Hoje celebramos o que já não existe

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 9 meses 25 dias atrás.

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Hoje, no calendário antigo, celebra-se a festa de Cristo Rei. Tenho a impressão de que os modernos católicos pouco ou nada sabem sobre o significado do dia de hoje; afinal, para quê serve esta festa? Por exemplo, a Páscoa existe para testemunhar ao mundo que Cristo ressuscitou, e Corpus Christi foi instituído para combater os que negavam a presença real de Nosso Senhor na Eucaristia. E quanto à solenidade de Cristo Rei?

Causar-nos-ia espanto sabermos que o dia de hoje existe precisamente para combater o Laicismo, e foi instituído para testemunhar o poder (também temporal!) d’Aquele a Quem todo poder foi dado nos Céus e na Terra? Surpreender-nos-ia descobrirmos que a solenidade hoje celebrada é para dizer aos católicos e ao mundo que Cristo-Homem é Rei em sentido próprio, tanto dos indivíduos quanto das sociedades?

Hoje celebramos o que já nāo existe, mas deve existir: os povos e as nações devem submeter-se ao senhorio de Cristo! Digo melhor: hoje celebramos o que sem dúvidas existe (afinal, Cristo é Rei), mas as pessoas agem como se não existisse. A festa de hoje não foi eliminada e nem ressignificada: seria, portanto, um grave engano supormos que aquilo ensinado por Pio XI não seja mais aplicável aos nossos dias. Ora, é claro que é aplicável: tanto porque a festa continua a ser celebrada quanto porque hoje – mais do que nunca! – o senhorio de Cristo é negado por tantos, na teoria e na prática. Devemos, portanto, celebrar o reinado de Cristo, testemunhá-lo ousadamente neste mundo que lhe é tão hostil.

Cristo não reina nos corações e nem nas sociedades. É por conta dos nossos pecados. Se o mundo não sabe que Cristo é Rei, é também porque nós celebramos mal o dia de hoje: revertamos este triste quadro! Que os católicos defendam abertamente o reinado de Cristo. Que combatam as impiedades modernas contra as quais foi instituída a festa de hoje. Que encham as igrejas para cantar, com júbilo, o Christus Vincit, Christus Regnat, Christus Imperat solene. Que Ele nos ouça. Que reclame o que é Seu. Vinde, Senhor, não tardeis.

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13 thoughts on “Hoje celebramos o que já não existe

  1. Francisco A. B. Júnior

    Salve Maria,

    Isto Jorge, Viva Cristo Rei e combatamos a perniciosa e herética Liberdade Religiosa.

    Christus Vicit,
    Christus Regnat,
    Christus Imperat.

    Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, rogai por nós.

    Observação: Com a liberdade religiosa, não sei se poderemos continuar honrando Nossa Senhora com este título, pois tem gente querendo limitar a “Padroeira dos Católicos”.

  2. Yasmin Alencar

    Ave Maria Imaculada!

    Jorge já coloquei seu blog em minha lista de links coloque o meu também na sua lista para assim fazermos parceria.
    Gostei muito desse seu texto e publiquei-o no VerbumSupernum com os devidos créditos, obrigada.

    Deus abençoe seu apostolado!

  3. Syllabus

    La na paróquia o único o que foi lembrado foi o sacrílego III encontro de Assis

  4. Rodrigo

    O fato de alguem não reconhecer algo não signfica que isto não exista, a loucura da “modernidade” em não reconhecer o império de Cristo não quer dizer que o mesmo tenha deixado de existir ou mesmo diminuido, ontem fui ao santuario nacional, e mesmo lá,durante a missa, não se falou do Cristo Rei, mas Ele é e sempre será rei, não depende de nós Sua realeza.

  5. Anne

    Jorge,
    desculpe a minha ignorância, mas fiquei na dúvida. Segundo o ofício divino (a liturgia das horas IV) a solenidade de Cristo Rei do Universo é no 34° domingo do tempo comum (o último do t.comum). Ou são duas solenidades diferentes?

  6. Jorge Ferraz Post author

    É a mesma solenidade, mas ela é celebrada em dias distintos nos dois calendários diferentes (o antigo e o novo).

    Abraços,
    Jorge

  7. Paula

    Ah Jorge, muito bom o texto, clara sua ótima intenção, mas não fala assim que aperta o coração…

    Um, não foi celebrado ontem, mas existe um Domingo específico para essa festa como citado em comment anterior.Festa que creio que é muito conhecida e querida, especialmente por nós do RC…

    Dois, o título ficaria melhor ” Hoje celebramos o que ALGUNS PENSAM que já não existe” … Porque por trás das nuvens espessas e escuras dos pecados, teimosias, autossuficiências, etc, etc brilha o Sol de nossas vidas Maravilhoso, Majestoso COMO SEMPRE e PARA SEMPRE! Pacientemente só esperando para se manifestar com em Fátima. E daí, amigo, não haverá mais tempo ruim, e depois de limpos pela chuva-lágrimas o nosso Sol nos secará!
    Fica com Deus!

  8. Sidnei

    Jorge, uma dúvida, que igreja é esta que aparece na foto, é que sou de SC, e esta igreja me parece tão familiar, poderias me dizer de onde ela é?, grato pela informção.

  9. ANDRÉ LUÍZ ARAÚJO MAGALHÃES

    “um, não foi celebrado ontem, mas existe um Domingo específico para essa festa como citado em comment anterior.Festa que creio que é muito conhecida e querida, especialmente por nós do RC…”

    Sra Paula, says.

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    Senhora Paula, compreendemos que o “movimento” RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA precisa estar longe de desejar o laicismo, porque este, explica Monsenhor Antônio de Castro Mayer, de saudosa memória, em sua famosa carta pastoral entitulada “A realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo”:

    *Com a nova festa litúrgica, dedicada a solenizar especialmente a Realeza universal de Nosso Senhor Jesus Cristo, visava o Papa (Pio XI) opor um remédio eficaz ao laicismo, à peste que corrói a sociedade humana, “peste de nossos tempos”, diz o Papa. (Preâmbulo de Dom Antônio)

    Sugiro a leitura de “quas primas”, citada pelo moderador do site.

    Bom, a laicização do estado, e pior, os que professam “de ore” a fé católica e distam dela, continuando a viver como se Deus não existisse, distam do Reino de Deus, mas este REINADO, continua e continuará sendo como diz a antífona: “Regnum eius, regnum sempiternum est” – O Seu Reino é sempiterno!.

    Seu comment tem uma parte muito bonita do qual trancrevo aqui:

    “não haverá mais tempo ruim, e depois de limpos pela chuva-lágrimas o nosso Sol nos secará!”
    ———————————————————
    De certo que não haverá mais tempo ruim, contudo, a esperança deve estar intrinsecamente unida sobretudo à Fé verdadeira e à Caridade principalmente.
    Dom Mayer também cita em latim (Lucas 11,20) – “Se expulso os demônios em nome de Deus, é sinal de que, sem dúvida possível, chegou até vós o Reino de Deus.

    E PIO XI exclui o sentido metafórico que poder-se-à atribuir a este Reinado. Isto é importante frisar.

    Mas, vou adentrar num assunto que certamente faz sentido dentro deste contexto. A QUESTÃO LITÚRGICA.

    Assim como esta festa é sobremaneira litúrgica, devemos estar imbuídos do espírito litúrgico, pois, se a liturgia anda mal em muitos lugares, como estabelecer-se-à o Reino de Deus dentro de uma comunidade eclesial?

    As heresias, o modernismo, a acomodação das coisas santas aos caprichos meramente humanos não seriam senão um afastamento do ser religioso do reinado de Nosso Senhor?
    Reinado este Social, Eclesial & naturalmente Hierárquico. Em linhas gerais, como, aquele que professa a Fé poderá de modo palmar professá-la sem equívocos quando desrespeita as normas litúrgicas? E,(isso é comum em celebrações “litúrgicas” onde se encontram membros da RC) Ora, praticando tudo quanto non clericat dentro da própria Igreja, a Fé neste caso não é transmitida. O Reinado de Jesus Cristo nasce no seio de sua esposa (Igreja) e alcança todos os lugares. O risco em ferir as normas litúrgicas: – o afrouxamento da fé. Não estou dizendo que isto possa estar ocorrendo em sua comunidade eclesial, todavia, ocorre livremente por aí; basta ligar a TV, por exemplo e assistir aos espetáculos que desagradam a Cristo Rei. O que é profano, não serve ao culto divino, basta ler por exemplo o Motu Próprio de São PIO X sobre liturgia e música sacra, ECCLESIA DE EUCHARISTIA, do Beatíssimo João Paulo II, etc..

    “FIDES LUMEN MINDI”.

    Laicismo saudável – conforme supracitado num comment:

    O belíssimo hino “Cudelis Herodes Deum…” do divino ofício da Igeja, diz em uma de suas estrofes:

    “Non eripit mortalia qui regna dat coelestia” … NÃO USURPA OS REINOS MORTAIS QUEM DÁ O REINO CELESTE”

    Jesus não usurpou os reinos mortais, por isto, supracitou um ilustre comentarista acima o pedido de Bento XVI por um “laicismo saudável”, pois a Igreja é Igreja e o estado é o estado, mas, deve-se entender que:

    “TODOS OS OS HOMENS ESTÃO OBRIGADOS A OBEDECER, COMO SUPREMAS, AS DUAS POTESTADES: NAS COISAS TEMPORAIS, AO PODER CIVIL, AINDA AQUELES QUE PARTICIPAM DO GOVERNO RELGIOSO; NAS COISAS DE DEUS, AO PODER ESPIRITUAL, MESMOS AS AUTORIDADES CIVIS.

    * Embora soberana, a autoridade do estado cede o passo à autoridade religiosa, pois “é preciso obedecer antes a DEUS que aos homens” (At.5,29). Em caso de conflito, portanto, prevalecem os deveres religiosos, pois dizem respeito ao destino eterno das almas” Dom Mayer.
    Por isso eu creio que se o PAPA BENTO XVI de fato falou em “laicismo saudável”, é dentro destas condições salutares, unicamente.

    Viva CRISTO REI!