Dr. Nathanson +2011

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É digno de registro o falecimento do dr. Bernard Nathanson, ex-abortista e, depois, vigoroso militante pró-vida. R.I.P. Praticou milhares de abortos, até se convencer de que os fetos eram realmente seres humanos e que, portanto, não havia diferença entre um aborto e um assassinato.

Convenceu-se de uma maneira simples: após ver os abortos que praticava por meio de um aparelho de ultrassom. Convenceu-se pela simples autoridade dos seus próprios olhos. Convenceu-se quando a tecnologia lhe possibilitou enxergar a realidade. Convenceu-se, e arrependeu-se tão amargamente dos seus feitos que dedicou as últimas décadas de sua vida a combater exatamente aquilo que, antes, defendera com tanto vigor.

É dele, a propósito, o documentário “Grito Silencioso” – que recomendo aos que porventura ainda não conheçam. Ao descobrir que os fetos que ele assassinava eram seres humanos, o dr. Nathanson abandonou a sua vida de crimes e passou a defender os direitos daqueles que ele antes perseguia. É, mutatis mutandis, uma verdadeira queda do cavalo que transformou Saulo de Tarso em São Paulo Apóstolo.

Sim, o grande pró-vida acumulou méritos nesta vida! O reconhecimento de que um aborto é um assassinato é um deles, mas não é o mais importante. Muitos abortistas confessam isso claramente. A coragem de mudar as próprias convicções e de passar a combater o que antes defendera – eis o maior exemplo do dr. Nathanson. Esta é a sua história. De arauto da morte a defensor da vida – esta é a trajetória sua vida. Que o Altíssimo o possa perdoar pelos muitos crimes e recompensar pelo gigantesco serviço prestado em defesa da vida humana. Aos que passarem, rezem uma ave-maria por sua alma.

E leiam também, sobre o mesmo assunto:

Morre Bernard Nathanson, autor do vídeo pró-vida “O Grito Silencioso”.

Dr. Bernard Nathanson, R.I.P.

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9 thoughts on “Dr. Nathanson +2011

  1. Blog Mallmal

    E ele não levava uma vida de crimes, já que nos States o aborto é legalizado.

    Sob a VOSSA concepção, era uma vida de pecados. Ponto final. Não de crimes.

  2. Messias

    Blog Mallmal:

    Na verdade, ele foi um dos responsáveis pela legalização do aborto em alguns estados. E ele mesmo confessou que deturpava pesquisas e utilizava exatamente a retórica de que “o estado é laico, blá, blá, blá”.

    Além disso, ele mesmo diz que suas mãos eram de criminoso.

    Outra coisa: Não é porque você não considera crime o apedrejamento no Irã só porque faz parte do sistema jurídico de lá, que nós não podemos considerá-lo como tal, mesmo que não tenha nenhum efeito legal.

  3. Lampedusa

    “Eu não gosto dessa ideologia católica do “Lavou, tá novo”.”

    Sim, Mallmal, não me espanta que você não goste.

    Isso que você chama de “ideologia do ‘lavou, tá novo'” é o que chamamos “perdão”. E isso é a grande “novidade” do cristianismo: a misericórdia.

    Que é o que peço que Deus tenha de você e de mim.

  4. tht

    Lavou, tá novo

    Precisamente o que Cristo fez com a humanidade; e o que os sobreviventes da grande tribulação fazem no apocalipse. Quem suja suas mãos com sangue de inocentes, pode alvejá-las com o Sangue Inocente. São os paradoxos do cristianismo. Feliz aquele que entende.

  5. Karina

    Deus o tenha. Que ele possa intervir pelas mulheres e crianças ameaçadas.

    OBS: Lampedusa, sábias palavras.

  6. Diogo Cysne

    Mallmal, interpretar as coisas com esta visão tão purista não leva a canto algum. Sim, literalmente falando, o senhor Nathanson não era um criminoso. Mas não creio que você pense que, só porque um Estado considera certa coisa legal ou não, ela seja correta ou não.

    Os Estados islâmicos fundamentam suas leis ainda em conceitos primitivos e muitas vezes tribais. Em muitos deles, é perfeitamente normal que uma mulher seja executada de maneira bárbara apenas por sair à rua desacompanhada. Isso é um crime? Teoricamente, isso não é um crime. Porém, qualquer pessoa com o mínimo de bom senso percebe que um sociedade que se rege nestes preceitos é uma sociedade potencialmente psicopata e auto-destrutiva.

    A mesma coisa acontece com os países que apoiam o aborto. O aborto é, em todos os casos, uma forma escusa de se lidar com os VERDADEIROS problemas. Por exemplo: um país permite o aborto quando a mulher é estuprada. Não seria mais construtivo, ao invés de simplesmente destruir a criança, esperar por seu nascimento e doá-la para uma creche estatal, caso a mãe não queira (ou não consiga) criá-la? Aí, contra-argumentam: “Mas no Brasil (ou qualquer outro país relapso no mundo) não possui creches de qualidade! Acorde para a vida, rapaz!”. Eu respondo: que sociedade é essa que prefere assassinar crianças ao invés de lutar por creches melhores, ou uma educação melhor, ou uma vida melhor? É um pensamento simplista, injustificável, preguiçoso e retardatário. Uma sociedade com essa mentalidade está condenada à extinção.

    Em todos os casos, o aborto é uma solução simplista e, em muitos, é puramente egoísta. “Meu namorado não usou camisinha, engravidei! Preciso abortar.” Mulher, você é tão incompetente que nem mesmo se deu ao trabalho de exigir de seu namorado muitos de nossos inúmeros recursos de contracepção? E agora quer abortar? Tal egoísmo beira a psicopatia. É mais do que egoísmo, é irresponsabilidade pura.

    E só um comentário sobre o seu “Eu não gosto dessa ideologia católica do “Lavou, tá novo”.” Grosso modo, Mallmal, não é só a Igreja Católica que segue este preceito. A Justiça do mundo ocidental baseia-se nisso. A pessoa é punida mas, depois do fim da pena, tem os mesmos direitos e possui a mesma condição que qualquer outro cidadão. Ou você deseja que ninguém seja perdoado pelos seus crimes (observe bem: “perdoar” é bem diferente de “isentar de punição”)? Não deu para perceber sua posição, portanto quero que você se explique melhor.

    Atenciosamente,
    Diogo.

  7. Karina

    Diogo, você tocou num ponto crucial. Aborto é tapar o sol com a peneira. Pegando o caso do estupro, como vc citou, pior faz a legislação brasileira, que nem sequer cobra que o estuprador seja mencionado, denunciado, indiciado ou mesmo desenhado em qq folha de papel!!! Mas a criança… ó, pena de morte nela!

    “Perdoar é bem diferente de isentar de punição” (2)