Dois investigadores à caça de falsos milagres nos arquivos vaticanos: fracasso absoluto

closeAtenção, este artigo foi publicado 6 anos 5 meses 4 dias atrás.

[Ofereço tradução livre de interessante artigo divulgado originalmente no Religión y Libertad. Vale a leitura.]

Dois investigadores à caça de falsos milagres nos arquivos vaticanos: fracasso absoluto

É o sonho de todo ateu ou cético: demonstrar que o que ontem a medicina não podia explicar, hoje já pode. Contudo, não.

[Religión en Libertad] A cada ano, a Sagrada Congregação para as Causas dos Santos oferece um curso (Studium) de dois meses no Vaticano para formar postuladores de causas de beatificação e canonização, [aberto inclusive] a todas as pessoas que tomam parte neste tipo de processos.

Este ano [o curso] ocorreu entre janeiro e março, e concluiu-se na sexta-feira passada [11 de março de 2011], com uma assistência de oitenta alunos de doze países: leigos, sacerdotes, religiosas e advogados civis e canônicos receberam formação naquilo que, nas palavras do secretário da Congregação e professor do curso, é «um processo judicial que deve seguir um procedimento estrito, porque uma pessoa que é beatificada – e ainda mais se é canonizada – converte-se em um “bem público” para a Igreja». As formalidades jurídicas que aprendem os participantes do curso «não são simples formalidades, mas garantem ao máximo [aportan las máximas garantías] a seriedade do processo».

E uma parte fundamental [do processo] são os milagres, requisito para todas as causas (à exceção das dos mártires), e que em sua esmagadora [abrumadora] maioria consistem em curas inexplicáveis.

Neste sentido Patrizio Polisca, presidente da comissão médica da Congregação e médico pessoal do Papa, revelou um fato de grande importância. Após explicar que os cientistas que participam dos processos não julgam sobre milagres, «porque um milagre é um juízo teológico», mas que se limitam a afirmar, se procede, que um fato «não tem explicação natural», o doutor Polisca contou que dois investigadores recentemente estiveram estudando a fundo os arquivos da Congregação.

Tratava-se de desenterrar [desempolvar] casos antigos que os médicos de seus tempos haviam considerados inexplicáveis, e que haviam servido para beatificar ou canonizar alguma pessoa, para averiguar se, no estado atual da medicina, estes casos teriam encontrado [alguma] explicação. A conclusão foi clara: «não se encontrou nenhum caso que, em outros tempos, foi considerado inexplicável e que tenha, hoje, uma explicação médica».

Uma prova a posteriori do rigor com o qual a Igreja trata estes casos. De fato, sublinhou monsenhor Bartolucci, para a cura de casos de câncer a Congregação exige um mínimo de dez anos sem recaídas para começar a estudar seu suposto caráter milagroso, prazo que se estende ainda mais para o caso de tumores cerebrais.

De fato, as normas seguidas [nestes casos] não mudaram desde que foram estabelecidas por Bento XIV em 1734: a enfermidade tem que ser grave, não deve estar catalogada entre aquelas que se curam espontaneamente, a cura não pode ser atribuída a tratamento algum e deve ser completa e duradoura.

Os avanços da Medicina nestes três séculos não permitiram desmentir nenhum dos juízos emitidos desde 1734.

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52 thoughts on “Dois investigadores à caça de falsos milagres nos arquivos vaticanos: fracasso absoluto

  1. Olegario

    Meu Deus!
    Que decepção….
    Zac Efron…ateu!!
    Juro. Nunca mais assisto High scool music

    Olegario.

  2. Olegario

    Na lista de ateus, faltou outro nome de grande quilate: Claudia Raia.

    Olegario.

    Vou pesquisar mais…depois volta cá.
    Mas essa do Zec Efron ser ateu…acabou comigo.

  3. Ponciana Malvina Estáquia de Castro Carvalho Madeira de Ley

    As relíquias vaticanas não são como múmias egípcias, apesar de que sabermos que ausência oxigênio é capaz de manter corpos incorruptos. Ainda que por “adipocere”. Não devemos confundir relíquias, corpos que em vida serviram a DEUS e ao próximo mostraram extrema benevolência. Existe o milagre histórico da mula faminta que se prosta diante Santo Antônio com a custódia que mostrava através do cristal a Eucaristia, e só se ergue e come seu alimento quando o santo sai. ESTRANHAMETE um câncer que minha filha tinha desapareceu depois que fiz a novena da graça. O MÉDICO não entendeu ficando estarrecido. Como dizia JOHN LA FARGE, “A ERA DOS MILAGRES NÃO PASSOU, A ERA DOS MILAGRES É ETERNA”.

    A vida é milagre, a morte é passagem e o corpo incorrupto ou não é morada de um ser superior.

    Se Hitler tinha crença num ser superior, gastou tempo com o desnecessário igualando-se a um animal bestial de arena. Mas, as bestas também morrem.

  4. Ponciana Malvina Estáquia de Castro Carvalho Madeira de Ley

    correção: apesar de sabermos…

  5. Wilson Ramiro

    Ateus ateus.

    Os ateus mentem de forma deslavada e é muita cara de pau.

    Dizer que Albert Einstein era ateu é prova de má fé ou burrice, ele mesmo nesta carta afirma que acredita no Deus de Spinoza. Assim como Spinoza, Einstein procedia no judaismo e tinha dificuldades em aceitar dogmas e doutrinas. Ele era TEÍSTA.

    A afirmação “But a limited causality is no longer a causality at all, as our wonderful Spinoza recognized with all incision, probably as the first one.” Deveira ser suficiente para evitar chamá-lo de ateu.

    Por favor leiam +.

  6. Carlos

    Caro Wilson Ramiro,
    Você falou uma grande verdade. Os ateus, além de burros, são muito mentirosos. Nisso eles imitam os militantes gays, que pretendem relacionar como homossexuais todos os vultos históricos.
    Aliás, já notei a incrível coincidência entre militantes gays e militantes ateus. E essa coincidência não é só de métodos e de táticas. Nem é só psicológica. Ela é ontológica. Dificilmente se encontra um militante gay que não seja ateu. E vice-versa.

  7. Carlos

    Palavras de Diogo Cysne:

    “O ‘pior’ elemento que se encontra na lista é Stalin e olhe lá!”

    Notem que o “pior” está entre aspas… “e olhe lá” se ele era mesmo o pior da lista!

    Para Diogo, portanto, Stalin não era tão mal assim…

    No fundo ele era um ateu bonzinho.

    Se ele matou uns 20 milhões de camponeses russos e outro tanto de poloneses e demais vizinhos, deve ter sido para o bem da humanidade, pensando na Ecologia, por exemplo, ou no paraíso terreno a ser implantando pelo ateísmo comunista.

    Stalin é simplesmente o segundo maior genocida da História, perdendo apenas para Mao. E o militante ateu ainda defende esse crápula… Por aí se vê o nível de psicopatia dessa gente. São todos cúmplices de genocídio.

  8. Diogo Cysne

    Senhor Carlos, seu extremismo fica evidente em cada generalização que você faz (“Os ateus, além de burros, são muito mentirosos.”) Agora você começou a pegar minhas palavras e distorcê-las de modo a me demonizar.

    Please, don’t feed the trolls.

    “Notem que o “pior” está entre aspas… “e olhe lá” se ele era mesmo o pior da lista!”

    Quanto ao pior estar em aspas, que posso dizer! Sempre achei muito relativo julgar uma pessoa como “pior” ou “melhor” do que a outra.

    Mesmo Stálin sendo o horror que foi, ele:

    – Nunca usou o ateísmo como seu estandarte. Da mesma forma que Hitler era religioso por paranóia e conveniência, Stálin era ateu pelos mesmos motivos, que o adequavam à ideologia socialista. Ele não matava pelo ateísmo; matava pelo socialismo. Apesar de você pensar o contrário, sempre existiu religiosidade nas “massas” da URSS, embora ela tenha sido inegavelmente repreendida e desencorajada. Stálin não condenava religiosos por simplesmente serem religiosos, mas porque, em sua lógica, “graus extremos” de religiosidade denotavam “idéias burguesas”, e estas idéias, sim, é que eram motivo para execuções indiscriminadas. Além do mais, a ideologia cristã (predominante na população russa até então) muitas vezes condenava a opressão da Estado, e esta condenação também era vista como “infiltração de idéias burguesas”. Para mais informações, leia “Os Ditadores”, de Richard Overy.

    – Por pior que tenha sido, contribuiu para a vitória Aliada na Segunda Guerra Mundial (e, segundo historiadores contemporâneos, sua contribuição foi decisiva para a derrota do nazismo). Eu sei que não podemos escolher “trocar um ditador por outro”, mas não estou defendendo suas atitudes ou sua personalidade. Estou apenas reconhecendo sua importância no campo histórico-militar. Só. Para mais informações, leia “A Segunda Guerra Mundial”, de Philippe Masson.

    Fica o recado: xô, fanatismo! Xô, trolls!

  9. Messias

    Se Stalin matava pelo socialismo, ele matava sim pelo ateísmo, porque o ateísmo é intríseco ao socialismo. O materialismo dialético de Marx relaciona a religião e a fé em Deus com as classes dominantes. Em todos os países socialistas os religiosos foram brutalmente perseguidos por esses fanáticos ateus.

    xô, fanatismo ateu!

    Agora, o cara entra um site católico, diz disparates sobre a nossa religião e ainda diz “Xô, trolls!” é o ó do borogodó, uma vez que o troll aqui é ele.

  10. Wilson Ramiro

    Caro Cysne

    Eu não acredito que haja o direito ao erro, e creio que temos o dever do perdão, e preciso admitir que tenho muito maior complacência com pessoas novas, cobro muito mais do velhos que busquem andar na verdade, entretanto mesmo considerando sua juventude, suplico que avalie melhor seus modelos de vida. A juventude por si só não exime de todas as falhas de conduta. Mentir é feio, mesmo sendo ateu.

  11. Diogo Cysne

    Caro senhor Ramiro,

    Estou atento aos erros. Por favor, cite-os. Espero que sejam erros factuais como o que cometi com Alfred Hitchcock (que era, muito provavelmente, católico praticante).

    Agora, acusar-me de mentiras é algo mais grave, e espero que tenha muita atenção ao fazê-lo. Estando o senhor avisado, liste minhas mentiras.

    Quanto aos meus modelos de vida, não sei onde entraram nesta discussão. Nada pode ser deduzido sobre meu estilo de vida aqui, a não ser que sou ateu. Desejo também que liste minhas falhas de conduta (pois estou curioso em saber como o senhor as encontrou, já que não dei nenhuma informação pessoal).

    Atenciosamente,
    Diogo Cysne.

  12. Carlos

    Diogo Cysne,

    Para defender o segundo maior genocida da História você apela para o seu relativismo extremista (parece um paradoxo, mas não é: todo relativista é radical – não aceita quem tenha opiniões não relativistas. Estes, para os relativistas, são extremistas. Logo, os relativistas são extremistas. Entendeu, Diogo? Acho que não)

    Mas, diferente de você, eu não me assusto nem me importo com esses rótulos. Se para você é extremismo chamar os ateus de burros e mentirosos, fique à vontade. Sou extremista com muito prazer. E os ateus são burros e mentirosos. Including you.

    “Quanto ao pior estar em aspas, que posso dizer! Sempre achei muito relativo julgar uma pessoa como “pior” ou “melhor” do que a outra.”

    Que mimo! O sr. relativista acha que é relativismo julgar stalin pior que outros… Vá entender.

    Você diz que Hitler era religioso por paranóia e conveniência e que Stálin era ateu pelos mesmos motivos. Curioso… Stálin era ateu por conveniência. Como é que alguém fica ateu por conveniência? Você, Diogo, é ateu por conveniência? Ou será por paranóia? Ou será por… Burrice?

    “Please, don’t feed the trolls.”

    Pode ficar tranquilo. Se depender de mim, você morre de fome.

    Fica o recado: xô, relativismo! Xô, trolls

    Carlos.

  13. Diogo Cysne

    Senhor Carlos, diverte-me que existam pessoas de mente tão absolutamente fechada, inflexível, intolerante e incapaz de compreender argumentos. Tenho a impressão que, por mais que eu “fale” (não estou falando, estou escrevendo, mas fica implícito o sentido), você apenas tapa os ouvidos e canta: lá, lá, lá, lá!

    “Para defender o segundo maior genocida da História” Não defendo ninguém. E não acuso, também. Mantive Stálin na lista (sim, eu vi o nome, pensei em apagar, mas não apaguei) somente porque ele possuiu uma mínima contribuição para o mundo: destruir o nazismo. Agora, a não ser que você encontre um contra-argumento HISTÓRICO para este fato, peço encarecidamente que pare de deduzir coisas do nada e de distorcer meus argumentos.

    “Se para você é extremismo chamar os ateus de burros e mentirosos, fique à vontade. Sou extremista com muito prazer.” Sério… para quê que eu perco o meu tempo contigo?

    “E os ateus são burros e mentirosos. Including you.” Adoraria que você um dia encontrasse Carl Sagan na rua e dissesse bem na cara dele: “Você é burro e mentiroso!”. Amigo, neste quesito você é exatamente como Hitler (“Todos os judeus são imundos!”) ou Stálin (“Todos os capitalistas são corruptos”). Encontre argumentos sólidos (se é que existem) para suas posições extremistas. Estou curioso: por que nós, ateus, somos “burros e mentirosos”?

    “Que mimo! O sr. relativista acha que é relativismo julgar stalin pior que outros…” EXPLICANDO O RELATIVISMO: Stálin é, sem dúvida, “muito pior” do que Albert Einstein em quesito de moral, ética ou equilíbrio psicológico. Entretanto, ele é “muito melhor” do que Einstein quando se trata de habilidade militar ou jogo de política. Stálin era “mau”? Sim, considerando o termo “mau” referente aos padrões morais. Entretanto, teria ele feito o que fez sem PODER? O mundo está lotado de pequenos Stálins em potencial, mas estes são muito mais inofensivos pois não dispõe de inteligência ou habilidade política para atingir o PODER. Stálin era, sem dúvida, perverso. Mas foi sua perversidade aliada ao poder que permitiu tamanhos massacres. A história pode estar repleta de pessoas muito mais “malévolas” do que o “homem de aço” (moralmente falando) mas, tendo essas pessoas jamais encontrado poder para executar suas perversões, elas passam esquecidas.

    Esse é o meu relativismo. Não isento Stálin de nenhum de seus crimes, de modo que, se algum dia ele fosse pagar por seus atos, o mínimo que ele mereceria era uma pena de morte. Mas não sou ninguém para condená-lo absolutamente por sua personalidade degenerada, fruto de uma herança genética maldita, de um ambiente opressor e/ou de uma criação incorreta. No fundo, tenho apenas pena de Stálin, pois alguém com suas habilidades políticas poderia ter se tornado um “grande” (por “grande” leia-se “bondoso”/ “honesto”/”íntegro”) líder (como Lincoln ou Kennedy); entretanto, terminou usando seu potencial para atividades moralmente condenáveis, entregando sua nação a uma lenta queda rumo à insignificância e ao subdesenvolvimento.

    Eu me recuso a ver uma pessoa como “boa” ou “má”, e por esses estigmas louvá-la ou demonizá-la. Não: isso fazia Hitler, isso fazia o próprio Stálin. Isso fazem aqueles, também, que dizem “todo ateu é mau ou mentiroso”.

    “Como é que alguém fica ateu por conveniência? Você, Diogo, é ateu por conveniência? Ou será por paranóia? Ou será por… Burrice?” Cheguei ao ateísmo por concluir que uma idéia de um ser divino é totalmente incompatível com a realidade, bem como que não existem evidências para que eu pense o contrário (por favor, não me venha com a “teoria ontológica” ou com qualquer inutilidade especulativa da metafísica). Você pode ler mais sobre minhas posições em: http://www.deuslovult.org/2011/02/15/stabat-mater/#comments).

    “Fica o recado: xô, relativismo!” Algumas coisas são, sim, absolutas. Mas, até onde sei, a INTOLERÂNCIA nada mais é do que quando tratamos as pessoas por conceitos absolutos. Creio que conceitos como MISERICÓRDIA ou COMPAIXÃO fujam do seu vocabulário, o que torna compreensível a sua posição neste debate.

    Atenciosamente,
    DIOGO CYSNE.

  14. Diogo Cysne

    “Agora, o cara entra um site católico” Agradeçam por existir alguém que, sem usar de fanatismos, insultos ou absolutismos extremistas, incita a discussão racional.

    “…diz disparates sobre a nossa religião” Exemplo?

    “…uma vez que o troll aqui é ele.” É isso que acontece com alguém que tenta argumentar racionalmente, que perde tempo indicando fontes para suas posições, que evita termos de baixo calão ou generalizações preconceituosas: eu é que sou o troll.

    Não é se pode discutir com quem se recusa a ouvir.

  15. Ponciana Malvina Estáquia de Castro Carvalho Madeira de Ley

    Tantos papas foram inquisidores, São Pio V, do qual sou extremamente devota o foi. Qual a diferença entre Stálin e MUITOS inquisidores? Excluo São Pio V da lista dos malvados, cm certeza. Nao esqueçamos também do populacho ímpio e falsamente moralista, que adorava ver sangue de ateus ou não católicos jorrando. HOJE, obviamente a IGREJA é totalmente a favor dos direitos humanos e da vida, mas, antes, não era. Quando digo Igreja, falo dos homens. Não enquanto instituição divina, já que o EVANGELHO de Cristo não foi muito claro para os religiosos mais ferrenhos em punição na idade média. Diogo Cysne tem motivos para argumentar deste modo. Contudo, não acredito em falta de iteligência quanto aos ateus, quanto aos ateus vejo um grande medo em abrir o coração para algo superior, que no fudo, no recôndito, sabem que existe, mas preferem insistir que a religião é o “opium populi”…

  16. Diogo Cysne

    Cara Ponciana,

    Simpatizei-me muito com seus argumentos. Quero apenas dar uma palavra sobre o ateísmo.

    “quanto aos ateus vejo um grande medo em abrir o coração para algo superior” Longe de sermos todos plenos e seguros, há inúmeros ateus que “optam” pelo ateísmo por quaisquer motivos exceto a consciência da “inexistência” de uma divindade. Já encontrei todo o tipo de argumento de “ateus” que, na verdade, não passavam de semi-religiosos rancorosos.

    Não tenho dúvida em afirmar que muitos ateus somente o são por rancor (traumas causados pela religião), conveniência ou comodismo (já ouvi um dizer que era ateu porque não gostava de pagar o dízimo!). Mas posso dizer que muitos religiosos são religiosos apenas superficialmente. São hipócritas, intolerantes, preconceituosos, usam a religião com desculpa para seus atos e etc. Dizer que os ateus “têm medo de abrir seus corações” é generalizar um erro de muitos ateus, que são ainda inseguros quanto suas posições ou portadores de traumas psicológicos diversos. Seria o mesmo que dizer que todos os religiosos são contra a ciência e moralistas, o que não é verdade.

    Entretanto, os “verdadeiros” ateus chegam ao ateísmo não por motivos escusos, mas principalmente por observações lógico-científicas que os permitem concluir que:

    – O conceito de “deus” é incoerente e incompatível com a realidade;

    – Não existe nenhuma prova ou evidência que nos faça pensar o contrário.

    Entretanto, nenhum ateu sensato afirma que “Deus não existe”, pois não há provas para esta afirmação (o famoso “bule voador” de Russell). O que afirmamos é que a existência de uma divindade é tão infinitamente improvável que, para todos os efeitos, não a consideramos. E vivemos tranqüilamente com isso.

    A maioria dos ateus sensatos chegou ao ateísmo por um processo sofrido de ir contra tudo que lhe foi incutido durante a vida (desde a doutrinação que sofreu por seus parentes até o convívio em uma sociedade fortemente religiosa) através de contínuo questionamento. Para os ateus, nada é sagrado demais para que não mereça ser questionado. Esses ateus são geralmente militantes.

    Existem, contudo, os ateus “naturais”: pessoas que nunca sentiram necessidade de uma divindade superior (seja por consolo ou qualquer outro motivo) e viveram suas vidas independentes da religião. Eles às vezes não sabem explicar porque ignoram o conceito de divindade pois, para eles, o absurdo deste conceito já é algo quase que natural: não estão nem aí para isso! Nunca chegaram a refletir profundamente sobre o assunto, a não ser quando requisitados. São quase sempre ateus “neutros”, não-militantes. Um grande exemplo é Warren Buffett (um homem que, apesar de poder comprar um país inteiro, vive com um despojamento material digno de um santo) e Mark Zuckerberg (outra pessoa que não está nem aí para as montanhas de dinheiro que possui).

    Um erro comum aos ateus, todavia, é demonizar completamente as religiões. Não; a religião não é boa nem é má. Ela assume a característica que damos a ela: podemos usar a religião como desculpa para atos vis, ou como influência para grandes bondades. A religião não é uma aberração; como estaria, então, presente em todas as culturas humanas? O que muitos ateus radicais precisam entender é que a religião nada mais foi do que o primeiro fazer-científico da humanidade. Como os egípcios, por exemplo, poderiam explicar os fenômenos ao seu redor? Como os primeiros humanos explicariam o fato de serem tão mais desenvolvidos que os demais animais? Como poderíamos entender, nesse tempo, a natureza da”consciência”? O conhecimento primitivo impulsionou a criação de mitos e crenças, tanto que as maiores religiões do planeta se originaram em eras de pouco conhecimento científico.

    O problema da religião é que ela se infiltrou demais na cultura humana; somos seres naturalmente “religiosos”, mas deveríamos ir abandonando a religião conforme conhecemos a elegância do funcionamento das coisas, desde a física à biologia. A humanidade, porém, levou a religião muito “à sério”: religião e ciência se tornaram coisas antagônicas, quando na verdade a religião nada mais é do que a primeira expressão científica do ser humano. É uma ciência rude, primitiva, mas é um tipo de ciência (os próprios religiosos fundamentam suas crenças em argumentos e desenvolvem teorias teológicas). Mas é uma ciência que sobrevive apenas pela metafísica (uma forma de filosofia inteiramente subjetiva, baseada em especulações e pensamentos, não em observação analítica) e pelo fundamentalismo (a antítese moderna da razão). A religião é o apêndice da ciência: foi útil para a humanidade em seus primeiros “passos”, mas se tornou, naturalmente, ultrapassada e inútil.

    Ou, como diz Hitchens, “a religião é uma ciência que deu errado”.

    Muito grato pela atenção,
    Diogo Cysne.

  17. Eduardo Araújo

    Caro Diogo,

    Solicitei-lhe PROVAS dessa sua alegação:

    “os homens que mais contribuem para nossa sociedade, seja na indústria, na cultura ou na filantropia, são ateus, não-religiosos ou religiosos não-praticantes”

    No retorno, você apresentou a listinha acima, que ensejou questionamentos aqui. Quando pedimos provas e o interlocuor replica com exemplos, isso denota pobreza argumentativa ou uma baita presunção que faz o sujeito enxergar somente os nomes que lhe interessam, para citá-los na contenda igual ao recurso infantil de “tá vendo, papai é melhor que o seu”.

    Não quero ofendê-lo nem fazer troça de você, acredite. Na verdade, apelo para sua auto-crítica, que já demonstrou ter – parabéns. Apelo para que você reconheça que fez, aqui, justamente a tal generalização preconceituosa de que tanto nos acusa. Note:

    – “os homens … ” – logo de cara, já avisa que vai enunciar algo estensivo, generalizado para um grupo;

    – “que mais contribuem” – carregado de subjetivismo. Posso considerar, pelo meu ponto de vista, que a obra cinematográfica de Woody Allen é supérflua, desigual e (questão de gosto) desinteressante. Sam Harris, Richard Dawkins e Daniel Dennett podem ser ídolos dos ateus, mas para mim – exceção à divulgação científica de Dawkins – os seus escritos passam longe de discussão civilizada sobre a suposta irracionalidade (segundo eles, naturalmente) do pensamento religioso. Até nesse enunciado já se divisa o gérmen da intolerância incivilizada e inimiga da razão. Robin Lane Fox é um bom historiador, mas também o é Paul Johnson, católico praticante. Mas o que Fox tem de tão especial que aparece até DUAS VEZES na mesma lista?

    – “para nossa sociedade” – SOCIEDADE é um conceito de uma vastidão, caro Diogo … Não abrange apenas celebridades, não, mas também e eu arrisco a dizer PRINCIPALMENTE uma miríade de anônimos que, às mais das vezes, contribuem muito mais para o bem-estar e o progresso do tecido social que vários dos listados. E mesmo delimitando para os meios industrial, cultural e filantrópico, ainda assim carece de um estudo que possa amparar sua alegação.

    – “são ateus, não-religosos ou religiosos não praticantes” – onde quer chegar? Primeiro, o que você entende por “religoso não praticante”? Einstein era um religioso no sentido de Spinoza. Ora, exatamente nesse sentido, ele era praticante (diria, até, beato, rs, um beato spinoziano). Ah, mas não participava de cultos, missas. Sim, mas qual o objetivo aqui? “Provar” que dentre os que vão a missas ou cultos há poucos expoentes contribuindo para a sociedade? Por isso, solicitei provas: insinuar, sem qualquer base, sequer uma mísera evidência, revela a dimensão do seu preconceito contra a religião ou – talvez – contra os devotos de alguma religião.

    Quanto à “religiosidade” de Hitler, convenhamos. Onde você viu esse consenso entre historiadores de que ele era “provavelmente” um crente? Olha, eu não conheço “N” fontes sobre o führer, embora considere meu modestíssimo acervo razoável, em se tratando de Brasil (como dói escrever isso …). Assim como em relação a outros temas históricos. É uma das coisas que evito: afirmar consenso de historiadores. Como é que se pode saber? Ainda mais, vivendo num país tão pobre em publicações na língua pátria sobre assuntos específicos de história? Quer ver? Experimente reunir tudo o que nosso mercado editorial oferece, atualmente, sobre Revolução Industrial? Penso, caro Diogo, ser um gesto de boa humildade reconhecer a impossibilidade nossa, tupiniquim, de falar de consensos. Mas isso penso eu, dentro de minha enorme limitação.

    No mais, concordo com você: e se fosse admitido por muitos autores um ateísmo de Hitler? Isso diria respeito a ele. Não seria correto denegrir os ateus em geral com esse “ad hitlerum” (escusas pelo neologismo, que não é meu – já o vi em outro lugar).

    Por fim, meu caro, uma sugestão para refletir: quando você mantém Stalin numa lista de benfeitores da sociedade, por conta de sua contribuição para o fim da II Guerra, está esquecendo da contribuição dele para a eclosão e o acirramento do mesmo conflito. O Eixo – não só a Alemanha, com o Pacto Ribentropp-Molotov, mas também a Itália e até o Japão tiveram um grande débito com o ditador comunista, que com eles assinou pactos de não-agressão, um eufemismo para “vista grossa” ante invasões de países soberanos. No caso da Polônia, ainda constou do “menu” uma partilha imoral do território polaco, muito bem-vinda pelo ditador.

  18. Carlos

    Diogo Cysne,

    Você, como todo ateu, também é muito contraditório.

    Você diz que não defendeu Stálin.

    Mas quando se referiu ao canalha, você o colocou como o pior da lista, mas pôs o “pior” entre aspas e ainda exclamou: “e olhe lá”.

    Por mais que você tente consertar agora, foi sim uma defesa indireta de um dos maiores tiranos da História.

    Você diz também que tenho a mente absolutamente fechada, inflexível, intolerante e que sou incapaz de compreender argumentos.

    Nossa! Para quem diz que não julga ninguém…

    “Não defendo ninguém. E não acuso, também.”

    E acabou de me acusar de mente fechado, intolerante, inflexível e incapaz de compreender!

    Diante de um tipo como Stálin, não defender, mas também não acusar, equivale a defender. Você só quer manter essa neutralidade porque se trata de um ateu. Mas quanto a Hitler – que você considera religioso -, você desce a lenha. Quanta coerência!

    “Adoraria que você um dia encontrasse Carl Sagan na rua e dissesse bem na cara dele: ‘Você é burro e mentiroso!’.”

    Ah, quem me dera se eu tivesse essa oportunidade…

    Mas acho que o Carl Sagan já morreu. De modo que, a essas alturas, ela já sabe o quanto foi burro e mentiroso. E já está pagando por isso. E vai pagar por toda a Eternidade (se bem que eu espero que ele tenha se arrependido na hora da morte e alcançado a salvação do Deus que ele negou).

    “Amigo, neste quesito você é exatamente como Hitler (‘Todos os judeus são imundos!’) ou Stálin (‘Todos os capitalistas são corruptos’).”

    Não sou como Hitler, porque ateu não é raça. Também não sou como Stálin, porque Stálin era ateu e, portanto, era mentiroso. Quando ele dizia que “todo os capitalistas são corruptos” ele sabia que estava mentindo.

    “Estou curioso: por que nós, ateus, somos ‘burros e mentirosos?'”

    Vou satisfazer sua curiosidade.

    Vocês são mentirosos porque dizer que “Deus não existe” é A mentira por excelência. Quem fundamenta suas idéias e atitudes numa mentira só tirará consequências mentirosas. Viverá da mentira.

    Você pode argumentar: “Ah, mas eu realmente não acredito em Deus. Para mim, Deus realmente não existe”. Tudo bem, é um direito seu dizer isso. Mas continua sendo uma mentira. Neste caso não se trata de mentira psicológica, mas continua sendo uma mentira ontológica. Se alguém acredita sinceramente que dois mais dois são cinco, continua acreditando numa mentira. E toda vez que ele disser isso estará contando uma mentira.

    Vocês também são burros porque dizer “Deus não existe” é como dizer que a Existência não existe. É dizer que a Verdade não existe. É dizer que o Bem não existe.

    Essa crença dos ateus (Deus não existe) é indefensável de qualquer modo que se a examine:

    1º Porque se Deus existe (e Ele existe), então é mentira dizer que Deus não existe.

    2º Mas se Deus realmente não existisse, essa frase, embora verdadeira, não teria valor objetivo algum. Porque se Deus não existisse, nada seria absoluto, tudo no mundo seria relativo, inclusive a frase “Deus não existe”.

    Desenvolvendo melhor o argumento, você por exemplo diz que “Stálin é, sem dúvida, ‘muito pior’ do que Albert Einstein em quesito de moral”. Mas se Deus não existe, quem é que decide o critério moral para julgar alguém? Você? Mas você é só o Diogo Cysne. A maioria? Mas a maioria muda de opinião a todo tempo…

    Observe que na Alemanha nazista a maioria democraticamente decidiu que a eliminação dos judeus era moralmente aceitável.

    Assim, se se elimina Deus, desaparecem os critérios objetivos da verdade – e aí vale tudo. É a lei do mais forte. E fica justificada até a moral nazista…

    Diogo Cysne pode espernear: “Não! Eu não concordo com a moral nazista!” E um nazista poderia respondê-lo: “E daí? Vocé por acaso é Deus? Por que a sua moral vale mais que a minha?”

    “Esse é o meu relativismo. Não isento Stálin de nenhum de seus crimes, de modo que, se algum dia ele fosse pagar por seus atos, o mínimo que ele mereceria era uma pena de morte.”

    Gostei dessa, Diogo. Você é a favor da pena de morte? Eu também sou. Nisso estamos de acordo.

    “Eu me recuso a ver uma pessoa como ‘boa’ ou ‘má’, e por esses estigmas louvá-la ou demonizá-la. Não: isso fazia Hitler, isso fazia o próprio Stálin.”

    Curioso. Você se recusa a ver uma pessoa como “boa” ou “má”, e por esses estigmas louvá-la ou demonizá-la, pois isso era o que fazia Hitler e Stálin. Logo, quem faz isso deve ser mau. E se você não faz isso é porque deve considerar esse comportamento como mau. E, então, Diogo? Stálin e Hitler eram bons ou maus? Ah, você se recusa a vê-los como bons ou maus. Mas então por que a crítica? Se eles não eram bons nem maus, você deveria suspender a crítica e qualquer juízo contra Stálin e Hitler. É como se você dissesse o seguinte: “Eu não roubo, porque quem rouba é ladrão. Mas eu também me recuso a ver o ladrão como uma pessoa má. Logo, pra falar a verdade, eu não sei porque eu não roubo e viro ladrão”.

    Mas eu acho que você nem percebe a contradição no seu relativismo extremista e radical.

    “Cheguei ao ateísmo por concluir que uma idéia de um ser divino é totalmente incompatível com a realidade, bem como que não existem evidências para que eu pense o contrário (por favor, não me venha com a ‘teoria ontológica’ ou com qualquer inutilidade especulativa da metafísica).”

    É claro que você não aceita a “teoria ontológico” nem os argumentos metafísicos porque sabe que são irrefutáveis.

    Você é engraçado. Conclui que a idéia de um ser divino é totalmente incompatível com a realidade, mas não aceita argumentos ontológicos, que tratam da realidade.

    É como se eu fosse discutir com um protestante, mas de antemão não aceitasse nenhum argumento bíblico. Ou fosse discutir com um botânico negando a ocorrência da fotossíntese, sem admitir na discussão nenhuma prova experimental, mas apenas argumentos apriorísticos. É como querer debater com um químico, ou com qualquer sábio das ciências naturais, negando a existência dos átomos, por exemplo, sem aceitar o método indutivo, mas só o dedutivo. Ou seja, um absurdo! “Eu nego que existam átomos, mas me recuso a olhar no microscópio!”. Cada coisa no seu lugar! Cada campo de conhecimento com suas provas apropriadas!

    No fundo, o que você está dizendo é que não aceita argumentos filosóficos e racionais sobre a existência de Deus. Você só aceitaria uma prova física, como uma fotografia ou um exame de DNA, que você chama de evidências. Se é assim, não tem jeito mesmo. Continue se escondendo. Continue se recusando a olhar no microscópio…

    “Fica o recado: xô, relativismo! Algumas coisas são, sim, absolutas.”

    Agora quem ficou curioso foi eu: Diga-me por favor algumas coisas que são absolutas para um ateu.

    Carlos.

  19. Messias

    Agradeçam por existir alguém que, sem usar de fanatismos, insultos ou absolutismos extremistas, incita a discussão racional.

    Obrigado, senhor racional. Somos um bando de irracionais que, não sei o que seria de nós sem a sua luz da razão. Estaríamos nas trevas da “inguinorança” e do obscurantismo. E obrigado por nos chamarem trolls sem nos insultar.

    “…diz disparates sobre a nossa religião” Exemplo?
    Nenhum. Somos o quê mesmo? “fanáticos”, “absolutistas estremistas” e “trolls”. Tais adjetivos não se referem à Igreja, mas aos seus fiéis, ou especificamente os que comumente comentam aqui, o que não é muito diferente. Mas os disparates a que eu estava referindo são os do Ricardo no post sobre a capela na Espanha. (DDA).

    “Eu é que sou o troll.” Ok. É a primeira vez que o autor do blog e seus comentadores com o qual concordam são os trolls e o que vem nos atacar é que não o é.

  20. DE PAULO

    NESTE SITE SÓ TEM IDÓLATRA?! PESQUISEM EM APOCALIPSE PARA SABER QUEM É A GRANDE MERETRIZ… É A IGREJA DE ROMA!!!

  21. Wilson Ramiro

    Caro “DE PAULO”

    Leia ” O Banquete do Cordeiro” de Scott Hahn.
    A missa segundo um convertido.

    Não creio que você vá melhorar ou entender, sequer acredito que leia. Apenas aproveitei seu comentário para incentivar outros que tem boa vontade.

  22. Paulo Macabeu

    Um supremacista ateu fez uma visita a este blog, e com o costumeiro pedantismo de sua laia, mesmo sem ninguém ter lhe perguntado coisa alguma, ele jogou na cara dos anfitriões que “na verdade, os homens que mais contribuem para nossa sociedade, seja na indústria, na cultura ou na filantropia, são ateus, não-religiosos ou religiosos não-praticantes (ou seja, possuem apenas uma vaga ideia de ‘ser superior’, mas não estão nem aí para isso)”. E como prova, apresentou uma extensa relação de membros importantíssimos dessa gloriosa elite, como Angelina Jolie, Arnaldo Jabor, Caetano Veloso, Diogo Mainardi, Camila Pitanga e Zac Efron (aposto que a maioria será esquecida assim que morrer; Diogo Mainardi e Zac Efron, bem antes disso). Acrescentou figuras destacadas como Alfred Kinsey, bissexual e notório depravado, cuja grande obra foi um relatório fraudulento sobre a sexualidade humana; Ayn Rand, filósofa e musa dos otários neoliberais; Margaret Sanger, feminista pioneira e também racista, eugenista e abortista até os ossos, que se identificava com o nazismo a ponto ser promíscua com alguns de seus líderes; e Michel Foucault, cocainômano e defensor da pedofilia. Não satisfeito, o supremacista ateu ainda mencionou orgulhosamente outros grandes benfeitores da humanidade, como Antonio Gramsci, Che Guevara, Fidel Castro, Josef Stalin, Karl Marx, Leon Trotsky, Luís Carlos Prestes, Vladimir Lenin e Slobodan Milosevic (esses dispensam apresentações — sua fama os precede). Puxa, que seria de nós sem eles…

    Eis de novo o velho e surrado discurso que escarnece de cristãos e pessoas de outras religiões, tentando associar a crença no divino à ignorância e alienação. Pois para contrabalançar, e para maior glória de Deus e de sua Igreja, aí vai uma lista resumida, com apenas 224 nomes de ilustres “ignorantes” e “alienados” que acreditavam firmemente no “Ser Imaginário” e deram contribuições reais ao progresso da humanidade. A propósito, todos eles foram padres católicos. E nem vou falar de leigos católicos praticantes, como Renê de Descartes, de protestantes devotos como Isaac Newton, Johannes Kepler e Michael Faraday, ou de figuras destacadas do judaísmo, islamismo ou mesmo do paganismo. Em tempo: Francis Bacon, outro cristão devoto, que contribuiu na elaboração do Método Científico, base de toda pesquisa científica, dizia que “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita ciência aproxima de Deus”.

    Quem quiser que compare as duas listas e tire as próprias conclusões.

    — Agostino Gemelli (1878–1959): Franciscano. Médico e psicólogo. Fundador da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Milão.

    — Albert Curtz (1600–1671): Jesuíta. Astrônomo. Expandiu os trabalhos de Tycho Brahe e contribuiu para o entendimento inicial da Lua. A cratera lunar Curtius é nomeada em sua honra.

    — Alberto da Saxônia (c. 1320–1390): Alemão. Bispo e filósofo. Conhecido por suas contribuições à lógica e à física. Ajudou a desenvolver uma teoria precursora da moderna Teoria da Inércia.

    — Alberto Magno (c. 1206–1280): Santo padroeiro das ciências naturais, um dos precursores mais famosos da ciência moderna na Alta Idade Média. Fez trabalhos em física, lógica, metafísica, biologia e psicologia. Lecionou em Sorbonne. Ao se desligar da universidade, indicou para ocupar sua cátedra um de seus alunos, ninguém menos que Tomás de Aquino.

    — Alessandro Serpieri (1823–1885): Astrônomo e biólogo. Estudou as estrelas cadentes e foi o primeiro a introduzir o conceito de radiante sísmica.

    — Alexandre Guy Pingré (1711–1796): Astrônomo e geógrafo naval francês. A cratera lunar Pingré e o asteroide 12719 Pingré são nomeados em sua homenagem.

    — Alexius Sylvius Polonus (1593–c. 1653): Jesuíta. Astrônomo. Estudou as manchas solares e publicou um trabalho sobre calendariografia.

    — Alphonse Antonio de Sarasa (1618–1667): Jesuíta. Matemático. Contribuiu para a compreensão dos logaritmos.

    — André Tacquet (1612–1660): Jesuíta. Matemático. Seu trabalho estabeleceu as bases para a descoberta do Cálculo.

    — Andrew Gordon (1712–1751): Monge beneditino. Físico e inventor. Fez o primeiro motor elétrico.

    — Angelo Secchi (1818–1878): Pioneiro na espectroscopia astronômica; foi um dos primeiros cientistas a afirmar com autoridade que o Sol é uma estrela.

    — Anselmus de Boodt (1550–1632): Um dos fundadores da mineralogia.

    — Antoine de Laloubère (1600–1664): Primeiro matemático a estudar as propriedades da hélice.

    — Anton Maria Schyrleus de Rheita (1604–1660): Astrônomo e ótico. Construiu o telescópio Kepler.

    — Antonio José Cavanilles (1745–1804): Espanhol. Botânico taxonomista líder do século XVIII.

    — Antonio Neri (1576–1614): Herbalista e vidreiro.

    — Ányos Jedlik (1800–1895): Beneditino. Engenheiro, físico e inventor. Considerado pelos húngaros e eslovacos como o pai do dínamo e do motor elétrico.

    — Armand David (1826–1900): Zoólogo e botânico. Fez um trabalho importante em ambas as áreas na China.

    — Athanasius Kircher (1602–1680): Pai da egiptologia; “mestre de uma centena de artes”; escreveu uma enciclopédia da China; foi uma das primeiras pessoas a observar os micróbios por um microscópio.

    — Barnaba Oriani (1752–1832): Geodeta, astrônomo e cientista. Sua maior realização foi a investigação detalhada do planeta Urano. Conhecido pelo Teorema de Oriani.

    — Bartholomeus Amicus (1562–1649): Escreveu sobre filosofia, matemática, astronomia e o conceito de vácuo e sua relação com Deus.

    — Bartolomeu de Gusmão (1685–1724): Jesuíta. Conhecido por seu trabalho pioneiro no projeto de dirigíveis mais leves que o ar.

    — Basil Valentine (c. Século XV): Alquimista a quem o autor James J. Walsh chama de “Pai da Química Moderna”.

    — Benedetto Castelli (1578–1643): Beneditino. Matemático. Amigo e apoiador de Galileu Galilei, que foi seu professor. Escreveu um importante trabalho sobre fluidos em movimento.

    — Benedict Sestini (1816–1890): Jesuíta. Astrônomo, matemático e arquiteto, estudou as manchas solares e eclipses. Escreveu livros sobre uma variedade de assuntos matemáticos.

    — Bernard Bolzano (1781–1848): Matemático e logicista. Outros interesses incluíram o estudo de metafísica, ideias, sensações e a verdade.

    — Bernard Lamy (1640–1715): Filósofo e matemático. Escreveu sobre a correlação de forças.

    — Bernardino Baldi (1533–1617): Matemático e escritor.

    — Berthold Schwarz (c. Século XIV): Frade franciscano. Renomado inventor de armas de fogo.

    — Bonaventura Cavalieri (1598–1647): Conhecido por seu trabalho sobre problemas da ótica e do movimento, o trabalho precursor do cálculo infinitesimal e a introdução dos logaritmos na Itália. O Princípio de Cavalieri na geometria antecipou parcialmente o cálculo integral. A cratera lunar Cavalerius é nomeada em sua honra.

    — Carlos de Siguenza y Góngora (1645–1700): Polímata, matemático, astrônomo e cartógrafo. Desenhou o primeiro mapa de toda a Nova Espanha.

    — Charles Malapert (1581–1630): Jesuíta. Escritor, astrônomo e proponente da cosmologia aristotélica. Também é conhecido por observações de manchas solares e da superfície lunar. A cratera lunar Malapert leva seu nome.

    — Charles Plumier (1646–1704): Considerado um dos exploradores botânicos mais importantes do seu tempo.

    — Charles-Michel de l’Épée (1712–1789): Conhecido como o “pai dos surdos”, estabeleceu a primeira escola livre para surdos no mundo.

    — Christian Mayer (1719–1783): Jesuíta. Astrônomo notável pelo estudo pioneiro de estrelas binárias.

    — Christoph Grienberger (1561–1636): Jesuíta. Astrônomo. Verificou a descoberta de Galileu das luas de Júpiter. A cratera lunar Gruemberger é nomeada em sua homenagem.

    — Christoph Scheiner (c. 1573–1650): Jesuíta. Físico, astrônomo e inventor do pantógrafo. Escreveu sobre uma vasta gama de assuntos científicos.

    — Christopher Borrus (1583–1632): Matemático e astrônomo. Fez observações sobre a variação magnética da bússola.

    — Christopher Clavius (1538–1612): Respeitado jesuíta, astrônomo e matemático. Liderou a comissão que produziu o calendário gregoriano. Escreveu livros astronômicos influentes.

    — Daniello Bartoli (1608–1685): Bartoli e seu companheiro, o astrônomo jesuíta Niccolò Zucchi, são creditados como tendo sido provavelmente os primeiros a ver o cinto equatorial do planeta Júpiter.

    — Edme Mariotte (c. 1620–1684): Físico que reconheceu a Lei de Boyle e escreveu sobre a natureza da cor.

    — Edward Pigot (1858–1929): Jesuíta. Sismólogo e astrônomo.

    — Emmanuel Maignan (1601–1676): Físico e professor de medicina. Publicou trabalhos sobre “gnomônica” e perspectiva.

    — Eugene Lafont (1837–1908): Jesuíta. Físico e astrônomo. Fundador da Associação Indiana para o Cultivo da Ciência.

    — Eugenio Barsanti (1821–1864): Possível inventor do motor de combustão interna.

    — Fausto Veranzio (c. 1551–1617): Bispo, inventor, polímata e lexicógrafo.

    — Ferdinand Verbiest (1623–1688): Jesuíta. Astrônomo e matemático. Desenhou o que alguns dizem ser o primeiro veículo autopropelido — possivelmente o primeiro automóvel do mundo.

    — Francesco Cetti — (1726–1778): Jesuíta. Zoólogo e matemático.

    — Francesco de Vico (1805–1848): Jesuíta. Astrônomo que descobriu ou co-descobriu um grande número de cometas; também fez observações de Saturno e as lacunas em seus anéis. A cratera lunar DeVico e o asteroide 20103 DeVico são nomeados em sua homenagem.

    — Francesco degli Castracane Antelminelli (1817–1899): Botânico. Um dos primeiros a introduzir microfotografias para o estudo da biologia.

    — Francesco Denza (1834–1894): Meteorologista e astrônomo. Diretor do Observatório Vaticano.

    — Francesco di Faà Bruno (c. 1825–1888): Matemático beatificado pelo Papa João Paulo II.

    — Francesco Lana de Terzi (c. 1631–1687): Referido como o pai da aeronáutica por seu pioneirismo. Também desenvolveu a ideia que originou o código Braille.

    — Francesco Maria Grimaldi (1618–1663): Descobriu a difração da luz (o termo “difração” foi criado por ele); investigou a queda livre de objetos; construiu e usou instrumentos para medir as características geológicas da Lua.

    — Francesco Maurolico (1494–1575): Contribuiu para os campos da geometria, ótica, cônicas, mecânica, música e astronomia; deu a primeira prova conhecida por indução matemática.

    — Francesco Zantedeschi (1797–1873): Um dos primeiros a reconhecer a absorção de luz vermelha, amarela e verde marcada pela atmosfera; publicou artigos sobre a produção de correntes elétricas em circuitos fechados, pela abordagem de retirada de um ímã, antecipando assim os experimentos clássicos de Michael Faraday de 1831.

    — Francis Line (1595–1675): Produtor do relógio magnético e do relógio de Sol. Discordou de algumas descobertas de Newton e Boyle.

    — Franciscus Patricius (1529–1597): Teórico da cosmologia, filósofo e estudioso da Renascença.

    — François d’Aguilon (1567–1617): Jesuíta belga. Matemático, físico e arquiteto.

    — François Jacquier (1711–1788): Franciscano. Matemático e físico. Quando morreu, estava ligado a quase todas as grandes sociedades científicas e literárias da Europa.

    — François-Napoléon-Marie Moigno (1804–1884): Jesuíta. Físico e matemático. Foi divulgador da ciência e tradutor, em vez de um investigador original.

    — Franz de Paula Triesnecker (1745–1817): Jesuíta. Astrônomo e diretor do Observatório de Viena. Publicou uma série de tratados sobre astronomia e geografia. A cratera lunar Triesnecker é nomeada em sua homenagem.

    — Franz Paula von Schrank (1747–1835): Botânico, entomologista e escritor prolífico.

    — Franz Reinzer (1661–1708): Escreveu um aprofundado compêndio meteorológico, astrológico e político, abordando temas como os cometas, meteoros, raios, ventos, fósseis, metais, corpos de água, tesouros subterrâneos e os segredos da terra.

    — Franz von Paula Hladnik (1773–1844): Botânico que descobriu diversas novas espécies de plantas. Certos gêneros foram nomeados em sua homenagem.

    — Franz Xaver Kugler (1862–1929): Jesuíta. Químico e matemático, mais conhecido pelos seus estudos de tabuletas cuneiformes e astronomia babilônica.

    — Gabriel Mouton (1618–1694): Matemático e astrônomo. Um dos primeiros defensores do sistema métrico.

    — Gabriele Falloppio (1523–1562): Um dos mais importantes anatomistas e médicos do século XVI. As trompas de Falópio, que se estendem do útero aos ovários, são nomeadas em sua homenagem.

    — Gaspar Schott (1608–1666): Jesuíta. Físico, astrônomo e filósofo natural, mais amplamente conhecido por seus trabalhos sobre instrumentos mecânicos e hidráulicos.

    — Georg Joseph Kamel (1661–1706): Missionário jesuíta. Botânico. Estabeleceu a primeira farmácia nas Filipinas.

    — George Coyne (1933–): Jesuíta. Astrônomo. Ex-diretor do Observatório do Vaticano.

    — George Mary Searle (1839–1918): Astrônomo e professor. Descobriu seis galáxias.

    — George Schoener (1864–1941): Ficou conhecido nos Estados Unidos como o “Pai das Rosas”, por seus experimentos para melhorar a reprodução de rosas.

    — Georges Lemaître (1894–1966): Sacerdote católico. Belga. Astrônomo e físico. Pai da Teoria do Big Bang. O asteroide 1565 Lemaître foi assim chamado em sua homenagem.

    — Gerbert d’Aurillac, papa Silvestre II (c. 946–1003): Monge beneditino francês e papa da Igreja Católica. Prolífico estudioso, recomendou e promoveu na Europa conhecimentos árabes de aritmética, matemática e astronomia. Foi um dos primeiros divulgadores dos numerais indo-arábicos na Europa cristã. Reintroduziu o ábaco e a esfera armilar, que haviam sido perdidos na Europa no fim da era greco-romana. É por vezes considerado o inventor do primeiro relógio mecânico, construído para a cidade alemã de Magdeburg, por volta do ano 996. Foi papa de 2 de abril de 999 até sua morte, em 12 de maio de 1003.

    — Gerolamo Sersale (1584–1654): Jesuíta. Astrónomo e selenógrafo. Seu mapa da Lua pode ser visto no Observatório Naval de San Fernando. A cratera lunar Sirsalis é nomeada em sua homenagem.

    — Giacopo Belgrado (1704–1789): Professor de matemática e física. Fez trabalhos experimentais em física.

    — Giambattista Pianciani (1784–1862): Jesuíta. Matemático e físico.

    — Giovanni Antonelli (1818–1872): Diretor do Observatório Ximenian de Florença. Colaborou na concepção de um protótipo de motor de combustão interna.

    — Giovanni Battista Hodierna (1597–1660): Astrônomo. Catalogou objetos nebulosos e desenvolveu um microscópio primitivo.

    — Giovanni Battista Riccioli (1598–1671): Astrônomo. Autor da Almagestum novum, uma enciclopédia influente da astronomia. Foi a primeira pessoa a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre. Criou um selenógrafo com o padre Grimaldi, que hoje adorna a entrada do National Air and Space Museum, em Washington DC.

    — Giovanni Battista Zupi (c. 1590–1650): Jesuíta. Astrônomo e matemático. Primeira pessoa a descobrir que o planeta Mercúrio tinha fases orbitais. A cratera lunar Zupus é nomeada em sua honra.

    — Giovanni di Casali (morto em c. 1375): Apresentou uma análise gráfica do movimento dos corpos acelerados.

    — Giovanni Girolamo Saccheri (1667–1733): Jesuíta italiano. Matemático e geômetra. Possivelmente o primeiro europeu a escrever sobre geometria não-euclidiana.

    — Giovanni Inghirami (1779–1851): Astrônomo italiano. Há um vale na Lua com seu nome, bem como uma cratera.

    — Giuseppe Asclepi (1706–1776): Astrônomo e médico. Diretor do Observatório do Collegio Romano. A cratera lunar Asclepi foi nomeada em sua homenagem.

    — Giuseppe Biancani (1566–1624): Jesuíta italiano. Astrônomo, matemático e selenógrafo. Escreveu Sphaera Mundi, seu Demonstrativa Cosmographia, ao facilitar metodológico tradita. A cratera lunar Blancanus é nomeada em sua homenagem.

    — Giuseppe Mercalli (1850–1914): Vulcanólogo. Diretor do Observatório do Vesúvio, mais lembrado por sua escala de Mercalli para medir terremotos, ainda hoje em uso.

    — Giuseppe Piazzi (1746–1826): Teatino. Matemático e astrônomo. Descobriu Ceres, hoje conhecido como o maior membro do cinturão de asteroides. Fez importante trabalho de catalogação de estrelas.

    — Giuseppe Toaldo (1719–1797): Cientista. Estudou a eletricidade atmosférica e fez um importante trabalho com varas “lightnight”. O asteroide 23685 Toaldo é nomeado em sua homenagem.

    — Giuseppe Zamboni (1776–1846): Físico. Inventou a pilha Zamboni, uma bateria elétrica semelhante à pilha de Volta.

    — Godefroy Wendelin (1580–1667): Astrônomo. Reconheceu a terceira lei de Kepler aplicada aos satélites de Júpiter. A cratera lunar Vendelinus é nomeada em sua honra.

    — Gregoire de Saint-Vincent (1584–1667): Jesuíta. Matemático. Fez importantes contribuições ao estudo da hipérbole.

    — Gregor Mendel (1822–1884): Monge agostiniano. Pai da genética.

    — Guy Consolmagno (1952–): Jesuíta americano. Astrônomo do Observatório do Vaticano. Dedicou-se principalmente à ciência planetária. Recebeu seu B.A. (1974) e M.A. (1975) a partir do M.I.T., e um Ph.D. (1978) da Universidade do Arizona.

    — Gyula Fényi (1845–1927): Jesuíta húngaro. Astrônomo e diretor do Observatório Haynald. Conhecido por suas observações do Sol. A cratera lunar Fényi é nomeada em sua homenagem.

    — Henri Breuil (1877–1961): Arqueólogo, etnólogo, antropólogo e geólogo.

    — Hermann de Reichenau (1013–1054): Teórico da música, historiador, astrônomo e matemático.

    — Honoré Fabri (1607–1688): Jesuíta. Matemático e físico.

    — Hugo Obermaier (1877–1946): Ilustre arqueólogo e antropólogo. Conhecido por seu trabalho de estudo da difusão da humanidade na Europa durante a Idade do Gelo, e em ligação com a arte rupestre do norte espanhol.

    — Ignace-Gaston Pardies (1636–1673): Físico conhecido por sua correspondência com Newton e Descartes.

    — Ignacije Szentmartony (1718–1793): Jesuíta croata. Astrônomo. Obteve o título de “matemático e astrônomo real”. Estudou as manchas solares e publicou um trabalho sobre calendariografia. Usou seu conhecimento astronômico para mapear partes do Brasil.

    — Ignazio Danti (1536–1586): Dominicano. Matemático, astrônomo, cosmógrafo e cartógrafo.

    — Ismaël Bullialdus (1605–1694): Astrônomo. Membro da Royal Society. A cratera Bullialdus é nomeada em sua honra.

    — Jacques de Billy (1602–1679): Produziu uma série de resultados em teoria dos números, que foram nomeados em sua homenagem. Publicou diversas tabelas astronômicas. A cratera lunar Billy é nomeada em sua homenagem.

    — James B. Macelwane (1883–1956): Jesuíta americano. Sismologista. “O mais conhecido sismólogo jesuíta” e “um dos praticantes mais honrados da ciência de todos os tempos”. Escreveu o primeiro livro sobre sismologia da América.

    — James Cullen (1867–1933): Jesuíta irlandês. Matemático. Publicou os chamados Números de Cullen.

    — James Curley (1796–1889): Astrônomo. Primeiro diretor do Observatório de Georgetown. Determinou a latitude e a longitude de Washington DC.

    — Jan Brozek (1585–1652): Polonês. Polímata, matemático, astrônomo e médico. Considerado o mais proeminente matemático polonês do século XVII.

    — Jan Krzysztof Kluk (1739–1796): Naturalista, engenheiro agrônomo e entomologista. Escreveu em polonês uma obra de vários volumes sobre a vida animal.

    — János Vitéz (c.1405–1472): Arcebispo. Astrônomo e matemático.

    — Jean Baptiste Carnoy (1836–1899): Fundador da ciência da citologia.

    — Jean Baptiste François Pitra (1812–1889): Cardeal beneditino. Arqueólogo e teólogo notável por suas descobertas arqueológicas.

    — Jean Buridan (c. 1300–depois de 1358): Produziu as ideias iniciais de impulso e movimento inercial. Plantou as sementes da revolução copernicana na Europa.

    — Jean François Niceron (1613–1646): Matemático que estudou ótica geométrica.

    — Jean Gallois (1632–1707): Estudioso francês e membro da Académie des Sciences.

    — Jean Mabillon (1632–1707): Monge beneditino e erudito. Considerado o fundador da paleografia e da diplomática (ciência, ou mais adequadamente, disciplina, parente da arquivística, voltada ao estudo das estruturas formais de documentos solenes, originários de atividade governamental ou notarial).

    — Jean Picard (1620–1682): Primeira pessoa a medir o tamanho da Terra com razoável grau de precisão. Também desenvolveu o que se tornou o método padrão para medir a ascensão reta de um objeto celestial. A Missão Picard, um observatório em órbita solar, é nomeada em sua honra.

    — Jean-Antoine Nollet (1700–1770): Físico que descobriu o fenômeno da osmose em membranas naturais.

    — Jean-Baptiste du Hamel (1624–1706): Filósofo naturalista francês. Secretário da Académie Royale des Sciences.

    — Jean-Charles de la Faille (1597–1652): Jesuíta belga. Matemático que pela primeira vez determinou o centro de gravidade do setor de um círculo.

    — Joachim Bouvet (1656–1730): Jesuíta. Sinólogo e cartógrafo que desenvolveu seu trabalho na China.

    — Johan Stein (1871–1951): Jesuíta. Astrônomo. Diretor do Observatório do Vaticano, o qual ele modernizou e mudou para Castel Gandolfo. A cratera lunar Stein, no lado oculto da Lua, é nomeada em sua homenagem.

    — Johann Baptist Cysat (1587–1657): Jesuíta suíço. Matemático e astrônomo. Publicou o primeiro livro impresso europeu sobre o Japão. Foi um dos primeiros a fazer uso do telescópio recém-desenvolvido. Sua obra mais importante foi sobre cometas. Fez uma pesquisa importante sobre cometas e a nebulosa de Órion. A cratera lunar Cysatus é nomeada em sua homenagem.

    — Johann Dzierzon (1811–1906): Pioneiro apicultor que descobriu o fenômeno da partenogênese entre abelhas, e projetou a primeira colmeia de quadro móvel. Tem sido descrito como o “pai da apicultura moderna”.

    — Johann Georg Hagen (1847–1930): Diretor do observatório Georgetown e do Observatório Vaticano. A cratera lunar Hagen é nomeada em sua homenagem.

    — Johannes de Sacrobosco (c. 1195–c. 1256): Monge irlandês. Astrônomo. Escreveu o texto de astronomia medieval Tractatus de Sphaera Mundi. O seu Algorismus foi o primeiro texto a introduzir os numerais arábicos e procedimentos no currículo universitário europeu. A cratera lunar Sacrobosco é nomeada em sua homenagem.

    — Johannes Ruysch (c. 1460–1533): Explorador, cartógrafo e astrônomo. Criou a segunda mais antiga representação impressa conhecida do Novo Mundo.

    — Johannes von Gmunden (c. 1380–1442): Matemático e astrônomo. Compilou tabelas astronômicas. O asteroide 15955 Johannesgmunden é nomeado em sua honra.

    — Johannes Werner (1468–1522): Matemático, astrônomo e geógrafo.

    — John Peckham (1230–1292): Arcebispo de Canterbury e praticante pioneiro da ciência experimental.

    — John Zahm (1851–1921): Padre da Santa Cruz. Explorador da América do Sul.

    — José Antonio de Alzate y Ramírez (1737–1799): Cientista, cartógrafo, historiador, meteorologista. Escreveu mais de trinta tratados sobre uma variedade de assuntos científicos.

    — José Celestino Mutis (1732–1808): Botânico e matemático. Liderou a “Expedição Botânica Real” do Novo Mundo.

    — José de Acosta (1539–1600): Missionário jesuíta. Naturalista. Um dos primeiros naturalistas e antropólogos das Américas. Escreveu uma das primeiras descrições detalhadas e realistas do Novo Mundo.

    — José Gabriel Funes (1963–): Jesuíta argentino. Astrônomo. Atual diretor do Observatório do Vaticano, sucedendo a George Coyne.

    — José María Algue (1856–1930): Meteorologista. Inventou um barômetro para detecção de tempestades.

    — José Torrubia (c. 1700–1768): Linguista, cientista, colecionador de fósseis e livros. Escreveu sobre temas históricos, políticos e religiosos.

    — Joseph Bayma (1816–1892): Conhecido por seu trabalho na estereoquímica e matemática.

    — Joseph Galien (1699–c. 1762): Professor dominicano. Escreveu sobre aeronáutica, chuvas de granizo e aeronaves.

    — Joseph Maréchal (1878–1944): Jesuíta. Filósofo e psicólogo.

    — Joseph Roger Boscovich (1711–1787): Muitas vezes creditado como o pai da teoria atômica moderna, “uma das grandes figuras intelectuais de todas as idades”. Polímata, “o maior gênio que a Jugoslávia já produziu”. Escreveu muitos importantes tratados científicos. “Desenvolveu o primeiro método geométrico para calcular a órbita de um planeta com base em três observações de sua posição”.

    — Joseph Tiefenthaler (1710–1785): Um dos primeiros geógrafos europeus a escrever sobre a Índia.

    — Jozef Murgaš (1864–1929): Contribuiu para telegrafia sem fio. Ajudou a desenvolver as comunicações móveis e a transmissão sem fio de informações e da voz humana.

    — Juan Caramuel y Lobkowitz (1606–1682): Prolífico escritor em uma variedade de assuntos científicos. Um dos primeiros a escrever sobre sobreprobabilidade.

    — Juan Ignacio Molina (1740–1829): Chileno. Naturalista, ornitólogo, historiador, botânico, ornitologista e geógrafo. Possui uma Citação de Autor (refere-se a citar a pessoa, ou grupo de pessoas, que validamente publicaram um nome botânico, ou seja, que primeiro publicaram o nome ao cumprir os requisitos formais, conforme especificado pelo Código Internacional de Nomenclatura Botânica — ICBN).

    — Julian Tenison Woods (1832–1889): Passionista. Geólogo e mineralogista.

    — Julius Nieuwland (1878–1936): Sacerdote da Santa Cruz. Conhecido por suas contribuições à pesquisa do acetileno e seu uso como base para um tipo de borracha sintética, o que eventualmente levou à invenção do neoprene pela DuPont.

    — Roberto Landell de Moura (1861–1928): Jesuíta brasileiro. Inventor. Foi o primeiro a transmitir a voz humana por uma máquina sem fio.

    — Laurent Cassegrain (1629–1693): Provável nomeador do telescópio Cassegrain. A cratera Cassegrain é nomeado em sua honra.

    — Lazzaro Spallanzani (1729–1799): Biólogo e fisiologista. Fez importantes contribuições ao estudo experimental das funções corporais e reprodução animal, e essencialmente descobriu a ecolocalização; a sua investigação da biogênese pavimentou o caminho para as investigações de Louis Pasteur.

    — Léon Abel Provancher (1820–1892): Naturalista dedicado ao estudo e descrição da fauna e da flora do Canadá. Seu trabalho pioneiro lhe valeu a denominação de “Pai da História Natural do Canadá”.

    — Lorenz Hengler (1806–1858): Muitas vezes creditado como o inventor do pêndulo horizontal.

    — Louis Feuillée (1660–1732): Explorador, astrônomo, geógrafo e botânico.

    — Louis Moréri (1643–1680): Enciclopedista do século XVII.

    — Louis Receveur (1757–1788): Franciscano. Naturalista e astrônomo. Descrito como sendo o mais próximo que se poderia chegar a ser um ecologista no século XVIII.

    — Louis Rendu (1789–1859): Bispo que escreveu um livro importante sobre os mecanismos de movimento glacial. As geleiras Rendu (Alasca, EUA) e Monte Rendu (Antárctica) foram nomeados por ele.

    — Louis-Ovide Brunet (1826–1876): Um dos fundadores da botânica canadense.

    — Luca Pacioli (c. 1446–1517): Muitas vezes considerado como o Pai da Contabilidade. Publicou vários trabalhos sobre matemática.

    — Luca Valerio (1552–1618): Jesuíta. Matemático que desenvolveu maneiras de encontrar volumes e centros de gravidade dos corpos sólidos.

    — Maciej Miechowita (1457–1523): Escreveu a primeira descrição geográfica e etnográfica exata da Europa do Leste. Também escreveu dois tratados médicos.

    — Manuel Magri (1851–1907): Jesuíta maltês. Etnógrafo, arqueólogo e escritor. Foi um dos pioneiros na arqueologia de Malta.

    — Marcin Odlanicki Poczobutt (1728–1810): Jesuíta. Astrônomo e matemático. Ganhou o título de Astrônomo do Rei. A cratera lunar Poczobuttcratera é nomeada em sua homenagem.

    — Marcin de Urzędów (c. 1500–1573): Médico, farmacêutico e botânico.

    — Marian Wolfgang Koller (1792–1866): Professor que escreveu sobre astronomia, física e meteorologia.

    — Marie-Victorin (1885–1944): Botânico. Conhecido como o pai do Jardin Botanique de Montréal.

    — Marin Mersenne (1588–1648): Filósofo, matemático e teórico da música. É muitas vezes referido como o “pai da acústica”.

    — Mario Bettinus (1582–1657): Jesuíta. Filósofo, matemático e astrônomo. A cratera lunar Bettinus leva seu nome.

    — Martin Waldseemuller (c. 1470–1520): Alemão. Cartógrafo que, junto com Matthias Ringmann, é creditado com o primeiro a usar o termo “América” de modo registrado.

    — Matteo Ricci (1552–1610): Jesuíta espanhol. Matemático e tradutor. Um dos fundadores da Missão Jesuíta da China. Co-autor do primeiro dicionário chinês-Europeu.

    — Maximilian Hell (1720–1792): Jesuíta húngaro. Astrônomo. Diretor do Observatório de Viena. Escreveu tabelas astronômicas e observou o trânsito de Vênus frente ao Sol. A cratera lunar Hell é nomeada em sua homenagem.

    — Maximus von Imhof (1758–1817): Agostiniano alemão. Físico e diretor da Academia de Ciências de Munique.

    — Michal Boym (c. 1612–1659): Um dos primeiros ocidentais a viajar dentro do continente chinês. Autor de numerosas obras sobre a fauna, flora e geografia asiática.

    — Michał Heller (1936–): Ganhador do Prêmio Templeton. Escritor prolífico sobre numerosos temas científicos.

    — Niccolò Cabeo (1586–1650): Jesuíta. Matemático. A cratera Cabeus é nomeada em sua honra.

    — Niccolò Zucchi (1586–1670): Tentou construir um telescópio de reflexão em 1616. Pode ter sido o primeiro a ver os cinturões do planeta Júpiter. Correspondeu-se com Kepler.

    — Nicholas Callan (1799–1846): Mais conhecido por seu trabalho sobre a bobina de indução.

    — Nicholas Halma (1755–1828): Matemático francês e tradutor.

    — Nicolas de Cusa (1401–1464): Cardeal. Filósofo, jurista, matemático e astrônomo. Um dos grandes gênios e polímatas do século XV.

    — Nicolas Claude Fabri de Peiresc (1580–1637): Astrônomo. Descobriu a nebulosa de Orion. A cratera lunar Precious é nomeada em sua honra.

    — Nicolas Malebranche (1638–1715): Filósofo. Estudou física, ótica e as leis do movimento. Divulgador das ideias de Descartes e Leibniz.

    — Nicolas Steno (1638–1686): Muitas vezes chamado de Pai da Geografia e Estratigrafia (“princípios de Steno”). Foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

    — Nicolau Copérnico (1473–1543): Astrônomo renascentista. Famoso por sua cosmologia heliocêntrica que colocou em movimento a revolução copernicana.

    — Nicole Oresme (c. 1323–1382): Bispo de Lisieux. Um dos filósofos mais famosos e influentes da Idade Média. Economista, matemático, físico, astrônomo, filósofo, teólogo e tradutor competente. Um dos pensadores mais originais do século XIV.

    — Nicolò Arrighetti (1709–1767): Escreveu tratados sobre luz, calor e eletricidade.

    — Otto Kippes (1905–1994): Reconhecido por seu trabalho no cálculo da órbita de asteroides. O cinturão de asteroides Kippes 1780 foi nomeado em sua homenagem.

    — Paolo Boccone (1633–1704): Botânico de Cister. Contribuiu para os campos da medicina e toxicologia.

    — Paolo Casati (1617–1707): Jesuíta italiano. Matemático. Notável em meteorologia. Escreveu sobre astronomia e vácuo. A cratera lunar Casatus é nomeada em sua honra.

    — Paolo Frisi (1728–1784): Matemático e astrônomo que desenvolveu um trabalho importante em hidráulica.

    — Paul McNally (1890–1955): Jesuíta americano. Astrônomo. Diretor do Observatório de Georgetown. A cratera lunar McNally leva seu nome.

    — Paul de Middelburg (1446–1534): Escreveu importantes obras sobre a reforma do calendário.

    — Paulo Guldin (1577–1643): Jesuíta. Matemático e astrônomo. Descobriu o teorema Guldinus para determinar a superfície e o volume de um sólido de revolução.

    — Pierre André Latreille (1762–1833): Entomologista. Seus trabalhos descrevendo insetos atribuíram muitos dos taxa de insetos ainda em uso hoje.

    — Pierre Gassendi (1592–1655): Francês. Astrônomo e matemático. Publicou os primeiros dados sobre o trânsito de Mercúrio. Mais conhecido pelo projeto intelectual que tentou conciliar o atomismo epicurista com o cristianismo.

    — Pierre Macq (1930–): Físico galardoado com o Prêmio de Ciências Exatas Francqui por seu trabalho em física nuclear experimental.

    — Pierre Marie Heude (1836–1902): Jesuíta francês. Missionário e zoólogo. Estudou a história natural da Ásia Oriental.

    — Pierre Teilhard de Chardin (1881–1955): Jesuíta francês. Paleontólogo e geólogo. Participou na descoberta do chamado Homem de Pequim.

    — Pierre Varignon (1654–1722): Matemático. Sua principal contribuição foi à estática e mecânica. Criou uma explicação mecânica da gravitação.

    — Pietro Mengoli (1626–1686): Matemático. Foi o primeiro a propor o famoso problema da Basileia.

    — Plácido Fixlmillner (1721–1791): Beneditino. Astrônomo. Foi o primeiro a calcular a órbita de Urano.

    — René François Walter de Sluse (1622–1685): Matemático. Há uma família de curvas que leva seu nome.

    — René Just Hauy (1743–1822): Pai da cristalografia.

    — Robert Grosseteste (c. 1175–1253): Um dos homens mais instruídos da Idade Média. Tem sido considerado “o primeiro homem a escrever um conjunto completo de etapas para a realização de um experimento científico”.

    — Roger Bacon (c. 1214–1294): Fez contribuições significativas à matemática e ótica. Foi precursor do moderno método científico.

    — Sebastian Kneipp (1821–1897): Um dos fundadores do movimento da medicina naturopática.

    — Stanley Jaki (1924–2009): Beneditino. Escritor prolífico. Escreveu sobre a relação entre ciência e teologia.

    — Stephen Joseph Perry (1833–1889): Jesuíta. Astrônomo e membro da Royal Society. Fez observações frequentes dos satélites de Júpiter, ocultações estelares, cometas, meteoritos, manchas causadas pelo Sol e faculae.

    — Teodorico Borgognoni (1205–1298): Cirurgião medieval. Fez contribuições importantes para a prática de antissépticos e anestésicos.

    — Theodor Wulf (1868–1946): Jesuíta. Físico. Um dos primeiros a fazer um experimento para detectar excesso de radiação atmosférica.

    — Théodore Moret (1602–1667): Jesuíta. Matemático. Autor da primeira dissertação matemática defendida em Praga. A cratera Moretus leva seu nome.

    — Theodoric de Freiberg (c. 1250–c. 1310): Dominicano. Teólogo e físico. Fez a primeira análise correta da geometria do arco-íris.

    — Thomas Bradwardine (c. 1290–1349): Matemático. Contribuiu para o teorema de velocidade média. Um dos Calculistas de Oxford.

    — Thomas Linacre (c. 1460–1524): Tradutor humanista e médico.

    — Tommaso Ceva (1648–1737): Jesuíta italiano. Matemático, professor e poeta. Escreveu tratados sobre geometria, gravidade e aritmética.

    — Václav Prokop Divis (1698–1765): Estudou o pára-raios, independente de Franklin; construiu o primeiro instrumento musical eletrificado na história.

    — Valentin Stansel (1621–1705): Jesuíta tcheco radicado no Brasil. Astrônomo. Descobriu um cometa, que após ter seu posicionamento preciso estabelecido por F. de Gottignies, em Goa, ficou conhecido como cometa Stancel-Gottignies.

    — Victor-Alphonse Huard (1853–1929): Naturalista, escritor, educador e promotor das ciências naturais.

    — Vincent de Beauvais (c.1190–c.1264): Escreveu a enciclopédia mais influente da Idade Média.

    — Vincenzo Coronelli (1650–1718): Franciscano. Cosmógrafo, cartógrafo, enciclopedista e criador de globos.

    — Vincenzo Riccati (1707–1775): Matemático e físico italiano.

    — Wenceslas Pantaleon Kirwitzer (1588–1626): Jesuíta tcheco. Missionário na China. Astrônomo. Publicou observações sobre cometas.

    — William de Ockham (c. 1288–c. 1348): Franciscano. Escolástico que escreveu obras importantes sobre lógica, física e teologia. É conhecido pelo princípio da Navalha de Ockham.

    — Witelo (c. 1230–após 1280. antes de 1314): Físico, filósofo natural e matemático. Seu livro Perspectiva influenciou fortemente cientistas posteriores, em especial Johannes Kepler. A cratera lunar Vitello é nomeada em sua honra.

    — Włodzimierz Sedlak (1911–1993): Polonês. Pai da bioeletrônica e da teoria eletromagnética da vida.