Lutero e o Papa alemão

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 10 meses 27 dias atrás.

Fui surpreendido, durante o final de semana, com a afirmação de que o Papa havia elogiado Lutero. Não dei muita atenção à notícia que, imediatamente, rechacei como estapafúrdia. Afinal de contas, Lutero fora um monge sem vocação, perturbado, entregue escancaradamente aos prazeres da carne e que (talvez numa tentativa de tranqüilizar a própria consciência) inventou uma teologia satânica onde pudesse salvar-se sem precisar abandonar os seus pecados – arrastando assim para o Inferno uma multidão incomensurável de almas.

Só depois eu li as matérias da mídia e (principalmente) as fontes primárias. Divertiu-me principalmente esta notícia, onde o jornalista não faz a menor idéia do que está falando. Misturando gafes históricas imperdoáveis (diz que «[o] papa Leão 9 expulsou Lutero da Igreja Católica Romana em 1521», quando Leão IX morreu em 1054 e o Papa que excomungou Lutero foi na verdade Leão X) com uma interpretação louca do discurso do Papa no convento de Lutero, o texto termina sem dizer nada com nada. Isto aqui, p. ex., é de um nonsense cômico:

Os protestantes gostariam que os católicos dissessem que Lutero não era um herege, mas um grande teólogo cristão. “Seria bom se eles pudessem declará-lo um doutor da Igreja”, disse à Reuters a bispa luterana de Erfurt, Ilse Junkermann.

É óbvio que os católicos não podem dizer que monge apóstata alemão é “um grande teólogo cristão” (!), e nem muitíssimo menos pode a Igreja declarar “doutor da Igreja” (!!) um heresiarca. A idéia é francamente tão absurda que, por si só, revela o vergonhoso desconhecimento da Igreja Católica do responsável pela matéria. E, ao final, ainda sou obrigado a ler que «[n]ão está claro se o Vaticano, que não gosta de oficialmente desfazer iniciativas de papas anteriores, pode ou deseja ir tão longe como a reabilitação de fato de Lutero» – cáspita, isto só não está claro para o retardado que escreveu esta reportagem! Pois qualquer pessoa normal e que conheça um mínimo de Doutrina Católica sabe que a Igreja não retrocede em questões doutrinárias e – mais que isso! – que Ela não pode retroceder, sob pena de perder a própria identidade. E, sim, isto está claro como o sol ao meio-dia para qualquer pessoa que não seja cega.

Depois da diversão, fui às fontes primárias. Está aqui o pronunciamento de Sua Santidade no Augustinerkloster de Erfurt – o convento onde Lutero viveu como monge agostiniano antes de romper com a Igreja. E descobri que o Papa “elogia” sim, Lutero, naquilo que ele é elogiável; para, imediatamente depois, criticá-lo acidamente no que ele precisa ser criticado.

O discurso do Papa é obra de um gênio. Ele está falando a luteranos e, portanto, precisa encarar a ingrata tarefa de dizer coisas pouco honrosas sobre o pai espiritual de seus ouvintes. O que faz o Papa? Ora, sabe-se que Lutero era uma mente doentia atormentada pelo pecado, que não confiava na graça de Deus e pôs na própria cabeça que era incapaz de deixar de pecar: então o Papa fala sobre a importância de nos preocuparmos a respeito do juízo de Deus em um mundo onde «a maioria das pessoas, mesmo cristãs, dá por suposto que Deus, em última análise, não se interessa dos nossos pecados e das nossas virtudes». Mas não deixa de criticar: esta luta perturbada de Lutero, «no fim de contas, era uma luta a propósito de Deus e com Deus».

O que o Papa faz? Ora, sabe-se que Lutero levou uma vida imoral e dissoluta, não obstante a sua doutrina possua elementos de verdade capaz de seduzir os incautos (como de fato tem seduzido nos últimos séculos); então o Papa fala que a espiritualidade de Lutero era cristocêntrica, mas que isso não é suficiente: «Mas isto pressupõe que Cristo seja o centro da nossa espiritualidade e que o amor por Ele, o viver juntamente com Ele, oriente a nossa vida». Coisa que todos sabem que Lutero não fez. Dizer que é necessário que o viver juntamente com Cristo – i.e., o viver em estado de Graça, o viver praticando a virtude e evitando o pecado – oriente a nossa vida… eu não consigo pensar em uma forma mais elegante de contrariar os seguidores do Sola Fide, aqueles cuja doutrina tem por princípio fundamental justamente que o que importa é no quê se crê, e não como se vive. Bento XVI só “elogia” Lutero para, imediatamente em seguida, demonstrar a falsidade do luteranismo.

E assim caminha o Papa, construindo com maestria a ponte entre ele e os luteranos ao aludir aos problemas do luteranismo sem bater (muito…) de frente com a figura de Lutero; permitindo-se até mesmo apontar os pontos problemáticos do protestantismo a partir de algum aspecto mais aceitável do monge alemão. Para, no final, pedir o óbvio: que os protestantes se convertam. E de um modo tão gentil que se torna quase impossível negar, digno de um diplomata experiente tratando de um assunto espinhoso: «E por isso Lhe pedimos a graça de aprender de novo [a] viver a fé, para assim nos podermos tornar um só».

É com este pedido que termina o discurso do Papa: pedindo a Deus para que católicos e protestantes possam se “tornar um só”. E como tal é possível? Obviamente não é possível condescender com a Fé legada pelos Apóstolos, com a Fé Católica que a Igreja guarda. Isto o próprio Papa disse com todas as letras, na celebração ecumênica feita pouco depois no mesmo convento de Erfurt:

Nas vésperas da vinda do Papa, falou-se diversas vezes de um dom ecuménico do hóspede que se esperava desta visita. Não é preciso especificar os dons mencionados em tal contexto. A propósito, quero dizer que isto constitui um equívoco político da fé e do ecumenismo. Quando um Chefe de Estado visita um país amigo, geralmente a sua vinda é antecedida por contactos das devidas instâncias que preparam a estipulação de um ou mesmo vários acordos entre os dois Estados: ponderando vantagens e desvantagens chega-se a um compromisso que, em última análise, aparece vantajoso para ambas as partes, de tal modo que depois o tratado pode ser assinado. Mas a fé dos cristãos não se baseia numa ponderação das nossas vantagens e desvantagens. Uma fé construída por nós próprios não tem valor. A fé não é algo que nós esquadrinhamos ou concordamos. É o fundamento sobre o qual vivemos. A unidade não cresce através da ponderação de vantagens e desvantagens, mas só graças a uma penetração cada vez mais profunda na fé mediante o pensamento e a vida.

E, se não é possível transigir com a Fé, então a unidade na Fé só é possível com a conversão dos transviados. Sim, que os filhos de Lutero possam abjurar os seus erros e receber de novo a Fé Católica, a Fé Verdadeira, a Fé sem a qual é impossível agradar a Deus. Que sejam profícuos os esforços ecumênicos de Sua Santidade! Que o filho pródigo caia em si e, cansando-se de comer a lavagem dos porcos, volte depressa à Casa Paterna – onde Deus o espera com festa.

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102 thoughts on “Lutero e o Papa alemão

  1. Ichthys

    Álvaro e Leniéverson,

    PAX!

    Os adicionei em meu msn e também gostaria de participar das conversas…

    Que Deus abençoes a todos!

  2. Cristiane Pinto

    Olegário
    Digo que não compreendo o concílio porque ele tem partes ambíguas. Tem gente que acaba interpretando estas partes como bem entende, à sua maneira, como os modernistas, por exemplo. Enquanto o Papa parece interpretar o concílio como sendo continuidade da tradição, os modernistas interpretam como se o concílio tivesse rompido com a tradição e como se só o concílio vaticano II fosse válido, e não os anteriores. Daí gera divisão, alguns não aceitam o concílio, outros aceitam como sendo válido, para alguns, o concílio rompeu com a tradição, para outros, não. E eu não sei direito o que pensar. Porque cada um destes grupos certamente acha que está com a razão. E eu não gosto nada desta divisão toda. Para mim deveria haver unidade na fé. Infelizmente acho que o demônio conseguiu o que queria, causar divisão…
    Não chego a rejeitar o concílio porque tenho medo de estar sendo contra as decisões do Papa, contra o magistério da Igreja, e isso eu não quero. Contra a Igreja não fico, de jeito nenhum. Por outro lado, o Papa diz que o concílio é apenas pastoral, não dogmático… Que o concílio não estabeleceu nenhum dogma novo. Se houvesse uma maneira de fazer com que o concílio fosse menos ambíguo, para não dar margens a erros… Que reescrevesse, ou anulasse, sei lá, nem sei bem qual seria a solução, só sei que esse problema tem de ser corrigido. Sei lá, mas parece haver algo errado nisso tudo, não consigo entender. Nunca um concílio causou tanta divisão, não que eu saiba. Ou será que antes deste concílio já havia divisão? Eu não sei. Só sei que modernista eu com certeza não sou, pelo contrário, sou conservadora. Acho que a missa nova é válida, mas com certeza não é a mesma coisa de antes do concílio. Nunca tive a oportunidade de assistir à missa antiga, mas pelo que ando me informando, é diferente da nova. E com certeza na missa antiga havia menos chance de ocorrer abusos na liturgia. Por isso mesmo é que defendo a missa antiga. Só sei que eu estou e sempre estarei com Pedro e com Jesus Cristo.

  3. Alan Ramalho

    Caríssimos,

    O sedevacantismo é uma heresia. Mas ando temendo que esse mal fique sem resposta dentre os servos, internautas e outros, da Santa Igreja que possam refutá-la. Argumentos sedevacantistas de alta profundida ortodoxa podem ser conferidos nos blogs /Cum ex Apostolatus Afficio/ e /Acies Ordinata/.

    Rezo que bons debates sejam direcionados ao tema o quanto antes (lá as premissas são fortes…) e que vença a legítima apologética católica contra toda heresia.

    Pois a nau de São Pedro não naufraga, mas está sendo sacudida violentamente.

    Se para uns a questão já é tomada como resolvida, para outros, a defesa da fé é uma constante.
    E devo dizer que é justo refutar sempre e sempre os protestantes, mas atentar-se para essa crescente heresia do sedevacantismo que respalda-se de argumentos bem fortes, também é no mínimo louvável.

    Por exemplo, nesse momento, Gustavo, servo fiel da Santa Igreja, tenta desmoronar, com toda garra, lógica e santidade, o sedevacantismo no blog abaixo:

    http://cumexapostolatusofficio.blogspot.com/2011/09/pe-frederick-william-faber-odio-heresia.html

    Ele está precisando e pede ajuda.
    Que todos os filhos de Maria possam ir em seu socorro, em defesa da Santa Fé!

    Se puderem levar essa notícia a outros fóruns, blogs e sites católicos, amigos seus… será grande obra de caridade!

    Sou um humilde jovem que tem aprendido muito com cada post e de outros sites católicos de bom conteúdo intelectual também.

    Lembro-me de Santa Catarina de Siena:

    “Louco é quem se afasta ou vai contra o Pontífice, que detém as chaves do Sangue de Cristo crucificado. Ainda que fosse um diabo encarnado, não devo levantar a cabeça contra ele, mas sempre humilhar-me e pedir por misericórdia o sangue. E não admireis que o demônio vos porá e vos tenha posto diante a cor da virtude, isto é, querer agir contra os maus pastores pelos seus erros. Não creiais no demônio, não tente fazer justiça no que não vos diz respeito. Deus não vos quer, nem a ninguém, fazenso justiça com seus ministros. Ele confiou isso a si mesmo e ao Pontífice; e se o Papa não o fizer, humildemente devemos esperar a punição e correção do Soberano Juiz, Deus Eterno.” (Epistolário, volume I, Carta n. 28)

    Humildade é a verdade. (Santa Teresa D’Avila) Mãe de todas as virtudes, como dizia São Gaspar.

    E, para o bem da Igreja, faço coro com São Francisco de Sales:

    “Eis o lobo!”
    Alan Ramalho

  4. Olegario

    Cristiane,

    Compreendo a sua dúvida e indguinação quanto ao CVII.
    Faço minha as suas palavras.
    Quer um conselho?
    De amigo?
    Não queira entender os 16 documentos desse concílio…
    Ele é dificílimo.
    E por ser assim, de difícel compreensão, permite essa guerra de gregos e troianos.
    Os tradicionais o desprezam quase que por inteiro.
    Os modernistas o idolatram.
    Uns o julgam heterodoxo.
    Outros, ortodoxo.
    O ponto alto de divergência desse Concílio é a Santa Missa…
    E nisto dou minha pobre opinião.
    O CVII não é o criador da missa carismática.
    Essa missa barulhenta, bagunçada, deformada, coloque na conta da RCC.
    E da Canção Nova tambem.
    A Missa de Paulo VI é de certa forma, piedosa.
    Já a missa latina, penso ser o céu na terra.
    Se houve culpa do CVII foi que ele permitiu, consentiu e mais a frente aprovou os fabricantes dessa liturgia modernista que hoje invadiu quase todas as paróquias.
    Mas nem de longe imagino que Paulo VI fosse supor que a criação desse rito novo fosse convergir nisso que ai está.
    No mais segiamos adiante.
    Rezando sempre.
    Forte abraço e fica com o bom Deus.
    Olegario.

    Em tempo: Só o Papa pode intervir na questão desse concílio. Isso não é papel de leigo.

  5. Olegario

    o texto acima contém inúmeros erros de ortografia.
    Não consigo mais enxergar o teclado…é a idade.
    Olegario.

  6. Cristiane Pinto

    Olegário
    Nisso eu concordo com você. Penso que só mesmo o Papa pode intervir na questão do concílio. Leigo nada pode fazer no quanto a isso, mesmo porque não cabe ao leigo fazer isso. A única coisa que o leigo pode fazer é rezar. Sei que o leigo nada pode fazer, só queria desabafar mesmo, porque às vezes me sinto angustiada. Quanto a mim, já desisti de tentar entender o concílio. Quanto mais tento entender, mais me confundo. Não compreendo, e acho que nunca vou conseguir compreender, portanto, deixo para lá. Deixo para o Papa resolver isto, que é o Papa quem liga e desliga. Quanto a este assunto, a única coisa que nos resta é a confiança em Deus mesmo. Porque confio em Deus, e acredito na promessa de Jesus de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Portanto, faço minhas suas palavras. A única coisa que vou fazer é procurar estar sempre com a Igreja e defendê-la, estar sempre com Cristo e o Papa.
    Um forte abraço e fique com Deus.

    Alan Ramalho
    O sedevacantismo é mesmo uma heresia, e você faz bem em denunciar. Como diz São Francisco de Sales:

    “Eis o lobo!”

    Abraços

  7. lucas

    Jorge,

    Muitas vezes movidos inconscientemente por propagandas tanto modernista como tradicionalista defendemos sem saber o que o inimigo quer. Reporduzo parte do interessante post do blog Oblatvs de hoje.
    abraços,
    lucas

    ==================================================
    Bento XVI na berlinda midiática

    Raffaella, a melhor e mais lida blogueira católica italiana, “descobriu” e publicou os “princípios editoriais” seguidos pela maioria dos profissionais no que concerne à Igreja Católica e, em especial, ao Papa Bento XVI.

    Se você quer entender o processo de produção de notícias dos canais de TV a que assiste, das revistas e jornais que lê e das manchetes que vê na tela de seu computador, não deixe de ler o que vai abaixo.

    OS PRINCÍPIOS EDITORIAIS SEGUIDOS POR TANTOS JORNALISTAS:
    8) Quando se fala da relação entre Bento XVI e as outras religiões ou confissões cristãs:

    a) ponha-se sempre, e em qualquer circunstância, do lado dos Protestantes;
    b) quando se trata dos amigos judeus, não deixe de citar o fato de que o Papa é alemão, que revogou as excomunhões dos bispos lefebvrianos, em particular de Williamson, e que publicou a Summorum Pontificum;
    c) evite como a peste recordar que a oração da Sexta-feira Santa jamais foi modificada nem por Paulo VI, nem por João Paulo II, e que Bento XVI a mudou para ir ao encontro dos judeus;
    d) defenda sem reservas a tese do silêncio de Pio XII e recorde que Bento XVI declarou venerável o Papa Pacelli, mas omita observar que o processo de beatificação foi aberto em 1967;
    e) quando se trata dos amigos muçulmanos, cite sempre o discurso de Ratisbona como pedra de tropeço;
    f) faça sempre referência à aula de Ratisbona chamando-a “gafe”, “lapso”, “incidente”, como preferir;
    g) por nada no mundo você deverá citar os progressos no diálogo entre católicos e muçulmanos ocorridos depois do discurso de Ratisbona;
    h) não nomeie jamais os irmãos ortodoxos;
    i) se os citar, jamais mencione a reaproximação entre católicos e ortodoxos, atribuindo o mérito ao Papa Bento XVI;
    j) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff];

  8. Pingback: Bento XVI: “Uma fé criada por nós mesmos não tem nenhum valor.” « Ecclesia Una

  9. Miguel Carqueija

    Sou plenamente a favor do ecumenismo estimulado por joão XXIII e pelo entendimento entre católicos e protestantes, entendo que existem protestantes de alto nível (Walt Disney, mesmo sendo protestante, elevou a Virgem Maria em seus filmes). Infelizmente, a hostilidade em geral não parte de nós, mas de muitos irmãos separados e cujo nível de discussão não é muito elevado. daí com frequencia sermeos acusados de idolatria, de adorar santos e imagens, o que afinal é proibido pela nossa doutrina, pois os católicos só pdoem adorar a Deus. Já tentei argumentar com protestantes, eles vêm em geral com a pergunta: “Então por que vocês se ajoelham diante das imagens?” Não lhes ocorre que as pessoas se ajoelham diante dos reis vivos e nem por isso estão adorando. Como seres psico-somáticos, necessitamos das imagens, do ambiente, para estilumar o clima de respeito e oração. Difícil é orar e meditar no meio do programa do Faustão. Outro ponto a assinalar é que muitos protestantes praticam aquilo de que nos acusam, isto é, a idolatria – no caso do dinheiro, poder, prazer, conforto, sexo. De resto, muitas seitas modernas são dissonantes até do protestantismo tradicional.

  10. Pingback: Papa Bento XVI: Uma fé criada por nós mesmos não tem nenhum valor

  11. Abisur

    Para compreender este dogma, convém ter na lembrança:
    1. Sujeito da infalibilidade é todo o Papa legítimo, em sua qualidade de sucessor de Pedro e não outras pessoas ou organismos (ex.: congregações pontificais) a quem o Papa confere parte de sua autoridade magistral.

    …Engraçado é quem nem o Apóstolo Pedro era infalivel muito menos o papa católico!!!

    Galatas 2:14

    14 Mas, quando vi que não andavam retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas (Pedro), perante todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a viverem como judeus?

    …Ah, só pra saberem: `Os Apostolos eram JUDEUS CRISTÃOS e não católicos cristãos-marianos!!!

    Ou vc é cristão ou é mariano, só tem um caminho.
    Jesus Cristo!!

  12. Jorge Ferraz Post author

    Senhor Abisur, o que o senhor está dizendo aqui é um verdadeiro “abisurdo”.

    O Apóstolo São Pedro é Papa católico e, sim, é infalível, o que não tem nada a ver com “impecável”. Os Apóstolos eram católicos apostólicos romanos, porque faziam parte da Igreja fundada por Cristo que tem por Cabeça o Papa [= São Pedro]. A Virgem Mãe de Deus é medianeira de todas as graças (afinal de contas, foi por meio d’Ela que Nosso Senhor Jesus Cristo, a Salvação do mundo, veio ao mundo) e, portanto, ou o senhor é filho da Virgem Santíssima ou é filho de Satanás. Outra opção não há.

    – Jorge