Dez dicas para jogar terra nas viagens do Papa

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 11 meses 22 dias atrás.

[Eu vou reproduzir na íntegra esta tradução do Oblatvs (aqui em espanhol, aqui no original italiano) – os colchetes são da lavra do reverendíssimo sacerdote – porque ela é genial. Lembra bastante esta outra piada daqui; é frustrante ver como o tempo passa, o tempo voa, mas o modus operandi da mídia anti-clerical continua o mesmo…]

OS PRINCÍPIOS EDITORIAIS SEGUIDOS POR TANTOS JORNALISTAS

1) Prepare escrupulosa e antecipadamente cada visita ou viagem apostólica de Bento XVI:

a) crie uma bela polêmica sobre os custos da viagem;

b) selecione acuradamente as possíveis temáticas (padres pedófilos, declínio de fiéis, desobediência dos bispos [exceto no Brasil, onde isto não existe!]; eventuais contrastes com Protestantes, Judeus e Muçulmanos);

c) faça de forma que a viagem seja precedida de uma crescente escalada de polêmicas. Eventualmente e no último minuto, finja estar chocado com o comportamento da mídia [se você quiser parecer “independente” e imparcial];

d) apresente a viagem como “a mais difícil do Pontificado”;

e) dê a máxima ressonância às manifestações de protesto que estão sendo organizadas. Inflacione as cifras que os organizadores lhe fornecem e insinue que os manifestantes serão mais numerosos que os fiéis;

f) avise aos seus leitores que as Missas e as Vigílias presididas pelo Papa Bento ficarão certamente desertas;

g) evidencie o fato de que o Papa Bento não conhece a realidade dos vários países que visita porque vive fechado no Vaticano (acariciando gatinhos, escrevendo livros e tocando piano);

h) entreviste sempre Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff], uma verdadeira garantia;

i) pergunte sempre ao Padre Lombardi se, durante a viagem, o Papa encontrará vítimas de padres pedófilos;

j) no dia do embarque do Papa, escreva um artigo absolutamente negativo sobre a viagem em que fique claro que ninguém está esperando o Papa e que ele será acolhido com a frieza do gelo siberiano;

k) se por acaso o Papa visita a Alemanha, não se esqueça de citar a famosa frase “Nemo propheta in patria”.

2) Quando você percebe, durante a viagem, que a realidade é bem diferente daquela que descreveu ou está descrevendo:

a) não desanime;

b) se você é um jornalista televisivo, entreviste sempre que lhe diz que preferia João Paulo II ou que está ali por curiosidade e não para ver Bento XVI. Entreviste preferivelmente padres e seminaristas;

c) mostre as imagens dos manifestantes contrários mesmo se são “quatro gatos pingados”. Particularmente: use a metade dos poucos segundos que o seu telejornal lhe dá para falar das manifestações e não daquilo que faz ou diz o Papa;

d) se você é um jornalista da mídia impressa, procure não evidenciar que nas manifestações antipapais havia “quatro gatos pingados” e entreviste o porta-voz dos manifestantes, o qual inflacionará o número se necessário;

e) jamais chame a atenção dos leitores para o fato de que nas manifestações não havia as multidões esperadas;

f) jamais evidencie o número de fiéis que, por contraste, acorrem para ouvir o Papa Bento;

g) recorde-se que cada manifestante seja contado em dobro e que cada fiel vale a metade;

h) se, durante a visita, ocorre um episódio sem qualquer importância (falso atentado, falsas ameaças…), evidencie isso e não a atividade do Papa!

i) se o Papa diz: “defendamos a família”, você escreve: “Anátema do Papa contra os casais de fato”;

j) procure simplificar ao máximo e, se possível, faça o Papa dizer aquilo que não disse e/ou aquilo que você pensa ter sido o único a perceber;

k) se o Papa encontra as vítimas dos padres pedófilos, você tem duas alternativas: faça com que o encontro se torne a única razão da viagem ou (a tendência que prevalece desde 2011) ignore o evento e prossiga;

l) não se esqueça, porém, de avisar a seus leitores que o Papa não falou explicitamente de padres pedófilos;

m) se o Papa, porém, falar disto, finja não ter ouvido;

n) entreviste sempre Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff];

o) se o Papa o surpreende, não lhe dê muita satisfação. Você sempre poderá dizer que este Pontífice tem uma linguagem complexa que não chega ao homem comum;

p) se você tem duas cifras disponíveis sobre a presença dos fiéis, indique sempre a mais baixa;

q) evidencie ao máximo que havia sim muitos fiéis mas que provavelmente estavam lá por curiosidade ou por acaso;

r) jamais escreva que estranhamente os fiéis são movidos pela curiosidade apenas quando o Papa Bento está medido no meio;

s) se puder, ignore totalmente o restante da viagem.

3) Quando a viagem foi concluída e você se dá conta de haver cometido, como sempre, uma quantidade exagerada de erros:

a) procure esquecer o mais depressa possível a viagem e não fale mais dela;

b) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff] para que ilumine os leitores com sua palavra.

4) Lembre-se sempre de que o tema “pedofilia na Igreja” é o assunto mais popular dos últimos anos:

a) aproveite cada ocasião que se apresentar;

b) fique tranqüilo: geralmente a Santa Sé jamais intervém em defesa do Papa, sobretudo em relação a este assunto. Siga adiante seguro da impunidade;

c) quando se difundir notícias sobre novas acusações contra o Papa (por exemplo, uma denúncia à Haia), finja não saber que Ratzinger é o homem que mais fez nas últimas décadas para combater a praga dos padres pedófilos;

d) nunca cite as medidas e o exemplo do Papa Ratzinger;

e) comporte-se como se fosse a primeira vez que o Papa é acusado de algo;

f) ataque o Papa na primeira página, preferivelmente com uma foto de costas;

g) cite, de passagem, o caso do Padre X., mesmo que já tenha sido abundantemente explicado;

h) cite também o irmão do Papa mesmo que nada tenha a ver com os casos de pedofilia verificados no coro de Ratisbona;

i) É FUNDAMENTAL que você jamais destaque que os casos de pedofilia de que se trata, se deram há décadas;

j) faça de forma que os leitores pensem que o escândalo de pedofilia tenha surgido no Pontificado ratzingeriano;

k) jamais cite outros Pontificados;

l) nunca aponte para o fato de que Ratzinger é o único Papa que se encontrou ao menos seis vezes com as vítimas dos pedófilos;

m) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff] para que diga uma das suas;

n) quando as coisas se tornam sérias para a Igreja, jogue toda a responsabilidade sobre Ratzinger, mas se você percebe que o vento muda, escreva que os méritos não são apenas de Bento XVI;

o) jamais e por nenhum razão no mundo deverá escrever ou pronunciar o nome de Maciel;

p) continue a bater na tecla da abertura dos arquivos, fingindo ignorar o bem feito nestes últimos anos;

q) entreviste o porta-voz das associações de vítimas que mais atacam o Vaticano;

r) sirva de megafone para os advogados das vítimas e não conceda jamais à outra parte o benefício da dúvida;

s) quando o Vaticano se cala (isto é, sempre) mas comentaristas e editorialistas autorizados fazem notar que é um absurdo culpar Ratzinger, o Papa que mais fez contra os pedófilos, dê marcha-ré imediatamente e não fale mais de denúncia à Haia;

t) insinue que Bento XVI poderia fazer muito mais ou então que é muito duro e pouco misericordioso com os culpados. Em suma, faça de modo que tenha sempre a culpa!

u) omita recordar que desde 1988 Ratzinger pede maior severidade na punição dos culpados;

v) sempre finja ignorar que a Congregação para a Doutrina da Fé é competente nos casos de pedofilia no clero apenas a partir de 2001;

w) lembre-se de que, em relação a este assunto, há nomes que podem ser citados e outros que, embora vivos e com saúde, jamais devem ser envolvidos.

5) Quando o Papa faz um importante discurso:

a) regra de ouro: ignore-o!

b) finja que o Papa não tenha falado, exceto para lamentar o fato de que o Papa não se expressou sobre um determinado assunto;

c) distorça o pensamento do papa quando ele diz algo que não agrada a você ou a seu editor;

d) force alguns conceitos se as frases do Papa possam ser interpretadas a favor de sua ideologia política ou da de seu editor;

e) o “sim” à vida deve tornar-se o “não à pílula do dia seguinte”, o “sim” à família deve tornar-se o “não aos casais de fato e, em particular, aos gays”;

f) se o Papa “repreende” os bispos de um certo país, tome sempre a defesa dos prelados em nome da colegialidade!

g) cite sempre o Concílio e insinue que o Papa quer anular todos os documentos conciliares;

h) entreviste Hans Küng para que recorde mais uma vez ter sido perito conciliar [neste caso o genérico, Leonardo Boff, é incompetente; ele pode, entretanto, falar do processo cruel a que foi submetido pelo Cardeal Ratzinger e de como foi defendido pelos cardeais Arns e Lorscheider];

i) lembre-se sempre de evidenciar que Bento XVI não faz nada e não diz nada que não tenha já dito ou feito o seu predecessor;

j) se o Papa diz algo que vai contra a sua fé política ou a de seu editor, vá correndo para a praça pública e grite: “Ingerência!”;

k) se o Papa, porém, disser algo contra a ideologia do partido que não agrada a você ou a seu editor, postule a advertência papal, o anátema ou a eventual excomunhão. Recorde que o Santo Padre e a Igreja não podem se calar. Cante “Hosanas” quando Bento XVI se exprime como agrada a você e a seu editor;

l) destaque que Bento XVI não é um Papa político mas, se fala de ética, faça com que as pessoas percebem que ele comete grave ingerência nos negócios políticos de um outro país;

m) a tal propósito cita o otto per mille [uma espécie de imposto italiano voluntário destinado às confissões religiosas], omitindo que ele vai para a CEI [conferência dos bispos italianos] e não para o Vaticano.

6) Quando se fala de Bento XVI na televisão:

a) evidencie sempre que é diferente de seu predecessor;

b) insinue que tem menos carisma ou que sequer tem algum;

c) entreviste pessoas que declaram preferir outros Papas;

d) se se está falando do Papa Bento, faça de modo que o discurso termine nos outros;

e) convide padres, bispos e cardeais muito hábeis em não falar do Papa Bento;

f) se é mesmo obrigado a fazer um programa sobre Ratzinger, o ponha no ar de manhã bem cedo ou à noite bem tarde;

g) faça transmissões ao vivo do Papa somente quando é necessário;

h) se possível grave os eventos e os transmita tarde da noite (JMJ de Madri docet);

i) finja maravilhar-se se o Papa faz algo de inesperado;

j) recorde aos telespectadores que quando foi eleito lhe parecia frio por ser alemão;

k) destaque que é um professor como se fosse um título de demérito;

l) procure fazer de forma que na mesma rede, na mesma semana (melhor ainda se no mesmo dia), o Papa Bento seja posto na berlinda enquanto o seu predecessor seja recordado com afeto;

m) quer, por acaso, deixar de entrevistar Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff]?

7) Se vêem à tona fatos ocorridos antes de 19 de abril de 2005:

a) faça de forma que seja questionado o Papa Ratzinger;

b) recolha apelos a fim de que o Papa intervenha em primeira pessoa, abrindo arquivos ou fazendo ele próprio apelos também sobre fatos de que não possa ter conhecimento;

c) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff].

8) Quando se fala da relação entre Bento XVI e as outras religiões ou confissões cristãs:

a) ponha-se sempre, e em qualquer circunstância, do lado dos Protestantes;

b) quando se trata dos amigos judeus, não deixe de citar o fato de que o Papa é alemão, que revogou as excomunhões dos bispos lefebvrianos, em particular de Williamson, e que publicou a Summorum Pontificum;

c) evite como a peste recordar que a oração da Sexta-feira Santa jamais foi modificada nem por Paulo VI, nem por João Paulo II, e que Bento XVI a mudou para ir ao encontro dos judeus;

d) defenda sem reservas a tese do silêncio de Pio XII e recorde que Bento XVI declarou venerável o Papa Pacelli, mas omita observar que o processo de beatificação foi aberto em 1967;

e) quando se trata dos amigos muçulmanos, cite sempre o discurso de Ratisbona como pedra de tropeço;

f) faça sempre referência à aula de Ratisbona chamando-a “gafe”, “lapso”, “incidente”, como preferir;

g) por nada no mundo você deverá citar os progressos no diálogo entre católicos e muçulmanos ocorridos depois do discurso de Ratisbona;

h) não nomeie jamais os irmãos ortodoxos;

i) se os citar, jamais mencione a reaproximação entre católicos e ortodoxos, atribuindo o mérito ao Papa Bento XVI;

j) entreviste Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff];

9) Se há um aniversário particular que diz respeito ao Papa Bento:

a) regra de platina: ignore-o!

b) aja exatamente como se fez em 29 de junho de 2011 (60º aniversário de ordenação): finja que seja um dia qualquer para a Igreja;

c) esteja atento: comece já a pensar em 16 de abril de 2012, dia em que Bento XVI completará 85 anos;

d) de modo algum deverá se tornar uma ocasião para celebrar o Papa ou para constatar sua jovialidade mental e sua resistência física;

e) prepare-se desde já para o evento insistindo sobre a possibilidade de demissão;

f) a tal propósito não deixar de ouvir o parecer de Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff].

10) No que diz respeito às multidões que assistem aos eventos presididos por Bento XVI:

a) regra de diamante: ignore-as!

b) finja não ver os fiéis que participam do Ângelus e das audiências gerais;

c) se se apresenta um fiel a menos do que o previsto, faça disto a manchete e conte com o ábaco;

d) se porém as presenças superarem as expectativas, finja não ser nada, olhe para o outro lado e não fale mais disso;

e) insinua que os fiéis acorrem por causa da novidade, mas omita recordar que Bento é Papa há seis anos e meio;

f) para reforçar a tese conceda o devido espaço a Hans Küng [no Brasil serve o genérico, Leonardo Boff – arre, vade retro!].

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38 thoughts on “Dez dicas para jogar terra nas viagens do Papa

  1. Miguel Carqueija

    Leniéverson, pode divulgar o seu blog? Gostaria de visitá-lo. Jornalista católico praticante já se tornou jóia rara em nosso país. Lembro um tempo em que, por incrível que pareça, “O Globo” era um jornal fortemente católico e humanista (isso começou a dar para trás com a inauguração da Rede Globo). De fato, nos anos 50 e até 80, este jornal ostentava muitos colunistas católicos como o Bispo Fulton Scheen (sim, saiu uma serie de artigos dele nos anos 50), Gustavo Corção, Mozart Monteiro, Nelson Rodrigues, o Padre Caetano Vasconcelos, o Padre Artur Alonso, Dom Lourenço de Almeida Prado, Lazinha Luís Carlos, Dom Jaime de Barros Camara, Dom Vicente Scherer… em certa época publicavam memso textos de João Paulo II. Hoje “O Globo” é essa mixórdia que divulga as novelas e o BBB.

  2. Leniéverson Azeredo

    Pode sim, Carqueija, fique a vontê, mas a questão é que as redações são carregadas de ideologias laicistas, se eu não me engano um dos pouco que falam mais aprofundadamente, sem se resumir a notinhas ou artigos laterais é o Jornal impresso e o site de “O povo” de Fortaleza, lá tem respectivamente a Coluna e Blog do Vanderlúcio Souza, muito bom tambem.E por falar em Jornalismo, veja uma informação que pouca gente divulgou.Se alguem ouviu falar, descarte.

    IBGE informa: há 2.500 localidades no Brasil com nome de santos. Santa Maria!

    Uma das mais importantes cidades brasileiras, São Paulo figura na lista das 2.500 cidades com nome de santo
    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é um daqueles órgãos públicos que constitui uma exceção: dá orgulho aos brasileiros.

    O banco de dados do IBGE contém um volume de informações sobre o Brasil que constitui um tesouro — e uma massa tão gigantesca que é necessário tratá-la em partes, por temas. Ninguém é capaz de inteirar-se de tudo e digerir tudo.

    Hoje, o IBGE está lançando o Banco de Nomes Geográficos do Brasil (BHGB), um manancial riquíssimo de história e de curiosidades.

    Uma delas: entre os 5.565 municípios brasileiros, há nada menos do que 2.500 localidades com nomes de santos.

    E somos uma República laica, não é mesmo?

    Santa Maria…
    Fonte: Blog do Ricardo Setti da Revista Veja On-line

    O jornalista em questão, tem uma visão socialista de Estado Laico, embora não veja problemas em dar nomes de santos a cidades ou lugarejos.
    Mas ele esqueceu de dizer que dessas cidades, 236 fazem referência a Santo Antônio, como Santo Antônio das Missões (RS), Novo Santo Antônio (MT) e Barra de Santo Antônio (AL). Outras 220 homenageiam São João, como São João Nepomuceno (MG), São João do Araguaia (PA) e São João do Sul (SC). São Francisco batiza 127 cidades, como Amparo de São Francisco (SE), São Francisco do Conde (BA) e Barra de São Francisco (ES). Além destas, são 118 referências a Santa Maria. É o caso de Santa Maria do Oeste (PR), Santa Maria da Boa Vista (PE) e Santa Maria da Vitória (BA).Fora as que homenageiam Nossa Senhora.

    O que já, de cara, mostra que o Brasil é a Terra de Santa Cruz, terra de tradição fortemente católica.Não dá para negar ou apagar isso, embora já existam aqui e ali, movimentos para mudar o nome de certas cidades com essas características.

  3. Cristiane Pinto

    Senhor Gustavo
    Só para acrescentar: o que o senhor entende por felicidade é diferente do que eu entendo por felicidade. O que o senhor entende por felicidade não equivale ao ensinamento católico de felicidade, porque o que o mundo prega a respeito de felicidade, jamais é o que sempre foi ensinado pela Igreja acerca da felicidade. A doutrina católica ensina que a verdadeira felicidade está em Deus. Deus deve ser o nosso fim último, o objetivo máximo da nossa existência. Só Deus pode preencher todas as nossas carências, nenhum ser humano é capaz de preencher. Nada no mundo consegue suprir o vazio que fica sem conhecermos a Deus. Nenhum ser humano é capaz de nos fazer felizes o suficiente. Portanto, é até um erro colocar nossa felicidade nas mãos dos outros. A verdadeira felicidade não está na satisfação dos nossos desejos, das nossas vontades. Até porque são felicidades passageiras. Nós estamos aqui neste mundo de passagem, não viveremos para sempre aqui. Deus não quer apenas uma felicidade passageira para nós. Ele quer que sejamos felizes eternamente. A verdadeira felicidade está em Deus. Eu só passei a ser mais feliz depois que eu compreendi isso. Demorou, levou um bom tempo para eu compreender, mas assim que compreendi, passei a ser mais feliz do que era antes. Sou mais feliz agora porque finalmente conheci Deus. Claro que eu quero que os homossexuais sejam felizes, não somente eles, como qualquer outro ser humano. Mas eu não quero para eles somente as felicidades passageiras que o mundo oferece, eu quero para eles a verdadeira felicidade. Não quero para eles uma felicidade momentânea, quero para eles a felicidade eterna. E não a felicidade do modo como não somente você, como também muitas pessoas entendem. No mundo encontramos diversas maneiras de nos sentirmos felizes, mas nada se compara à felicidade de andar com Deus. As felicidades do mundo não são eternas, e tudo que não é eterno, é inútil. E os militantes gayzistas jamais serão verdadeiramente felizes enquanto estiverem lutando contra Deus, contra os mandamentos da lei de Deus. Sim, porque ao lutarem pela legitimação do homossexualismo através da lei, eles estão lutando contra Deus. Porque eles não entendem que a verdadeira felicidade está em Deus. Não quero o mal dos homossexuais, só quero que sejam verdadeiramente felizes, segundo os ensinamentos da Igreja.

  4. Álvaro Fernandes

    Leniéverson…vc citou O povo daqui de fortaleza que por sinal é um bom jornal,mas inventaram uma coluna lá recente chamada de CENA G(para o público alvo LGBT) que eu esqueci o nome do colunista que vez por outra ele diz coisas duríssímas e pesadas contra as Igrejas (incluindo a católica)…Recentemente ele fez uma coluna intitulada de “Direito a pensar diferente” falando muitas e ridículas besteiras sobre a laicidade do Estado e dizendo que o “Estado laico é indiferente a Igreja”….aí ele sofreu a reação em massa ,pois muitos cristãos inclusive eu rebatemos e lotamos a cx de email dele….ñ sei se vc já ouviu falar…maisn no geral O povo é um bom jornal…Quando aquele homem e que Deus tenha misericórdia dele!!!!postar essas baboseiras eu postarei aqui para todos verem e rebaterem.

  5. Álvaro Fernandes

    Muito bom Cristiane…CRISTO já dissera : “A minha paz vos dou,não como o mundo a dá”….excelente post!!!!!Só Cristo nos dar a verdadeira PAZ!!!!!!!!

  6. Álvaro Fernandes

    O Problema é que querem nos obrigar a concordar com a prática homossexual….Debatemos ideias aqui e não pessoas porque eu particularmente acredito no Evangelho que transforma e sei que eles podem ser transformados.Leiam RM 1.26-29 e verão o apóstolo Paulo falando da prática homosexual.O amor de Deus é aquele que ama,mas corrige.Amar não significa “passar mão na cabeça”.Discordar da prática e pregar o Evangelho de Cristo que transforma e liberta não nos faz preconceituosos e sim anunciadores do Evangelho.Querem tirar o nosso direito de mostrar a verdade.Nos rotulam de aiatolás,xiitas,tradicionalistas,fundamentalistas,homofóbicos,preconceituosos,hitleristas …só porque afirmamos pela Bíblia que Homosexualismo é pecado.Homosexualismo é pecado .Doa a quem doer!!!!!Eles têm o direito de ser e nós o de sermos contra e estamos amparados pela Constituição!LIBERDADE de CRENÇA ! Liberdade de opinião ! Liberdade de EXPRESSÃO!!!!!!!!!!!!são INVIOlÁVEIS!!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. Cristiane Pinto

    Concordo plenamente com você, Álvaro. Ninguém pode tirar o nosso direito à liberdade de expressão.

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