Sinceramente, eu não sei quem são os bárbaros (sobre a enfermeira e o Yorkshire)

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 8 meses 2 dias atrás.

Nos últimos dias, eu ouvi falar muito sobre a enfermeira que espancou e matou um Yorkshire. Vi também o vídeo do Youtube que mostra os maus-tratos; não é nada bonito. A garota chuta o cachorro, deixa-o preso sob um balde, joga-o para cima a fim de que caia no chão. E tudo isso na frente de uma criança (ao que parece, filha dela).

A repercussão (como sói acontecer em casos assim) foi imediata e violenta. O referido vídeo tem neste momento mais de sessenta mil comentários, entre os quais é possível encontrar coisas como (toda a pontuação e ortografia dos originais):

  • Da um joinha ae Para quem tem vontade de colocar essa mulher de 4, amarra uma coleira no pescoço dele e mete a bicuda, socos e ponta pé nela. Essa cadela vadia. OBS: sou contra a violência com as propias mão, mas no caso dela eu abro uma exeção!
  • ha jente muito ruin nete planeta ,mas eu apostu que eles teem uma localsinho marcado so pra eles . ARDE NU INFERNU MINHA VACA SEM ESCRUPULOS !
  • Ela não merece a morte, ela merece sofrer vagarosa e dolorosamente pra sentir pior que o cão sentiu. Depois disso tem que ir pro inferno sofrer eternamente sendo mordida por cachorros e estando acorrentada com corrente com lâminas, pra quando ela se debater de dor cortar a pele. Eu odeio essa vadia, sem cerébro! Morra demonio!!
  • Essa mulher teem problema!!! Vadiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaa! Você tem q ser espancada até a morte pra ver como é bom! Desgraçadaa!!!Voce podia viver sem fazer milhões de pessoas chorarem!! Vacaaaa se entrega logo ASSASINAAA!!!!

E daí (muito!) para baixo. Isto foi apenas uma pequena amostragem colhida ao acaso, navegando aleatoriamente pelas muitas páginas de comentários. Ao que parece, o sentimento universal é o de que esta mulher merece

  1. ser torturada;
  2. ser (violentamente) morta;
  3. ir pro inferno.

Há também diversas petições na internet para serem assinadas; a maior delas pede, no título, que a enfermeira sofra a pena máxima do crime de maus tratos (já está beirando as 400.000 assinaturas e tem muitos comentários como os que foram acima citados). Aliás, este abaixo-assinado é bem sucinto e merece ser citado na íntegra:

PARA PENA MÁXIMA DE CRIME DE MAUS TRATOS PARA A ENFERMEIRA QUE MATOU O YORKSHIRE. PUNIÇÃO POR CRIME DE MAUS-TRATOS E INCLUSIVE PENA PARA OS FAMILIARES QUE OMITIRAM SOCORRO! CASSAÇÃO DO REGISTRO DO CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM!

É isto. Gritos e exclamações indignadas do original. Estas três linhas conseguiram, simplesmente, a simpatia de quase 400.000 brasileiros em uma semana. É verdadeiramente impressionante.

Falemos abertamente: é óbvio que não é normal uma pessoa espancar e matar um cachorro ou qualquer outro animal. Chesterton já dizia (salvo gravíssimo engano em “Ortodoxia”) que é evidente haver mal no mundo, e dava como exemplo de evidência disto um sujeito esfolando um gato. É também óbvio que o mal (e, neste caso, com o agravante de ser o mal que costuma ficar impune, o mal tratado com indiferentismo) costuma provocar indignação nas pessoas normais. Tudo isto é perfeitamente razoável. O que foge a qualquer razoabilidade é o exagero destas reações, tanto em quantidade quanto em qualidade.

Tenho certeza de que é possível encontrar com relativa facilidade notícias recentes de crimes de agressão e de morte praticados contra seres humanos neste Brasil afora, e não me recordo de ter jamais visto uma mobilização virtual desta magnitude quando as vítimas são pessoas humanas as quais, por sua própria natureza, valem infinitamente mais do que cachorros (por bonitinhos e fofinhos que eles sejam) ou qualquer outra coisa. Além disso, as manifestações contra a enfermeira incluem divulgação de foto, endereço, nome do marido e telefone (que eu vou ter o bom senso de não colocar aqui, mas a maior parte dos meus leitores deve ter recebido no Facebook ou por email) e, por conta disso e segundo esta notícia, a enfermeira está “escondida, pois já recebeu mais de 40 mil ameaças de morte”.

E isto, sinto muito, passa muito longe de ser demonstração de civilidade e de respeito, de ser o justo repúdio ao mal praticado. É fora de quaisquer dúvidas que é errado espancar e matar um cachorro, mas também é inquestionável que fazer incitação ao crime, ameaçar de morte e divulgar as informações necessárias para que tais ameaças se concretizem é muito mais errado e, se as pessoas não conseguem perceber isto, estão em um nível de degradação moral ainda pior do que o da enfermeira. Alguém comentou que é desanimador pensar no futuro de um país onde há pessoas que espancam e matam animais como se não estivessem fazendo nada, e eu concordo totalmente. No entanto, é ainda mais desanimador pensar no futuro de um país onde se defende abertamente o linchamento (moral e também físico) de um ser humano, a sua tortura e morte pela turba revoltosa seguida de condenação eterna, e onde os que fazem isso julgam-se os paladinos de uma civilidade que não possui a enfermeira condenada no júri popular virtual. Sinceramente, eu não sei quem são os bárbaros aqui.

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74 thoughts on “Sinceramente, eu não sei quem são os bárbaros (sobre a enfermeira e o Yorkshire)

  1. Internauta

    Saudações, Gustavo.

    Não esquento não. Isso é comum.

    Um abraço.

  2. Cristiane

    “E não me venha falar de civilidade e respeito, por que isso você não tem.”
    Como você quer ser respeitado, se você mesmo não respeita, caro Internauta? Tire primeiro a trave do seu olho, para depois tirar o cisco do olho do outro.

  3. Cristiane

    E o meu comentário acima serve para o Gustavo também. Duvido que ele nunca tenha xingado uma pessoa, portanto, ele que tire primeiro a trave que está no olho dele, para depois tirar o cisco que está no olho dos outros.

  4. Cristiane

    Eduardo, não ligue para o Internauta não. Alguns neo-ateus (não digo todos, porque não vou generalizar) adoram se fazer de coitadinhos. Eles chegam falando besteira, inclusive usando de arrogância e ironia, zombando da nossa crença, da nossa fé, e quando alguém responde com certa impaciência, eles dizem que é falta de respeito…

    Como se eles, os “coitadinhos”, tivessem sido respeitosos, não é mesmo? Eles também não seriam as pessoas mais pacientes do mundo caso alguém tivesse zombado deles, ou do que eles acreditam ou deixam de acreditar. A gente não fica entrando em sites ateístas para zombar dos ateus. No fundo, alguns neo-ateus cobram da gente uma coisa que eles não têm: respeito. Ora, quem quer respeito deve no mínimo saber respeitar. E eles acham que ainda têm moral para falar em “amor em Cristo”. E eles têm amor por acaso? Bela demonstração de amor esta, chegar dando coice.
    Se tem coisa que eu odeio, é hipocrisia.

    “Cristiane, obrigado pelo “babaca”.
    Não tem de quê, caro Internauta. O senhor por acaso nunca xingou alguém? Ninguém consegue ser infinitamente paciente o tempo todo, nem mesmo um cristão. Porque os cristãos também são humanos. Você chegou dando coice, e eu odeio grosseria. E é essa a maneira que costumo reagir a coices. Você acha o que, que um cristão tem de ficar ouvindo desaforos e ficar calado, sem protestar?

  5. Internauta

    Cristiane, eu não sei se você reparou nos comentários acima, onde eu já me desculpei pelo tal “coice”. Me expressei de maneira errada e já reconheci o erro. Mas se você quiser continuar protestando, não tem problema algum.

  6. Gustavo

    Cristiane

    “Caro Gustavo, não chamei os espíritas de satânicos, chamei o espiritismo de satânico, entendeu a diferença? Estava falando do espiritismo, não da sua pessoa, nem de nenhum dos espíritas. Por acaso falar que o espiritismo é seita demoníaca é ofender sua pessoa ou a qualquer espírita”?

    Chamar o Espiritismo de satanico faz com que os espiritas sejam vistos como seguidores de satanas, que é o mesmo que dizer que eles são satanicos. Entendeu?

    Nunca chamei o Catolicismo de satanico porque seria uma desonestidade tremenda atacar uma doutrina dessa forma. Além de que foi um ataque gratuito e baseado em que? Nada, nenhuma prova de que os Espiritas cultuam o demonio.

    “Uma coisa é eu criticar o espiritismo, outra coisa completamente diferente é eu falar dos espíritas. Você é que mistura as coisas, não sabe separar. Não leve para o lado pessoal. Não precisa chorar, Gustavo”.

    Aposto que se eu chamasse o catolicismo de demoniaco e citasse a Inquisição, eu seria metralhado pela dona Cristiane com vários adjetivos pejorativos.
    Não satisfeita ela debocha da minha cara >__<

    "E outra, não se faça de coitado não. Não precisa ficar se fazendo de vítima. Vai me dizer que nunca chamou ninguém de idiota ou de babaca? Duvido que você nunca tenha xingado alguém. Portanto, não pode me dar lição de moral".

    O fato de eu ter sido mau educado em algum momento da minha vida faz com que a dona Cristiane tenha o direito de me insultar. Isso é simplesmente o cumulo do absurdo.

  7. Eduardo Araújo

    Senhor “internauta”,

    Numa boa: aponte-me, por suma gentileza, os meus alegados sarcasmo e arrogância em relação aos descrentes, que você diz ser conhecida (sic) neste meio de comunicação.

    Antecipo-lhe que muito ao contrário do que você e outros ateus militantes agressivos podem alegar, eu respeito e muito a falta de crença alheia, posto eu mesmo já ter sido ateu durante muitos anos de minha vida.

    Contudo, há uma abissal diferença entre um ateu que sabe manifestar seus pontos de vista para um que aparece num blogue religioso insinuando que nós crentes somos ignorantes e que nossas convicções devem ser descartadas tendo em vista o que – segundo alega esse ateu – pensariam nossos “antecessores”.

    Sabe o que acho engraçado, também, senhor “internauta”? Não me passou despercebido sua tentativa de me pintar como um pedante que tem necessidade de mostrar-se sábio a uma platéia.

    Ora, pois sim! Pedantismo foi/é o de pessoas como o senhor que aqui chegam arrotando ares de superioridade intelectual. Não foi o senhor que veio cantando de galo em cima de esperados “ignorantes” cujos antepassados afirmavam que a Terra era quadrada?

    Daí, eu fiz aquilo que minha formação – graças a Deus – e meu modestíssimo conhecimento permitem fazer: discordei e cobrei-lhe provas disso. Citei o exemplo do fascículo, supondo que possa ter sido dessa “fonte” que o senhor extraíra tal disparate.

    Será que discordar, contra-argumentar, defender a religião de ataques gratuitos como o do senhor agora é sinônimo de sarcasmo e arrogância? Isso, certamente, confirma o que falei sobre o vitimismo cínico de pessoas como o senhor. Aparecem agressivos, cheios de soberba, prepotentes até não mais poder. Atacam nossa crença, mentem sobre o passado de nossa religião, ainda arrumam azo para ZOMBAR, COMO O SENHOR FEZ (“e que Odin o proteja”). E aí, nós é que somos os agressores, os sarcásticos, os arrogantes …

  8. Internauta

    “Senhor “internauta”,

    Numa boa: aponte-me, por suma gentileza, os meus alegados sarcasmo e arrogância em relação

    aos descrentes, que você diz ser conhecida (sic) neste meio de comunicação.”

    Ditos como: “senhor engraçadinho”, “pobre vítima ofendida”, “uma coisa chamada civilidade” e

    o fato de eu achá-lo orgulhoso justificam meu ponto de vista.”

    “Antecipo-lhe que muito ao contrário do que você e outros ateus militantes agressivos podem

    alegar, eu respeito e muito a falta de crença alheia, posto eu mesmo já ter sido ateu

    durante muitos anos de minha vida.”

    Quanto a mim, não sou ateu militante agressivo, sou apenas ateu e também já fui cristão. Claro

    que existem ateus militantes agressivos, assim como cristãos com a mesma característica.

    “Contudo, há uma abissal diferença entre um ateu que sabe manifestar seus pontos de vista

    para um que aparece num blogue religioso insinuando que nós crentes somos ignorantes e que

    nossas convicções devem ser descartadas tendo em vista o que – segundo alega esse ateu –

    pensariam nossos “antecessores”.”

    Obviamente você não levará em consideração que eu já me desculpei pela minha primeira

    mensagem…

    “Sabe o que acho engraçado, também, senhor “internauta”? Não me passou despercebido sua

    tentativa de me pintar como um pedante que tem necessidade de mostrar-se sábio a uma

    platéia.”

    Não sei se você realmente acha isso engraçado ou está sendo irônico, mas também acredita

    conhecer bastante sobre mim e minhas necessidades. Acredite se quiser, não tenho a

    necessidade citada por você.

    “Ora, pois sim! Pedantismo foi/é o de pessoas como o senhor que aqui chegam arrotando ares

    de superioridade intelectual. Não foi o senhor que veio cantando de galo em cima de

    esperados “ignorantes” cujos antepassados afirmavam que a Terra era quadrada?”

    Sinceramente, esse comentário que você cita foi tão simplório e grosseiro, adimito, que eu

    creio que você está usando mais um sarcasmo ao afirmar que eu teria chego “arrotando ares de

    superioridade intelectual”.

    “Daí, eu fiz aquilo que minha formação – graças a Deus – e meu modestíssimo conhecimento

    permitem fazer: discordei e cobrei-lhe provas disso. Citei o exemplo do fascículo, supondo

    que possa ter sido dessa “fonte” que o senhor extraíra tal disparate.”

    E fez muito bem, admito. Por expontânea vontade o fez. Me cobrou e eu também lhe cobrei

    provas sobre a veracidade do que a religião prega como única verdade, divulgada a todo

    momento e em todos os meios de comunicação e afirmada antes da minha afirmação. Quanto ao

    facículo, nunca ouvi falar.

    “Será que discordar, contra-argumentar, defender a religião de ataques gratuitos como o do

    senhor agora é sinônimo de sarcasmo e arrogância? Isso, certamente, confirma o que falei

    sobre o vitimismo cínico de pessoas como o senhor. Aparecem agressivos, cheios de soberba,

    prepotentes até não mais poder. Atacam nossa crença, mentem sobre o passado de nossa

    religião, ainda arrumam azo para ZOMBAR, COMO O SENHOR FEZ (“e que Odin o proteja”). E aí,

    nós é que somos os agressores, os sarcásticos, os arrogantes …”

    Veja bem que eu não classifiquei a discórdia nem o contra-argumento como sarcasmo e

    arrogância. Sua revolta é justificada mas suas características ainda são as mesmas.

  9. Cristiane

    Gustavo
    “Chamar o Espiritismo de satanico faz com que os espiritas sejam vistos como seguidores de satanas, que é o mesmo que dizer que eles são satanicos. Entendeu?”

    Não, discordo. Julgar uma ação é diferente de julgar uma pessoa. Uma vez que a doutrina ensina um monte de coisas contrárias ao cristianismo, isso faz com que ela seja anti-cristã. E se essa doutrina só ensina um monte de mentiras (como por exemplo, ensinar a balela de que Cristo pregou a reencarnação, quando na verdade não foi nada disto que Ele ensinou), então ela é satânica, porque o diabo é o pai da mentira. Além do que, já mostrei em outro tópico que tal doutrina é racista. Logo, esta doutrina não pode vir de Deus, e se esta doutrina não vem de Deus, então é uma doutrina maligna e ponto final.

    “Além de que foi um ataque gratuito e baseado em que? Nada, nenhuma prova de que os Espiritas cultuam o demonio.”
    Muitas vezes os espíritas se deixam enganar pelo espiritismo. O próprio Alan Kardec já falou que nenhum médium é perfeito e que pode muito bem se enganar, que não se pode saber ao certo se os espíritos são bons ou não. O mais provável é que sejam espíritos malignos, ou seja, demônios. De fato, os espíritas lidam com demônios sem saberem.

    Mas isso não quer dizer que estou julgando os espíritas. Eles podem estar no espiritismo por ignorância, ou por serem ingênuos, por não verem o mal… Eu não disse que TODOS os espíritas eram mal-intencionados. Eu não julguei as intenções de nenhum espírita. Eu mesma já fui espiritualista, mas só porque eu não sabia direito da doutrina católica. Quem conhece bem a doutrina da Igreja logo percebe que não há como continuar sendo espírita.

    Eu não preciso provar que os espíritas praticam a necromancia. Todo mundo sabe que é isso que os espíritas fazem. Fazem algo que é contra as leis de Deus, algo que Deus proibiu. Porque os espíritas não querem entender que quando Deus proíbe algo, é para o nosso bem. E se Deus proíbe, é porque esses espíritos que vocês invocam não vêm de Deus, é porque esses espíritos são na verdade demônios. Mas vocês não querem acreditar, o que fazer? O que fazer se vocês preferem continuar se enganando, preferindo acreditar nestes espíritos a acreditar em Cristo ou nos apóstolos?

    Mas isso não quer dizer que eu julgo todos os espíritas. Eu mesma já fui uma, lembra-se? Eu falei que a doutrina é demoníaca porque ela engana as pessoas e leva as pessoas a se perderem. Criticar a doutrina ou qualificá-la de demoníaca é uma coisa, outra coisa completamente diferente é falar da pessoa dos espíritas. Eu disse que o espiritismo é mau, e não que os espíritas são maus. Portanto, Gustavo, não misture as coisas.

    “Aposto que se eu chamasse o catolicismo de demoniaco e citasse a Inquisição, eu seria metralhado pela dona Cristiane com vários adjetivos pejorativos.”

    Que comparação! Alô, a Igreja Católica é a Igreja de Cristo. E o espiritismo, o que é? Você pode fazer uso do seu livre-arbítrio, você segue a seita que quiser, problema seu, mas não me peça para respeitar a necromancia. Se eu acho o espiritismo errado, não me sinto na obrigação de respeitar, pelo contrário. O erro deve ser combatido, e não respeitado. A necromancia não deve ser respeitada por um cristão, deve ser combatida. Os santos, desde os primeiros tempos, não respeitavam o que era errado, pelo contrário, eles combatiam as heresias. Se você lesse um mínimo do que eles ensinavam, ficaria chocado. Sou intolerante mesmo e assumo. Eu não tolero o mal, nem devo tolerar. Eu posso tolerar a pessoa, mas o erro eu não tolero, de jeito nenhum.

    Os espíritas posso até tolerar, mas o espiritismo não.

    E outra, eu critico o espiritismo com propriedade porque já fui espiritualista. Eu sei o que é o espiritismo. Sei até mesmo a origem do mesmo. Nem adianta me acusar de não saber, porque eu sei, só não penso como você. Só não entendo o espiritismo da mesma forma que você entende, e nem concordo com muitas coisas que o espiritismo prega.

    Já você é um completo ignorante (não no sentido pejorativo) em relação ao catolicismo, e não sabe nada da verdadeira história da Inquisição. E a ignorância leva ao preconceito. Portanto, se você fosse falar qualquer coisa em relação ao catolicismo, certamente viria com um monte de preconceitos anti-católicos, porque o que você sabe de história? Aposto que nunca leu um livro sério sobre Inquisição, nem sobre as Cruzadas, nem nada, e certamente iria ficar apenas repetindo como um papagaio as mesmas coisas que te ensinaram na escola. Certamente iria falar que a Igreja na época da Inquisição era sanguinária (quando a verdade é que não foi bem assim). Iria falar que a Igreja perseguiu a ciência (o que não passa de um mito). Muito do que você ouviu falar não passou de propaganda anti-católica, que os iluministas fizeram contra a Igreja.

    Não satisfeita ela debocha da minha cara >__<"
    Não, não debochei da cara de ninguém. Você que veio tomar as dores do outro (que veio aqui só para atacar a gente) e aproveitou para se fazer de coitado. Fez um belo de um drama. Foi por isso que eu disse que você não precisava chorar. Fica aí todo doído, como se eu tivesse falado alguma coisa contra você ou contra os espíritas, quando na verdade eu estava apenas criticando a doutrina.

    Aliás, tudo o que você faz neste blog é tomar as dores de quem nos ofende. Essa não é a primeira vez que você toma as dores de quem nos ataca. Vive defendendo os militantes gays, agora veio defender o ateu que só cuspiu ofensas contra nós. Em outro tópico mesmo você falou para deixar os ateus em paz, quando eles é quem estavam enchendo o saco. Está me parecendo que você não está do lado dos cristãos coisa nenhuma…

    "O fato de eu ter sido mau educado em algum momento da minha vida faz com que a dona Cristiane tenha o direito de me insultar. Isso é simplesmente o cumulo do absurdo."

    Em nenhum momento eu disse que eu tinha o direito de te insultar. Viu como você é desonesto? Coloca palavra na boca dos outros, distorce tudo o que as pessoas dizem. Simplesmente, não dá para levar você a sério. O que eu disse foi que uma vez que você já deve ter xingado uma pessoa, então não tem moral alguma para falar de mim. Não tinha direito algum de julgar se eu estava sendo ou não boa cristã, só porque alguma vez te chamei de idiota. Ah coitadinho! Como se você nunca tivesse se exaltado e xingado alguém antes!

    Você nem me conhece, portanto, não tem como você saber se eu sou ou não uma boa cristã. Isso Deus é que sabe.

    Eu não tenho o costume de julgar os outros pelo o que eles falam, muitas vezes sem pensar, no calor de uma discussão. Não julgo os outros por terem xingado uma ou duas vezes. Não tenho o costume de julgar os outros sem conhecer, já você parece ter esse costume.

    E lembre-se de que até mesmo Cristo chegou a xingar os outros. Cristo xingou os fariseus de sepulcros caiados, de raças de víboras e filhos do demônio, lembra-se? Essas são por acaso palavras carinhosas? E agora, Gustavo, vai dizer que Cristo não era bom cristão, só porque xingou os fariseus? Vai me dizer que Cristo era mal-educado, Gustavo? Cuidado, viu? Não vá dizer que Cristo era mal-educado, porque é pecado.

    Viu como você não entende nada do que é ser cristão, e ainda quer saber mais de cristianismo do que os outros?

    Eu sou cristã, mas sou humana. Sou feita de carne e osso, e não de ferro. Nenhuma pessoa, mesmo um cristão, consegue ser paciente o tempo todo. Nem você consegue. Todos têm seus defeitos, suas fraquezas. Você não é melhor do que eu, nem pior, portanto, não tinha moral alguma para falar de mim.

  10. Eduardo Araújo

    Caro Internauta (sem ironia nem sarcasmo),

    Em relação à sua resposta anterior, permita-me propor-lhe, modestamente, duas reflexões:

    1ª) Numa discussão é incabível entremear um assunto completamente alheio ao tema. Veja:

    – você chegou, afirmando que cristãos alegavam ser a Terra quadrada;

    – quando lhe instiguei a provar isso, você rebateu cobrando-me provas dos relatos bíblicos, o que não caberia posto não ser este o objeto questionado (a aceitação, por antigos cristãos, da forma quadrada do nosso planeta).

    Então, numa boa, reflita e evite esse estratagema, que tende a fazer o oponente acreditar que você tem ou a pura intenção de atacar ou de desviar do que foi questionado.

    2ª) Quanto à história, em si, busque, na medida do possível, examinar e verificar qualquer informação que seja usada para depreciar alguém ou alguma instituição.

    Considere o caso do historiador Paul Veyne, que não é crente mas escreveu uma boa e concisa história da ascensão do Cristianismo (‘Como Nosso Mundo Tornou-se Cristão’).

    Veyne, e muitos além dele, mostra que não dar cabimento a lendas negras sobre a Igreja não implica em conversão ou aceitação tácita da existência de Deus. Do mesmo modo, fazer um elogio ou reconhecimento à importância histórica da religião não subentende concordância expressa com os dogmas e doutrinas da Igreja.

    Afinal, tornou-se comum descrentes ou descontentes com a Igreja intervirem em debates com afirmações “históricas” visando difamar e desqualificar o oponente. As mais das vezes, essas afirmações são anacronismos, distorções, costuras desonestas ou interpretações preconceituosas em
    total desserviço à verdade histórica.

    Portanto, numa boa, reflita e procure não introduzir a história onde o assunto não diz respeito ao passado remoto, caso da presente postagem do Jorge.

    * * * * * * * *

    Você demonstrou, acima, muita dignidade e autocrítica, por isso senti-me à vontade para lhe propor essas reflexões.

    Quanto a mim, reconheço que fui desrespeitoso e rude nos meus comentários e, com sinceridade, peço-lhe desculpas.

    Faço isso, aliás, inspirado no seu ótimo exemplo (raro no meio virtual) e com essa boa impressão sugiro não levarmos adiante este embate. Saiba que sua resposta também me convida a reflexões e à autocrítica, o que pretendo fazer, doravante.

  11. Internauta

    Saudações, Eduardo Araújo.

    Você demonstrou elegância, respeito e sabedoria ao me propor suas reflexões. Entendi que sua intenção é genuína, lhe agradeço pela disposição e asseguro que me servirá de aprendizado.

    É claro que suas desculpas também são aceitas; afinal, fui eu quem o desrespeitou primeiro.

    No mais, também passo a guardar uma boa impressão sua. Peço novamente desculpas por minha grosseria, a você, ao autor do artigo e a quem mais tenha se ofendido.

    Abraço.