Mais sobre infanticídio indígena

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 4 meses 29 dias atrás.

Que saudades do tempo em que os missionários se esforçavam por catequizar os índios, levando-lhes a palavra de Deus e conferindo-lhes, por meio dos Sacramentos, a Graça Divina! Hoje o Conselho Indigenista Missionário parece-se mais com uma sucursal do Inferno do que com uma entidade preocupada com a salvação das almas e a glória de Deus.

Faço referência ao texto do Contra o Aborto. Leiam lá. E faço coro ao desabafo do William: “Afinal de contas, o que o CIMI faz? Quantos são os convertidos? Quantos são os batizados, quantos os que abraçam a Fé Católica? Ou será que só ficam neste papo furadíssimo de que a cultura indígena deve ser preservada, mesmo que esta tal ‘cultura’ signifique matar recém-nascidos enterrados vivos ou a flechadas?”.

Faço referência, também, ao texto que o Erguei-Vos, Senhor reproduziu. “Esses antropólogos e missionários estão defendendo a teoria de que, para algumas sociedades, o ‘ser ainda em construção’ poderá ser morto e o fato não deve ser percebido como morte. Repetindo – caso a ‘coisa’ venha a ser assassinada nesse período, o processo não envolverá morte. Não é possível se matar uma coisa que não é gente. Para estes estudiosos, enterrar viva uma criança que ainda não esteja completamente socializada não envolveria morte”.

Na verdade, todo o celeuma gira em torno de uma reportagem publicada no amazonia.org.br, que chama – já no título – o infanticídio de “direito da mulher indígena”. O texto é simplesmente asqueroso. E, lá, encontramos o sr. Saulo Feitosa – secretário-adjunto do Cimi – falando sobre este “costume” indígena da seguinte forma singela:

Para ele, organizações contrárias ao infanticídio fazem uma campanha mentirosa de que a comunidade obriga a mãe indígena a tirar a vida de seu filho, quando não é verdade.  “No local do nascimento, só ficam a parturiente, a mãe e a avó.  Elas é que vão decidir se vão ou não deixar a criança viver.  Se o filho não volta com as mulheres indígenas, é porque elas decidiram não ter a criança”, afirma.

Sinceramente, o que este sujeito ainda está fazendo em “um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)”, conforme se pode ler no “Quem somos?” do site do Cimi? Por que raios este conselho indigenista dos infernos ainda existe? O que justifica a defesa velada – e, às vezes, nem tão velada assim… – do infanticídio vergonhosamente praticado por algumas tribos indígenas?

O que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil tem a dizer sobre isso?

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8 thoughts on “Mais sobre infanticídio indígena

  1. Carlos

    O que a CNBB tem a dizer sobre isso? Talvez seja melhor nem perguntar…

  2. anônimo

    “o que este sujeito ainda está fazendo em “um organismo vinculado à CNBB”

    Não vejo motivo para espanto. Ele está no lugar certo…

  3. Pingback: Paul Washer – A Ira de Deus | Abraço - abraços e beijos

  4. Angélica

    Jorge ,este negócio me indignou de uma tal maneira que nem te digo.JÁ ESCREVI PARA A CNBB.ACHO QUE TEMOS DE COLOCAR A BOCA NO TROMBONE.
    INDIO É CIDADÃO BRASILEIRO,ANTES ATÉ DE SER CATÓLICO(COMO ARGUMENTA O MISSIONÁRIO” QUE RESPEITA O PAGANISMO DELES.SE TODOS TEM DIREITO Á VIDA ,OS BEBÊS ÍNDIOS TAMBÉM TEM,SE TODOS SÃO OBRIGADOS Á VOTAR E ELES VOTAM,ENTÃO TEM DE OBEDECR A LEI E NÃO ABORTAR!
    E ESTE “MISSIONÁRIO” DE MEIA TIGELA NEM DIGO,É OMISSO E CONIVENTE COM O GENOCÍDIO INDÍGENA.AH SE EU VISSE ESTE HOMEM PELA FRENTE,SERIA CAPAZ DE DAR UMAS CHICOTADAS NELE SEM DÓ .#@%¨&*

  5. Renato Lima

    O pior é que os ímpios protestantes se vangloriam com isso!

    Leiam os comentários de alguns protestantes neste artigo colocado no blog (que com certeza coloca isso lá com uma clara má intenção!) do ímpio Julio Severo;

    http://juliosevero.blogspot.com/2010/03/estranha-teoria-do-homicidio-sem-morte.html

    Reparem que os protestantes já criaram a idéia de que a Santa Igreja aprova tudo isso!

    Para os ímpios protestantes já não bastava criar aquela lenda de “massacres” aos índios pela Santa Igreja Católica na America Latina, agora vem isso também.

    ACORDEM NEO-CATÓLICOS, OS NOSSOS INIMIGOS CRESCEM COM TUDO ISSO! NÃO PRECISAMOS NOS UNIR COM ESSAS PESSOAS.

  6. karina

    Catequese ontem = jesuítas ensinando o Evangelho aos indígenas.

    Catequese hoje = católicos se convertendo ao paganismo.

    Aliás, seria melhor se eles abandonassem de vez a Igreja, ao menos não veríamos os maldosos falando que a Igreja aprova a matança de bebês índios.

    Aliás (2), os próprios índios querem se libertar dessas práticas pagãs abomináveis, mas os missionários caóticos, ops, católicos de plantão querem obrigá-los a permanecer contra a vontade

    Deus tenha misericórdia!