Aos que defenderam a Pátria, nossas saudações!

closeAtenção, este artigo foi publicado 5 anos 4 meses 21 dias atrás.

Este vídeo não é propriamente novo; foi feito por ocasião das eleições presidenciais de 2010, quando o então candidato ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, participou da Sabatina da UOL. As palavras do ex-guerrilheiro são suficientemente claras a ponto de não deixarem margens para dúvidas: trata-se de verdadeira confissão dos reais propósitos dos terroristas contra os quais os militares brasileiros precisaram lutar em meados do século passado.

Transcrevo o início da fala do Gabeira, sobre ditaduras e lutas armadas; cito-o, afinal de contas, como testemunha autorizada (afinal, trata-se de um ex-guerrilheiro diretamente envolvido na luta armada contra os militares) a respeito dos fatos históricos dos quais foi palco o Brasil no século XX. Ei-lo:

Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na luta política costumam dizer que estavam lutando pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra uma ditadura militar; mas se você examinar o programa político que nos movia naquele momento, era voltado para uma ditadura do proletariado. Então você não pode voltar atrás, corrigir o seu passado e dizer “olha, naquele momento eu tava lutando pela democracia”. Havia muita gente lutando pela democracia no Brasil; mas não especificamente os grupos armados que tinham como programa este processo de chegar a uma ditadura do proletariado.

Circularam hoje no Facebook algumas imagens de documentos da época; entre eles, um periódico militar de 1963 chamado “O Gorila”. Não o encontrei na internet, a não ser alguns trechos transcritos em blogs; encontrei também um artigo (ArtCultura, Uberlândia, v. 9, n. 15, p. 195-212, jul.-dez. 2007) que lhe faz referência. É portanto, ao que tudo indica, documento verídico.

As palavras são fortes: “Marcharemos ombro a ombro, na ocasião oportuna, para fazer as reformas que o país necessita, para fazer o bem ao povo, para defender a disciplina e a hierarquia, para manter a dignidade dos lares, para liquidar os corruptos e os corruptores, para enfim podermos, dentro das melhores tradições de nosso brio de soldado brasileiro, prestar contas a Deus e aos nossos patrícios, com um solene e verdadeiro brado de patriotas autênticos”. O documento, claro, não prova por si só que estivessem corretos os militares que tomaram o poder. Mas revela insofismavelmente a existência de movimentos subversivos no Brasil antes de 1964 e, portanto, serve para enquadrar o movimento dos militares como aquilo que realmente foi: um contra-golpe. As pessoas gostam às vezes de dizer que os movimentos terroristas apareceram como uma “legítima defesa” da população injustiçada contra os desmandos dos ditadores que subjugavam o país, e isto não é exato. Antes de haver governo militar havia movimentos subversivos. Ao invés de terem surgido para lutar contra a ditadura, os terroristas foram precisamente aqueles contra os quais os militares tiveram que se levantar para proteger o país.

Tenho na minha estante um livro do cel. Brilhante Ustra chamado “A Verdade Sufocada”. Os esquerdistas vão rasgar as vestes e dizer que se trata de um seqüestrador e torturador, mas não é este o meu ponto. O que quero dizer é que há algo de muito errado na maneira como os derrotados de 64 contam história. Simplesmente não é crível que as Forças Armadas do país tenham de repente se transformado em uma guilda de criminosos sedentos por sangue e poder. Não é verossímil que a virtual totalidade dos brasileiros – o que pode ser visto tanto pelas gigantescas Marchas da Família quanto pelas publicações dos jornais da época – tenha apoiado com entusiasmo um governo monstruoso como o que nos pintam no segundo grau. Se não é fidedigno (p.ex.) o livro do coronel Ustra por se tratar do relato de um torturador, por qual motivo seriam dignas de crédito as declarações dos terroristas subversivos? Fiquemos, então, com os fatos reconhecidos. E estes são largamente favoráveis aos militares. Só dois exemplos.

Primeiro, o argumento quantitativo. A lista de mortos e desaparecidos políticos durante o período da Ditadura Militar tem menos de 400 nomes. Ora, estamos falando de vinte anos repletos de seqüestros de embaixadores, atentados a bomba contra aeroportos e assaltos a banco, nos quais os subversivos freqüentemente trocavam tiros com a polícia, fugiam do país mudando de nome e inclusive “justiçavam-se” mutuamente! Em um tal cenário social, é realmente espantoso que tenham morrido duas dezenas de pessoas ao ano em todo o Brasil? Para fins comparativos, a lista de pessoas assassinadas em Recife no mês de abril de 2008 tinha praticamente o mesmo tamanho da de mortos e desaparecidos em todo o Brasil durante toda a Ditadura Militar.

Depois, a popularidade do governo e o desenvolvimento do país durante o governo dos militares. O milagre econômico brasileiro remete a esta época; e Médici (como Lula…) teve 82% de aprovação. O próprio Lula, aliás, já elogiou o governo Médici. Diante de uma tão universal aprovação, como entender as menções ressentidas aos “anos de chumbo”? Como dar-lhes o crédito que exigem?

Enfim, os maniqueísmos costumam ser injustos. Os generais que governaram o Brasil na segunda metade do século XX eram homens. Aceito facilmente que eles não eram santos perfeitos, mas rejeito com veemência que tenham sido os demônios que costumam pintar. Foram homens cujo sincero amor à pátria não pode ser honestamente posto em dúvida. Independente de quaisquer trágicos desdobramentos políticos futuros, o fato é que em 1964 os militares agiram em conformidade com o seu dever, diante de uma ameaça concreta e com amplo apoio popular – isto é incontestável. Merecem, sim, a gratidão dos brasileiros, e não as cusparadas revanchistas dos inimigos da Pátria por eles derrotados e nem as agressões vazias de uma juventude ignorante da história recente do país.

Hoje é 31 de março. É aniversário do contra-golpe de 64. O nosso sincero muito obrigado aos que defenderam o nosso país.

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34 thoughts on “Aos que defenderam a Pátria, nossas saudações!

  1. Tiane12

     Esses 300 gatos-pingados não estavam sozinhos nessa, meu caro, se não me engano, tinham o apoio da União Soviética e de Cuba.  Se não fosse pelos militares, eles teriam implantado o comunismo sim. Ou você é ingênuo de pensar que a União Soviética não ia tentar fazer com que o comunismo fosse implantado em outros países? Os comunistas vinham tentando fazer isso há anos, desde o governo de Getúlio Vargas, se não me engano. Ou você nunca ouviu falar da Intentona Comunista? Nunca ouviu falar de Luís Carlos Prestes ou de Olga Benário? Os comunistas tinham o apoio inclusive destes freis que você citou. Esses freis são todos adeptos da Teologia da Libertação. Deus me livre! O general Garraztazu Médici tinha razão ao afirmar que “lugar de padre é na sacristia”.

  2. Mássimo

     Bem, você não pode comparar Cuba (que é do tamanho do Estado do Piauí) com o Brasil, né, meu filho…

  3. Tiane12

     “Não eram santos e nem tampouco heróis. Torturaram e mataram.”

    Como se os comunistas fossem santos… Esses sim fariam coisa pior, aliás, fizeram coisas muito piores que os militares fizeram. Abusos ocorreram, claro, e continuam ocorrendo até hoje. Ninguém nega isso. Se os militares não eram heróis, os comunistas também não eram. Mas ainda assim eu iria preferir a Ditadura Militar de direita do que a ditadura de esquerda da época da extinta União Soviética. Na Ditadura Militar, se não me engano, mataram apenas os comunistas lambaris, os tubarões foram exilados. No regime socialista da União Soviética, morreu muito mais gente do que na Ditadura Militar. Os comunistas faziam coisas piores com quem era contra o regime socialista. Chegavam a enviar pessoas contrárias ao regime para campo de trabalhos forçados, onde tratavam as pessoas de forma desumana. Por isso, eu iria preferir mil vezes a Ditadura Militar do que a Ditadura Comunista.