Governo recua na polêmica do “kit-gay”

closeAtenção, este artigo foi publicado 6 anos 2 meses 29 dias atrás.

Li no Supplementum Fidei e no Julio Severo que os protestantes conseguiram obter da presidente Dilma a proibição (ao menos por enquanto) do famigerado “kit gay” das escolas públicas. A mesma notícia foi publicada no Estadão, sob o título “Bancada Evangélica diz que Dilma considerou de mau gosto material sobre homofobia”. Deste último, destaco:

O deputado Ronaldo Fonseca contou que Gilberto Carvalho disse que a presidente afirmou que novo material só será distribuído após discussão de conteúdo com parlamentares da frente evangélica, católica e de defesa da família.

Há dois pontos aqui. O primeiro é que esta matéria está absurdamente vaga. O deputado “contou” que o ministro “disse” que a presidente “afirmou”… houvesse mais um elemento nesta cadeia de “disse-me-disse”, acabar-se-iam os sinônimos necessários à elegância textual do período. Ninguém falou com a presidente? Esta decisão dela não está registrada em nenhuma fonte? Deste jeito, não dá para confiar nesta “palavra” de terceira mão da sra. Rousseff.

O segundo ponto é que a presidente da República não pode jamais ser confundida com uma aliada da causa pró-vida e pró-família. Se ela recuou neste ponto específico, foi um recuo tático: foi porque os parlamentares pressionaram-na até que ela não teve outra opção que não ceder. Afinal, os deputados haviam decidido simplesmente abandonar o plenário e não votar mais nada enquanto o assunto não fosse tratado. Por conta disso, hoje a presidente da República “afirmou que novo material só será distribuído após discussão de conteúdo com parlamentares da frente evangélica, católica e de defesa da família”.

É uma boa notícia e é sem dúvidas uma vitória, mas não podemos baixar a guarda. Temos que ter consciência de que esta “discussão” pretendida tem tão-somente o objetivo de passar um verniz de legitimidade à arbitrariedade totalitária já previamente decidida neste jogo de cartas marcadas – como a Suplicy já deixou entrever. Não nos enganemos: o Governo voltou atrás agora porque não teve opção. Assim que tiver, passará por cima dos opositores com a maior tranqüilidade de consciência. Ai de nós se não estivermos preparados!

Em tempo: bancadas católica e evangélica pedem a demissão de ministro da Educação. Não há dúvidas de que o Haddad seja um grandíssimo mentiroso; mas é bom ver que os parlamentares não estão dispostos a serem enganados e a fazerem política de boa vizinhança. Os inimigos da Pátria assaltam-na de maneira tempestuosa e violenta. Este é o tempo em que tolerância é capitulação, e onde o respeito humano pode custar a própria liberdade. Não é mais possível haver omissão ou acordos de boa convivência: importa oferecer uma resistência clara e inequívoca ao gayzismo ideológico que nos querem impôr.

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27 thoughts on “Governo recua na polêmica do “kit-gay”

  1. Karina

    Vamos intensificar nossas orações.

    Salvai-nos Mãe Santíssima…

  2. Pingback: Humanitatis – a internet para o homem » Arquivo do Blogue » Recuo estratégico do Governo em relação ao “Kit-Gay”

  3. manoel carlos do nacimento silva

    Irmãos louvado seja Nosso Senhor jesus Cristo!
    O kit-gay foi barrado, aleluia!!!
    Graças a Deus os evangélicos não se acovardaram e lutataram contra ese kit do demonio…
    lastimo que a Igreja que Nosso Deus fundou (a nossa católica) foi omissa! desleixada! irresponsável na defesa dos inocentes…
    A coisa tá pior do que se imagina em nosso meio.
    Uma vergonha saber que os catolicos pouco fizeram para isso mudar.
    Cadâ a militancia religiosa na vida humana?
    Cadâ nosos Bispos?
    Dom Marcel Lefevre tinha e continua com razão!
    Que Nossa Senhora nos defenda da Igreja de hoje!

  4. adeilton

    SE TIVESSEM NASIDOS A 150 ANOS ESTARIAM PROSTESTANDO CONTRA A LIBERTAÇAO DOS NEGROS A ESCRAVIDAO.

    SE TIVESSEM NASCIDO NA IDADE MEDIO ESTARIAM QUEIMANDO MULHERES NA FOGUEIRA

    SE TIVESSEM NASCIDOS NA COLONIZAÇAO ESTARIAM TORTURANDO PESSOAS NA MISERIA DA “SANTA INQUISIÇAO” (QUE DE SANTA NAO TEM NADA)

    BANDO DE COVARDES, HOMOFOBIOS-PSEUDOCRISTAOS!

  5. Cristiane Pinto

    Adeilton
    “SE TIVESSEM NASIDOS A 150 ANOS ESTARIAM PROSTESTANDO CONTRA A LIBERTAÇAO DOS NEGROS A ESCRAVIDAO.”
    Olha aqui sobre o abolicionismo, para você ver que essa sua afirmação não tem nada a ver com a realidade. O abolicionismo teve como antecedentes o apoio dos Papas. Os Papas falaram contra a escravidão dos povos não europeus. Para você ver como você é um completo ignorante.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Abolicionismo
    “SE TIVESSEM NASCIDO NA IDADE MEDIO ESTARIAM QUEIMANDO MULHERES NA FOGUEIRA”
    “SE TIVESSEM NASCIDOS NA COLONIZAÇAO ESTARIAM TORTURANDO PESSOAS NA MISERIA DA “SANTA INQUISIÇAO” (QUE DE SANTA NAO TEM NADA)”
    Aqui está o download do livro A Inquisição em seu mundo, de João Bernardino Gonzaga, professor da Faculdade de Direito da USP, que trata sobre a Inquisição, para você ver qual a verdadeira história da Inquisição:
    http://www.4shared.com/document/5jcNisrG/LivroA_Inquisio_em_seu_mundo_-.htm
    Vá estudar em vez de falar besteira, em vez de repetir como um papagaio as mesmas mentiras que são ensinadas nas escolas e nas universidades. Atualmente historiadores sérios andam desmentindo o que vem sido ensinado há tanto tempo. Hoje em dia ninguém mais acredita que a Idade Média foi a Idade das Trevas. Vá estudar antes de falar bobagem, vai. E aqui vai um link sobre a Caça às bruxas:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ca%C3%A7a_%C3%A0s_bruxas
    Portanto, não vem com esses argumentos a maioria das pessoas, totalmente desinformadas, adoram repetir como papagaio, ninguém aqui acredita mais nisso.

  6. Cristiane Pinto

    Adeilton
    “BANDO DE COVARDES, HOMOFOBIOS-PSEUDOCRISTAOS!”
    Covardes por quê? Só porque não concordam com o homossexualismo, com esta ideologia gay? Somos obrigados a concordar agora, temos que engolir goela a baixo toda esta ideologia? E pseudo aqui é você, com certeza é um pseudo-intelectual que acha que sabe de tudo, mas não sabe nada, e ainda pensa que é o dono da verdade.

  7. Olegario

    Adeilton, meu filho…

    Não passou…
    E nem vai passar….
    Aos gays exaltados, escandalosos e siliconados; caricatura perfeita de anjos decaídos, só resta o lamento e um “consolo” ( no bom sentido…):

    Ter a Av. Paulista como sede de uma exposição satânica e demoníaca, pois a escola ainda é lugar de gente séria.
    Filho, chore suas mágoas; depois tome um banho frio.
    Desejo-te melhoras.

    Olegario.

  8. Olegario

    Em tempo, Adeilton:

    Santo Agostinho nos diz que Deus é tão bom que de um mal Ele sempre tira um bem.
    Explico:
    Nossa presidenTA ( dizem as boas linguas ) barrou o manual do inferno ( Kit gay) por medo de uma “ameaça” feita por opositores de investigarem a vida do Palocci…
    Pois é, o homem ficou milionário usando um possivel “tráfico de influência” e informações privilegiadas do governo, o que é mal.
    E por conta disso as crianças e adolescentes ficaram livres desse lixo pedagógico de apoio ao gayzismo.
    O que é ótimo.
    Não tem jeito, Adeilto:

    Aos gays militantes resta a Av Paulista ao menos uma vez por ano…
    Ou a rotina miserável dos guetos e becos da periferia todos os dias.
    Escola é lugar de gente séria.

    Olegario.

  9. Olegario

    Cristiane,
    Thanks!

    Em tempo: tenho acompanhado com atenção suas participações por aqui.
    Sua defesa é contagiante!
    Deus a abençoe.
    Olegario.

  10. Supplementum Fidei

    Lamentável é que seja apenas um recuo tático. Quando recebi a notícia de primeira mão divulgada pelo Julio Severo, a coisa ainda era extra-oficial. Mas entristece o fato de que tudo nesse país funciona a base de chantagens, ameaças, e não de princípios éticos e morais.
    Enquanto isso nós cristãos precisamos nos preparar para continuarmos a responder à altura os desafios que nos aparecem e a combatermos com dignidade nas próximas frentes de batalha. Aproveitemos o tempo para reforçar a crítica, e preparar-se para eventuais retomadas da devastadora imoralidade social promovida por ONGs e partidos inteiros nesse país, para além dos já existente pelo mundo a fora.

    Grande abraço, pessoal!

  11. Wilson Ramiro

    Caros

    Vamos ver o lado positivo, nesta loucura destes governantes irresponsáveis.

    Os católicos acordam.

    Todos nós católicos temos que assumir a missão dentro de nossa comunidade, evangelizar em todos os momentos. Muitos católicos, pessoas simples, acreditam que o governo tem uma função de protetor, que só quer o bem dele e que ele não precisa e nem tem que se preocupar com sua vida. Evangelizar dentro de sua família, no trabalho, em encontros e palestras e até na hora do chopp.

    Ninguém deve e nem quer pregar discriminação contra seres humanos, mas jamais aceitar covardemente que o erro seja oficializado por um governo de pessoas estranhas, pessoas criadas sem amor de familia, e para as quais sexo é mercadoria ou pior apenas Commodities.

  12. Gustavo Jobim

    Cristiane

    “Vá estudar em vez de falar besteira, em vez de repetir como um papagaio as mesmas mentiras que são ensinadas nas escolas e nas universidades”.

    Como tu pode afirmar que as coisas ensinadas na escola e universidade sobre a idade media são mentiras?

    “Atualmente historiadores sérios andam desmentindo o que vem sido ensinado há tanto tempo”.

    Nossa, então os livros de História já acompanham estas descobertas?

    “Hoje em dia ninguém mais acredita que a Idade Média foi a Idade das Trevas”.

    Nem eu sabia que estava incluido nesta categoria.

    Tem gente que nega o genocidio dos judeus, afirmando que nunca ocorreu. É o futuro modificando o passado, que coisa intrigante.

  13. Messias

    Não sou a Cristiane, mas tomo a liberdade de responder.

    “Como tu pode afirmar que as coisas ensinadas na escola e universidade sobre a idade media são mentiras?”

    Existem coisas que são ensinadas na escola e nas universidades que são mentiras sim. E o motivo é simples: a grande maioria de professores da área de humanas tem formação marxista e utilizam apenas as interpretações marxistas para a análise social. Fazem altos malabarismos mentais para encaixar os fatos em suas teorias. Eu posso afirmar tranquilamente isso porque sou formado em ciências sociais e, tive no mínimo 04 professores do PT, 02 do PC do B, 01 do PPS e o resto simpatizante da esquerda.
    Uma das mentiras deslavadas que aprendi por um professor de história foi a de que a igreja dizia que os negros não tinham alma. Isso é uma mentira inventada por preconceituosos porque, além de não mostrarem nenhum documento da Igreja que prova isso, existem documentos da mesma em que ela condena a escravidão e o tráfico de escravos, além de dizer que negros são tão humanos como qualquer um. O interessante é que Karl Marx foi um notório racista e nenhum professorzinho desses que eu tive falou isso.
    É a velha tática do Goebels: “uma mentira repetida mil vezes torn-se verdade” e você caiu direitinho.
    Então muitas coisas ensinadas na escola são sim mentirosas. Veja o exemplo recento do livro distribuído pelo MEC que diz que é certo falar “nós pega o peixe”. estão no mersmo nível dos livros didáticos de história, filosofia, sociologia, geografia…

    Nossa, então os livros de História já acompanham estas descobertas?

    Sim. E isso há muito tempo. Os livrinhos didáticos é que estão atrasados, assim como você.

    “Hoje em dia ninguém mais acredita que a Idade Média foi a Idade das Trevas”.
    Nem eu sabia que estava incluido nesta categoria.

    Ninguém que ela falou foi historiadores sérios que pesquisam de fato, e não preguiçosos que não pesquisam e só sabem repetir preconceitos há muito refutados.

    Tem gente que nega o genocidio dos judeus, afirmando que nunca ocorreu. É o futuro modificando o passado, que coisa intrigante.

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Provar que mentiras inventadas contra a Igreja não pode? Quer dizer então que para você é errado fazer pesquisas e divulgá-las? Deve-se simplesmente aceitar mentiras e não questioná-las? A ciência se faz é com pesquisas e com a história não é diferente. Não é porque um imbecil falou uma mentira uma vez, que ninguém pode pesquisar para testar a veracidade da afirmação. Não só pode como deve e se for constatado que é mentira é necessário sim divulgar, exatamente para evitar preconceitos, mas parece para alguns não adianta nada. O molestamento ideológico que certas pessoas sofreram deixou-as com a cabeça dura e não conseguem aceitar os fatos.

  14. Cristiane Pinto

    Gustavo
    “Como tu pode afirmar que as coisas ensinadas na escola e universidade sobre a idade media são mentiras?”
    Posso afirmar sim e tenho fontes, se quiser posso te mostrar algumas. Eu aprendi na internet o que não se ensina nas escolas e nas universidades. Aprendi inclusive em blogs católicos, mas não somente em blogs católicos. Existem livros, documentos não-católicos que afirmam totalmente o contrário do que nos ensinam. São poucos, é verdade, mas católicos sabem mais sobre a história da Igreja do que a maioria das pessoas.

    “Nossa, então os livros de História já acompanham estas descobertas?”
    Os livros sérios de história sim, os didáticos é que não. Continuam ensinando mentiras nas escolas e nas universidades, inclusive na universidade onde estudo, porque lá tem muitos professores marxistas. O meu curso é marxista. O marxismo tomou conta das universidades, principalmente se o curso é da área de ciências humanas, como o meu. Mas aos poucos a verdade vem aparecendo, e só pesquisar um pouco para saber que boa parte daquilo que nos ensinaram é mentira. E por livros sérios de história me refiro a livros que podem não ser necessariamente de autores católicos, mas também não pode ser de autores marxistas, por exemplo, marxistas são inimigos da Igreja, logo, não convém a eles revelar a verdade. Eles fazem um monte de distorções da história. Prefiro pesquisar livros de autores não-católicos, porque eles são mais neutros. Mas livros marxistas, por exemplo, não são confiáveis.
    “Nem eu sabia que estava incluido nesta categoria.”
    Não digo você, mas foi isso que me ensinaram na universidade, mesmo meu curso sendo marxista, um professor meu ensinou que a Idade Média não é mais a Idade das Trevas, que havia sim conhecimento. Ele afirmou o contrário do que foi ensinado no tempo que eu estava no ensino médio, a vida toda me ensinaram que a Idade Média era Idade das Trevas, que não havia conhecimento nenhum, agora vem um professor na faculdade e diz o contrário. Claro, como não podia deixar de ser, vinte por cento do que ele falou era verdade, e oitenta por cento era mentira. Falou que na Idade Média havia conhecimento, mas foi uma abordagem meio tímida, continuou ensinando por exemplo aquela mentira de que na idade média as pessoas educadas acreditavam que a Terra era plana. E não é verdade, naquela época as pessoas sabiam muito bem que a Terra é redonda como uma bola. Até mesmo a Igreja sabia que a Terra era redonda. E para sua informação, tem católico que sabe mais da história da Igreja do que muito professor universitário. E aqui vai um link sobre ciência medieval:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia_medieval
    Para você ver que muita coisa que ensinam sobre a idade média nas escolas e universidades é mentira. Através deste link você vai ficar sabendo que houve bastante conhecimento, que a Igreja não perseguiu a ciência coisa nenhuma, havia padres cientistas. E aqui vai um link onde é possível saber sobre Nicolau Copérnico:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Cop%C3%A9rnico
    Você sabia que ele era um cônego da Igreja Católica? Só que nas escolas e universidades, esconderam essa informação da gente. Por que será?
    “Tem gente que nega o genocidio dos judeus, afirmando que nunca ocorreu. É o futuro modificando o passado, que coisa intrigante.”
    A gente não nega o genocídio dos judeus, não tem como negar. Assim como a gente não nega a Inquisição. Só que, ao contrário do que muitos pensam, a Igreja não apoiou o nazismo. Nunca. Ela até ajudou os judeus, existem judeus que são gratos até hoje por a Igreja ter ajudado seus parentes. Inclusive padres foram mortos por serem contra o nazismo, por quererem ajudar os judeus. Hitler não matou somente judeus, matou deficientes, matou testemunhas de jeová, comunistas, matou também CATÓLICOS, só que ninguém ensina isso nas escolas e nas universidades. Ninguém ensina que padres foram mortos por se opor ao nazismo. E quanto à Inquisição, não matou tanta gente assim como falam. Senão, a europa inteira teria sido destruída. Pena de morte na fogueira era para casos extremos, havia penas mais leves. De modo que não morreu tanta gente assim. Se você quiser pode baixar o livro que citei acima, a Inquisição em seu mundo. Ele trata da verdadeira história da Inquisição, que não foi assim tão terrível como as pessoas imaginam. Enquanto as pessoas só ficam repetindo preconceitos que hoje podem ser refutados, há historiadores sérios que pesquisam de fato. E é meu dever divulgar essas pesquisas, pelo menos para aquelas pessoas que desejam saber da verdade. Eu é que não vou simplesmente aceitar mentiras e não questioná-las. Não posso simplesmente ficar calada, sabendo de toda a verdade e não falar para ninguém. A diferença de alguns católicos para a maioria das pessoas, é que eles não têm medo de saber a verdade e vão atrás. Faço minhas as palavras do Messias:
    “ciência se faz é com pesquisas e com a história não é diferente. Não é porque um imbecil falou uma mentira uma vez, que ninguém pode pesquisar para testar a veracidade da afirmação. Não só pode como deve e se for constatado que é mentira é necessário sim divulgar, exatamente para evitar preconceitos, mas parece para alguns não adianta nada. O molestamento ideológico que certas pessoas sofreram deixou-as com a cabeça dura e não conseguem aceitar os fatos.”

  15. Cristiane Pinto

    Gustavo
    Sabia que Lutero era anti-semita? Veja este link:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Controv%C3%A9rsias_no_protestantismo
    Lutero odiava os judeus. Sabia que Hitler era protestante? Eu não sabia. E fiquei indignada quando soube, porque nas escolas e nas universidades ensinam que Hitler era católico. Foi através das idéias de Lutero que surgiu o nazismo. Foram os protestantes alemães da época que mais apoiaram o nazismo. E o que me dá raiva é que jogaram a culpa para cima dos católicos. Eu não sabia de nada disso, porque nas escolas e nas universidades não ensinam isso. Eu não sabia do papel do protestantismo junto ao nazismo. Nem podia saber, porque não ensinam isso nas escolas e universidades. Nas escolas e nas universidades falam bem de Lutero, só porque ele se colocou contra a Igreja Católica e deu início à Reforma Protestante. Muitos protestantes, coitados, não sabem quem foi Lutero realmente, eles acham que Lutero foi um santo. E ao contrário do que muitos pensam, Caça às bruxas não ocorreu na Idade Média:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ca%C3%A7a_%C3%A0s_bruxas
    Descobriu-se que o apogeu da histeria contra as bruxas ocorreu entre 1550 e 1650, juntamente com o nascimento da Reforma Protestante e da celebrada “Idade da Razão”.
    Veja sobre as 95 teses de Lutero:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/95_Teses
    Ao contrário do que muitos pensam, Lutero não falou contra a Igreja nestas 95 teses. Em nenhum momento ele acusou a Igreja de vender indulgências para construir a Basílica de São Pedro. Ele acusou alguns padres de vender indulgências, não acusou a Igreja em si. Muito pelo contrário, ele até defendeu o Papa. Só que depois resolveu abandonar a Igreja e criar outra religião. Muitos protestantes não sabem do que realmente está escrito nestas 95 teses, eles acham que Lutero falou contra o Papa e contra a doutrina católica.

  16. Wilson Ramiro

    Só 1(um) exemplo.

    Caro Jobin conheces Santo Alcuíno?

    Santo Alcuíno de York foi um monge inglês beneditino, poeta, professor e sacerdote
    católico.
    Nasceu na Nortúmbria (Grã-Bretanha), em 735, e estudou na Escola Catedral de York.
    Leccionou posteriormente nessa mesma instituição durante quinze anos e ali criou uma das
    melhores bibliotecas da Europa, tendo transformado a Escola em um dos maiores centros
    do saber. Foi também ordenado diácono.
    No Inverno 780 foi enviado a Roma pelo Arcebispo de Iorque, Eanbaldo, para receber das
    mãos do Papa o pallium, uma sobrepeliz de lã, com uma cruz bordada e que era o símbolo
    dessas altas funções.
    Em Março de 781, cruzou-se com Carlos Magno em Parma, e foi convidado pelo monarca
    para o ajudar a instruir e reformar a Corte e o Clero do seu Reino. Entre outros
    empreendimentos, fundou o Palácio-escola (Aula Palatina) de Aix-la-Chapelle, no qual
    eram ensinadas as sete artes liberais: o trivium, gramática, lógica e retórica; e o quadrivium,
    aritmética, geometria, astronomia, e a música. Contribuiu bastante para a Renascença
    carolíngia. Foi também conselheiro do imperador.
    Depois de ter se retirado da corte carolíngia, foi abade de um mosteiro na cidade francesa
    de Tours. Com toda a justiça, Santo Alcuíno tornou-se o patrono das universidades cristãs.
    Morreu no dia 19 de Maio de 804.

  17. Cristiane Pinto

    Gustavo
    Aqui há links com downloads de livros interessantes sobre a Idade Média, caso você se interesse:
    http://www.4shared.com/document/qKbVBli1/LivroLuz_sobre_a_Idade_Mdia_-_.htm
    http://www.4shared.com/document/4lsGtJJZ/Etienne_Gilson_-_A_Filosofia_n.htm
    Não dá para falar em Idade Média sem ter um mínimo de conhecimento sobre aquela época. As escolas e universidades não ensinam muito sobre o período da Idade Média, só pensam em ensinar aquela lenda negra.

  18. Cristiane Pinto

    Acho bom todos lerem esta carta:
    Carta Aberta a Senadora Marta Suplicy
    Exma. Sra. Senadora,

    Com todo respeito que V. Excelência merece como ser humano e como representante democraticamente eleita de um dos Estados-membros de nossa nação, venho por meio desta questionar e discordar de seus mais recentes pronunciamentos relacionados especificamente com sua defesa da causa homossexual, sobretudo da “criminalização da homofobia”, termo usado frequentemente, embora muito mal empregado, como em breve estarei demonstrando.

    Faço isso agora, pois minha Constituição, que estão tentando derrubar, tem me concedido e até me incentivado a participar da vida política de minha nação. Esta mesma Constituição é fruto de batalhas árduas e do sangue de muitos brasileiros que deram sua vida em prol de uma igualdade e de uma liberdade que hoje, pessoas como a senhora e seus aliados, estão, sorrateiramente, tentado retirar de nós brasileiros.

    Antes de mais nada, estarei expondo meus argumentos. Tentarei prová-los ao máximo e peço que, caso a Sra. gaste do seu precioso tempo para refutá-los, que o faça pontualmente e, por favor, não se utilize de jargões como “você precisa se atualizar” ou “não é bem assim”. Quem responde com jargões e frases prontas, senadora, atesta sua incapacidade de contra argumentar e quero crer que uma representante do Congresso Nacional do Brasil como é V. Exa., sabe muito bem dialogar, caso contrário, não teria, por tantas vezes, ocupado cargos eletivos neste país.

    Depois deste arrazoado inicial, passo a pontuar meus questionamentos, posicionando-me quanto ao que tenho ouvido e visto sobre seu projeto de “criminalização da homofobia” – a PL 122 (as expressões aspeadas são aquelas usadas por V.Exa. num pronunciamento na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa disponível no site do Senado Federa: http://www.senado.gov.br/noticias/tv/programaListaPadrao.asp?COD_VIDEO=79162

    1. “Milhares de cidadãos” – essa foi a expressão utilizada por V. Exa. Para se referir aos homossexuais em seu discurso. Não obstante, senadora, esse número não parece ser tão grande quanto V.Exa., quis dar a entender. O Censo 2010 do IBGE contou nossa população em 185.712.713 habitantes. A contagem de domicílios totalizou 67.557.424, sendo que apenas 60.000 foram relacionados a pessoas do mesmo sexo. Numa conta de matemática simples, é possível verificar que isso equivale a 0,08% dos domicílios no Brasil. Ou seja, seus “milhares” não chegam a 1%, senadora! Logo, é bom diminuir sua ênfase!

    2. “Os que padecem” – agora não entendi de quem V. Exa. estava falando. Diante de nossa realidade social, que a senadora deve conhecer muito bem, padecimento é uma palavra que deveria ser aplicada aos milhares de brasileiros que se encontram vivendo na miséria e passando fome; àqueles que morrem nos hospitais públicos e postos de saúde à espera de atendimento; àqueles que lutam para sustentar dignamente uma família com esse salário mínimo miserável que lhes é ofertado; aos aposentados que, após anos de contribuição, veem-se obrigados a depender de outros, pois sua aposentadoria mal paga seus medicamentos; às crianças e adolescentes explorados sexual e socialmente. Os exemplos poderiam ser numerosos, uma vez que padecimento é algo vivido por grande parte do povo brasileiro, independente da opção sexual deles.

    3. “Medo de se assumir” – outra expressão estranha. Uma vez que os homossexuais afirmam categoricamente que “já nasceram assim” (declaração com a qual eu discordo, pois não há base científica suficiente para sustentar tal argumento, por mais esforço que se tenha feito para tal), não há o que ser assumido. Ou se é, ou não se é. Quem assume uma postura ou comportamento está representando, disfarçando, simulando. Eu sou mulher, nasci mulher e não precisei assumir isso para ninguém. É fato. E contra fatos, não há argumentos.

    4. “A união estável já está conquistada” – esse foi mais um dos absurdos jurídicos da história desse país! O Supremo Tribunal Federal, guardião da nossa Carta Magna, tratou de rasgá-la ao fazer seu último julgamento. Não há, no texto constitucional, nenhuma brecha para existir tal instituto. A Constituição Federal de 1988 foi taxativa: “Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. (…) §3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.” (grifo nosso). Não estou afirmando que não pode haver união homoafetiva reconhecida pelo Estado, mas, para que isso ocorresse, deveria ter sido feita uma Emenda Constitucional. O STF, abusando dos poderes que lhe foram outorgados pelo legislador constituinte, legislou contrariamente à Constituição. Logo, apesar dessa vitória da sua causa, senadora, não se vanglorie tanto, pois ela foi conseguida a um preço tão alto que, no futuro, até mesmo a senhora lamentará tal decisão.

    5. “Casamento ninguém está propondo e seria muito difícil passar em qualquer uma das casas” – primeiro, vocês estão propondo, sim! O Dep. Jean Willys, imediatamente após a decisão absurda do STF afirmou que agora lutariam também pelo reconhecimento (casamento) civil homossexual. Se isso não está escrito no seu projeto, é apenas mera questão formal. Segundo, se o direito afirmado por vocês é tão claro e evidente, por que não passaria em nenhuma das casas do Congresso? A Câmara e o Senado não são compostas de representantes da vontade do povo? Então, senadora, nem a senhora acredita que sua causa seja a vontade real da infinita maioria do povo brasileiro, a saber, dos 185.712.713 habitantes desse país.

    6. “Tenho vontade de ouvir a fala das pessoas que são contrárias” – desculpe-me, senadora, mas eu sempre a vejo indo a eventos da comunidade LGBT e se reunindo com eles, mas não me recordo agora de ter visto V. Exa. indo às igrejas, as associações, à instituições das mais diversas existentes no Brasil que sejam manifestamente contra. É cediço, senadora, que é muito mais fácil a Sra. marcar reuniões com esses grupos do que nós termos acesso a V. Exa. Se há tanto interesse de sua parte em nos ouvir, estamos à sua disposição, é só a Sra. avisar publicamente quando e onde e garanto que essas entidades falarão. Minha única dúvida é se a senhora irá gostar do que ouvirá e arriscará perder os votos da comunidade LGBT que sempre lhe elege, justamente, porque nunca são contrariados por V. Exa.

    Encerrado seu pronunciamento, passo agora a questionar outros absurdos nessa situação:

    7. Homofobia – não sei se V. Exa. sabe, mas o dicionário define fobia como “Nome genérico das várias espécies de medo mórbido, aversão a alguma coisa.” Com todo respeito, senadora, nenhuma das atitudes que vocês tem mencionado como homofóbicas pode ser classificada como uma espécie de medo mórbido ou aversão a homossexuais. Discordar não é uma fobia.

    8. Criminalização da homofobia – discordar das práticas homossexuais e expressar isso, como dito anteriormente, nada tem a ver com fobia. Portanto, criminalizar a homofobia é algo complicado, pois não há demonstração dessa tal fobia e, mesmo que houvesse, como constituir um crime com base numa patologia? Se ter “medo mórbido ou aversão aos homossexuais” for crime, em pouco tempo, teremos outras patologias sendo criminalizadas e o direito deixará de ser baseado em critérios objetivos, positivados, para ser definitivamente subjetivo, pondo fim, extinguindo, aniquilando qualquer segurança jurídica e toda a construção do direito constitucional, penal e processual feita ao longo da história humana. Para a senhora pode ser apenas uma proteção aos homossexuais, mas, juridicamente, senadora, isso é um precedente de proporções catastróficas.

    9. Proteção do direito à vida, à integridade física etc – esses também foram argumentos utilizados por V. Exa, salvo engano, numa entrevista no congresso nacional, quando uma senadora discutiu com o Dep. Bolsonaro, chamando-o de homofóbico. Se não foi nessa entrevista, perdoe-me, mas foi em um de seus pronunciamentos que a Sra. afirmou que tudo o que eles, os homossexuais, queriam era terem protegidos seus direitos a vida, a integridade física, a ir e vir etc. Não sei onde a Sra. quer chegar, pois, enquanto ainda for vigente o Código Penal e a Constituição Federal, todos esses direitos já estão tutelados e protegem não só os homossexuais defendidos pela senhora, mas todos indivíduo, quer brasileiros ou não, homo ou heterossexuais, de qualquer cor, raça e credo. Assim, sua proposta é redundante e desnecessária.

    10. Proteção contra a discriminação – a Constituição Federal estabeleceu como objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil “IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Assim, senadora, caso V. Exa acredite que há problemas de discriminação no país, crie uma lei que puna a discriminação, mas que seja genérica, como devem ser as leis, e que, como manda a Carta Magna, proteja a todos e não só aos homossexuais. Vale ressaltar, senadora, que os homossexuais não são a única minoria deste país (embora sejam a mais barulhenta) e nem é exclusividade deles serem discriminados. V. Exa. já conversou com negros? Com portadores de deficiência? Com evangélicos, muçulmanos e fiéis de religiões minoritárias? Esse são só alguns exemplos de minorias que sofrem preconceito e discriminação e que nunca foram amparados por leis específicas que os protegessem e que nunca tiveram um parlamentar lutando tão arduamente pela causa deles com tem feito a Sra. pelos homossexuais. Esses são alguns daqueles que a senhora “deveria ouvir”.

    11. Inconstitucionalidade da PL 122 – sem maiores delongas, esse projeto de lei absurdo e extremamente mal redigido viola, fere de morte valores como as liberdades de expressão, consciência, crença e culto. Não sei se a Sra. sabe, mas esse princípios tutelados pelo texto constitucional são cláusulas pétreas, ou seja, não podem ser modificados ou extintos, a CF/88 não admite sequer que sejam propostas emendas que os tente abolir (Art. 60, §4º, IV). E vocês querer exterminá-los com um mero Projeto de Lei? Acho bom V. Exa. consultar sua assessoria jurídica e verá que isso está muito equivocado. No intuito de consertar o mal, a Sra. propôs que nós fôssemos livres para falar contra as práticas homossexuais em ambientes privados. Continuou ferindo os mesmo valores supracitados, pois eles nos foram garantidos para serem expressos privada e publicamente.

    12. Pena mínima de reclusão de 02 anos – os crimes previstos na PL 122, em sua maior parte, possuem pena que impossibilita a aplicação dos benefícios dos crimes de menor potencial ofensivo (pena máxima de 02 anos e mínima não superior a 01 ano), julgados pelos Juizados Especiais, negando também a suspensão condicional do processo (há mais coisas a serem discutidas sobre isso, mas não é o momento nem o meio). Quanto a isso, apenas uma pergunta: a Sra. já calculou quantos presídios terão que ser construídos para atender a demanda de pais de família, trabalhadores, padres, pastores e tantos outros cidadãos até então honestos e dignos, mas que serão condenados à pena de prisão por praticarem atos ou pronunciarem palavras por vocês considerados “homofóbicos”?

    O fato é, senadora, que eu creio que V. Exa., seus companheiros de causa e sua assessoria jurídica não estão atentando para esses pequenos pontos que mencionei.

    Quero frisar, porém, que não estou contra o direito dos homossexuais de pleitearem aquilo que acham justo (união reconhecida, adoção, benefícios previdenciários etc), por mais que não concorde com a relação homoafetiva por valores pessoais. No entanto, não aceito e nunca aceitarei que o direito pleiteado por eles seja conquistado à custa dos direitos da maioria. Vale a máxima: o direito de um termina onde começa o do outro. E acho bom o deles parar por aqui, pois já está usurpando o meu.

    Lutem pelo que vocês acreditam, mas não me penalizem por acreditar diferente e não retirem de mim o direito adquirido de me expressar por palavras e atos.

    Termino, senadora, afirmando que, diferente de muitos dos seus companheiros de luta, estou aberta a ouvir seus argumentos e a analisá-los com afinco, tão logo sua resposta me seja enviada.

    Desde já, agradeço a disposição de ler minha manifestação e acredito no seu bom senso e no seu julgamento claro e sério da questão.

    Cibele Guerra Farias

    Apenas uma voz comum querendo ser ouvida.

    ——————————-

    Nota do Darth: Esta carta foi enviada para a Senadora Marta Suplicy (PT/SP) e para todos os demais senadores da República.

    Fonte: Blog do Darth Metrius

  19. Cristiane Pinto

    Gustavo
    Seria bom você ver esta reportagem na Isto É:
    http://www.istoe.com.br/reportagens/114896_A+ABSOLVICAO+DE+PIO+XII
    É uma reportagem sobre Pio XII, que foi acusado de colaborar com o nazismo, mas na verdade salvou milhares de judeus. Existem testemunhas do Holocausto que afirmam isso. Tem até um livro sobre isso: PIO XII: O PAPA DOS JUDEUS, que foi escrito por um judeu, se não me engano. Infelizmente ainda não tive acesso a esse livro, mas o livro existe.

  20. Cristiane Pinto

    Gustavo
    Eu me enganei, não sei se o autor era judeu, nem sei qual é a religião do autor, mas o livro existe. Veja este link:
    http://www.tradepar.com.br/detalhes/pio-xii-o-papa-dos-judeus-263613-445.html
    E também tem mais um link sobre Pio XII que deixa claro que existem judeus que o defendem:
    http://www.veritatis.com.br/apologetica/artigospapaprimado/979-judeus-e-nao-catolicos-em-defesa-de-pio-xii
    Mais sobre o livro:
    http://www.ecclesiae.com.br/vmchk/Biografias/Testemunhos/Pio-XII-O-Papa-dos-Judeus/flypage.tpl.html
    Aqui está um link com a biografia de Pio XII, que inclusive deixa claro qual foi o verdadeiro papel da Igreja em relação ao nazismo, e fala também que Pio XII ajudou a salvar muitos judeus:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Pio_XII

  21. Cristiane Pinto

    Gustavo
    Depois quando nós dissemos que a Igreja é perseguida, que nós católicos somos perseguidos, acham que a gente está mentindo, que temos mania de perseguição, que nos fazemos de vítimas. A maior prova de que somos perseguidos são todas essas mentiras que inventaram ao longo dos séculos contra a Igreja. O próprio Jesus havia dito que seríamos perseguidos, que inventariam muitas mentiras contra nós.

  22. Cristiane Pinto

    Gustavo
    Galieu Galilei não foi condenado por acreditar na mobilidade da terra, e na centralidade e imobilidade do sol. O sistema heliocêntrico, como hipótese astronômica baseada em cálculos matemáticos e observações reais, já havia sido formulado há dois séculos e meio pelo Bispo de Lisieux, Nicolau de Oresme (falecido em 1382) e era aceito, como hipótese, por cientistas católicos do clero, e inclusive pelo próprio inquisidor de Galileu, o ilustre São Roberto Bellarmino:

    “Entendamos, o cardeal Bellarmino, amigo do saudoso astrônomo padre Clavius desde os tempos de colégio, sabe muito bem que a descrição copernicana dos movimentos planetários poderia ser perfeitamente plausível” (Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.47)

    Por isso, São Roberto Bellarmino afirmou em uma carta ao padre Foscarini, que também havia publicado uma teoria sobre a concordância entre o heliocentrismo e a Escritura, o seguinte:

    “Em terceiro lugar, eu digo que se houvesse uma demonstração verdadeira de que o Sol está no centro do Mundo e a Terra no terceiro Céu, e que o Sol não circula a Terra, mas a Terra circula o Sol, então, ter-se-ia de proceder com grande cuidado em explicar as Escrituras, na qual aparece o contrário. E diria antes que nós não as entendemos, do que, o que é demonstrado é falso. Mas, eu não acreditarei que exista tal demonstração até que esta me seja mostrada.” (Carta do Cardeal São Roberto Bellarmino ao padre Foscarini, 12 de abril de 1615. Na Internet: http://galileoandeinstein.physics.virginia.edu/lectures/gal_life.htm).

    O Padre Cristophoro Grienberg, matemático do Colégio Romano dos jesuítas, interlocutor científico favorável a Galileu, também tinha como hipótese científica o heliocentrismo, mas havia expressado algumas reservas, dado que nenhuma experiência ou demonstração permitia tornar certa e segura a verdade copernicana(Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.18.)
    O cardeal Giovanni Ciampoli, o cardeal Maurizio da Savóia, o príncipe Cesi e o seu sobrinho Virgínio Cesarini, eram favoráveis ao heliocentrismo como hipótese. Também o padre Orazio Grassi, ícone do debate contra as heresias de Galileu, aventava a possibilidade do heliocentrismo, mas também aguardava provas conclusivas.
    Note, entretanto, que o clero e os cientistas da época tinham o heliocentrismo como hipótese astronômica, e não como certeza. Por dois motivos, essencialmente: por prudência e pela eficácia das medidas astronômicas baseadas no sistema geocêntrico.
    Prudência: pelo fato de não haver, até então, provas suficientes, de natureza científica, para torná-lo certo e seguro. A Igreja compreendia com Santo Alberto Magno que A prova pelos sentidos [isto é, a indução] é a mais segura no estudo da filosofia natural, e situa-se acima da teoria sem observação (Meteoros 3, tr. 1, c. 21). (Cf. Luis Alberto De Boni. Filosofia Medieval: texto. 2ª. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2005, p. 173); e que A experiência, através de repetidas observações, é a melhor mestra no estudo da natureza (Sobre os animais 1. c. 19)(Cf. Luis Alberto De Boni. op. cit. p. 173); e ainda que: Compete à ciência natural não aceitar simplesmente o que foi narrado. Cabe-lhe, muito mais, a serviço da filosofia natural, buscar as causas das coisas naturais (Sobre os minerais 2, tr. 2, c. 1). E Galileu não possuía então observações que comprovassem a teoria heliocêntrica, nem experiências, com observações repetidas, e muito menos buscava causas naturais.
    Longe de naturais, as causas aventadas por Galileu eram de um profundo misticismo.
    Para Galileu, havia um espírito que aquece e fecunda todas as substâncias corpóreas, o qual partindo do corpo solar propaga-se com enorme velocidade pelo mundo inteiro(Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.19.)
    Falando da luz ,em uma carta ao padre Pietro Dini, dizia Galileu que essa era uma substância espiritualíssima, sutilíssima e velocíssima que difundindo-se pelo universo penetra tudo sem resistência, aquece, vivifica e torna fecunda todas as criaturas viventes. (Carta de Galileu a monsenhor Pietro Dini, 23 mar.1615, Opere,V, p.289).
    As demonstrações não eram fundamentadas em observações experimentais:

    “Galileu não fornecia verdadeiramente as demonstrações necessárias do heliocentrismo, mas defendia a metafísica do Sol colocada no centro do universo de que Copérnico falara no primeiro livro do De revolutionibus. Celebrava assim um verdadeiro triunfo da luz, com referencias textuais à criação descrita no livro da Gênese, aos salmos e aos profetas: Deus colocou no Sol o seu tabernáculo (…). Ele tal qual esposo que sai do próprio tálamo, saltou como um gigante para escapar. Galileu sob a escolta de Dionísio Areopagita, mostrava a sugestiva concordância entre esses poéticos versos do Salmo XVIII e as idéias sobre a emanação da luz celeste e terrestre…” (Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.18)

    A condenação de Galileu foi a condenação do heliocentrismo copernicano enquanto portador de uma doutrina esotérica, baseada em Hermes Trimegisto, que via a luz como um espírito emanado de uma fonte eterna, o sol. Ela foi a condenação da retomada — (pelos renascentistas) — do paganismo do culto de Mitra, contraposto desde os primeiros séculos cristãos ao culto de Jesus Cristo.
    A condenação de Galileu, portanto, não foi a do heliocentrismo, em geral, mas do heliocentrismo de explicação e implicações copernicanas, com fundamentos mágicos e religiosos.
    Explico.
    É possível dizer uma verdade, e dar uma explicação errada dessa mesma verdade. Seu alguém dissesse: os corpos caem, evidentemente estaria falando uma verdade. Entretanto, se essa pessoa prosseguisse tentando explicar esse fato, afirmando que é por causa de um espírito ou que isso ocorre por causa da força eletromagnética, certamente a explicação seria condenável. Portanto, não basta dizer a verdade. É preciso explicá-la corretamente. Outro exemplo disso é a prova de Santo Anselmo da existência de Deus. Que Deus existe, é verdade. Mas a explicação que Santo Anselmo expôs é errada pela confusão entre plano lógico e plano ontológico, e por isso essa pseudo prova foi refutada por São Tomás.
    A explicação do heliocentrismo feita por Galileu era mágica, esotérica, por meio de causas não naturais, absurda, e anti-católica, portanto, condenável. Tanto do ponto de vista científico, carente de honestidade intelectual, quanto do ponto de vista religioso.
    Sendo assim, o texto que o senhor citou na carta-pergunta não é verdadeiro. A condenação de Galileu não foi um trauma nas relações entre Ciência e Religião, pelo contrário, visou salvar a boa ciência descrita por Santo Alberto Magno contra as charlatanices e crendices de uma seita mágica, aquela do esoterismo de Copérnico, que estava, então, sendo difundida por Galileu. O trauma nas relações entre ciência e religião deve-se a Galileu, que, anulando os limites de uma e de outra, caiu numa espécie de naturalismo religioso e em uma mística torta por causa de uma doutrina imanentista em que o espírito divino, a luz, cuja emanação provém do tabernáculo celeste (do sol), penetra e vivifica todas as coisas, conforme explícito no livro De Revolutionibus orbium coelestium de Copérnico e em sua carta ao padre Pietro Dini.
    Quanto à encíclica de Leão XIII, Providentissimus Deus, vemos a doutrina de sempre da Igreja. Ciência e Fé são harmônicas e perfeitamente distintas. Ora, em uma harmonia as notas individuais não são destruídas ou aniquiladas para formarem uma unidade nova absolutamente desvinculadas de sua forma individual, mas, as notas, por guardarem uma proporção entre si e variarem tanto quanto indivíduos podem variar dentro de uma mesma espécie, ou seja, na unidade, essas notas distintas tocadas em um conjunto possuem um brilho novo da variedade na unidade. Assim, o casamento da Ciência e da Fé possui um brilho novo. E Galileu destruía essa harmonia, ao querer misturar e romper os limites de cada uma, dando explicações místicas aos fenômenos naturais, e vice-versa.
    Contra essa prática, a própria encíclica nos adverte:

    “Nenhum desacordo real pode certamente existir entre a teologia e a física, desde que ambas se mantenham nos seus limites e segundo a palavra de Santo Agostinho, tomem cuidado de nada afirmarem ao acaso, nem tomarem o desconhecido pelo conhecido” (In Gen.op. imperf.,IX,30) (Documentos Pontifícios, Providentissimus Deus, Editora Vozes LTDA., Petrópolis, R.J., pg.28).

    O sábio conselho de Santo Agostinho cabe bem ao pretensioso matemático italiano.
    E ainda:

    “Daí resulta evidentemente que se deve rejeitar como insensata e falsa toda explicação que ponha os autores sagrados em contradição entre si, ou seja, oposta ao magistério da Igreja. Aquele que professa a Escritura Sagrada deve também merecer o elogio de possuir a fundo toda teologia, de conhecer perfeitamente os comentários dos Santos Padres dos doutores e dos melhores intérpretes.” (Documentos Pontifícios, Providentissimus Deus, Editora Vozes LTDA., Petrópolis, R.J., pg.20-21).

    E continuando:

    “Quanto a tudo o que, estribando-se em provas verdadeiras, nossos adversários nos puderem demonstrar a respeito da natureza, provemo-lhes que não há nada contrário a esses fatos nas nossas Santas Letras. Mas, quanto ao que eles tirarem de certos livros seus e que invocarem como estando em contradição com essas Santas Letras, ou seja, com a Fé católica, mostremos-lhes que se trata de hipóteses, ou que absolutamente não duvidamos da falsidade dessas afirmações.” (De Gen. Ad litt.,I, 21, 41). (Documentos Pontifícios, Providentissimus Deus, Editora Vozes LTDA., Petrópolis, R.J., pg.28)

    Portanto, a Providentíssimus Deus de maneira alguma aprova o método megalômano de Galileu de interpretar a Sagrada Escritura fora da tradição dos Santos Padres e da autoridade do Magistério romano, à luz da ciência moderna. Pelo contrário: reafirma a necessidade de submissão aos Santos Padres. E que, se alguma tese da ciência moderna procura contradizer as Sagradas Escrituras, isso abre duas possibilidades: ou a contradição é aparente, ou a ciência moderna errou.
    Portanto, o texto, ao afirmar que a Providentíssimus Deus foi na direção de favorecer Galileu, é falso.
    Enfim, vejamos algo verdadeiro no texto colocado na carta-pergunta.
    João Paulo II de fato pediu perdão pelos pecados da Igreja. Inclusive pediu perdão pelo caso Galileu. E nisso, que não é uma declaração de Fé, mas de apreciação de fato histórico científico, ele errou redondamente.
    Vejamos.
    Rezamos no Credo: Creio na Santa Igreja Católica.
    A Igreja, pela sua origem e autoridade constituída, é de natureza divina, está ligada aos céus pela pessoa admirável do Santo Padre. Enquanto instituição de autoridade e missão divinas, com todas as suas cerimônias e com todo o conteúdo do depósito da Fé, com a eficácia dos sacramentos pela autoridade do próprio Cristo, a Igreja é Santíssima, e tem o poder de produzir santos. Portanto, não é cabível falar em pecados da Igreja. O papa atual Bento XVI, em respeito a isso, condenou genericamente a idéia de falar de pecados da Igreja. Mostrou Bento que a Igreja é santa e santificadora
    Talvez João Paulo II tenha se expressado mal, e tenha se referido aos homens pecadores que faziam parte do corpo da Igreja no passado. Mesmo assim, haveria um erro nisso: pode-se pedir que Deus perdoe pecados de outrem, mas não se pode pedir pessoalmente perdão dos pecados de outros, como se fossem nossos. Pode-se pedir para que Deus tenha misericórdia dos pecados do próximo. Mas não o perdão como se nós fossemos os responsáveis dos pecados alheios. Porque uma condição essencial ao perdão é o sincero arrependimento, e não adianta um terceiro pedir perdão, sendo que a condição essencial reside na própria pessoa pecadora, e se manifesta no próprio ato de pedido de perdão com arrependimento e firme propósito. Nessa linha, esperamos que o Papa Urbano VIII, que promoveu Galileu, juntamente com seu grupo de politiqueiros engajados da Academia dos Lincei, como locomotiva da revolução científica anti-tomista, anti-católica, tenha se arrependido e tenha sido perdoado por Deus.
    Emitir um juízo sobre o caso Galileu, se o processo foi justo ou injusto, não é uma afirmação de Fé ou Moral. Envolve um conhecimento histórico. Ora, o Papa só é infalível em questões de Fé e Moral, e quando fala em nome da Igrej,a respeitando os requisitos formais de clareza, unidade magisterial e etc.
    Mesmo assim, é lamentável esse erro histórico e o desconhecimento da doutrina envolvida em um processo tão importante quanto esse na História, por parte do Santo Padre João Paulo II.
    Fonte: http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20080220163128&lang=bra

  23. Cristiane Pinto

    Gustavo
    Essas foram apenas algumas das informações. Como se pode ver, tem muita coisa que não se aprende nas escolas e universidades. Nas escolas e nas universidades o que mais se ensina é ideologia. Nas escolas se ensina a ideologia burguesa, e nas universidades, nos cursos de ciências humanas, se ensina ideologia de esquerda. Para falar a verdade, não ensinam nada, o que fazem é doutrinar a gente. Os professores do meu curso, em sua maioria, são marxistas ou simpatizantes da esquerda. E o pior é que muitas vezes eles conseguem fazer a cabeça dos alunos. Não nego que aprendi coisas úteis na faculdade, como por exemplo, tenho aprendido muito sobre ideologia. Sobre o que é uma ideologia e de que maneira uma ideologia pode alienar as pessoas. Aprendi que uma ideologia é feita de meias verdades. Aprendi que a sociedade é cheia de ideologias. Os meus professores ensinam a gente a sempre desconfiar de tudo que nos passam, a duvidar de tudo, e pensando bem, até que eles têm razão. Os professores ensinaram que as escolas, mesmo as públicas, estão a serviço da burguesia, ou da classe dominante, como eles dizem. Eles nos ensinaram sobre a ideologia do capitalismo, da sociedade de consumo, e que as escolas não servem para tornar as pessoas mais humanas, servem apenas para preparar as pessoas para o trabalho, e não vão além disso. Ensinaram que a ideologia do capitalismo nos faz acreditar que estudando seremos alguém na vida, e que é possível enriquecermos, mesmo sendo pobres, o que é uma grande mentira. A ideologia capitalista nos faz acreditar que a felicidade está em ter posses, outra grande mentira. Meus professores nos ensinaram também que mesmo estudando a gente pode não conseguir emprego, que não existe emprego para todo mundo. Algumas coisas que nos ensinam é verdade, como por exemplo o que ensinaram sobre o capitalismo. Eles têm razão em fazer críticas ao capitalismo. Até mesmo a Igreja chegou a fazer críticas ao capitalismo. Só que na universidade também ensinam muita mentira. Como por exemplo, os professores marxistas querem nos fazer acreditar que se o comunismo dominar o mundo a terra vai ser um paraíso. Que a solução para todos os problemas da humanidade está em dividir as riquezas. Chamam isso de emancipação humana. Não concordo com as idéias do comunismo, não. Comunismo fala contra a propriedade, e para mim todos têm o direito à propriedade, o direito à propriedade é legítimo. Por isso não concordo com a idéia de confiscar propriedade privada. Não acho certo tirar de alguns para dar aos outros. Não simpatizo com marxistas, muitas vezes são arrogantes, agem como se fossem os donos da verdade absoluta, me dão a impressão de que se acham por serem os intelectuais. Pelo menos os professores marxistas do meu curso são assim. Eles falam que as escolas ensinam ideologia, mas eles mesmos não querem admitir que as universidades também ensinam uma ideologia, só que uma ideologia de esquerda. Eles defendem Stálin, Lênin, Fidel Castro e Mao Tsé Tung como se fossem verdadeiros heróis, quando na verdade não são. Eles falam de Marx quase como se fosse um Deus, um ser transcendental, que não pode ser questionado. Marx é como Jesus Cristo para eles. Não aguento mais ouvir falar do chato do Marx, às vezes eu me pergunto se estou fazendo faculdade de marxismo ou pedagogia. Pensei que ia estudar mais sobre o desenvolvimento da criança, por exemplo. Mas a maior parte do tempo eles falam de Marx. É preciso tomar cuidado para não cair na conversa deles.

  24. Jóca

    Ô quebra pau legal!
    Continuem assim que eu gosto! É bom poder rir um pouco nos dias de hoje.
    Quanto a pauta em questão. Estou plenamente convencido que os que estão ganhando a briga são, invariavelmente, os que tem razão!

  25. Ygor

    Cristiane, você “mandou” muito bem! Seu último comentário relata fatos que percebo no meio acadêmico. A ditadura marxista lá é tão forte que fica até difícil respirar. É duro estar subordinado a sofistas e/ou limitados pelo esquema lógico-científico e/ou mal-intencionados que adequam e distorcem a verdade a seus gostos e preferências.