“É arriscado escrever sobre estas coisas. Não estão na moda”

closeAtenção, este artigo foi publicado 7 anos 4 meses 14 dias atrás.

Excelente o texto do português José Manuel Fernandes, publicado no “Público” de 02 de abril de 2010. Recebi por email, e o encontrei reproduzido na íntegra no Spe Deus. Leiam lá. Só destaco:

Agora, na carta que escreveu aos cristãos irlandeses, [o Papa] não só não se limitou a pedir perdão, como definiu claramente o comportamento dos abusadores como “um crime” e não apenas como “um pecado”, ao contrário do que alguns têm escrito por Portugal. Ao aceitar a resignação do máximo responsável pela Igreja da Irlanda também deu outro importante sinal: a dureza com que o antigo responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé passou a tratar os abusadores tem agora correspondência na dureza com que o Papa trata a hierarquia que não soube tratar do problema e pôr cobro aos crimes.

[…]

Por isso eu, que nem sou crente, fui informar-me sobre os casos e sobre a doutrina e escrevi este texto que, nos dias inflamados que correm, se arrisca a atrair muita pedrada. Ela que venha.

P.S.: o texto do António Marujo ao qual se refere o José Manuel Fernandes é este: A maior crise da Igreja Católica dos últimos 100 anos.

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5 thoughts on ““É arriscado escrever sobre estas coisas. Não estão na moda”

  1. vanderley

    Não creio que a sociedade hipócrita esteja tão preocupada

    com problemas de pedofilia e abusos sexuais.

    Se de fato estivesse ocorrendo uma mudança de

    comportamento social, então teriamos os meios de

    comunicação banindo as suas novelas e progamas hiper

    sexualizados, as revistas e literatura em geral,, é

    claro sem falar , por exemplo , nos nossos carnavais,nos

    motéis da vida,nas saúnas, casas de “massagens”,nos

    programas governamentais de fomento sexual, etc, etc.

    Independente de muitos casos verídicos , é óbvio que

    visam atingir ao Papa e a a Igreja.

    Desconhecia esse detalhe que a Igreja não podia

    punir esses casos tal como ocorre hoje.

    O que só prova e demonstra o zelo de nosso atual

    Papa em agir nesses casos.

    Para casos assim só tem uma solução – Tolerância zelo.

    E prevenção também.

    No mais, vamos ter que continuar a arcar com a

    exploração desses casos antigos pela mídia e os

    conhecidos inimigos da Igreja.

  2. Jorge Ferraz Post author

    Vanderley,

    Aparentemente, a única preocupação da parcela “falante” da sociedade, no tocante a estes assuntos, é em garantir que os filhos gerados do estupro possam ser abortados – com isso, fica tudo muito bem.

    É lamentável.

    Abraços,
    Jorge

  3. Julie Maria

    Quanta ignorância da Sã Doutrina o Sr. Marujo mostra ao falar esta asneira:

    “2. A crispada relação com a sexualidade reflecte-se também no modo como a doutrina católica olha a contracepção – e o preservativo, nomeadamente. Há quatro décadas, a encíclica Humanae Vitae interditou os métodos “artificiais” de planeamento familiar, apenas porque alguns cardeais da Cúria Romana não aceitavam a mudança doutrinal proposta por uma vasta comissão de médicos, teólogos e casais. Se o Papa Paulo VI (que encarava a possibilidade de mudar a posição oficial) não tivesse cedido à pressão da Cúria, o preservativo não seria hoje um tabu doutrinal (mesmo se distribuído aos milhares por freiras e padres comprometidos na luta contra a sida, por exemplo). E o catolicismo das últimas décadas teria sido bem diferente.”

    Que facilidade para tratar temas tão sérios sem conhecimento! Que Deus o converta.

    JM

  4. Pingback: “QUANDO SE CONFUNDE A ÁRVORE COM A FLORESTA” « “Erguei-vos, Senhor”

  5. laysa e maiza

    amigo de amigo de papel rasga

    amigo de vidro quebra

    amigo falso desiste

    mas amigo com vc nao existe

    o amor não e um sinbolo no peito e um amor que se carrega no peito ate se a paixona e se a consutora de moda auvir isso vai te contratar bjs maiza e laysa