Padre Gregor Mendel, pai da Genética

closeAtenção, este artigo foi publicado 6 anos 30 dias atrás.

Hoje celebra-se o 189º aniversário do padre Gregor Mendel, pai da genética. Segundo Terra, o “monge agostiniano, botânico e meteorologista […] é o grande responsável pelo que hoje chamamos de Leis de Mendel, leis da hereditariedade, isto é, que regem a transmissão dos caracteres hereditários”.

Todos nós aprendemos genética no segundo grau, e todos nós ouvimos falar em Mendel. O que nós geralmente não ouvimos é o seu “nome completo”: padre Gregor Mendel. E não o ouvimos porque interessa manter incólume a lenda negra segundo a qual a Igreja é “inimiga da ciência” – coisa que fica difícil de sustentar quando verificamos que grandes nomes da história do conhecimento humano (como o próprio pe. Mendel, ou o monge Copérnico, ou o pe. Lemâitre…) não apenas foram católicos como também pertenceram à hierarquia católica.

O Google celebrou o natalício do pe. Mendel. Também nós nos unimos à celebração deste ilustre filho da Igreja. A despeito do que queiram os anti-clericais, hoje nós celebramos a memória de um homem – um fato – que faz calar a lenda negra. Sim, o pai da Genética era um padre. Durma-se com um barulho desses.

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27 thoughts on “Padre Gregor Mendel, pai da Genética

  1. Guilherme Ferreira

    Muito bom , Jorge!

    É bom lembrar também que Louis Pasteur também era católico e rezava o terço *todos os dias* antes entrar no laboratório para trabalhar.

    O ateísmo militante é mentiroso e mesquinho. Precisa falsificar a história para tentar fazer valer suas teses absurdas sobre a realidade. Obscurantistas não são os cristãos, mas os ateus, pois têm medo da VERDADE.

  2. livrexpress

    O fato de o cientista Gregor Mendel (além de outros) ter sido um cristão (sacerdote, ainda por cima) incomoda terrivelmente os militantes neo-ateístas e seus comparsas, como aqueles do site homo-ateu Bule Viador, ops Voador.
    Vai contra a tradicional balela ateísta de “religião inimiga da ciência” que eles gostam de usar para pregar a suposta necessidade de se varrer o Cristianismo do mapa.

  3. Cristiane Pinto

    Gregor Mendel, um padre? Nossa, eu sabia de Copérnico e de Lemâitre, mas não sabia que Gregor Mendel era monge. Nossa, fico feliz em saber. Esses fatos são um tapa na cara de neo-ateus que adoram falar que os que acreditam em Deus são irracinais, e que a religião é necessariamente inimiga da Igreja.

  4. Cristiane Pinto

    Correção: os neo-ateus adoram falar que a Igreja é necessariamente inimiga da ciência.

  5. Joxe

    Pois é, mas já que prezam a verdade faltou dizer que Mendel morreu esquecido, inclusive pela igreja, e só foi valorizado muito tempo após sua morte. E não foi pela igreja. Quanto a Pasteur: De acordo com o seu neto Pasteur Vallery-Radot, no entanto, Pasteur só tinha guardado da sua formação católica um espiritismo sem prática religiosa.Maurice Vallery-Radot, neto do irmão do genro de Pasteur e católico declarado, assegura que Pasteur fundamentalmente permaneceu católico, mas não afirma que ele ia à missa.Tanto Pasteur Vallery-Radot quanto Maurice Vallery Radot afirmam que a bem conhecida citação atribuída a Pasteur: “Quanto mais sei, mais a minha fé se aproxima da do camponês bretão. Gostaria de saber tudo, mas eu teria a fé da esposa de um camponês bretão” é apócrifa. A igreja é e sempre foi inimiga do progresso, gostem ou não. E não adianta ficar inventando estorinhas para boi dormir…

  6. Cristiane Pinto

    Joxe, não vem com mimimi não. Ninguém aqui está discutindo se os padres cientistas foram ou não verdadeiros católicos, se eles permaneceram na fé ou não, se eles deixaram da Igreja ou não, se eles iam às missas ou não. Se eles viveram a fé como deve ser ou não, se eles foram realmente verdadeiros católicos ou não, isso é problema deles. Ninguém aqui está discutindo a fé destes cientistas, a única coisa que afirmamos é que, ao contrário do que se pensava, a Igreja não perseguiu a ciência coisa nenhuma. O fato é que a Igreja nunca foi contra o progresso, nunca foi inimiga da ciência (claro, depende do que pessoas como você chamam de progresso. Se você chama aborto de progresso, é claro que a Igreja é contra). E a prova está aí, existiram padres cientistas, e você vai ter de engolir isso. Se a Igreja tivesse sido inimiga da ciência, não haveria padres cientistas, e nem teria sobrado nada das experiências de Gregor Mendel. A Igreja nunca foi contra a ciência. Basta estudar um pouco de história para saber disso. Historiadores sérios afirmam isso. Vá estudar antes de falar asneiras. Ninguém aqui está inventando estorinhas para boi dormir, não. Quanto a Mendel ter sido esquecido pela Igreja, é fácil você afirmar isso, quero ver você provar. Com base em que você afirma isso? Já que foi você que afirmou, cabe a você o ônus da prova. Fique você sabendo que as obras dele sempre estiveram disponíveis nas bibliotecas da Europa e dos Estados Unidos. Não venha você com estorinhas para boi dormir, com aquela lenda negra e mentirosa de que a Igreja perseguiu a ciência.
    Basta olhar este link para ver que a Igreja jamais perseguiu a ciência coisa nenhuma:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia_medieval
    Quer você goste ou não, a Igreja nunca foi inimiga do conhecimento nem da ciência. Você vai ter de se conformar, o pai da genética era um padre. Existiram padres cientistas, quer você goste ou não. Ponto final. Você fala estas coisas porque você não se conforma, precisa desesperadamente acreditar que a Idade Média foi mesmo a Idade das Trevas. Mas felizmente a verdadeira história sempre acaba desapontando alguns…

  7. Cristiane Pinto

    E pro seu governo, senhor Joxe, Copérnico que eu saiba nunca deixou de ser cônego da Igreja Católica, e Gregor Mendel e Georges Lemaître sempre foram padres. Se eles foram ou não bons sacerdotes, é outra história. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Para você ver que nem todos que se dedicam à ciência abandonam a fé. Seus argumentos não servem para nada. Além de não ter desmentido nem refutado nada do que dissemos aqui, você ainda foi falar coisas que nada tem a ver com o assunto. Era melhor que viesse com argumentos melhores, em vez de falar bobagens.

  8. Joxe

    Copérnico quase foi queimado pela inquisição. Só escapou por estar muito velho e doente.

  9. Ygor

    Joxe,

    Sua afirmação: “A igreja é e sempre foi inimiga do progresso, gostem ou não.”

    Como espera nos convencer de sua afirmação falando de supostas deficiências religiosas de membros da Igreja no passado? Que relação há entre a prática religiosa dos citados acima com a postura das lideranças da Igreja da época?

    Outra sua: “Copérnico quase foi queimado pela inquisição. Só escapou por estar muito velho e doente”.

    E somente cientistas passaram pelo tribunal da inquisição? Sabe os motivos políticos e os envolvidos?

    Na verdade, seu desejo de criticar a Igreja é tão grande, que você ignora até mesmo a coerência nos argumentos. Distorcendo os fatos à sua vontade, você nada consegue além de se enganar.

  10. Jorge Ferraz Post author

    Aliás, Copérnico não foi “quase queimado” coisa nenhuma. Isto é um a priori louco de quem enxerga a Igreja como perseguidora de cientistas e, aí, quem não foi queimado é porque foi “quase”.

    – Jorge

  11. Cristiane Pinto

    Joxe, você afirma que Copérnico quase foi queimado pela Inquisição, mas citar a fonte que é bom nada, né? Assim, como é que você espera que a gente acredite em você? Se você afirma coisas dessas com base apenas no seu achismo e no seu ódio à Igreja? Saiba você que nem se quer ouvi falar que Copérnico tenha sido condenado. Quem foi condenado foi Galileu Galilei, que defendia as teorias de Copérnico. Viu como, na sua ânsia de criticar a Igreja, você até troca as bolas? Até que ponto você chegou… E depois nós é que somos desonestos ou mentirosos. Sim, porque vocês adoram acusar a gente de distorcer os fatos em favor da Igreja. Imagina, dizer que a gente inventa estorinhas para boi dormir… História para boi dormir são as suas, são seus argumentos, que não passam de evasivas… E saiba você que Galileu não chegou nem perto de uma fogueira. Mas você por acaso estudou a sério sobre o caso Galileu Galilei, para saber o que realmente aconteceu? Para saber como, e por que ele foi condenado? Ou você sabe só de ouvir falar? Saiba você que a Igreja condenava alguém por heresia, não por se dedicar à ciência. Você que insiste em acreditar que a Igreja é uma perseguidora de cientistas, mesmo quando a gente mostra o contrário disto. Só na sua cabeça mesmo. Duvido que você tenha estudado seriamente sobre a Inquisição, ou sobre Galileu Galilei, ou sobre qualquer coisa relacionada à história da Igreja. Portanto, não venha falar aqui do que você não sabe, e não venha com afirmações que não passam de senso comum, de coisas que você apenas ouviu falar um monte de vezes e que adora repetir como um papagaio, sem ter nenhum conhecimento sobre o assunto. Você não disse nada de novo, nada do que os inimigos da Igreja não tenham falado antes. E um monte destas coisas que vocês vivem falando a gente já refutou, é só você dar uma boa olhada neste blog, só para citar um exemplo. Existem livros de historiadores sérios que confirmam tudo o que a gente afirma. Vocês adoram falar que a Idade Média foi Idade das Trevas, que a Igreja apoiou o nazismo, a escravidão, e blábláblá, essa papagaiada toda, e quando a gente mostra o contrário, vocês insistem, batem na mesma tecla sempre, porque adoram criticar a Igreja e não querem admitir que os fatos que a gente procura mostrar são verdadeiros. Pessoas como você adoram falar essas coisas, mas estudar que é bom, nada.
    Para sua informação, aqui vai bom livro em português, que trata da verdadeira história da Inquisição:
    http://www.saopiov.org/2009/08/inquisicao-em-seu-mundo-prof-joao_16.html
    Dê uma boa estudada, e só depois vem aqui debater.

  12. Joxe

    A Igreja colocou a obra de Copérnico na lista dos escritos proibidos, condição a qual permaneceu até o ano de 1835, ainda que cento e cinqüenta anos antes já tivesse sido reconhecida como verdadeira.

  13. Cristiane Pinto

    Joxe, pare de vir com conversa fiada, com estes mimimis, cai na real, não vê que suas conversas não convencem ninguém aqui? A gente já refutou tudo o que você disse, e você insiste, bate na mesma tecla sempre. Se você não quer ver a verdade, é problema seu. Agora, vai procurar o que fazer. Vai dar pitaco em outro lugar, vai.

  14. Cristiane Pinto

    Olha aqui, senhor Joxe:
    “De revolutionibus não foi formalmente proibida, mas simplesmente retirado de circulação, na pendência de “correções” que iria clarificar o estatuto da teoria como hipótese. Nove sentenças que representavam o sistema heliocêntrico como certa fosse omitido ou alterado. Após essas correções foram preparados e aprovados formalmente em 1620 a leitura do livro foi permitido. [ 12 ] Mas o livro nunca foi reimpresso com as mudanças e estava disponível em jurisdições católica só para estudiosos devidamente qualificados, por pedido especial. [ carece de fontes? ] Ele permaneceu no Index até 1758, quando o Papa Bento XIV (1740-1758) retirou o livro não corrigida do seu Índice de revista. [ 13 ]”
    Está aqui neste link:
    http://en.wikipedia.org/wiki/De_revolutionibus_orbium_coelestium#Reception
    Para você ver que tudo o que você diz não passa de conversa fiada. Se não quer acreditar, se não quer aceitar a verdade, problema seu. Continue se enganando. Vá procurar o que fazer em vez de vir aqui dizer asneiras.

  15. Joxe

    “O astrônomo polonês Nicolau Copérnico enviou a Roma uma cópia de sua tese sobre o movimento dos planetas no mesmo ano de sua morte, 1543. Em carta anexa, pedia ao papa Paulo III tolerância para a teoria que ajudaria a revolucionar o conhecimento do mundo físico: a de que o Sol é o centro do universo, e não a Terra, como era sustentado pela Igreja Católica na época. Longe de ser saudado como uma contribuição científica, o livro despertou furor e esteve no índex das obras proscritas pela Santa Sé até o século XIX”.

    http://veja.abril.com.br/160699/p_064.html

  16. Cristiane Pinto

    Ah sim, Joxe, e você vem postar logo o link da revista Veja, que não tem nada de neutra? Uma revista cega de ódio contra a Igreja, inimiga da Igreja? Você sabe quais são as fontes que esta revista usou, se eram fontes confiáveis? Você acha que tudo o que a revista Veja diz é verídico? Esta revista Veja por acaso cita as fontes de onde ela tirou todas estas informações? Quando se trata de história, você acha que se deve pesquisar revistas como a Veja? Pensei que você fosse mais inteligente. Tudo o que eu afirmo procuro mostrar, e você viu que postei um link com o download de um livro, todos os links da Wikipedia que postei tinham referências, tinham fontes. E você, vem postar o link de uma revista que afirma todas estas coisas e nem sequer cita a fonte. Com certeza, se não cita a fonte, é para melhor enganar as pessoas.
    Pois fique você sabendo que Galieu Galilei não foi condenado por acreditar na mobilidade da terra, e na centralidade e imobilidade do sol. O sistema heliocêntrico, como hipótese astronômica baseada em cálculos matemáticos e observações reais, já havia sido formulado há dois séculos e meio pelo Bispo de Lisieux, Nicolau de Oresme (falecido em 1382) e era aceito, como hipótese, por cientistas católicos do clero, e inclusive pelo próprio inquisidor de Galileu, o ilustre São Roberto Bellarmino:

    “Entendamos, o cardeal Bellarmino, amigo do saudoso astrônomo padre Clavius desde os tempos de colégio, sabe muito bem que a descrição copernicana dos movimentos planetários poderia ser perfeitamente plausível” (Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.47)

    Por isso, São Roberto Bellarmino afirmou em uma carta ao padre Foscarini, que também havia publicado uma teoria sobre a concordância entre o heliocentrismo e a Escritura, o seguinte:

    “Em terceiro lugar, eu digo que se houvesse uma demonstração verdadeira de que o Sol está no centro do Mundo e a Terra no terceiro Céu, e que o Sol não circula a Terra, mas a Terra circula o Sol, então, ter-se-ia de proceder com grande cuidado em explicar as Escrituras, na qual aparece o contrário. E diria antes que nós não as entendemos, do que, o que é demonstrado é falso. Mas, eu não acreditarei que exista tal demonstração até que esta me seja mostrada.” (Carta do Cardeal São Roberto Bellarmino ao padre Foscarini, 12 de abril de 1615. Na Internet: http://galileoandeinstein.physics.virginia.edu/lectures/gal_life.htm).
    O Padre Cristophoro Grienberg, matemático do Colégio Romano dos jesuítas, interlocutor científico favorável a Galileu, também tinha como hipótese científica o heliocentrismo, mas havia expressado algumas reservas, dado que nenhuma experiência ou demonstração permitia tornar certa e segura a verdade copernicana(Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.18.)
    O cardeal Giovanni Ciampoli, o cardeal Maurizio da Savóia, o príncipe Cesi e o seu sobrinho Virgínio Cesarini, eram favoráveis ao heliocentrismo como hipótese. Também o padre Orazio Grassi, ícone do debate contra as heresias de Galileu, aventava a possibilidade do heliocentrismo, mas também aguardava provas conclusivas.
    Note, entretanto, que o clero e os cientistas da época tinham o heliocentrismo como hipótese astronômica, e não como certeza. Por dois motivos, essencialmente: por prudência e pela eficácia das medidas astronômicas baseadas no sistema geocêntrico.
    Prudência: pelo fato de não haver, até então, provas suficientes, de natureza científica, para torná-lo certo e seguro. A Igreja compreendia com Santo Alberto Magno que A prova pelos sentidos [isto é, a indução] é a mais segura no estudo da filosofia natural, e situa-se acima da teoria sem observação (Meteoros 3, tr. 1, c. 21). (Cf. Luis Alberto De Boni. Filosofia Medieval: texto. 2ª. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2005, p. 173); e que A experiência, através de repetidas observações, é a melhor mestra no estudo da natureza (Sobre os animais 1. c. 19)(Cf. Luis Alberto De Boni. op. cit. p. 173); e ainda que: Compete à ciência natural não aceitar simplesmente o que foi narrado. Cabe-lhe, muito mais, a serviço da filosofia natural, buscar as causas das coisas naturais (Sobre os minerais 2, tr. 2, c. 1). E Galileu não possuía então observações que comprovassem a teoria heliocêntrica, nem experiências, com observações repetidas, e muito menos buscava causas naturais.
    Longe de naturais, as causas aventadas por Galileu eram de um profundo misticismo.
    Para Galileu, havia um espírito que aquece e fecunda todas as substâncias corpóreas, o qual partindo do corpo solar propaga-se com enorme velocidade pelo mundo inteiro(Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.19.)
    Falando da luz ,em uma carta ao padre Pietro Dini, dizia Galileu que essa era uma substância espiritualíssima, sutilíssima e velocíssima que difundindo-se pelo universo penetra tudo sem resistência, aquece, vivifica e torna fecunda todas as criaturas viventes. (Carta de Galileu a monsenhor Pietro Dini, 23 mar.1615, Opere,V, p.289).
    As demonstrações não eram fundamentadas em observações experimentais:

    “Galileu não fornecia verdadeiramente as demonstrações necessárias do heliocentrismo, mas defendia a metafísica do Sol colocada no centro do universo de que Copérnico falara no primeiro livro do De revolutionibus. Celebrava assim um verdadeiro triunfo da luz, com referencias textuais à criação descrita no livro da Gênese, aos salmos e aos profetas: Deus colocou no Sol o seu tabernáculo (…). Ele tal qual esposo que sai do próprio tálamo, saltou como um gigante para escapar. Galileu sob a escolta de Dionísio Areopagita, mostrava a sugestiva concordância entre esses poéticos versos do Salmo XVIII e as idéias sobre a emanação da luz celeste e terrestre…” (Apud. Pietro Redondi, Galileu Herético, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, p.18)

    A condenação de Galileu foi a condenação do heliocentrismo copernicano enquanto portador de uma doutrina esotérica, baseada em Hermes Trimegisto, que via a luz como um espírito emanado de uma fonte eterna, o sol. Ela foi a condenação da retomada — (pelos renascentistas) — do paganismo do culto de Mitra, contraposto desde os primeiros séculos cristãos ao culto de Jesus Cristo.
    A condenação de Galileu, portanto, não foi a do heliocentrismo, em geral, mas do heliocentrismo de explicação e implicações copernicanas, com fundamentos mágicos e religiosos.
    E não me venha mais com sites de revistinhas como esta Veja, que nem se quer citam as fontes de onde tiraram estas informações, para a gente saber se são verídicas ou não.

  17. Cristiane Pinto

    Joxe
    “Mundo Católico
    Houve algumas especulações ocasionais sobre o heliocentrismo, na Europa, antes de Nicolau Copérnico. Na Cartago Romana, Martianus Capella (século V) expressou a opinião que os planetas Vênus e Mercúrio não orbitavam a Terra, mas em vez disso circulavam o Sol.[11] Copérnico mencionou-o como uma influência de seu próprio trabalho.[12]
    Durante o final da Idade Média, o bispo Nicole Oresme discutiu a possibilidade da Terra girar em seu eixo, enquanto o cardeal Nicolau de Cusa em seu A Douta Ignorância perguntou se havia qualquer razão para afirmar que o Sol (ou qualquer outro ponto) era o centro do Universo. Em paralelo a uma definição mística de Deus, Cusa escreveu que “assim o tecido do mundo (machina mundi) quasi terá seu centro em todo lugar e a circunferência em lugar nenhum.”[13]”
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Heliocentrismo

  18. Cristiane Pinto

    Joxe
    Da próxima vez, tenta apresentar como fonte um livro de algum historiador, de preferência que não seja católico, mas que também não seja marxista, por exemplo. Não fique mostrando fontes de revistas como esta Veja, tenho certeza de que quem quer que tenha escrito o artigo que você postou, com certeza não era historiador.

  19. Joxe

    “Em 1616, o cardeal Roberto Bellarmino, admirador do “brilhante matemático” Galileu, comunica a este a condenação da teoria de Copérnico e o aconselha a não mais defender o heliocentrismo. Esta teoria, ao dizer que “a Terra se move e o céu permanece parado”, ia diretamente contra a filosofia de Aristóteles (da qual tanto se servia a teologia escolástica)”.

    http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=ciencia&artigo=condenacao_de_galileu&lang=bra

    Estranho você criticar a Veja: ela é porta-vez da direita anti-marxista…

  20. Wilson Ramiro

    Caro Joxe

    Você leu ao menos o texto apontado pelo seu link?

    Nenhum concílio havia jamais estipulado o geocentrismo como verdade de fé

  21. Cristiane Pinto

    Estranho porque, Joxe? Eu critico a direita também, não critico só a esquerda. Não sou de direita nem de esquerda. Tanto capitalismo quanto comunismo são duas porcarias, nenhum dos dois prestam. Só que o comunismo chega a ser pior, então, entre capitalismo e comunismo, prefiro capitalismo. Mas não pense que a Veja não manipula informações, porque manipula, sim. E outra, a Igreja jamais havia estipulado o geocentrismo como verdade de fé, e na época ainda estavam discutindo sobre heliocentrismo, nem havia certeza de que tinha sido comprovado.

  22. Cristiane Pinto

    Além do mais, senhor Joxe, a revista podia até ser da direita anti-marxista, eu não vejo o menor problema nisto. O problema é ela ser também anti-católica. Claro, não precisava ser amiguinha da Igreja, mas agora, se é uma revista que é inimiga da Igreja, logo vai dizer calúnias contra a mesma… Por isso que não deixa de ser suspeita.

  23. Batata_lopes

    joxe eu acho que vc esta falando muita besteira

    se quiser um argomentomais detalhado sobre isso só dar sinal de vida
     
    posso usar do meu doutorado pra ensinar historia pra voce!

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