O reino dos papa-bostas

closeAtenção, este artigo foi publicado 2 anos 11 meses 17 dias atrás.

Durante muito tempo as pessoas souberam a diferença entre o início e o fim do sistema digestório humano. Desde tempos imemoriais as crianças aprendiam – na escola e no dia-a-dia – que uma coisa era a comida que elas botavam para dentro e, outra coisa, os dejetos que elas botavam para fora. Em hipótese alguma era permitido confundir essas duas coisas.

Também desdes tempos imemoriais, contudo, alguns indivíduos pareciam não se adaptar àquele exigente estilo de vida. Sempre houve aquelas pessoas que, por razões quaisquer, desenvolviam uma compulsão por ingerir os próprios dejetos ou os de outras pessoas. O hábito, nojento e repugnante, sempre foi repudiado com veemência pela sociedade. Ser papa-bosta era um sinal de infâmia e de vergonha, e os que padeciam de tão estranho prazer queriam se libertar dele mais do que qualquer outra coisa no mundo. Havia também, contudo, aqueles que não conseguiam se libertar de seus hábitos alimentares; estes, comiam fezes somente às escondidas, às escuras, sozinhos, como quem comete uma espécie de crime do qual as demais pessoas não podem tomar ciência.

Um dia isso mudou. Não se sabe bem por qual motivo, um dia os papa-bostas cismaram que tinham o direito de comer bosta mesmo e ai de quem não gostasse. Pior: todos tinham que gostar. Disseram que tinham direito de escolher o que comiam, que a boca era deles mesmo e, nela, eles colocavam o que melhor entendessem. Disseram que com isso não estavam fazendo mal a ninguém, e era um absurdo injustificável que, em pleno século XXI, os degustadores de detritos (o primeiro dos nomes pomposos que se auto-atribuíram) fossem discriminados.

As pessoas normais reagiram com estranheza. Como alguém poderia se orgulhar de ser um papa-bosta?! No entanto, toleraram. Pensavam: “eles que comam a bosta deles para lá!”. Não sabiam, no entanto, que eles queriam muito mais do que isso.

Por serem olhados com estranheza, passaram a dizer que eram vítimas de preconceito e de tratamento desumano pelo simples fato de terem gostos alimentícios diferenciados. Passaram a combater com virulência a comidanormatividade alimentícia! E mais: a injustiça era ainda mais gritante porque o gosto por fezes, como é óbvio, não era uma escolha e sim uma condição. A pessoa nascia gostando (ou não) de comer detritos! Não era justo discriminar uma pessoa por aquilo que ela é: mulher, negro ou papa-bosta… Aliás, este termo passou a ser rapidamente considerado ofensivo e indigno de uma sociedade civilizada. Os degustadores de detritos, agora, queriam ser chamados escatófagos.

Muitos reagiram: “Sim, é verdade que cada um come o que quiser, mas eu não quero passar pela experiência desagradável de estar num restaurante e ver alguém comendo bosta na mesa ao lado, nem quero que meu filho adquira estes hábitos por conviver com gente assim”. Os papa-bostas urraram: escatofagofobia! Escatofagofobia! O termo (recém-cunhado) designava, segundo os seus inventores, o ódio irracional pelas pessoas que, ao fim e a cabo, gostavam de comer bosta. Era inadmissível que os seus gostos alimentares fossem considerados inferiores aos dos demais. Era intolerável existir alguém que não tolerasse um escatófago.

Rapidamente, jurisprudências em favor dos papa-bostas foram estabelecidas. Se alguém entrasse em um estabelecimento qualquer comendo bosta e fosse maltratado, o dono do estabelecimento era punido. A escatofagofobia, argumentavam os papa-bostas, matava centenas de milhares de escatófagos por ano. Se um pai descobria que a babá contratada por ele para tomar conta do seu filho era papa-bosta, e a demitia, os tribunais o condenavam a pagar pesadas indenizações. Ninguém podia nem mesmo recusar-se a contratar um candidato para um emprego pelo fato dele ser um papa-bosta. Os hábitos alimentares, diziam, não influenciavam nada na capacidade de exercer a sua função. O resto era puro preconceito.

As pessoas ficaram perplexas, mas pouco fizeram. Os papa-bostas passaram a se organizar em grandes manifestações de ruas, chamadas paradas, onde as pessoas lambuzavam-se publicamente com as fezes umas das outras. Faziam uma grande festa, atraíam muitas pessoas, dançavam e bebiam e papavam bosta e diziam que isso era tudo muito natural. Reivindicavam a criminalização da escatofagofobia, i.e., que nenhum papa-bosta fosse tratado como um ser humano inferior. Que fossem presos os que pensassem diferente.

Grupos mais conservadores rapidamente começaram a dizer que isto era errado. Os papa-bostas reagiram chamando-os de escroques fundamentalistas e retrógrados, escatofagofóbicos calhordas, dizendo que a única base que eles possuíam para dizer que era errado degustar detritos era um livro velho escrito há milhares de anos que continha um monte de proibições absurdas que, hoje, não eram levadas a sério por ninguém. A violência da reação foi tão grande que os conservadores, no primeiro momento, se retraíram. Os papa-bostas comemoram publicamente.

Foi iniciada uma campanha de inclusão cidadã da escatofagia. Nas escolas, as crianças eram apresentadas a materiais educativos que diziam ser normal comer fezes. A experiência escatofágica era estimulada. Os papa-bostas eram apresentados como pessoas de bem, modelos famosas, executivos de sucesso, bons pais de família, excelentes cidadãos. A figura da mãe obrigando o filho a comer verduras era pintada como se fosse o supra-sumo da opressão alimentar, uma violência sem precedentes e que não podia ser tolerada. Psicólogos renomados subscreviam esta tese. Um escatófago – diziam – não ia deixar de sentir vontade de comer fezes porque sua mãe lhe forçara a comer verduras. Ao contrário, o que ele devia fazer era se assumir, sair do banheiro e ser feliz.

Os conservadores, percebendo as dimensões que a loucura estava tomando, resolveram se manifestar. Mas a tropa dos papa-bostas já tinha tomado grande parte das estruturas de poder social, da imprensa aos órgãos de governo. Quando um conservador dizia que comer bosta fazia mal, rapidamente diziam que isto era puro preconceito dele. Quando ele mostrava a maior incidência de infecções intestinais em pessoas que tinham o hábito de comer bosta, os escatófagos rapidamente diziam que isto era justamente devido ao preconceito social que os papa-bostas sofriam – que os forçava a praticarem a escatofagia em ambientes e condições pouco adequados. Quando um conservador dizia que a boca foi feita para alimentar o corpo, os papa-bostas o ridicularizavam dizendo que as pessoas já há muito comiam para ter prazer, e não somente para se nutrir. Ousaram dizer que era anti-natural comer bosta, só para ouvirem os escatófagos listarem as inúmeras ocorrências de animais que comiam as próprias fezes, provando assim que a escatofagia era, na verdade, uma exigência da natureza.

No fim, foram vencidos. Humilhados impiedosamente, foram se tornando cada vez mais odiados pelas novas gerações. Muitos se renderam aos “novos tempos” e passaram até mesmo a gostar dos papa-bostas. De vez em quando, para não serem olhados com muita estranheza, aceitavam participar de uma degustação fecal. Outros tantos foram presos por escatofagofobia, e não se sabe ao certo o que aconteceu com eles. Alguns outros simplesmente foram embora, buscando algum rincão do mundo onde pudessem simplesmente se estabelecer e viver em paz; onde pudessem educar os seus filhos ensinando-lhes que é errado comer bosta, da forma como eles próprios foram ensinados. A verdade é que, no fim, quase nenhuma voz dissidente restou. E eles deixaram para trás um mundo sem preconceitos: onde ninguém era tratado como um inferior por gostar de comer detritos. Deixaram para trás um mundo moderno e civilizado, de ruas fétidas, pessoas de mau hálito e doentes. E todos se julgavam felizes por terem conseguido dar mais este importante passo na erradicação do preconceito da humanidade.

Este texto é de ficção.
Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.

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143 comentários em “O reino dos papa-bostas

  1. Cristiane Pinto

    Olegário
    Obrigada. Você é realmente um bom amigo. Abraços.

  2. igson

    A fé é unica o Cristiane, o resto é invenção heretica na qual você pertence….

  3. Cristiane Pinto

    Meu caro Igson, é claro que existe uma única fé verdadeira. Alguma vez eu disse o contrário? Você deve entender muito de heresias, afinal, se não me engano, você deve pertencer a uma seita protestante, não? Sem querer ofender, mas foi você quem começou. Falou o que queria, ouviu o que não queria.

  4. Cristiane Pinto

    E viu, senhor Igson, como eu tinha razão quando disse que os protestantes são cheios de ódio contra a Igreja Católica? Só pelas suas palavras, dá para perceber o seu ódio. O que prova que eu não afirmei nenhuma mentira. Mas pode ficar descansado, nada tenho contra você, não. Mesmo porque você me dá pena. Você é digno de pena, porque ao invés de defender a seita a qual pertence com argumentos, só sabe mesmo atacar os outros…

  5. Wilson Ramiro

    Alexandre M. F. Silva says:

    20 September 2011 at 12:17 am

    Minha gente: sou um pobre zé mané…
    …façam um esforço combinado para sumir com esse troço da Internet (já estão copiando pra todo lado!)…

    Caro auto intitulado, “Zé Mané”.

    O grande problema não é exatamente, comer merda. Eu pessoalmente não gostaria de interferir em sua preferência gastronômica.

    O texto discorre sobre esta doença pós moderna de relativizar todo comportamento, aceitando absurdos como normais. Ao longo da história humana, comedores de bosta compulsivos, sabiam de sua anormalidade e o mais importante a sociedade como um todo também sabia que isto era anormal, entretanto nos dias atuais, não são os “Degustadores de bosta” os responsáveis por tornar estes petiscos, com e sem casquinha, objetos de culinária, eles apenas estão servindo a uma intenção mais nociva.

    Comer bosta e achar normal é uma figura de linguagem que se aplica a qualquer comportamento nojento que se procura inserir no seio da sociedade, e se aplica a uma enorme gama de sujeitos e situações.

    Quando eu peco, sei que devo me arrepender e evitar recorrer e como é normal fico infeliz por causa de minha fraqueza, a grande sacada da pós modernidade é, se algum comportamento execrável me atrai, basta chamá-lo de normal e todos terão que concordar comigo ou então serão intolerantes. Caro mané, reflita, o veneno que a pós modernidade poderia inocular na sociedade ela já o fez.

    (isto tudo é apenas minha opinião)

  6. Leniéverson Azeredo

    Cristiane, boa tarde, tudo bem com você?A paz de Jesus e o amor de Maria.Eu me solidarizo contigo, acontece que protestantes, adeptos do marxismo, socialismo e fascismo ou Nazismo, tentam vir usando discursos padrão, clichês ideológicos, diferentes de nós, eles podem até pensar ter convicção no que falam, mas na verdade só sabem reproduzir visões heréticas e viciadas dos seus influenciadores ideológicos.Não liga, não.No juízo final, saberemos quem defendeu a autêntica Verdade.

  7. Sidnei

    O que mais me surpreende Cristiane, é que tanto os protestantes, como espíritas, movimentos gays, feministas, ateus, e por aí em diante, todos eles por mais divergências que há, quando o assunto é atacar a Igreja Católica, esquecem as diferenças e como todos cabeças de um monstro só, vem com garras e unhas querer destruir nossa fé, coisa que eles estão tentando a anos a ainda não conseguiram, será o porque?

    “A fé é unica o Cristiane, o resto é invenção heretica na qual você pertence…. ”

    Pois é, se a fé é única, isto quer dizer que a Verdade é uma só, se a Fé e a Verdade é uma só, só poderá existir um único DEUS, sendo assim, quais das diferentes fé protestantes são verdadeiras?, as que ensinam que se deve guardar o sábado em vez do domingo, e ainda seguir algumas prescrições alimentares do A.T. (Adventistas), os que negam a divindade de CRISTO e a SANTÍSSIMA TRINDADE (Testemunhas de Jeová), os que pregam o batismo das crianças (Luteranos, Anglicanos, Metodistas e Presbiterianos), ou aqueles que negam o batismo das crianças (Adventistas, Testemunhas de Jeová, Pentecostais, Neo-Pentecostais), os que acreditam na presença real de JESUS na eucaristia, embora, somente consubstancial (Luteranos, Anglicanos, Metodistas, Presbiterianos) ou aqueles que negam tal presença e interpretam tudo como um simbolismo (Adventistas, Testemunhas de Jeová, Pentecostais, Neo-Pentecostais), aqueles que negam a imortalidade da Alma (Adventistas e Testemunhas de Jeová), ou os que pregam a imortalidade da Alma,(Luteranos, Anglicanos, Metodistas, Presbiterianos, Pentecostais, Neo-Pentecostais), enfim, um monte de diferenças doutrinais umas das outras e todos dizendo iluminados pelo ESPÍRITO SANTO, que fica difícil crer quem está com a razão ou não, e depois, é a fé católica invencionice herética o qual pertencemos?, e esta bagunça toda é o que então?.

  8. Mariana

    Cris, confesso que não tenho disposição pra discutir qualquer assunto com você. Aliás, não é a minha intenção quando eu lanço algum comentário aqui. Antes eu discutia mais, mas entendi que não há possibilidade de encontro em vários pontos, logo, pra quê? Quando eu comentei aqui era mesmo só para dizer o que eu achei do texto, nada mais. Assim como alguns elogiaram simplesmente, eu disse que achei doentia a idéia ali esposada. O que é que tem? O Jorge, no mais das vezes, já me ignora… Não foi para atacar ninguém, apenas a idéia, opinião minha e ponto final.
    Eduardo, eu realmente não refutei porque, como dito, não era a minha opinião, nem consigo ler além do primeiro parágrafo do que a Cristiane escreve, sinceramente. Ademais, diferente do que você disse, acho que ela já lê o que os outros escrevem totalmente armada, não uma leitura sincera, se é que você me entende (não falo por esses comentários em especial, mas por vários outros, sobre outros assuntos). E isso, de certo modo, não me motiva a lê-la. Também não acho que seria frutífera qualquer discussão. Ninguém vai converter ninguém para o outro lado, certo?
    Pois bem, voltando à Cristiane, já que eu li o primeiro parágrafo que você me escreveu, queria apenas dizer que eu não odeio a Igreja, em absoluto! Eu gosto muito da Igreja Católica e vários de seus princípios, mas, não não seguir seus dogmas e algumas outras regras, tenha ciência de que não posso me dizer católica. Não tenho raiva ou ódio de nenhuma religião cristã, pode ter certeza disso. Fico apenas muito triste quando vejo mentes tão preconceituosas, só isso.
    Paz e bem.

  9. Leniéverson Azeredo

    Mariana, onde há o preconceito?Me diga onde há?Simplesmente por não concordarmos com o homossexualismo?Então vc terá que dizer que Cristo era preconceituoso.Mariana, deixa eu te falar, lá no site da Folha de São Paulo, na matéria “Vaiado, Bolsonaro deixa universidade no Rio em carro da polícia”, muita gente como vc não entende a dinâmica do Cristianismo.Alias, em qualquer blog eminentemente cristão católico como este, a grande maioria devem posturas a quais consideram convictas de tais.Se vc entra e lê terá que entender que não vai encontrar defensores do marxismo, do socialismo, nem da Teologia da Libertação.
    Acontece Mariana, que hoje, muita gente fica cheia de gente que fica o tempo todo chamando Cristãos de atrasado, defensores da idade média, atrasados, entre outros.Eu convidaria vc a ler o que eu escrevi ao Benjamim Bee, no post “A instrumentalização do sofrimento alheio”. O que disse a ele serve também para vc.
    E para terminar, a nossa postura não é contra pessoas, é contra atos, se você está ligada ou pertence a mesma elite “muderna” birrenta, que sapateia, barulhenta, não posso fazer nada.Mas não venha querer nos “catequisar” com idéias iluministas putrefatas.

  10. Leniéverson Azeredo

    Só algumas correções:

    Onde se lê
    “a grande maioria devem posturas a quais”

    o correto é
    a grande maioria tem posturas a quais
    Onde se lê
    “muita gente fica cheia de gente que fica…”
    O correto é
    “muita gente fica chamando o tempo todo….”

  11. Gabriel

    Eu sou pecador como vocês, idolatro coisas sem saber, faço coisas que a bíblia diz para não fazer (estando escrito ou que nos leva a entender aquilo). Agora adianta fazer o papel de Deus e julgar as pessoas de outras denominações???

    Olhem para vocês mesmos antes de apontar o dedo para outras pessoas. Isso vale para eu mesmo, e queria aproveitar e gostaria de pedir perdão, porque eu quase enviei um comentário mostrando tudo o que vocês (e algumas igrejas protestantes) fazem, que na bíblia diz que não é para fazer, ou seja, eu acabo de pecar.

    Lembrem-se: “Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.”
    Mateus 7:1-2

  12. Cristiane Pinto

    Marianinha, querida
    “Ademais, diferente do que você disse, acho que ela já lê o que os outros escrevem totalmente armada, não uma leitura sincera, se é que você me entende (não falo por esses comentários em especial, mas por vários outros, sobre outros assuntos).”
    Não é bem assim, não. Sempre procuro fazer uma leitura sincera dos textos. Apenas não consigo ficar calada quando alguém entra aqui nos atacando, nos chamando de hipócritas e não sei o que mais, por pensarmos diferente, sobre qualquer assunto que seja. Destesto gente que julga os outros, apenas isto. Ainda mais injustamente. É que tem gente que em vez de argumentar, debater, conversar, vai logo nos atacando. Isto é, quem já vem totalmente armado aqui são estas pessoas a quem me refiro, como por exemplo a Ana Maria, não sou eu. Apenas detesto pessoa que aparece aqui só para fazer comentários maldosos. Só acho que as pessoas têm de respeitar umas às outras, apenas isto. As pessoas podem falar sua opinião sim, mas com respeito. É que parece que tem gente que não vem aqui para debater, vem é para brigar, chamar a atenção. E quanto ao Gustavo, eu nem ia falar mais nada da Inquisição, já falei tantas outras vezes. Mas ele foi fazer aquele comentário infeliz, foi logo criticando a gente… Da próxima vez nem vou ligar, até porque nem adianta discutir, porque afinal a gente só estressa, não é mesmo? Vou deixar passar da outra vez. Mas não é bem assim como você colocou, não. Do jeito que você fala, até parece que vivo brigando com os outros, e não é bem assim.

  13. Cristiane Pinto

    Além do mais, Mariana, é feio julgar os outros sem conhecer. Não se pode julgar as pessoas pelo que elas parecem ser. Você não me conhece, não tem o poder de ler minha mente, nem meu coração. Não sabe quais são minhas reais intenções. Portanto, não pode dizer quando eu estou totalmente armada ou não. Se eu faço leitura sincera dos textos ou não, eu é que sei, porque eu conheço meus pensamentos. E se venho totalmente armada, não é contra todo mundo não, só contra quem faz comentários infelizes, só contra quem diz asneiras, contra quem não sabe dar sua opinião sem fazer uma alfinetada gratuita contra os católicos. Aí eu defendo os católicos, porque eu sou católica. Se fala contra eles, fala contra mim também. Se chamam TODOS os católicos de hipócritas, por exemplo, isto inclui a mim também. Além do mais, vai me dizer que às vezes você não chega meio atacada também? Principalmente neste post, chegou aqui e foi logo chamando os católicos de fariseus… Eu deixei passar seu comentário, até porque não é a primeira vez que alguém nos chama de fariseus, e se eu for me estressar por bobagem… Nem falei nada… Só respondi quando você me resolveu me atacar. Até parece que eu estava xingando o Gustavo. Em nenhum momento xinguei ou humilhei o Gustavo. O problema é que às vezes ele é tão sem noção que me irrita. O que eu tinha dito para ele é que não é a primeira vez que fazem filmes contra a Igreja, nem vai ser a última. Está na moda jogar lama na Igreja. Se eu fosse dar crédito a qualquer filminho… Não é que eu pense que todo mundo é inimigo da Igreja, mas não posso negar que a Igreja tem sim, muitos inimigos. E não é de hoje. A Igreja Católica não é querida por todos. Às vezes parece, que o Gustavo não entende o que a gente fala, ou se faz de desentendido. Não só ele, como muitas outras pessoas também. A desonestidade intelecutal de algumas pessoas me irrita. E não irrita somente a mim, como um monte de gente aqui também. Até o Jorge nem sempre responde os outros com toda a paciência do mundo, não. Ninguém é infinitamente paciente o tempo todo. Mesmo se fosse verdade que eu lesse o que os outros escrevem totalmente armada (se fosse verdade, porque não é), isto não serve de justificativa para você me agredir verbalmente, me chamando de ingênua, boba, incapaz de pensar… Se você não lê mais do que o primeiro parágrafo das minhas mensagens, mais um motivo para você não me julgar, já que nem termina de ler o que eu escrevo. E antes que diga que estou atacada, quero deixar claro que não estou. Embora possa ter dado essa impressão a você, nem sempre eu estou brava. Na maioria das vezes, estou calma. Só perco a calma quando alguém faz algum comentário estúpido. Mas meu objetivo aqui nunca foi brigar com ninguém, apenas debater.
    “Pois bem, voltando à Cristiane, já que eu li o primeiro parágrafo que você me escreveu, queria apenas dizer que eu não odeio a Igreja, em absoluto! Eu gosto muito da Igreja Católica e vários de seus princípios, mas, não não seguir seus dogmas e algumas outras regras, tenha ciência de que não posso me dizer católica.”
    Mas não foi essa a impressão que você me passou.

  14. Sidnei

    “Eu sou pecador como vocês, idolatro coisas sem saber, faço coisas que a bíblia diz para não fazer (estando escrito ou que nos leva a entender aquilo).”

    Eu também sou pecador como todo mundo e também posso estar idolatrando coisas sem saber, porém, idolatrar a Maria, os Anjos e os Santos, coisa que os evangélicos adoram dizer que nós católicos fazemos, isto em sã consciência, e sem medo dizer: “NÃO FAÇO”.

    “Agora adianta fazer o papel de Deus e julgar as pessoas de outras denominações??? ”

    Quem faz o papel de DEUS, nuitas vezes são os próprios evangélicos, que gostam de dizer que nós católicos somos idolatras, porém, o quem questionamos, assim como voses questionam, mesmo as vezes já julgando, é como encontrar a verdade em meio a tantas denominações que divergem suas convicções umas das outras? e todas dizendo serem ilumindas pelo ESPIRITO SANTO?.

    “Isso vale para eu mesmo, e queria aproveitar e gostaria de pedir perdão, porque eu quase enviei um comentário mostrando tudo o que vocês (e algumas igrejas protestantes) fazem, que na bíblia diz que não é para fazer, ou seja, eu acabo de pecar.”

    Nem vou comentar se seria pecado se você enviasse o comentário mostrando tudo que nós católicos e alguns evangélicos fazem e que a Bíblia diz que não é para fazer, mas, acredito que nem adiatará enviar isto, porque já sei de cor e salteado tudo o que seria apresentando, e sei de cor e salteado todas as refutações sobre estes temas, portanto, sugiro que não envie, pois foge do topico deste post, e o debate iria longe, muito longe, e como sempre, sem uma solução final, portanto, deixe tudo como está.

  15. Mariana

    Certo, Cris. Li tudo que você escreveu e entendi melhor suas intenções. Espero que você também tenha entendido as minhas. Assim como você diz que não julga as pessoas, mas sim o pecado, saiba que eu também não julgo necessariamente a Igreja Católica, mas sim o comportamento de alguns católicos. Em que pese você ter toda a convicção do mundo quanto ao que pensa (sobre o homossexualismo e sobre vários outros temas já colocados por aqui), eu confesso que, no mais das vezes, percebo uma forma muito rude de defender tais idéias, fica parecendo que vocês (você e alguns outros, como o próprio Jorge) estão sempre (ou quase) sem paciência, irritados com os comentários alheios, utilizando-se de termos um tanto quanto irônicos. E o que isso passa, para mim, é uma falta de caridade para com os irmãos que não se coaduna com o que foi ensinado por Jesus (por favor, não se irrite, estou apenas tentando explicar o que se passa em minha mente quando os leio). Aí você diz, em alguns momentos, que Jesus também foi rude ao dizer verdades, só que eu discordo que isso sirva de justificativa. Primeiro, pq Jesus é Jesus, é perfeito, ou seja, caso queira, pode julgar quem peca, Ele, que não tem pecados. Ainda assim, Jesus, filho de Deus, veio como Homem com a missão específica de ensinar, o que, sobretudo naquele tempo, de pessoas mais embrutecidas e rudes, era realmente necesário mostrar mais firmeza em determinados momentos. Mas você, que tanto estuda (não é ironia), não será capaz de negar que Cristo, na grande parte das lições que deixou, falou com doçura, com mansidão, com amor, mesmo para os mais pecadores, pois isso é evangelizar. Na minha humilde opinião, entendo que, independente da religião que professemos, não é necessário usar aspereza ou críticas fortes para se defender o que se credita por verdade. Eu chamei a mente do Jorge de doente, nesse caso aqui, por conta do mesmo ter comparado homossexuais a papa bostas. Achei pesado, achei cruel, achei doentio. Aqui vieram católicos como você defender o mesmo que estou dizendo aqui, então, saiba, não é porque não sou católica que acho isso.
    Pela última vez, não tenho intenção de atacar religião nenhuma, mas sim os pensamentos que acho equivocados, tão somente.
    Você foi bem serena em seu último comentário, o que nos permitiu, talvez, dialogar um pouquinho mais. Seria muito bom que você comentasse sempre assim, ou pelo menos na maioria das vezes, já que os “ataques” isolados são compreensíveis, como vc mesma apontou, por parte de qualquer um. Assim você passa seu recado de uma forma muito mais positiva, pode acreditar. Gosto muito de ler o Olegário também, justamente porque passa tranquilidade, equilíbrio e calma. Como isso, ele até passa que tem bem mais convicção em sua catolicidade do que muitos outros aguerridos até o pescoço. A gente lê e diz: esse é católico convicto, sem recalques, sem alvoroço, sem melindres.
    Um bom dia pra você, Cristiane, e até outros posts, quem sabe (não consigo deixar de ler o Jorge, apesar de toda a divergência).
    Mariana

  16. Cristiane Pinto

    Tudo bem, Mari. Tentarei ser mais paciente com as pessoas, falar menos palavras duras. Tentarei seguir o exemplo do Olegário. Embora nem por isso vou deixar de dizer palavras duras de vez em quando, embora nem sempre. Mesmo porque eu discordo de você. Quem diz palavras duras não falta necessariamente com a caridade. Não se a intenção da gente é que a pessoa se corrija. Senão, Jesus estaria faltando com a caridade chamando os fariseus de hipócritas, de raça de víboras e filhos do demônio. E olha que muitas vezes os fariseus nem tinham sido estúpidos com ele, nem tinham sido malcriados. Devemos imitar Jesus em tudo, não é? É verdade que Jesus não tem pecados, mas Ele é um modelo de santidade que devemos seguir, imitando-o em tudo. Se usei palavras duras, acredite, nunca foi com a intenção de humilhar ou ofender. A gente deve dizer a verdade com amor, é verdade, mas amor não significa necessariamente palavras doces. Quantas vezes nossos pais, que nos amam, não usaram palavras duras para nos repreender? A gente pode até falar com mansidão, com doçura muitas vezes, mas há momentos em que é preciso repreender duramente. Mesmo porque ninguém consegue falar com mansidão e doçura quando alguém é estúpido com a gente.

  17. Olegario

    Mariana,

    Muito obrigado pelo elogio.
    Sinto-me lisongeado.
    E o “pagodinho” que eu lhe ofertei, saiba, foi de coração.
    Fica com Deus.
    Olegario.

  18. Alexandre M. F. Silva

    Imaginem se a mídia descobre esse texto, e de repente aparece na TV, rádio, jornais, etc: ‘blogueiro católico compara homossexuais a comedores de fezes’! Qual representante da Igreja tomará sobre seu ombros a heróica missão de mostrar que focinho de porco não é tomada, pronunciando palavras como ‘papa-bostas’ e ‘comedores de fezes’ numa rede de TV?

  19. Leniéverson Azeredo

    Olegário e Cristiane Pinto,

    É muito curioso pessoas como a Mariana, crer na existência de um Cristo, superstar, cheio de candura e amorosidade.Quando eu era mais novo, na minha época de adolescência, ouvia sempre uma música que dizia que o “nome de Jesus é doce, traz gozo, paz e alegria, cantando essa melodia….”, sim, o nome de Jesus é doce, traz paz e alegria.Enquanto Filho de Deus e o próprio Deus, na Santissima Trindade, Jesus já era considerado ainda menino, pelo profeta Simeão sinal de elevação e contradição, quando ficou “mais velho”, Jesus ficava irritado quando seus apóstolos perdiam a fé (vejam a passagem da tempestade acalmada e quando Ele caminhou sobre as águas, Jesus ficou irritado quando viu mercadores fazendo do seu templo um lugar de comércio (passagem dos vendilhões do templo), Jesus ficou indignado por várias vezes quando os fariseus diziam que seguiam a lei de Deus, mas não eram misericordiosos, Jesus ficou indignado com a Exclusão social do tempo d´Ele, etc.Quando os grupos GLBT diz que se Jesus é amor e, que assim, os cristãos deveriam aceitar a prática deles, os gays, com igual amor é defender uma teologia “sem-vergonha”, como diria o Padre Paulo Ricardo.
    Cristiane e Olégario, a Mariana e congeneres são pessoas que merecem nossas orações, nossas intercessões, por que só se convertendo ao Cristianismo, que vão conseguir captar o que nós estamos falando.Corações petrificados por ideais socialistas jamais verão ou conheceram Jesus em sua plenitude.Ou to errado?

  20. Valdir A. C.

    Papa-bostas há… corre o risco, meu caro, de alguns deles terem acesso ao seu excelente texto e se sentirem impingidos a lutar por seus direitos. Na Índia existe uma seita – que goza de respeito e veneração – que come carne humana. Eles se reunem à noitinha à espera da cremação dos cadáveres do dia para se alimentarem (de corpo e alma). É um precedente…
    Nos EUA, houve um simpósio de pedófilos (eles se intitulam afetivos por menores) com participação de vários profissionais de saúde (de órgão governamentais, inclusive) com o intuito de combater o preconceito e a difamação e expor a naturalidade do sexo com menores (… olha aí, comer bosta!).

    Maria Puríssima, rogái por nós.

  21. Valdir A. C.

    Mariana…

    Desculpe me intrometer na discução, mas leia a vida dos santos e verá que o zêlo e rigor para defender a Verdade é lícito… a tibieza e o relativismo custam muitas almas! O erro e a mentira tem que ser combatidos e se a rudeza, a aspereza e a franqueza tiverem que ser usados… que sejam, para o Bem maior que é a Verdade.

  22. Leniéverson Azeredo

    Só uma correção…prometo ser a última

    O Correto é:

    Cristiane e Olégario, devemos entender que a Mariana e congeneres são pessoas que merecem nossas orações, nossas intercessões, por que só se convertendo ao Cristianismo, que vão conseguir captar o que nós estamos falando.Corações petrificados por ideais socialistas jamais verão ou conheceram Jesus em sua plenitude.Ou to errado?

  23. Olegario

    Leniéverson, meu bom amigo.

    Deus é amor, misericórdia e justiça.
    O problema é que o mundo só entende as duas primeiras qualidades: Amor e Misericórdia.
    Justiça, é termo quase que impronunciável.
    E ainda há uma outra questão: O que o mundo entende por “Amor de Deus”?
    Cumplicidade com o erro?
    Candura com o pecado?
    Frouxidão com o pecador?
    Ora, essa pintura de um Deus que não castiga, não endurece o discurso e só “bajula” o pecador, ficou muito em voga dos anos 70 para cá…
    Coincidentemente após o término do CVII, que “repaginou” a doutrina da Igreja para que ela fosse mais “aberta ao mundo”, tivemos esse resumo do molho:A doutrina que só cabe a misericórdia, compreensão e não a penitencia.
    E de tanto ouvir falar na “doçura, na candura, na bondade, no amor, no perdão ” (excluindo a correção), o católico esqueceu-se de que existe um inferno.
    Não se fala mais no diabo.
    É quase como se ele não existisse.
    Penso que essa “nova” pedagogia da Igreja ( ensinada pelos sacerdotes cantores, modelos, midiáticos e carismáticos et caterva) é que incutiu na cabeça dos fieis essa idéia ridicula e blasfema de um Cristo “bobalhão”.
    Não sei se a Mariana é adepta da TL.
    Pelo que lí dos textos dela por aqui, acredito que ela foi doutrinada nos moldes da RCC.
    Posso estar enganado…não sei.
    No mais, seguirei sua sugestão de rezarmos por todos.
    E que o bom Deus nos abençoe.

    Olegário.

  24. Wagner

    Alexandre,

    Tenho dificuldades de entender sua “birra” em relação a esse texto.

    O artigo que você aqui trouxe – e que considerou mais ‘refinado’ – compara os homossexuais a bandidos ou ladrões!!!

    Acho isso, sim, muito mais ofensivo e difícil de defender na “televisão”.

  25. Alexandre M. F. Silva

    Wagner,
    Perdoe minha birra. Sei que sou um chato… De qualquer modo este texto pode ter conseqüências bem diferentes, ou até opostas, às que seu autor, na sua euforia, julga obter. É bom meditar um pouco..

  26. Cristiane Pinto

    Olegário
    “Coincidentemente após o término do CVII, que “repaginou” a doutrina da Igreja para que ela fosse mais “aberta ao mundo”, tivemos esse resumo do molho:A doutrina que só cabe a misericórdia, compreensão e não a penitencia.”
    Pior é que eu tenho que te dar razão. É o que mais ouço das pessoas, até mesmo de católicos, que Deus é amor, que Deus não castiga e coisa e tal… Esse discursinho chega a me irritar às vezes. As pessoas têm uma idéia muito romântica de Deus. Elas se esquecem de que Deus é amor, mas que também é justiça. Elas têm mesmo a imagem de um Jesus bobo, que passa a mão na cabeça do pecador, que fica bajulando o pecador. Elas têm na cabeça a imagem de um Deus vovô, sabe? O vovô que está sempre pronto a consolar o netinho que levou um castigo justo dos pais, por ter aprontado travessuras… As pessoas não vêem Deus como um Pai que ama, mas que não passa a mão na cabeça, não mima e procura sempre repreender quando o filho está errado… E tenho a impressão de que hoje em dia os sacerdotes não falam muito do inferno, do castigo eterno. E pior é que eu acho é que tem de falar disso, é preciso, as pessoas não podem se esquecer das consequências das escolhas erradas que fizemos, não podem se esquecer de que existe Diabo, e existe inferno. Parece que as pessoas nem fazem penitência mais… E tenho certeza de que antes as coisas na Igreja eram diferentes, as pessoas tinham certeza absoluta da existência do demônio, oravam mais, faziam jejum, penitência… Pelo menos é o que ouço falar, porque não sou daquela época, de antes do concílio. E agora, está tudo tão mudado! Sei lá, não devia ser assim.

  27. Cristiane Pinto

    Olhem só que absurdo:
    “Constituição anti-homofobia para o Brasil: um sonho de Marta Suplicy e OAB

    21.09.2011 – A senadora Marta Suplicy (PT-SP) elogiou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), elaborada pela Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que quer ampliar privilégios a indivíduos viciados em práticas homossexuais.

    O texto tem a pretensão de introduzir na Constituição todas as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que favoreceram a agenda gay, inclusive a garantia de união estável para duplas homossexuais, com direito à conversão em casamento e adoção de crianças.
    De acordo com a agência de notícias do Senado, ‘a PEC tem como um de seus principais ponto a criminalização da homofobia e estabelece a pena de dois a cindo anos de reclusão para aqueles que praticarem atos de discriminação e preconceito em virtude da orientação sexual de alguém. A mesma punição se estende aos que incitarem o ódio ou pregarem [contra a] orientação sexual ou identidade de gênero’.
    Com a aprovação da PEC, a própria Constituição do Brasil se transformará num PLC 122. Mas Suplicy reconhece que a tentativa de transformar a Constituição do Brasil numa constituição anti-’homofobia’ certamente enfrentará resistência de ‘setores como o da igreja’.
    A senadora acredita que, estrategicamente, será importante aprovar primeiro o PLC 122/2006, pois sua tramitação está mais avançada, tendo já sido aprovado sorrateiramente na Câmara dos Deputados e restando apenas a votação no Senado. O segundo passo, na avaliação de Marta, é apresentar a PEC, que é uma matéria mais ampla e complexa. ‘A PEC é bem mais difícil de aprovar. Então, vamos começar com a homofobia e avaliar o momento adequado para fazer uma PEC com essa amplitude, que é realmente o sonho que nós gostaríamos para todo o País’, explicou a senadora à agência do Senado.
    O Estatuto da Diversidade Sexual conta com 109 artigos, que alteram 132 dispositivos legais. O Estatuto criminaliza a homofobia, reconhece o direito à livre orientação sexual e iguala os direitos fundamentais entre heterossexuais e LGBTs.

    Eis algumas dos ‘avanços’ que o Estatuto da Diversidade Sexual propõe:

    Legitimação da PEDOFILIA e outras anormalidades sexuais:
    Título III, Art. 5º § 1º – É indevida a ingerência estatal, familiar ou social para coibir alguém de viver a plenitude de suas relações afetivas e sexuais.
    Sob essa lei, a família nada poderá fazer para inibir um problema sexual nos filhos. A sociedade nada poderá fazer. E autoridades governamentais que ainda restarem com um mínimo de bom senso estarão igualmente impedidas de ‘interferir’.

    Retirar o termo PAI E MÃE dos documentos:
    Título VI, Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte, carteira de habilitação, não haverá menção às expressões ‘pai’ e ‘mãe’, que devem ser substituídas por ‘filiação’.
    Essa lei visa beneficiar diretamente os ajuntamentos homossexuais desfigurados tratados como família. Para que as crianças se acostumem com “papai e papai” ou ‘mamãe e mamãe’, é preciso eliminar da mente delas o normal: ‘papai e mamãe’.

    Começar aos 14 ano os preparativos para a cirurgia de mudança de sexo aos 18 anos (pode começar com hormônios sexuais para preparar o corpo):
    Título VII, Art. 37 – Havendo indicação terapêutica por equipe médica e multidisciplinar de hormonoterapia e de procedimentos complementares não-cirúrgicos, a adequação à identidade de gênero poderá iniciar-se a partir dos 14 anos de idade.
    Título VII, Art. 38 – As cirurgias de redesignação sexual podem ser realizadas somente a partir dos 18 anos de idade.
    Cirurgias de mudança de sexo nos hospitais particulares e no SUS:
    Título VII, Art. 35 – É assegurado acesso aos procedimentos médicos, cirúrgicos e psicológicos destinados à adequação do sexo morfológico à identidade de gênero.
    Parágrafo único – É garantida a realização dos procedimentos de hormonoterapia e transgenitalização particular ou pelo Sistema Único de Saúde – SUS.

    Uso de banheiros e vestiários de acordo com a sua opção sexual do dia:
    Título VII, Art. 45 – Em todos os espaços públicos e abertos ao público é assegurado o uso das dependências e instalações correspondentes à identidade de gênero.

    Não é permitido deixar de ser homossexual com ajuda de profissionais nem por vontade própria:
    Título VII, Art. 53 – É proibido o oferecimento de tratamento de reversão da orientação sexual ou identidade de gênero, bem como fazer promessas de cura.

    O Kit Gay será desnecessário, pois será dever do professor sempre abordar a diversidade sexual e consequentemente estimular a prática:
    Título X, Art. 60 – Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda forma de discriminação, fazendo uso de material didático e metodologias que proponham a eliminação da homofobia e do preconceito.

    Contos infantis que apresentem casais heterossexuais devem ser banidos se também não apresentarem duplas homossexuais travestidas de “casais:
    Título X, Art. 61 – Os estabelecimentos de ensino devem adotar materiais didáticos que não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero.

    As escolas não podem incentivar a comemoração do Dia dos Pais e das Mães:
    Título X, Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas.

    Cotas nos concursos públicos para homossexuais assim como já existem para negros no RJ, MS e PR e cotas em empresas privadas com já existe para deficientes físicos:
    Título XI, Art. 73 – A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no mercado de trabalho a travestis e transexuais, transgêneros e intersexuais, atentando ao princípio da proporcionalidade.
    Parágrafo único – Serão criados mecanismos de incentivo a à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas.

    Casos de pedofilia homossexual irão correr em segredo de justiça:
    Título XIII, Art. 80 – As demandas que tenham por objeto os direitos decorrentes da orientação sexual ou identidade de gênero devem tramitar em segredo de justiça.

    Censura a piadas sobre gays:
    Título XIV, Art. 93 – Os meios de comunicação não podem fazer qualquer referência de caráter preconceituoso ou discriminatório em face da orientação sexual ou identidade de gênero.

    “O Estatuto da Diversidade Sexual é um avanço. Isso nunca havia sido pensado em relação às questões LGBT”, reconheceu Marta Suplicy, classificando-o como de importância “inquestionável”.

    O Estatuto defende que o Estado é obrigado a investir dinheiro público para homossexuais que querem caros procedimentos de reprodução assistida por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e também o Estado é obrigado a criar delegacias especializadas para o atendimento de denúncias por preconceito sexual contra homossexuais, atendimento privado para exames durante o alistamento militar e assegura a visita íntima em presídios para homossexuais e lésbicas.

    Com informações de Renato Tambellini e da agência Senado.
    Fonte: http://www.juliosevero.com
    Fonte:http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/10836/Constituicao-anti-homofobia-para-o-Brasil-um-sonho-de-Marta-Suplicy-e-OAB
    Agora me dizem: isto é ou não é uma ditadura?

  28. Pingback: O reino dos papa-bostas

  29. Olegario

    Cristiane,

    Esse texto que voce nos ofereceu para leitura ( Lei anti-homofobia)é uma aberração jurídica.
    No mínino, uma desastrosa forma de privilegiar alguns em detrimento da maioria.
    Isso não é uma lei que protege os gays.
    Isso é uma manobra parlamentar que obriga todo cidadão a dizer: Seja gay!
    O que a Marta Suplcy quer não é a preservação de direitos.
    O que essa cidadã ambiciona é alçar a um patamar de nobreza infinita a opção sexual de um grupo.
    E se a preocupação dela “são os setores conservadores” da Igreja, errou.
    Eu não sou do “setor conservador da Igreja” e desprezo por inteiro essa loucura que ela propõe como forma de lei.
    E maior e mais absurdo (se isso ainda for porssível) que o desastre que essa mulher diz ser um “sonho” é ter apoio e sorrisos do nobre parlamentar Chalita, católico carismático, que vive sua eterna primavera colorida no aterro sanitário da Canção Nova.
    Que Deus tenha piedade de nós.
    Isso é o fim dos tempos.

    Olegário.

    Em tempo: Aquele “lixão” da CN não tem alguem de peso para dar um basta no seu Chalita não???

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