Para toda a vida

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 8 meses 20 dias atrás.

Esta eu vi no blog do Carmadélio. Lembrei-me de outra propaganda da KFC que já pusera aqui; objetivos bem diferentes (afinal, neste caso é uma figura representativa da fidelidade conjugal sem outro objetivo que não enaltecer a própria vida conjugal), mas um mesmo plano de fundo. Uma mesma idéia de comunhão de almas até o fim. Uma mesma defesa apaixonada daquela união que é, segundo a Doutrina Católica, imagem no mundo da união entre Cristo e a Igreja. Entrega total e fiel por todos os dias da vida, até que a morte imponha a terrível separação.

Ontem, lembrei-me também de uma outra propaganda de geladeiras (acho que era da Consul) que vi há alguns anos. Era uma câmera dentro da geladeira, que só mostrava a porta sendo aberta e fechada: abria e aparecia uma menina pequena pegando algo, depois fechava. Abria e aparecia uma adolescentezinha, depois fechava. E assim, sucessivamente, apareciam uma jovem, uma universitária, uma noiva nos braços do marido, uma mulher grávida, uma outra criança pequena. E o slogan dizia “Consul: para toda a vida”. E é um alento ver que “toda a vida” ainda tem uma conotação católica, ao menos no terreno do apelo popular: se as propagandas utilizam-se destes valores, é porque a população (ainda) lhes é bem receptiva. E isto é um reconfortante refrigério. Fica a (agradável) sensação de que ainda há esperança.

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3 thoughts on “Para toda a vida

  1. Karina

    Jorge, já viste a propaganda da Vivo? Está linda!

    Na técnica “pessoa andando com mudanças no cenário de fundo”, um rapaz vai falando sobre “decisões pessoais” x vida real, e ele, que queri seguir solteiro durante a vida, ganha uma esposa e três filhos, e finaliza com algo como “você descobre que há valores além do dinheiro”.

    Vou ver se encontro no You Tube.

  2. Danilo Badaró

    Gosto da imagem. Mas, a meu ver, faltam:

    1. perspectiva de eternidade: porque a vida não acaba no túmulo e o objetivo último do próprio casamento não está, no final das contas, neste mundo.

    2. perspectiva de fecundidade, típica do amor autêntico: não aparecem os filhos.