militantes gayzistas bem treinados contra um ‘cristão’ abobalhado.
    Silas Malafaia não decepcionou. Dentro do possível, falou o que tinha de ser falado. Não restringiu o seu discurso à questão unicamente religiosa (se o fizesse, seria um prato cheio pros laicínicos), mas enfatizou que o caso é também de defesa da liberdade de opinião e de escolha de todos. E, de quebra, lembrou que o PLC 122 foi ‘aprovado’ na base da tramóia na Câmara, método que a traiçoeira militância gayzista permanece insistindo em utilizar.
    Abs.
    Carlos,
    http://twitter.com/livrexpress

  6. Luke

    Silas Malafaia falou muito bem. E pelo tempo para cada um falar, só caberia mesmo um discurso retórico. E o Pr. Silas Malafaia, convenhamos, é um bom retor.

    Pessoal, vamos parar com essa birra infantil do tipo: Esse Silas não presta, deveria ter chamado um Padre!

    Poxa, coisa infantil! Falar a verdade é falar a verdade!
    Ele mandou o recado! E vamos falar a verdade, tem uns Padres e Bispos que são bem frouxos!

    Pelo menos no Silas mandou na lata!

  7. Sidnei

    Não quero jogar um balde de água fria em ninguém, mas já assisti um debate entre o Pe. Lodi e uma militante pró-aborto, no programa do Jô Soares, e foi um desastre, não sei se ele melhorou com relação a debates, se bem que este debate foi em 1998, de lá para cá talvez o Pe. Lodi tenha melhorado porém naquela época, desculpe a expressão o qual já disse até para um outro Padre, mas o Pe. Lodi foi um verdadeiro banana, isto porque durante todo o debate o Jô Soares ficou o tempo inteiro do lado da abortista, quando em um debate o mediador tem que ficar neutro, porém não foi o que aconteceu naquele debate, eu se fosse o Pe. Lodi, teria dado um soco em cima da mesa, isto se não a teria virado de pernas para o ar, e dado em dedo na cara do Jô e chamado sua tenção, o que aconteceu?, aconteceu que vi um padre acuado diante dos ataques da pró-aborto, do apoio do mediador e da platéia que muitas vezes o vaiavam fazendo o acuar mais ainda, isto não pode acontecer, o Pe. Lodi perdeu uma ótima oportunidade naquela época de ter mandado o Jô Soares calar a boca e dado a Rede Globo uma lição de não fazer os outros de bobo, espero que o Pe. Lodi tenha evoluído de lá para kA, porque lá ele me decepcionou e muito.

  8. karina

    Pela primeira vez, hei de concordar com o Malmall… Programa do Ratinho, Datena, Sônia Abrão e Cia Ltda ninguém merece…

    São programas de baixo nível, infelizmente vão ao ar e acabam falando que é porque são a cara do povo. Sinceramente, as pessoas mais humildes que eu conheço não tem a menor simpatia por esses programas, muito menos “se parecem” com eles.

    Com relação aos padres que eles chamariam, com certeza seria um daqueles que fica “hum, não, talvez, não é bem assim…”

    Certa vez, assisti uma reportagem sobre anencefalia aqui na TV Vitória (filiada da Rede Record), o padre que chamaram, coitado, era melhor que tivesse ficado em casa quietinho. Mandei uma carta à produção do programa, falando que foi altamente tendencioso para o mal, eles ligaram, falando que tinham chamado outro padre, mas ele não pode ir, e que aquele tinha ido meio que em cima da hora… Sei lá, tenho minhas dúvidas de que tenha sido isso.

  9. Valdir A. C.

    Silas Malafaia é um falastrão de primeira e não engana nem mais os “evangélicos”… mas vá lá! O inimigo do meu inimigo é meu aliado!

    Totalmente correto a Igreja encabeçar a luta pela vida, pois é a única com o aval para isso… mesmo porque não existe igreja evangélica e portanto não existe voz para falar por ela. Sendo assim deveriam ter convidado o presidente das Ass. das Igreja Evangélicas ou coisa parecida.

    Ratinho discutindo um tema dessa envergadura é rebaixar a importância do mesmo para o nível populesco e cômico e ao invés de contribuir, atrapalha. Ainda, temos que considerar o nível de informação e consciência (senão intelectual…) das pessoas que assistem essas porcarias!

    Em Jesus e Maria!

  10. liberdade de expressão

    Os ‘bons cristãos’ podem continuar achando que não devem se rebaixar indo aos programas de TV, e podem continuar deixando os meios de comunicação de massa totalmente ocupados pela ideologia gayzista e abortista fazendo a cabeça do povão.
    Restará, então, a esses cristãos, apenas reclamar do alto de sua torre de marfim, ou choramingar na porta da igreja.

  11. Candido Rubim Rios

    Claro que o programa do Ratinho e outros não serve para esse tipo de debates, aliás não sei qual programa serviria, o Jô manipula, e aí não sobra ninguém. Mas vocês repararam quem nós elevamos a ídolos? Ney Matogrosso,Cazuza,Chico Buarque,Caetano, Gil,Cássia Eller, e olha que esses são ou foram a nata, fora os grupinhos de pagode e funk, quem é ídolo e prega a boa nova? Estamos sendo manipulados e devemos reagir não assistindo, não votando, parece que falar de boas maneiras ensinada por Jesus não dá ibope, está tão difícil de lembrar nomes…Talves o Herbert Vianna? Ele tem dado boas declarações sobre a família. E se um padre pauleira for a um debate desses eles nunca mais chamam, que tal se a CNBB, criasse um canal de tv. Reagir falando não leva a nada e nas raras vezes que falam, são tão mansinhos que se passam por bobinhos.

  12. Carlos

    “que tal se a CNBB, criasse um canal de tv”?

    Tá maluco, Cândido?
    Se a CNBB criasse um canal de TV a Dilma nem precisaria fazer campanha de rua. Tava eleita no 1º Turno.

  13. Luke

    O “liberdade de expressão” acertou na mosca. Também acho que precisamos de mais católicos fora da torre de marfim, menos demonstrações de uma superioridade fingida e desdém infantil.

    Fora que essa atitude demonstra mais covardia que superioridade, tipo de coisa jamais demonstrada por N.S Jesus, Apóstolos, mártires, santos e papas.

  14. Augusto

    Graças a Deus que chamaram o Silas Malafaia. Admiro muito o padre Paulo Ricardo, porém, ele é muito educado, não sei se defenderia tão bem a posição cristã numa ocasião dessas. O pastor Silas tem um temperamento muito bom para essas situações, ele não se deixa intimidar por táticas psicológicas como as que a ex-deputada usou para o tentar desestabilizar durante o debate (ex. o pastor “tá” nervoso? – Não estou não minha filha … “rachei o bico”). E outra, ele defendeu a democracia colocando no mesmo patamar evangélicos, católicos (não é a primeira vez que ele faz isso) e toda a sociedade.
    Que bom que foi ele, “sentou o bambú”, e é assim que tem que ser.

    Como disse o Luke num comentário acima, nós devemos parar com essa birra infantil entre católicos e evangélicos. PLC 122, militantes pró-aborto, comunismo, laicismo, todas essas questões ameaçam tanto uns quanto outros. É uma burrice cada um fazer um grupo na sua igreja para ir à luta, devemos todos nos unir (politicamente, não religiosamente) pois o inimigo é o mesmo, portanto o exército deve ser um só e as táticas planejadas e aplicadas em conjunto.
    Nos E.U.A é assim, os conservadores americanos são um grupo formado em sua esmagadora maioria por protestantes, católicos e judeus. Vamos ser inteligentes, façamos o mesmo.

  15. Augusto

    Me ocorreu um detalhe agora.
    O pastor Silas deve ter sido convidado por dois motivos. Um, é obvio, que é o fato de sua luta contra o PLC 122 e o outro deve ser o fato de estar em ascensão na TV e por isso é muito conhecido da população. Já pensou se o Ratinho convida o padre Fábio de Melo por ser ele um padre popular? E pior ainda, já pensou se ele aceita o convite?! kkkk
    Ia ser uma humilhação para nós e um motivo de chacota por parte de todos os outros cristãos não católicos.
    Demos graças a Deus por ter sido o Malafaia.

  16. Renato

    Augusto, o problema é o seguinte:

    O MALAFALA se aproveita da situação pós-Vaticano II que se apoderou da Santa Igreja Católica e sempre que possível este senhor tenta induzir os católicos e os seus seguidores de que os padres abobalhados carismáticos (modernistas) são “a voz da Igreja Católica no Brasil”.

    Dúvido que irão chamar um padre tradicional como da Fraternidade Sacerdotal São Pio X para um debate desses.

    A intenção da mídia não é essa.

    Outra coisa: já reparou que sempre quando um padre tradicional tem a mesma atitude de lutar contra essas podridões fala ele é chamdo de “inquisidor”?!

    Os reformadores protestantes também fizeram suas inquisições,perseguiram e mataram milhares de pessoas. Mas quando eles levantam um pouquinho a voz, são chamados de cultos. E quando um padre tradicional levanta a voz, é chamado de inquisidor!

    Não se engane, esses programas hoje na televisão tem essa meta de:

    Padre tradicinal – inquisidor.

    Ímpios e falsos profetas como o Silas MALAFALA. Por mais que eles berrem e gritem – cultos e guerreiros.

    Além do mais, o MALAFALA sabe muito bem essas táticas pois ele é psicologo.

  17. Valdir A. C.

    Sr. Augusto…

    O senhor precisar avaliar melhor quem é Silas Malafáia antes de proclamar loas a respeito desse herege!
    O fato de ser intempestívo, como todo pastor aprende nos “seminários” protestantes, não significa autoridade! Lutamos por um ideal comum e fica nisso!
    Ele odeia a Igreja Católica com unhas e dentes e basta, se o senhor tiver estômago e tempo à toa, ouvir suas “pregações” e acompanhar seu estilo de vida (helicópteros de 500.000,00(?) e doações “voluntárias” de 1000,00 e etc.)
    Defendamos a vida e o direito de Crer, mas não sejamos tolos!!

    Em Jesus e Maria!

    Valdir A. C.

  18. Augusto

    Senhores Renato e Valdir.
    Agradeço as avaliações dos senhores a respeito da minha opinião sobre Silas Malafaia. Reconheço que devo ainda estudar muito para compreender alguma coisa. Seguirei o conselho que me deram e prestarei mais atenção a esses detalhes que me escaparam.
    Obrigado.

  19. Augusto

    Pessoal, encontrei um vídeo (coloquei o link abaixo) do Silas Malafaia falando sobre a PL 122 onde por várias vezes ele defende os direitos em geral e cita nessas vezes os direitos dos católicos também.
    Ainda acredito na sinceridade dele, pois mesmo sendo protestante é um homem de boa vontade, caso fosse contrário faria como muitos líderes religiosos que aceitam a torto e a direito as modas do mundo.
    Não quero defendê-lo para que os que não gostam dele passem a gostar mas porque acho ser de pouca inteligência lutarmos separadamente sendo que o inimigo é o mesmo. Já disse num comentário acima e volto a dizer, nos EUA é assim, os conservadores quando em questões políticas lutam juntos, independentemente da fé. Cada um continua na sua igreja mas lutam juntos na sociedade.

    http://www.youtube.com/watch?v=RGhKl7nGIa8 (Parte 1)

    http://www.youtube.com/watch?v=pjbH29b-GIw&feature=related (Parte 2).

    Precisávamos entrar em contato com essas pessoas, Padre Paulo Ricardo, Silas Malafaia, Júlio Severo (protestante), deputado Paes de Lira e outros e pedir para lutarem juntos e nós também, juntos com eles.

    Abraço.