A maléfica “Igreja-poder”

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Leio um artigo do Boff – recentemente publicado – no qual ele tece severas  críticas àquilo que chama de “Igreja-poder”, que ele pinta como se fosse o diabo e que – não obstante e nada surpreendentemente – identifica-se com a Igreja fundada por Nosso Senhor.

Como eu conversava ontem com um amigo, o que espanta não é que Boff seja um herege. O que causa verdadeiro estupor é que ele se recuse a enxergar aquilo mesmo que se encontra debaixo do seu nariz, que ele tem debaixo dos olhos, o que ele próprio escreve. Isso, sim, é impressionante. Passemos a vista pelo texto do Boff: para ele, esta Igreja-poder “se impôs através dos tempos”.

De que tempos? Boff responde: 1) desde que Ela Se considera a única Igreja verdadeira, com exclusão da demais; 2) desde que Ela impede os hereges de escreverem e pregarem; 3) desde que se respeitam e veneram as autoridades eclesiásticas; 4) desde que se canonizam [i.e., são propostas como modelos] as pessoas que têm “sentire cum Ecclesia” (a expressão – obviamente não em latim – é do texto do Boff), que obedecem, que são submissas; 5) desde que há cristãos (sim, porque tirando a petição de princípio do ponto quinto, o que sobra é isso mesmo); e 6) desde que a Igreja tem ritos e símbolos. Ou seja: desde sempre! A dar crédito aos “motivos” elencados pelo Boff para a perpetuação desta “Igreja-poder”, chega-se à inevitável conclusão que esta estrutura maligna perdura realmente há muito tempo: desde pelo menos Nosso Senhor. É facílimo ver.

Quanto ao primeiro ponto: “Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda toma parte em suas obras más” (IIJo 9-11).

Quanto ao segundo: “Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão. É necessário tapar-lhes a boca, porque transtornam famílias inteiras, ensinando o que não convém” (Tt 1, 9-10a) ; e ainda: “Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele” (IITs 3, 14).

Quanto ao terceiro: “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus” (At 20, 28a); ver também o parágrafo seguinte.

Quanto ao quarto: “Sede submissos e obedecei aos que vos guiam (pois eles velam por vossas almas e delas devem dar conta)” (Hb 13, 17). E ainda:  “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou” (Lc 10, 16).

Quanto ao quinto, dado que – ao contrário do que o próprio Boff prega – a constituição hierárquica da Igreja (que ele chama de “Igreja-poder”) é querida assim por Deus e estabelecida assim desde Cristo (como se depreende da leitura não-seletiva do Novo Testamento), segue-se que todos os “que acima de tudo apreciam a ordem, a lei e o princípio de autoridade em detrimento da lógica complexa da vida que tem surpresas e exige tolerância e adaptações” (nas palavras do Boff) são, descontada a retórica, precisamente os que amam a Igreja nos moldes em que Cristo A instituiu – i.e., os cristãos.

Quanto ao sexto: “Assim, todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice lembrais a morte do Senhor, até que venha” (ICor 11, 26).

E tudo isto sem ser necessário nem mesmo recorrer à patrística. Todos os pontos levantados pelo Boff para explicar a “auto-reprodução” da “Igreja-poder” são elementos essenciais da Igreja Católica, já encontrados desde o século I, dentro mesmo das Escrituras Sagradas. Como, então, o ex-franciscano tem a capacidade de dizer que isto “[e]ra o que Jesus exatamente não queria”? Onde está, então, o que Jesus Cristo queria, se até mesmo dentro do Novo Testamento nós encontramos tudo aquilo que o Boff vive a condenar?

Não é impressionante que o Boff seja um herege. Impressionante é que ele consiga demonstrar – sem o perceber! – que aquilo que ele chama de “instituição-Igreja (…) com características autoritárias, absolutistas e excludentes” seja exatamente a instituição que encontramos no Novo Testamento. E, mesmo assim, não perceba o próprio erro, e continue insistindo que é mais fácil a Igreja Católica ter passado dois mil anos errando do que ele próprio ser capaz de errar.

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24 thoughts on “A maléfica “Igreja-poder”

  1. Olegario

    Jorge,
    O problema do Boff não é mais a heresia declarada e constatada em tudo o que ele escreve e diz.
    Isso todo mundo já conhece.
    Ninguém dá mais credito a ele.
    Até os inimigos da Igreja recebem com suspeitas seus ataques a Roma.
    A questão mais grave é reconhecer que esse sujeito enlouqueceu.
    E em que grau ou estágio avança essa patologia ( isso sim, preocupante) só a medicina poderia nos dizer.

    Triste é saber que homem poderia ter sido brilhante ao lado de Pedro.
    Tinha tudo para isso…

    Rezemos por ele.

    Olegário.

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  3. Karina

    “Tico e Teco” de Boff já fizeram “paft-puft-pof” há muito tempo… pior é que tem gente que está a anos luz de enxergar isso.

  4. Luís Luiz

    Meu amigo, não perca seu tempo com o Boff. Ele é um imbecil que só ganhou alguma notoriedade pela superexposição da mídia paga para combater a Igreja. Agora nem esses mais dão muito bola para ele. Vale!

  5. Michele Madalena Silva de Oliveira

    Isso é verdade, o Leonardo Boff anda meio esquecido mesmo…Ninguém mais liga pra ele, está ficando desesperado e cada vez mais apelativo.Mas é ele mesmo quem prefere a condenação eterna por uma glória passageira aqui na Terra.Coitado. Mas ele sabe melhor do que eu a escolha que faz, afinal é um sacerdote.E uma vez sacerdote, sacerdote até no inferno.

  6. Eduardo Monteiro

    Eu terei, infelizmente, que discordar dos comentários anteriores à este.

    Boff tem muita força dentro da Igreja. Eu acompanho a Pastoral da Juventude na minha diocese e posso afirmar com absoluta certeza que Boff exerce um poder supremo entre os participantes desta pastoral. Os membros não acreditam na infalibilidade papal mas, creem fortemente em tudo que Boff diz.

    Até mesmo dentro da RCC, que parecia fazer um contraponto à TL aqui no Brasil tempos atrás, parece ter absorvido o discurso marxista em meio as missas-show. Numa paróquia — na verdade é santuário — extremamente rcc´ista, aqui perto de casa, o padre famoso pelas missas-show já desceu a lenha no “imperialismo yankee” numa homilia, ousando até pronunciar um palavrão no meio de um monte de crianças que rodeavam o altar. Isto, eu mesmo vi. Depois disso, nunca mais fui lá, prefiro ir à missa em horário mais difícil a ter que ir no melhor horário mas com maiores abusos.

  7. Pingback: Aproveitando o bofe: “Deus é amor, o amor é cego…” « Contos do Átrio

  8. Olegario

    Eduardo Monteiro, Salve Maria.

    A questão levantada por voce é bem real.
    Ocorre que essas pastorais são células da TL, que o Boff aperfeiçoou em conluio com a CNBB.

    Agora discordo de sua frase: “Boff tem muita força dentro da Igreja”.

    Não tem.

    Ele só encontra guarida e voz em meio a esses movimentos eclesiais que vivem a margem da Igreja, que é desgraçadamente alimentada pelos bispos comunistas da CNBB.

    Não me é surpresa que a RCC por meio de seus padres, como voce bem citou, tenha ensaiado em algumas ocasiões o discurso marxista.
    Um abismo chama o outro e todos repousam no mesmo aterro sanitário.

    Deus o abençoe.

    Olegário.

  9. Alex A.B.

    A título de curiosidade, vejam que a Rádio Vaticana noticiou que a Pastoral da Juventude tem um novo site. Bem, novo ou velho, já dá pra imaginar “a orientação pastoral” que eles seguem, como bem observou o Olegário. Mas mesmo assim eu fui dar uma olhada no dito site. Não sei que adjetivos usar!… Mas uma coisa me impressionou logo de início: a quantidade de vermelho que a página ostenta! O que será que a cor vermelha representa pra essa gente?! A propósito, qual o significado do vermelho para os marxistas?!

    Numa das locuções de Nossa Senhora ao Pe. Gobbi, ela explica que o vermelho é simbolo do sangue, da violência para os marxistas. Gostaria de uma confirmação.

    De qualquer forma, me parece que a maioria desses jovens estão sendo usados como massa de manobra, se está certa a expressão.

    Vejam os links.

    http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=413596

    http://www.pj.org.br/

  10. Olegario

    Alex, Salve Maria

    Olha o que cita esse texto:

    “A V Conferência do Episcopado Latino-americano e Caribenho é um novo passo no caminho da Igreja,
    especialmente desde o Concílio Ecumênico Vaticano II”.

    Minha pergunta: Por qual motivo toda vez que o clero modernista cita os termos “renovação, proposta, pobre, favela, excluídos, caminhada, politica…” reverencia o Concílio Vaticano II?

    Com a palavra os defensores do CVII.

    Olegário.

  11. Alex A.B.

    O que é a violência simbólica de que fala Leonardo Boff?!

    “Em segundo lugar, se usa a violência simbólica do controle, da repressão e da punição, não raro à custa dos direitos humanos.” Leonardo Boff (3º Parágrafo do artigo Por que persiste a Igreja-poder?).

  12. Alex A.B.

    Foge um pouco do assunto, mas, como comentei sobre uma das alocuções de Nossa Senhora ao Pe. Gobbi, gostaria de citar as referências dessa alocução.

    É a alocução do dia 14 de maio de 1989, que traz o título “O enorme dragão vermelho”.

    Ver o livro Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora, Movimento Sacerdotal Mariano.

  13. Cláudio R. S.

    Caros Irmãos em CRISTO!

    Quem não é por CRISTO logo se evidencia pela extrema falta de humildade intelectual e emocional. BOFF nunca foi realmente franciscano e sequer entendeu, em seu coração, a mensagem e o exemplo de SÃO FRANCISCO e muito menos de CRISTO. Se franciscano fosse, dedicaria sua vida à Caridade e teria a humildade que caracteriza o verdadeiro cristão, que sabe que JESUS CRISTO veio ensinar o caminho da espiritualidade. Para resolver os problemas da pobreza material, basta um bom secretário de ação social e/ou grupo humano que se disponha a tanto. BOFF não passou disto. Acha que a miséria humana se resume à pobreza de dinheiro, porque nunca compreendeu que um bolso satisfeito não faz ponte para DEUS. Que fazer? Seu alcance vai só até aí! Ele está entre os que acreditam que riqueza é defeito. Não consegue compreender o verdadeiro horizonte da natureza humana. BOFF nunca foi humilde, porque serve a outro senhor. Percebe-se nele o profundo azedume, amargor e hostilidade de quem vive o desamor, apartado de DEUS. BOFF tem pressa… BOFF passa. A IGREJA fica! Talvez seja lembrado como mero atrapalho à espiritualidade. Seus textos exalam um antigo odor embolorado, característico de certas tresloucadas teorias da ultrapassada década de 1960.

    A PAZ de CRISTO seja com todos!

    Cláudio R.S. – 08/08/2010

  14. Alex A.B.

    O comentário do Cláudio R. S. me lembrou de um artigo do ano de 2004 do meu antigo bispo, Dom João Bosco Oliver de Faria, atual arcebispo de Diamantina.

    Como o discurso do Leonardo Boff não muda, acho que não faz mal partilhar com vocês esse antigo texto.

    “Da Cadeira de Galileo Galilei” à Glória de Bernini

    Dois jovens, nascidos com uma distância de 51 anos – 1887 e 1938 – movidos pelo exemplo do Seráfico Pai São Francisco, buscaram a Ordem Franciscana. Uma vez admitidos, fizeram solenemente seus votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência, conforme as Constituições da Ordem Franciscana, diante do legítimo superior, com texto redigido e firmado de próprio punho e com duas testemunhas.

    A ambos a Ordem Franciscana, proporcionou, gratuitamente, a melhor oportunidade de estudos, conforme o ministério pastoral que lhes seria confiado. Um dedicou-se ao cuidado direto com o povo mais pobre e humilde; ao outro foi designado o magistério. Foram bons em sua missão.

    Ambos tiveram problemas com a Cúria Romana. O primeiro, ao tempo do Papa Pio XII, foi proibido, pela Cúria Romana, de atender o povo que o procurava, por seus dons taumaturgos. Retirou-se para o interior de seu convento, dedicou-se à oração. Ao tempo de João XXIII, veio a licença de Roma para que voltasse ao seu ministério. Novamente os peregrinos encheram a piedosa igreja de San Giovanni Rotondo. Passa um tempo e mais uma vez a Cúria Romana, por suas razões, lhe proíbe o atendimento aos fiéis. O bom frade volta ao interior de seu convento, conserva-se no estudo e em oração até sua morte em 23 de setembro de 1968.

    O outro, movido por suas reflexões teológicas, adere a um grupo de teólogos latino-americanos, que abriram um caminho nova na Teologia. Buscavam atualizar o anúncio da Redenção Cristã às classes oprimidas e, alertar, com a força o Evangelho, aqueles que viviam no bem estar, sem se importar com a injustiça institucionalizada dentro do contexto social e político de governos opressores.

    Quem abre caminhos corre o risco de se enveredar por desvios. Advertido, por quem tem a guarda, a autoridade e a responsabilidade de preservar o Anúncio Libertador de Cristo, na fidelidade aos Evangelhos, não aceitou! Esqueceu-se de um voto de obediência, feito solene e livremente em duas ocasiões distintas: a Profissão Religiosa e a Ordenação Sacerdotal. Esqueceu-se que Pedro é Pedra e que sobre essa Pedra Cristo edificou a Sua Igreja.

    Com esses pressupostos, faço umas ressalvas ao artigo “Na cadeira de Galileo Galilei” publicado pelo segundo franciscano, Leonardo Boff, no Jornal do Brasil, no último dia 10 de setembro.

    Em matéria de “prática eclesial com os pobres” fico com o testemunho de vida do primeiro franciscano. Não é muito difícil fazer “opção pelos pobres” – desde que não se faça opção concreta, verdadeira e doída pela pobreza e, poder viver num apartamento em bairro sofisticado de uma cidade sofisticada!

    Os limites da instituição doem a quem não aceita limites!
    O Beato Padre Damião de Molokai, por amor aos hansenianos, aos 32 anos deixa sua Bélgica para compartilhar a vida dos excluídos para que não vivessem como animais. Morreu hanseniano, (15.4.1889) abandonado com seus amigos hansenianos, na “Ilha Maldita”. Seu amor a Jesus Cristo foi traduzido numa vida doada e oferecida aos mais pobres e excluídos, sem reservas e até às últimas conseqüências.

    São Maximiliano Kolbe, franciscano, fundou a Milícia da Imaculada, associação destinada ao apostolado católico Marial. Instalou uma tipografia e editou uma revista Marial que alcançou a tiragem de um milhão de exemplares. Chegou a instalar uma emissora de rádio e estendeu suas atividades apostólicas até o Japão. Na prisão de Auschwitz, deu literalmente sua vida (1941) para salvar um pai de família, humilhado e condenado à morte, entre os humilhados e condenados da Terra.

    A Beata Madre Teresa de Calcutá dedicou sua vida e seu amor aos pobres e moribundos. Ela falou aos ricos e aos pobres, sem condenar ninguém, levando todos para Cristo Libertador. Essas pessoas – para citar apenas algumas dos nossos dias – não sentiram o peso da instituição, pois encarnaram, vivamente e por amor, o Amor da Instituição aos pobres mais pobres e aos humilhados. Elas evidenciaram por suas vidas, o que é fazer corpo com os pobres e por isso, participaram da maledicência e perseguição.

    “Se não houvesse a Teologia da Libertação” seria necessário fazer a “Teologia da Libertação” disse o Santo Padre João Paulo II, em dezembro de 1990, num almoço com Bispos brasileiros, de que participei. A teologia anunciada tem seu mérito! Precisamos dela! Mas a Teologia testemunhada no sofrimento, na dor e no sangue é imprescindível. As palavras movem, os exemplos arrastam! A Beata Madre Teresa de Calcutá, o Beato Padre Damião de Molokai e São Pio de Pietrelcina souberam testemunhar, num autêntico compromisso com os pobres, marginalizados, humilhados e em louvações piedosas, um Deus interessado na Justiça e que se compraz na Glória que recebe de Seu Filho Unigênito que morre numa cruz: “Eu vos glorifiquei na terra, levando a bom termo a obre que me encarregaste de executar” (Jo 17,4)!

    Voltemos à Cadeira de Galileu.
    O “Diálogo entre os dois principais sistemas do mundo: ptolemaico e copernicano”, escrito por Galileu, antes ainda de sua publicação, foi lido pelo Papa cientista Urbano VIII, que lhe fez algumas observações. Galileu não se assentou diante de um Cardeal Prefeito, assessor direto do Santo Padre, o Papa, em questões de doutrina. Fez seu depoimento na primavera de 1633, diante de dois funcionários da Cúria Romana e um secretário. A história dos fatos é diferente da imaginação dos pintores. Fiquemos com a História. Esqueçamos as divagações da pintura.
    Padre Pio de Pietrelcina aceitou os limites da Instituição. Aceitou o peso da Igreja na cabeça! Soube conservar seu amor a Cristo e à Igreja, para além das circunstâncias pastorais e transitórias da vida. Foi fiel ao seu voto perpétuo, solene e público de obediência. Não voltou sua pena contra a Mãe que o adotou e criou! A História não lhe deu a Cadeira de Galileu Galilei, mas a Glória de Bernini: no dia 16 de junho de 2002 – com uma das maiores lotações de todos os tempos da Praça de São Pedro – o primeiro franciscano, Padre Pio de Pietrelcina foi canonizado pelo Santo Padre João Paulo II, para ser venerado e honrado pelos Papas, Cardeais, Bispos, Clero e Povo Santo de Deus, pelos séculos dos séculos!

    A Glória de Bernini permanece aberta… esperando…

    + João Bosco Oliver de Faria

  15. Cláudio R. S.

    Caro ALEX, o artigo de DOM JOÃO BOSCO OLIVER DE FARIA continua atualizadíssimo. Obrigado, por nos brindar com tais serenas e lúcidas palavras.
    A verdade é que os “praticantes da TL” tornaram-se irredutíveis materialistas, a ponto de, em sua “Cristologia”, transformarem praticamente todo Evangelho em simbolismo, exceto o que possa aproveitar às suas idéias. Incrivelmente, sem qualquer base sustentável nem encadeamento lógico suficiente. A exegese dos textos bíblicos, por eles empregada, é completamente desprovida de uniformidade e até de suportes fáticos suficientes. Não há qualquer método cientificamente admissível. Por exemplo, eles lêem o Antigo Testamento do mesmo modo que lêem o Novo. Quer dizer: é inaceitável a leitura que eles fazem do Evangelho. Evidencia-se sempre uma viciosa interpretação “adequada” aos fins por eles colimados. O interessante é que tal teologia derivou para uma tentativa de “misturar” os contrários, em favor dos “interesses humanos”, resultando na pífia conclusão de que a violência de GUEVARA se equipara – e de certo modo é continuidade – da missão messiânica de CRISTO.
    Só para ilustrar, na ESTEF (Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana)em PORTO ALEGRE/RS (Morro Santo Antônio), em algumas salas de aula, via-se a foto do “CHÊ” da parede, mas, nenhum retrato de SÃO FRANCISCO. (Fiz um curso de “Teologia para Leigos”, lá.)
    A TL é muito nefasta. Realmente, muito nefasta!
    Ainda para ilustrar, outra história. Conheço um jovem cristão, brilhante, vocacionado, que iniciara, há 2 anos, estudos para o sacerdócio. Seria excelente sacerdote! Desistiu. Perguntado por mim sobre as razões, declinou que não podia mais conviver com a verdadeira lavagem cerebral que lhe impuseram os Teólogos da Libertação (freis, padres, religiosas e outros adeptos). A coisa era um “tsunami”, uma onda gigantesca e invencível, restando poucos sacerdotes que ainda acreditavam na real Ressureição de CRISTO. Depois de alguns meses no Curso, já duvidava de tudo, inclusive quase da existência de DEUS e de si mesmo. Tampouco entendia como aquelas pessoas estavam dentro da Igreja Católica! Todos seus pontos de Fé foram solapados pela insidiosa e repetitiva retórica “libertária” e a primeira coisa que “passaram” a ele é que a Igreja (entenda-se, o PAPA e ROMA)são falíveis e, portanto, a obediência é coisa relativa. Ademais, SANTA MARIA não fora virgem nem JESUS obrara quaisquer milagres, tal como descritos nos textos evangélicos e muito menos ocorrera qualquer Ressurreição real. Tudo descrito era simbólico e decorreu de uma “inspiração” dos ex-Apóstolos, consistindo numa “experiência” com o ESPÍRITO SANTO (seja lá o que isto signifique!). Diante deste quadro, viu-se à beira de um “surto existencial”, aconselhou-se (inclusive com profissional da área da saúde) e decidiu “cair fora”, porquanto, como disse, – “Preferi ficar com DEUS e a IGREJA de CRISTO, mas, distante deste tipo de infundada descrença”.
    Concluiu se dizendo convicto de que a chamada “Teologia da Libertação” pretendia, mesmo, “libertar” … de CRISTO! Conclusão que também é minha. 
    Sugeri continuar sendo um bom cristão, continuando a integrar a verdadeira Igreja e dando o testemunho, banindo de seu coração qualquer dúvida infundida e infundada, na convicção de que DEUS é Pai e tudo pode, conforme Magistério de N.S. JESUS CRISTO. Lembrei-o de que a ninguém é pedido mais do que pode suportar e sua experiência com tais víboras certamente teve por objetivo seu fiel testemunho. Afinal, a Igreja somos todos os que crêem verdadeiramente em CRISTO.

    Estes são os tempos em que vivemos!

    A PAZ DE CRISTO!

    CLÁUDIO R.S.  

  16. Tamyres

    Jorge,

    não adianta citar as escrituras pra Boff, ele não crê nelas!

  17. Alex A.B.

    Caro CLÁUDIO, muito obrigado por seu cordial comentário! Gostei muito de seu comentário! Fico contente de saber que o senhor gostou do texto de DOM JOÃO BOSCO OLIVER DE FARIA.

    Gostei muito de suas palavras “a ninguém é pedido mais do que pode suportar”. De fato, Deus não pede a ninguém para suportar um peso maior do que pode suportar!

    Eu já fui seminarista, em dois seminários, num religioso e em um diocesano e também fui postulante em um mosteiro cisterciense; mas por pouco tempo em cada um.

    Eu escrevi um pequeno testemunho vocacional que um amigo meu publicou em seu site.

    Está em

    http://www.fabianocoury.com.br/

    Peço suas orações por mim.

    Que Cristo, Nosso Senhor, nos abençoe pelas mãos de sua Mãe, Maria Santíssima!

    Em Cristo, nossa esperança, Alex.

  18. Cláudio R.S.

    Prezado ALEX!

    Li atentamente seu testemunho vocacional no “site” indicado.

    “Você já pensou em ser monge?”

    É uma rica experiência. Oremos para que aumentem as vocações e para que sejam realmente vivenciadas com coragem, fé e entusiasmo. Lembro das palavras de SS JOÂO PAULO II: “O Brasil precisa de Santos. O Brasil precisa de muitos Santos!”. Oremos para que a Igreja de CRISTO tenha autênticos seguidores, como sacerdotes, religiosos ou leigos. De algum modo, mais objetivamente, nós podemos contribuir para tanto. Livrai-nos, ó PAI, dos desvios.

    Minhas orações!

    A PAZ DE CRISTO!

    Cláudio R.S.

  19. Alex A.B.

    Prezado CLÁUDIO!

    Obrigado por sua cordial atenção e orações!

    Deus lhe pague!

    A PAZ DE CRISTO!

    Alex A.B.

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