Padre cancela batizado ao descobrir que padrinho era “casado” com outro homem

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 7 meses 25 dias atrás.

Eu vi uma notícia interessante que merece alguns rápidos comentários: Padre católico espanhol impede batizado ao descobrir que padrinho é gay. A notícia me trouxe um misto de alento e de desespero.

Primeiro, a justificativa da mãe da criança é francamente estapafúrdia:

“Perguntaram se pais e padrinhos estavam batizados e confirmados. Depois se todos estávamos casados e respondemos que sim. Nunca pensamos que teríamos que avisar que ele era casado, mas com um homem. As normas, ele cumpria”, explicou ela.

Sério? Jamais passou pela cabeça desta senhora que o fato do candidato a padrinho ser sodomita público (nos dois sentidos – de notoriedade e legalidade civil) era relevante? Ela nunca pensou em dizer este “detalhe” nas entrevistas preparatórias para o Batismo? Será que esta senhora tem alguma noção de que a Doutrina Católica condena os atos homossexuais? Será possível que ela nunca tenha ouvido falar que os padrinhos têm que ser exemplo de vida para os seus afilhados? Será que ela não se apercebeu de que um pecador público, ao contrário de ser “exemplo de vida”, é na verdade um escândalo ambulante?

E ainda vem dizer que o sujeito cumpria as normas! O que significa esta declaração? É um cinismo farisaico (ah, casado ele era, mas você não perguntou se ele era casado com alguém do mesmo sexo ou do sexo oposto!) ou é uma demonstração preocupante de esquizofrênica alienação da realidade (ela de fato não sabia que a Igreja condena os atos homossexuais)?

Segundo, a família disse que ia levar o caso aos tribunais. Como assim, “aos tribunais”? O que ela pretende? Acaso ela espera que o Estado obrigue a Igreja a batizar o menino com um padrinho sodomita? Ou será que ela vai pedir (o que considero mais provável) “danos morais” pelo constrangimento… que ela própria causou?

A Igreja tem as Suas próprias regras e, francamente, não dá para alegar desconhecimento. Por exemplo, todo mundo sabe que a Igreja não aceita segundas núpcias. Suponhamos que fulano seja casado na Igreja, separe-se e queira casar de novo. Aí fulano vai para a Igreja, faz tudo “certinho” e, quando perguntam se ele é solteiro, diz que sim. Quando chega a papelada, percebem que ele já é casado. O padre diz que não vai celebrar o casamento. Aí fulano dá um piti e diz que cumpriu todas as normas, pois perguntaram se ele era casado e não se já tinha sido casado alguma vez na vida. Isto faz sentido para alguém?

Tremenda má fé desta gente que quer impôr à Igreja o seu próprio padrão de (i)moralidade! Não estamos falando de uma seita obscura, estamos falando da Igreja cuja Doutrina moral é amplamente conhecida. E, antes que venham com as “argumentações” de que outras faltas morais seriam “toleradas” com mais benevolência, a resposta é não. Se a madrinha fez um aborto e ninguém sabe (a não ser os mais próximos), o padre não tem como adivinhar isso. Se a madrinha é dona de uma clínica de aborto, e isto é público e o padre toma conhecimento, isto é um escândalo e ela não pode ser madrinha. Se o padrinho “pula a cerca” e trai a mulher com uma vizinha e algumas pessoas no prédio sabem e comentam, o padre não tem como adivinhar. Se ele abandonou a mulher para morar com a vizinha tendo inclusive um segundo casamento civil, isto é um escândalo público e o padre tem mais é que negar este candidato a padrinho mesmo. Custa acreditar que isto seja difícil de entender!

Por fim, causa alento que o padre tenha deixado de lado todo o respeito humano e cancelado a cerimônia, bem como que o bispo o tenha apoiado:

A polêmica provocou uma resposta pública do arcebispado, que enviou um comunicado apoiando o padre e advertindo que um padrinho católico precisa ter uma vida “congruente”.

A nota cita o Código de Direito Canônico, cânon 874, que descreve os requisitos para os padrinhos de batismo: “deve ser católico, estar confirmado, ter recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e levar uma vida congruente com a fé e a missão que vai assumir”.

Esta fidelidade deste prelado católico e esta santa intransigência do cura de almas não passarão despercebidas d’Aquele que habita os Céus. Os nossos parabéns aos representantes da Igreja que, na contramão das tendências modernas, não abdicaram de sua fidelidade a Cristo. Que neste Natal o Menino Deus os possa confirmar na Fé Católica, no estreito e difícil caminho que conduz aos Céus. E que a atitude deles inspire outros, a fim de que as almas não se percam pela desorientação daqueles que as deviam conduzir.

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130 thoughts on “Padre cancela batizado ao descobrir que padrinho era “casado” com outro homem

  1. Álvaro Fernades

    Ygor,

    Você ainda não entendeu,mas eu repito:Eu não quero mais debater sobre a Inquisição!Eu pedi as fontes a Cristiane,mas eu parei por aí!Pronto!A minha opinião é a de que só Deus possui legitimidade para tirar a vida de alguém!E eu não irei mais responder sobre isso!Se você é favorável a pena de morte e/ou a Inquisição,Parabéns! Eu respeito a sua opinião,mas eu não quero mais debater!Vai lá no post que o Jorge indicou e ver o debate ou então poste suas opiniões,mas eu não pretendo mais voltar a debater sobre isto!

  2. Ygor

    Álvaro,

    Obrigado pela atenção. Já deu para concluir o que eu tinha como dúvida. Não se preocupe, encerro por aqui minha participação neste debate.

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  3. Cristiane

    Marcos Arthur, se quiser pode voltar lá no tópico sobre Os dogmas sem sentido do espiritismo, que eu respondi a uma pergunta que você fez sobre fé e obras. Desculpe a demora, é porque só agora vi a pergunta que você fez.

  4. Cristiane

    “Quando eu estudei eu não vi em nenhum momento que eles matavam mulheres grávidas. Por isso perguntei.”

    Pode ser que nem todos os cátaros faziam isso, e só aqueles mais radicais, se é que me entende (mesmo porque é preciso não generalizar). Pelo o que eu vi, a Igreja era até misericordiosa com os cátaros… De qualquer forma, catarismo não deixava de ser uma heresia.

  5. Marcos Arthur

    Sim, porque eu repito, não vi nada de que eles matavam mulheres grávidas, abriam barrigas e nada disso, entende? Até porque, eles não podiam fazer guerras. Eles não podiam portar armas também. Mas sim, era uma heresia. A ressalva que eu faço é que como toda heresia da Baixa Idade Média, o catarismo não era unicamente um movimentro religioso. Era também um movimento social dos camponeses, e de muitos nobres, contra as riquezas da Igreja. o Clero de Languedoc era MUITO rico. Rico dos bispos viverem bem e o povo passar fome. Então o catarismo foi também uma revolta social. Como estava causando uma grande convulsão social, e ameçando a Igreja, Inocêncio III convocou a Cruzada Albigense. Porém ela não foi uma cruzada de exterminação dos hereges. Virou uma guerra da Coroa de Aragão contra os cruzados enviados pelos papa. No fim, a Coroa Francesa arrebatou os territórios e a Inquisição foi criada.

  6. Álvaro Fernades

    Alexandre,

    Obrigado! Eu não conhecia bem o projeto e hoje não concordo muito com ele!Eu sou a favor de que homossexuais frequentem missas,cultos….desde que se comportem igual aos demais e que não exerçam nenhum cargo eclesiástico!O Projeto “mais radical” queria proibi-los de entrar nos templos e isso eu não concordo!Eles devem ouvir a palavra de Deus!

    O projeto é uma redundância,pois as Igrejas não são obrigadas a casá-los no religioso,pois o Estado é laico e os locais de culto são invioláveis!A decisão do STF não vale para casamento religioso….

    O local do culto ou o pátio do templo é inviolável,mas caso o PLC 122/2006 seja aprovado;o casal homossexual que se beijar em frente a uma Igreja o padre ou pastor poderá pegar 5 anos de cadeia!O PLC 122 sim é muito abusivo!

    Dentro da Igreja(o padre,pastor,rabino….) pode reclamar e na frente não pode,ou seja,se eles se beijarem na porta das Igrejas estarão exercendo um “direito legítimo”!

  7. misturfi

    Sinceramente eu fico estarrecido quando alguém que diz ser católico e chamam para padrinhos de seus filhos pessoas de outra religião ou casais que apenas vivem juntos sem serem casados na igreja e até mesmo casais gays, isso é um absurdo pessoas assim não sabem o que é ser católico, não tem nenhum conhecimento doutrinário e quando a igreja diz que não pode certas coisas ficam ofendidas e cheias de razões como se fossem donas da verdade sai comentando que a igreja está perdendo seus fieis para outras igrejas, pessoas que agem assim só pensam em si e não estão nem aí para Deus ou para a igreja, são os famosos católicos de IBGE.

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